Seg, 21 de Maio de 2012 13:21 | Escrito por Adriana Luiza | | |
Meu sobrinho marcou casamento para o próximo mês de junho, no Rio de Janeiro, cidade onde ele e a noiva vivem. Quando escolheu a data não sabia ou mesmo nem estava programada a Rio+20, conferencia das nações Unidas sobre o meio ambiente. O resultado foi que quando soltou os convites, para amigos e parentes espalhados no Brasil e exterior, que os convidados ficaram sem vagas em hotéis da Cidade Maravilhosa, já que não eram participantes da Rio +20. Bati tudo, encomendando vagas, para mim e minha família, em várias agências e redes hoteleiras. Trabalho perdido. E, as poucas que havia, as tarifas eram de preços astronômicos. Recebi proposta de diária a R$ 2.500,00. Em hotel banal... Bom, achei que não iria ao casamento, até que os noivos negociaram um hotel mais simples, num canto proximo a praia de Jurujuba (vide foto ao lado), em Niterói, para abrigar a família Brazileiro. Com um detalhe: pagamento antecipado, desde Abril, caso contrário as vagas seriam cedidas à alguma delegação estrangeira. A mocinha das reservas enchia a boca para falar Rio +20, naquele sotaque bem carioca. Com algum tempo fiquei sabendo da manobra que os hoteleiros fizeram para extorquir as delegações estrangeiras inscritas no conclave. Fecharam pacotes para todo o período da Conferencia, a preços absurdos, bloqueando as vagas para agências nacionais e estrangeiras. Mesmo sem que houvessem concretizados as vendas desses pacotes, a resposta para quem desejava uma vaguinha, pelo amor de Deus, era sempre negativa. Fechou-se o tempo e ninguém conseguia reservar hotel na cidade.
Agora, a menos de um mês do evento, diante de denúncias oriundas de vários pontos do planeta, o governo – não sei de qual nível, federal ou local – descobre a manobra espúria e dá duro. “Fizeram um acordo” com os ladrões e solapadores do turismo científico nacional e obrigaram a prática de tarifas civilizadas e conforme o mercado. Com um detalhe – que considero uma jogada de mestre – de obrigar que os pacotes vendidos sejam revistos e o dinheiro devolvido às “vitimas”. Isso em Dólar valorizado (R$ 2,00) deve ter sido um “Deus nos acuda”. No meio da confusão gerada, descobre-se, também, que houve gente que foi obrigada a comprar um pacote que abrangia todo o período da Conferencia, mesmo que só permanecesse no Rio por um ou dois dias (já fui vitima dessa manobra, em Petrolina, durante evento do segmento agroindustrial). Aí, o hotel, ciente da vaga nos dias restantes, vendia o pacote OUTRA VEZ! Faça ideia do tamanho dessa safadeza! Bando de larápios. Estou revoltado, porque fui vitima desse cambalacho, ao não encontrar vagas na cidade e ir parar numa prainha de pescadores – com todo respeito – da aguada Niterói – com todo respeito, outra vez – embora que me conformando com a paisagem ao fundo da Baia da Guanabara, mostrando o Rio, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, no alto do Corcovado. Que esse episódio sirva de alerta para o período da Copa do Mundo (2014) e das Olimpíadas (2016). Qualquer deslize será prejuízo para a imagem do turismo no Brasil, pelo resto dos tempos. Os potenciais visitantes, ao invés de explorados, devem ser recebidos com descontos promocionais, carinhos, cafunés e colinhos. Que partam com saudades e vontade de voltar. Que espalhem nos seus países de origem que o Brasil é belo e bom de ser visitado. Já registrei, outro dia, aqui no Blog, que a África dó Sul fez tudo certinho e o fluxo turístico aumentou significantemente, depois da Copa de 2010. Foi depoimento de agente receptivo que colhi, in loco, numa passagem que fiz naquele país, ano passado.Para terminar nosso papo semanal, recordo que há duas semanas tratei de assunto semelhante a este, ao criticar a incompetência dos empresários do turismo no Brasil, denunciando a fuga do turismo de negócios para os países vizinhos, principalmente a Argentina. Lástima porque o Brasil se presta bem para essa dinâmica e rentável atividade, mas o setor privado vem dando “tiros nos pés”. Quanta ignorância. Quanta falta de tino empresarial.
Fonte: Blog do GB (www.gbrasileiro.blogspot.com); 18.05.12
Seg, 14 de Maio de 2012 14:58 | Escrito por Adriana Luiza | | |
José Otávio de Meira Lins
Matéria do Ministério do Turismo festejando um crescimento (5,3%) da entrada de turistas estrangeiros no Brasil – 5,1 milhões em 2010 e 5,4 milhões em 2011 – nos faz novamente refletir por que há mais de uma década não rompemos este patamar (5 milhões de turistas estrangeiros).
Ínfimo por sinal, comparado a destinos como Orlando que recebe mais de 20 milhões de turistas ou a Espanha com 70 milhões de turistas por ano. Como dizem alguns espertes não vamos em frente, estamos é andando de lado quando não para trás como no caso do turista norte-americano.
Preocupante é a queda brusca de 600 mil para 400 mil visitantes dos Estados Unidos, que está entre os fatores negativos medidos por estas últimas estatísticas. Os americanos - principais viajantes do mundo e de onde Brasil poderia obter rapidamente obter mais e novas receitas com a abolição do entrave dos visto – representam apenas 10.9% dos nossos visitantes, número igual ao do início dos anos 2000. E pior, poucos sabem que neste número de visitantes americanos, está incluída a maioria dos que visitam o Brasil regularmente a negócios.
Rodamos, rodamos, batemos na exigência boba do visto. Mesmo com os bons ventos econômicos no Brasil, ainda existem mais de um milhão de brasileiros trabalhando nos EUA, legais ou não. Enquanto parte dos visitantes brasileiros ainda vê os EUA como um mercado de trabalho, raros americanos vêm ao Brasil com essa finalidade. O fim do visto não representa ameaça à nossa soberania nacional e atende a necessidades reais. Ao encontrar entraves para viajar, o turista americano elege outro destino. Não adianta campanhas de promoção se ele vê dificuldades pela frente. Existem apenas cinco consulados brasileiros que concedem o visto nos EUA.
Quando um viajante muda de destino, quem perde? Quem ganha? O Brasil não pode fechar as portas para o mercado dos Estados Unidos, o maior emissor de turistas do mundo, com mais de 60 milhões de pessoas com poder aquisitivo para viajar. É o povo que mais viaja.
Na América do Sul, somente Brasil e Paraguai exigem o visto de entrada para o turista americano. Somente o Brasil cobra pelo visto. De cada sete americanos que viajam para a América do Sul, apenas um vem para o Brasil. Os demais escolhem destinos como a Argentina ou o Chile. Se for para manter o visto, que ele seja dado na entrada (com ou sem o pagamento de taxa). A probabilidade dos americanos ficarem ilegalmente é mínima, ou inexistente. A mesma facilidade deveria ser estendida para os japoneses, australianos, canadenses ou qualquer outro turista que vier para cá com potencial para gerar divisas, incrementar a economia e gerar empregos.
No mundo, 119 nações já aboliram a exigência do visto para americanos (esses são números de 2005) e isto não significou a perda do orgulho e da soberania de cada país.
Entre os países que não exigem visto dos americanos estão todos os que entraram a sério nesse negócio de turismo – no Caribe, na América do Sul, no Sudeste Asiático, no Leste Europeu, no sul da África.
Quando o brasileiro médio é informado das exigências para tirar visto americano, ele corre atrás de todos os documentos e entra na fila do consulado.
Quando o americano médio é informado das exigências para tirar o visto brasileiro, ele muda de canal. A verdade é esta. Para cada destino brasileiro existe uma alternativa sem visto, sem burocracia e sem rancor consular antiamericano.
O turista americano precisa de visto para a Foz do Iguaçu, mas não precisa para visitar à África do Sul. Precisa de visto para ir à Amazônia brasileira, mas não precisa de visto para ir à Amazônia peruana. Precisa de visto para ir a Noronha, mas não precisa de visto para ir às Galápagos. Precisa de visto para ir ao Pantanal, mas não precisa de visto para ir à Patagônia. Precisa de visto para ir ao Rio, mas não precisa de visto para ir a Cancun. Precisa de visto para ir a qualquer praia do litoral nordestino, mas não precisa sequer de passaporte para ir à República Dominicana.
E aí, comemorar essa de subida é ou não é festejar uma subida de cinco para meia dezena?
*José Otávio de Meira Lins é hoteleiro Presidente da Rede Marolinda (Cult Hotel – Hotel dês Arts).
Seg, 14 de Maio de 2012 14:16 | Última atualização em Seg, 14 de Maio de 2012 14:18 | Escrito por Adriana Luiza | | |
Apesar do Rio Grande do Norte ter uma das maiores reservas em belezas naturais, o estado vive uma das piores crises do Turismo nos últimos tempos,ao ponto de perder a condição de um dos principais destinos turísticos do país e contar prejuízos econômicos em um setor que terminou o ano passado como o demaior participação na economia formal potiguar. As frequentes quedas na ocupação turística, mês a mês, têm impactado diretamente nas 52 atividadeseconômicas que integram a cadeia produtiva turística, definida pela Organização Mundial de Turismo. A situação preocupa as autoridades ligadas aosetor que temem pelo futuro da atividade no estado.
Para se ter uma ideia dessa queda, basta comparar o movimento no Aeroporto Augusto Severo com dos anos anteriores e os registros de outras capitais doNordeste. No último quadrimestre de 2011, o aeroporto registrou um movimento de 43.567 passageiros a menos que o último quadrimestre de 2010. Nesse mesmoperíodo, em Fortaleza, houve um aumento de 55.394 passageiros e Maceió teve um incremento de 9.228. Até setembro de 2011 houve queda de 8,1% em relação a setembro de 2010. Em outubro, a queda foi de 2,5%, e em novembro de 1,7%, registrando novamente uma nova queda em dezembro de 7,5%. Na opinião do coordenador da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio, George Gosson, essa queda no fluxo não se deve a fatores macroeconômicos, mas a problemas locais. "Falta divulgação", afirma.
Outro dado que aponta para a queda é o número de empregos gerados com o turismo no estado. O CAGED (Cadastro Geral de Empregados do Ministério do Trabalho) registra ano a ano uma queda na geração de novos empregos da ordem de 77% no RN. Em 2010, os serviços de alojamento e alimentação geraram 3.864 novos empregos. Em 2011, apenas 890. Quando se compara com outras capitais do Nordeste, Natal teve o pior desempenho no ano de 2011, apesar dos setores de serviço de alojamento e alimentação ainda estarem gerando emprego. Com relação à taxa de ocupação dos hotéis, segundo a ABIH/RN, houve uma queda de 9,16%. No primeiro semestre de 2011 foi observado um crescimento mês a mês até agosto do ano passado, mas a partir de setembro começou a cair.
Com a ausência do turista, sofrem os mais diversos setores da cadeia produtiva, desde a sua chegada ao aeroporto até a sua saída da cidade. Perdem as lojas do aeroporto, as empresa de receptivo, os guias de turismo, as empresas de ônibus, locadoras de carro, bugueiros, taxistas, postos de combustíveis, rede hoteleira, fornecedores, restaurantes, bares, serviços bancários e financeiros; e na área de entretenimento, as casas de show, boates, bares, músicos, artesanato, além das compras no comércio local,farmácia, supermercado, shoppings. Até o mercado imobiliário é atingido.
Seg, 07 de Maio de 2012 15:48 | Última atualização em Seg, 07 de Maio de 2012 15:51 | Escrito por Adriana Luiza | | |
Outubro passado, acompanhei minha esposa a um evento internacional, na cidade de Buenos Aires, capital da Argentina. Ela como convidada e eu como acompanhante consorte. Chegando lá, logo no momento da recepção, notei que só se falava português. Em seguida percebi que os convidados eram todos – ou quase todos – brasileiros. Achei curioso. No coquetel de abertura, idem, idem. Fui apresentado a um dos coordenadores da promoção, que se mostrou muito simpático e, por cima, era cidadão brasileiro.
Não me contendo, indaguei sobre a razão de haver somente brasileiros, num evento dito internacional. A explicação veio na hora: a empresa promotora, uma multinacional europeia, após pesquisa de mercado, chegou à conclusão que, em Buenos Aires, os custos operacionais seriam bem menores, ao invés de realizar no Brasil, mesmo contando com as despesas de logísticas, entre o Brasil e a capital argentina, para tantos convidados. Surpreso com a justificativa, arrisquei uma nova pergunta: o Real está muito valorizado? É isto? Aqui sai tudo pela metade dos preços do Brasil. “Esta poderia ser uma boa explicação. Mas, ocorre que as diárias de hotel e restaurantes no Brasil estão absurdamente altos! Foge do padrão internacional. O Brasil tem um custo de vida muito caro! E os impostos cobrados são estratosféricos. O Senhor não acha?”, retrucou meu interlocutor. Tive que concordar e fiquei meio triste com a constatação. Minha tristeza não foi maior porque, afinal, estávamos em Buenos Aires, uma cidade que muito admiramos. Relaxamos e gozamos, como aconselhou a “filósofa” Ministra Marta Suplicy.
O tempo passou e quando eu já havia esquecido o fato, ouvi, há poucos dias – pelas ondas sonoras de uma estação que toca noticias – uma entrevista de um executivo de empresa brasileira descrevendo a programação de um encontro de gerentes, de todas as filiais do país, a ser realizado em Buenos Aires. Quase não acreditei. O entrevistado fez o maior auê da promoção e, com muito entusiasmo, falou que gastaria a metade do que seria gasto se o evento fosse realizado em São Paulo, cidade sede do Grupo. “Além do que, criamos o maior entusiasmo, entre nossos gerentes, porque irão curtir uma viagem ao exterior. Tango, compras na Calle Florida e Caminito vão encher as vistas do nosso pessoal ”. Arredondou o executivo, dizendo, ainda, que são muitas empresas brasileiras que usam dessa estratégia. Fiquei pasmo, com aquilo.
Analisando a situação e indo a São Paulo, com alguma frequência, tenho observado como têm se elevado os custos para um turista de negócios ou mesmo a recreio. Hotéis e restaurantes têm preços revistos, com muita frequência e muito acima da inflação. Um jantarzinho simples, num restaurante mediano, com um vinho nacional, não sai por menos de R$ 400,00. Já as diárias de Hotel não condizem com o que oferecem. Na perspectiva da Copa do Mundo ninguém vai segurar os preços. Vai ser um Deus nos acuda. E, o pior é que subir é fácil. Baixar, nunca mais!Nisso tudo, uma séria constatação: o empresário brasileiro, que atua no setor turístico, perdeu a noção das coisas e detona o ambiente de negócios que vem sendo construído com imensas dificuldades.
É por essas e outras que a economia do turismo não deslancha neste país. Não tem como. É por isso que fica mais barato passar uma semana em Buenos Aires, Miami ou Paris, do que em Porto de Galinhas. E, se escolher Fernando de Noronha, nem é bom falar. Classifico isto de incompetência empresarial. Agregue-se a este cenário as endêmicas mazelas nacionais dos modos sofríveis de atenção ao turista, pessoal de serviços mal formado e pouco profissional, aeroportos defasados, a insegurança pública – como uma ameaça sempre presente – e os meios de deslocamentos internos precários, e está desenhado um setor de atividades capenga e sem boas perspectivas. Se, pelo menos, houvesse um competente órgão regulador das atividades do setor ou um Ministério atuante e bem conduzido por quem entenda do crochet , poderíamos alimentar esperanças. Mas, não. Tá difícil. Com tantos atrativos, natureza luxuriante e cultura diversificada, o turismo seria uma das melhores opções de negócios deste país. Exemplos não faltam. Espanha, Portugal e Itália estão se valendo bem, em tempos de crise econômica. Aqui, falta o que por lá sobram: competência profissional e vontade política.
Fonte: Blog do GB (www.gbrasileiro.blogspot.com.br)
Entrada de turistas estrangeiros no Brasil cresce 5,3% em 2011
Seg, 07 de Maio de 2012 15:16 | Escrito por Adriana Luiza | | |
O número de visitantes internacionais no Brasil subiu 5,3% em 2011, comparado com 2010, segundo levantamento realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo).
No ano passado, 5.433.354 turistas entraram no país, ante 5.161.379 em 2010.
A alta, segundo a levantamento, foi impulsionada pelo crescimento de 10,3% no número de sulamericanos que chegaram ao Brasil --de 2.384.186 em 2010, para 2.628.957 em 2011.
Os países que formam o bloco econômico dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) também registraram importantes índices de crescimento do turismo emissivo para o Brasil: Rússia (40,9%), China (47,9%), Índia (14,3%) e África do Sul (6,8%).
A Argentina continua no topo do ranking de países que mais visitam o Brasil. No ano passado, 1.593.775 argentinos estiveram em território brasileiro, 13,9% superior que os 1.399.592 de 2010. Com isso, a participação do país vizinho no fluxo internacional de turistas para o Brasil chega a 29,3%.
Estados Unidos (10,9%) e Uruguai (4,8%) ocupam a segunda e terceira posições, respectivamente.
TRANSPORTE
Para chegarem ao Brasil, os 3.808.341 turistas usaram aviões, enquanto 1.442.865 vieram por estradas. Os números correspondem a 70% e 26% das entradas, respectivamente.
Por via marítima chegaram 127.853 turistas ao país, enquanto por via fluvial foram registradas 54.295 chegadas.
Temperatura sobe em debate sobre turismo e entretenimento
Seg, 23 de Abril de 2012 15:31 | Última atualização em Seg, 23 de Abril de 2012 15:34 | Escrito por Nilton Lemos | | |
A necessidade de gerar indicadores confiáveis sobre a indústria do turismo na Bahia, enfrentar a sazonalidade na ocupação dos hotéis, integrar as cadeias produtivas com os enclaves turísticos do Estado, conservar o patrimônio histórico de Salvador e até de intervir na Prefeitura da capital. Estes foram alguns dos assuntos debatidos na noite de ontem, 19, por representantes do trade turístico e autoridades do Governo do Estado e do município de Salvador no auditório da Associação Comercial da Bahia (ACB).
O evento integra a série de seis seminários idealizados e organizados pela ACB sobre “Negócios e desafios para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador”, iniciativa que conta com o apoio do site Gente&Mercado.
Ao abrir a atividade, o presidente da ACB, Marcos de Meirelles Fonseca lembrou que o segmento é uma das alavancas propulsoras da economia da região Nordeste e deve ser priorizado pelo seu poder de gerar divisas, empregos e elevar a renda da população.
Na sequência, o secretário estadual de Turismo, Domingos Leonelli, destacou a última pesquisa da FIPE que traz a Bahia como terceiro destino do País, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, e líder na região Nordeste. Para consolidar essa liderança, ele explicou que a estratégia de turismo do governo tem foco nos eixos de inovação, qualidade e integração econômica dos enclaves turísticos com as regiões onde estão instalados.
“Descobrimos, por exemplo, que 85% do marisco consumido em Praia do Forte é importado de fora da Bahia, que tem um litoral de 1.100 quilômetros”, exemplificou. Leonelli informou que a Setur tem buscado estimular, juntamente com o Sebrae, o adensamento das cadeias produtivas do Estado com o turismo. O secretário reconheceu também a falta de estruturas de entretenimento no estado e defendeu a construção da Cidade da Música no Parque de Exposições de Salvador, projeto que ainda não encontrou o apoio necessário junto ao Governo do Estado e à iniciativa privada para se tornar viável.
Segundo ele, outro problema do segmento é a sazonalidade, uma vez que na baixa estação a ocupação nos hotéis de cidades como Salvador, Porto Seguro e Ilhéus cai para menos de 30% dos leitos, enquanto no interior do Estado acontece a maior festa de São João do Brasil.
Intervenção - Já o presidente da Associação Baiana de Agências de Viagem (Abav), Pedro Galvão enumerou os problemas de Salvador como mobilidade, ausência de planejamento urbano para lidar com a configuração geológica da cidade, insegurança e descuido com o patrimônio do Centro Histórico e demais pontos turísticos.
“Seria o caso de uma intervenção do Governo do Estado na Prefeitura de Salvador. Estamos no fundo do poço e o turismo é o segmento da economia mais sensível para os efeitos da má gestão da cidade”, defendeu.
Banco de dados – Presidente da Câmara Empresarial de Turismo da Federação do Comércio na Bahia (CET/Fecomércio), Cícero Sena disse que a entidade está construindo um banco de dados do setor e apresentou informações cedidas pela CVC, que apontam um decréscimo de 13% na compra de pacotes para Salvador entre 2009 e o primeiro trimestre de 2012. Segundo o levantamento, no mesmo período, Porto Seguro, Arraial D’Ajuda, Trancoso e Santa Cruz de Cabrália foram responsáveis por 70% dos pacotes vendidos na Bahia pela operadora. Governo do Estado na Prefeitura de Salvador. Estamos no fundo do poço e o turismo é o segmento da economia mais sensível para os efeitos da má gestão da cidade”, defendeu.
“O turismo na Bahia pode até ir bem, mas em Salvador a situação está crítica. Os dados apontam para um decréscimo de 7% a 10% por ano no turismo de lazer. Se não fosse o turismo corporativo o turismo na cidade estaria em crise. Depois de Dom João VI, não pareceu mais nenhum gestor com visão. É lastimável o apoio zero da Prefeitura ao setor de turismo”, criticou.
Debate – Da plateia, a ouvidora-geral da Prefeitura de Salvador, Karla Borges pediu a palavra para responder às críticas feitas pelos representantes do trade turístico ao Executivo Municipal. Ela classificou as declarações de Pedro Galvão de deselegantes, uma vez que o mesmo teria obtido o apoio da Prefeitura para um projeto de formação de guias para a cidade de Salvador. Como servidora municipal com 22 anos de carreira, ela informou a Cícero Sena que, em 1986, vigorou uma lei no Município que concedeu isenção fiscal de 50% na base de cálculo de todos os tributos municipais para empreendimentos turísticos que se instalaram na cidade. Ambos reconheceram a propriedade dos argumentos da ouvidora, mas mantiveram suas críticas à atual gestão do Executivo Municipal.
À reportagem do Gente e Mercado, Karla Borges acrescentou ainda a liberação recorde de alvarás para construção e ampliação de hotéis pela atual gestão municipal, além da realização de workshops sobre a realização de eventos internacionais com gestores de cidades como Barcelona e Atlanta para a troca de informações e apresentação de oportunidades de negócios na capital baiana.
Casa de ferreiro – Com 30 anos de atuação no segmento turístico, o presidente do Salvador Convention Bureau, Pedro Costa lembrou que Salvador atrai turistas justamente por sua capacidade de produzir entretenimento, produto que é, inclusive, exportado para o Brasil e o mundo. Ele disse que em 15 anos do Buerau de Salvador, foram captados 960 eventos, com a geração de US$ 1,4 bilhão em movimentação financeira no Estado e defendeu também que o órgão municipal de turismo se transforme em um ponto de vendas da cidade e que a Prefeitura passe a assumir um projeto turístico próprio, a exemplo do que fazem as grandes capitais mundiais do turismo.
“O fator mais importante é a distribuição de renda que o turismo promove, desde o pequeno comerciante, que vende fitas do Senhor do Bonfim ao grande empresário do entretenimento. A prefeitura peca por não ter uma política de promoção autônoma, mas tapa-buracos”, afirmou.
Por fim, o presidente da Associação Baiana de Camarotes, Paulo Goes, disse que, por todos os problemas já citados, Salvador deixou de estar na moda e o turista não tem mais anseio de visitar a cidade. “Nossa diversidade cultural permite também a criação de uma diversidade de oportunidades. É preciso sair do gerúndio ‘estamos fazendo’ e passar para o fazer”, defendeu.
Rosemma Maluf informou que o próximo seminário da ACB acontecerá na segunda quinzena de maio, tendo como tema “Baía de Todos os Santos: investimentos, perspectivas e integração com a RMS”. A presença do secretário estadual de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, já está confirmada.
Mais conectado, turista moderno está mudando modo de viajar
Seg, 23 de Abril de 2012 14:54 | Última atualização em Seg, 23 de Abril de 2012 15:42 | Escrito por Adriana Luiza | | |
Acabaram as viagens reservadas com meses de antecedência, pois os turistas conectados de hoje mudam seus planos de um dia para outro, estando sempre à procura de contato humano, analisaram especialistas reunidos no Japão."Compreender o uso das novas tecnologias é fundamental para que a indústria do turismo possa continuar a crescer", destacou Philip Wolf, fundador do centro de análises PhoCusWright.
O Conselho Mundial da Viagem e do Turismo (WTTC, na sigla em inglês) encerrou na quinta-feira (19) sua reunião anual, tentando compreender esses "novos consumidores" que o setor terá que atrair, se quiser atingir seu objetivo de crescimento no longo prazo de 4% por ano e manter sua parte de 9% no Produto Interno Bruto mundial.
Viajantes, hoteleiros e dirigentes das empresas de transporte aéreo viram seu trabalho perturbado pelo emprego da internet, ampliado recentemente pelo boom de smartphones e tablets multimídia.
Um terço dos seres humanos estão conectados hoje e 39% estarão em 2016. Mais da metade da humanidade (56%) dispõe de um telefone celular clássico ou "inteligente" - aparelhos que ainda têm margens significativas de desenvolvimento na Ásia e na África.
"Não há mais 'on' e 'off', os novos consumidores estão conectados todo o tempo e passam de um aparelho a outro. Os profissionais de turismo que não se adaptarem vão perder mercado", disse Wolf.
A utilização dos meios móveis de telecomunicações modifica radicalmente a relação entre o cliente e os fornecedores dos serviços de viagem.
Dois terços das reservas de hotel feitas a partir de um terminal móvel são logo para a noite seguinte, contra 15% daquelas provenientes de um PC fixo; notebooks, smartphones ou tablets oferecem a possibilidade de reprogramar sem parar o percurso.
Atrair os nômades Esses novos meios permitem aos profissionais conhecer melhor seus clientes, mas estes últimos são mais desconfiados e exigentes quando usam as ferramentas de comunicação mais modernas.
"Na China, a geração nascida a partir dos anos 80 utiliza em massa os aparelhos digitais e a internet. Seus membros sabem se sair bem sozinhos quando viajam", destacou CC Zhuang, diretor presidente da Qunar, o principal site chinês dedicado a viagens.
Eles podem ficar bem sem os serviços de uma agência, procurando ativamente na telinha todas as informações necessárias às suas férias antes de partir, transferindo-as aos aparelhos móveis que levam consigo.
Seja ele chinês, japonês, europeu ou americano, o viajante de hoje tem tanta vontade de passar bons momentos e ir ao encontro de amigos, quanto explorar monumentos e apreciar as paisagens.
"As pessoas não viajam para mudar e ver outras coisas. Querem descobrir a si mesmas e a humanidade através de outra ou da própria cultura", considerou Jabu Mabuza, vice-presidente do grupo hoteleiro sul-africano Tsogo Sun.
A viagem torna-se, então, um momento privilegiado para o indivíduo conectado, em permanente relação virtual.
"A satisfação do turista será medida em termos de enriquecimento espiritual. Ele quer conhecer as comunidades locais e a cultura do local de destino, fazer trocas, reafirmar suas ligações com a família e amigos", enumera Sadahiko Oda, diretor presidente da rede de hotéis japoneses Kagaya.
O desafio para os profissionais do turismo consistirá, no futuro, em atrair e tornar fiéis esses clãs nômades.
Turismo no Brasil é impulsionado pela nova classe média brasileira
Sex, 13 de Abril de 2012 15:03 | Escrito por Adriana Luiza | | |
Para quem está tentando achar um lugar na praia de Copacabana, ou vendo os preços dos hotéis em Ipanema, fica claro que o turismo aqui está indo bem. Mas não é como antes. Não são os estrangeiros que estão por trás desse crescimento. São os brasileiros.
Os dados da WTTC (World Travel & Tourism Council; www.wttc.org ) confirmam o que os hoteleiros já vêm falando. O turismo no Brasil já quase não tem nada a ver com os gringos.
Em 2011, 95% da renda no setor de viagens e turismo veio de brasileiros. Só 5% veio de estrangeiros. Nos últimos quatro anos, a contribuição local tem crescido muito mais que o número de estrangeiros chegando - que, na verdade, não tem crescido.
Em 2014 e 2016, o Brasil vai convidar o mundo para os eventos esportivos mais importantes do planeta: a Copa e os Jogos Olímpicos. Mas, agora, é a nova classe média brasileira que está sustentando o turismo. "Geralmente, países recebem dois terços da renda no setor do consumidor local, e um terço de fora," diz David Scowscill, CEO da WTTC. "As exceções são os BRICs, especialmente o Brasil e a China, onde a nova classe média está viajando pela primeira vez, normalmente dentro dos próprios países.
Fim de tarde na lagoa Rodrigo de Freitas, na cidade do Rio de Janeiro
Mas nem o maior país do mundo tem uma taxa tão exagerada. A China recebe 11% da renda do setor de fora. O Brasil tem um dos setores de turismo menos internacionais no mundo.
"Aqui na zona sul carioca, o trânsito está pior que nunca. Mas não é tanto os gringos, é mais gente de outras partes do país," diz o taxista William. "Bom, daqui a pouco pretendo conhecer as partes históricas do Nordeste."
Números da Embratur confirmam o fato. Entre 2005 e 2010, o número de viagens cresceu de 139 milhões a 186 milhões por ano, enquanto o número de visitantes internacionais ficou estável em 5 milhões por ano.
Segundo Scowscill, várias questões atrapalham o crescimento do número de visitantes. Há os problemas de infraestrutura nos aeroportos e as questões dos vistos.
E tem o custo. Nos últimos três anos, o Brasil ficou caro, enquanto os países ricos vivem uma crise econômica. Para os estrangeiros, o Rio não se enquadra mais em uma viagem barata e relaxante. "Quanto custa um duas-estrelas agora em Ipanema? Uns US$ 400?" pergunta Dwight Clancy, norte-americano que visita o Brasil a trabalho.
Antes desses grandes eventos esportivos, por que o Brasil não está fazendo mais para atrair gringos? Pode ser que, no momento, não seja preciso. São os compatriotas que estão enchendo as vagas.
Sebrae-PE, CET-PE e empresários do Turismo discutem tecnologia de informação para Copa de 2014.
Qui, 22 de Março de 2012 13:42 | Última atualização em Qui, 22 de Março de 2012 13:44 | Escrito por Gabriella Alencastro | | |
Em uma primeira rodada de conversas, o setor de turismo - sobre a coordenação do SEBRAE-PE e apoio da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio-PE – começa a discutir necessidades tecnológicas para Copa de 2014 e para o futuro. Foi dado o pontapé inicial para se exterminar definitivamente o que o consultor do Sebrae-PE, Marcos Suassuna chama de “Oferta de Ausência”.
Agora, como diz José Otávio de Meira Lins - coordenador da CET-PE : “os pequenos e médios empresários do setor de turismo ficarão frente a frente com a turma de TI (Tecnologia de Informação) para juntar as suas demandas com o que existe de oferta na área de tecnologia e que possibilitarão a todos bater um bolão na Copa de 2014”.
O objetivo do trabalho do Sebrae-PE é aplicar metodologia para que, nos encontros entre empresários do turismo, gente da informática, cada um possa mostrar o que precisa e o que oferece, sempre com um foco de aumento de qualidade tanto para 2014 como para o futuro. Não se trata de produzir coisas novas, mas sim de se otimizar o uso de centenas de instrumentos existentes que ainda não foram apropriados pelos pequenos e médios empresários do segmento de turismo.
O encontro do grupo gestor inicial ocorreu ontem no Cult Hotel-Recife e se ampliarão com a convocação de players do setor de turismo e da área de informática.
Profissionais de turismo receberão palestras sobre pontos turísticos do Recife
Ter, 20 de Março de 2012 16:39 | Escrito por Gabriella Alencastro | | |
Foi lançada uma parceria da Secretaria de Turismo do Recife com o Sebrae para realizar um ciclo de palestras em 30 equipamentos turísticos da cidade para informar a importância de receber bem o turista durante grandes eventos. Com início previsto para o dia 26 de março, o programa “Qualifica Recife” terá duração de dois meses, com início previsto em 26 de março.
As palestras, que são gratuitas, serão proferidas em bares, restaurantes, meios de hospedagem, mercados públicos e agências de viagens. Os participantes das atividades não terão custos com as formações. Serão realizadas 30 palestras durante a programação, o que deverá beneficiar cerca de 1.500 profissionais.