Venda de remédios deve crescer 13% neste ano no Brasil
Qui, 12 de Abril de 2012 18:08 | Última atualização em Qui, 12 de Abril de 2012 18:09 | Escrito por Adriana Luiza | | |
O gasto médio per capita deste ano deve ser de R$ 386,43, versus R$ 337 de 2011. As classes B e C serão as principais responsáveis por esse consumo.
O comércio de medicamentos no Brasil deve crescer 13% neste ano, quatro vezes mais que o Produto Interno Bruto (PIB). Estimativas do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do IBOPE Inteligência, apontam movimento de R$ 63 bilhões para 2012 no varejo. Em 2011, o estudo do Ibope estimou R$ 55 bilhões.
O gasto médio per capita deste ano deve ser de R$ 386,43, versus R$ 337 de 2011. As classes B e C serão as principais responsáveis por esse consumo. Juntas, elas correspondem a 80% do valor total, com gastos de R$ 23 bilhões e R$ 27 bilhões, respectivamente. O Pyxis Consumo gera estimativas de potencial de consumo domiciliar, ou seja, aquele comprado por pessoa física.
Se o consumo cresce, na outra ponta, a indústria farmacêutica também tem crescimento de dois dígitos. No ano passado, o mercado farmacêutico brasileiro vendeu R$ 43 bilhões - 2,3 bilhões de embalagens - segundo a consultoria IMS Health. Não estão incluídas as compras governamentais, de hospitais e planos de saúde. Este mercado cresceu 18,9% em comparação a 2010, ainda segundo a IMS Health.
Dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) apontam que 42 laboratórios são responsáveis pela venda, em farmácias, de 78% dos medicamentos de referência do mercado e também por 43% dos genéricos, produzidos por empresas que passaram a ser controladas por essas indústrias.
E este aumento no consumo leva a indústria farmacêutica a apostar na expansão dos seus negócios. O Brasil impulsionou o crescimento de 12% da farmacêutica Bayer HealthCare na América Latina, segundo recente balanço. As vendas na região, segundo a empresa alemã, alcançaram 1,8 bilhão de euros em 2011. Hoje, o Brasil é o primeiro em vendas, seguido do México, Venezuela, Colômbia e Argentina.
- O crescimento de 12% confirma nossa estratégia de concentrar esforços em mercados de crescimento. O Brasil representou 50% das vendas na América Latina - afirma Marco Lavagnino, diretor médico da Bayer HealthCare Latinoamérica. - Também queremos manter a liderança em saúde feminina e há um potencial inovador para crescimento nas áreas da cardiologia e oftalmologia – completa Lavagnino.
Theo van der Loo, presidente da Bayer no Brasil e presidente do Conselho diretor da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), revelou ao O GLOBO que estão previstos cerca de sete novos medicamentos para este ano, nas áreas de saúde feminina, oncologia, dermatologia, cardiovascular e oftalmologia. O executivo, que comemora o fato do Brasil ser o carro-chefe das vendas na América Latina, diz que a Bayer cresceu 11% no país, ano passado.
- O nosso portfólio é bastante amplo. E a grande maioria dos nossos anticoncepcionais são fabricados no Brasil - explica ele. Em 2011, conta van der Loo, a fábrica situada em São Paulo produziu 2,2 bilhões de pílulas.
Buscando expansão além do eixo Estados Unidos-Europa, a farmacêutica suíça Novartis está de olho no Brasil e assinou uma carta de intenções com o Ministério da Saúde. A farmacêutica pretende reforçar as pesquisas no desenvolvimento de produtos para doenças como dengue e Chagas. E já iniciou a construção de uma fábrica de biotecnologia para a produção de vacinas em Pernambuco, com investimentos estimados em meio bilhão de dólares.
Outra farmacêutica, a Pfizer, teve faturamento no Brasil de R$ 4 bilhões em 2011, um crescimento de 14% em relação a 2010. O Brasil está entre os 10 principais mercados para a empresa.
A fabricante americana de equipamentos médicos GE Healthcare - que tem o Brasil como principal mercado - quer dobrar o tamanho do negócio até 2015 e contribuir para o desenvolvimento do setor, que deve crescer 10% neste ano. A fábrica da empresa em Contagem, Minas Gerais, com investimento de US$50 milhões em dez anos, vai produzir aparelhos para ressonância magnética. Atualmente, são fabricados raios-X, tomógrafos, mamógrafos e equipamentos para Pet-CT, que terão sua produção intensificada. A GE pretende, inclusive, exportar equipamentos.
Fonte: Portal D24 AM (www.d24am.com/notícias),12/04/12
Seg, 23 de Janeiro de 2012 14:49 | Última atualização em Seg, 23 de Janeiro de 2012 14:52 | Escrito por Sávio Gabriel | | |
PESQUISA Estudo com caixas de supermercado revela que metade deles relata sinais de infecção urinária. Maioria fica até 5 horas sem beber água e não consegue ir ao banheiro
Passar três ou até mais de cinco horas sem beber água e não conseguir fazer xixi quando dá vontade é prática entre caixas de supermercado. Pesquisa realizada no Recife com uma amostra de profissionais indica que 55% bebem no máximo três copos de água (600 mililitros) numa jornada de oito a dez horas por dia. Metade dos entrevistados também relatou sinais típicos de infecção urinária, confirmando o risco de ter a doença.
A média geral para a ingestão de água por dia é de, no mínimo, dois a três litros, explica Thalita Galindo, coordenadora da Pós-Graduação em Enfermagem do Trabalho da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), autora da pesquisa.
Segundo ela, a infecção urinária é considerada doença ocupacional e pode ser mais frequente em atividades laborais em que o empregado permanece a maior parte do tempo sentado. Assim como caixas de supermercados, motoristas e outros profissionais cujos postos de trabalho têm aumentado em razão do aquecimento da economia local, como atendente de call center, também podem ter mais risco de infecção urinária.
No estudo, foram entrevistados 60 operadores de caixa. A maioria dos entrevistados era composta por jovens (70,60% têm menos de 25 anos), sem filhos (82,30%) e solteiros (64,70). As mulheres eram a maioria (71,7 %).
Dor ao urinar, no baixo ventre, dificuldade para expelir o xixi foram sinais indicados por metade deles. ?Dos funcionários, 55% disseram não poder ir ao banheiro sempre que necessário, o que contribui para aumentar a frequência da doença nesses trabalhadores?, enfatiza a pesquisadora. Ela se surpreendeu com a falta de informação e orientação dos trabalhadores sobre a doença e diz que os problemas seriam reduzidos se as empresas investissem na educação. Muitos deixam de tomar água para não ir ao banheiro quando assumem o posto de serviço, comenta.
Na comunidade em geral, a frequência de infecção urinária é de 20% nas mulheres e 10% nos homens, enquanto nas infecções hospitalares essa prevalência é de aproximadamente 30%, afirma Thalita.
O ideal de consumo de água diário é um pouco relativo, pois os organismos são diferentes, observa. Então, o mais correto seria multiplicar o peso por 35 (isso significa que é necessário ingerir 35 mililitros de líquidos para cada quilo de peso). Um adulto com 70 quilos necessita de aproximadamente 2,5 litros por dia.
Para Thalita, a rotina de correrias expõe muito trabalhador ao mesmo problema. ?Orientamos a ter sempre uma garrafinha ou caneca próximo da pessoa, para que o funcionário mesmo atarefado possa lembrar de tomar água?. Quem toma pouca água, naturalmente sente menos vontade de ir ao banheiro fazer xixi.
O alerta da pesquisadora serve também para quem vive viciado em computador e novas tecnologias, esquecendo até das necessidades fisiológicas. Se nos policiarmos mais e considerarmos a facilidade de nos deslocarmos com as ferramentas, fica fácil beber água e ir ao banheiro, lembra.
Qua, 18 de Janeiro de 2012 14:45 | Escrito por Sávio Gabriel | | |
A participação do setor de saúde no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve aumento significativo na passagem de 2008 para 2009. As despesas com consumo de bens e serviços de saúde passaram de 8,3% do PIB em 2008 para 8,8% em 2009, quando atingiram R$ 283,6 bilhões, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o ganho de participação da atividade foi consequência da crise econômica internacional, que prejudicou o desempenho dos demais setores da economia, fazendo recuar o PIB nacional no período (0 3%). Em 2008, a despesa com saúde tinha sido de R$ 251,2 bilhões.
"Por ser um serviço essencial, o gasto com a saúde é menos sensível a essas oscilações da economia", disse Ricardo Montes Moraes, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE. "Mas não aconteceu só aqui. Em outros países, a participação da saúde também aumentou, muito por conta de que todos os outros setores registraram desaceleração em ano de crise".
O cálculo inclui os gastos das famílias, governo e instituições sem fins lucrativos. De acordo com o estudo "Conta-Satélite de Saúde 2007-2009, um detalhamento das contas nacionais", a administração pública aumentou os gastos com saúde no período, passando de 3,5% do PIB (R$ 107,40 bilhões) em 2008 para 3,8% do PIB (R$ 123,55 bilhões) em 2009.
"O aumento da participação da saúde no PIB aconteceu principalmente por causa do aumento do consumo da administração pública", notou Moraes. Porém, as despesas do governo permaneceram em patamar bastante inferior ao das despesas das famílias, que considera todos os gastos privados com saúde. O gasto desse grupo saiu de 4,7% do PIB (R$ 141,18 bilhões) em 2008 para 4,8% do PIB (R$ 157,10 bilhões) em 2009. Ou seja, a despesa da população com saúde em 2009 foi 27% maior que a do setor público.
O terceiro grupo que integra a pesquisa, instituições sem fins lucrativos de serviços a famílias - como ONGs, igrejas e sindicatos -, manteve a fatia de 0,1% do PIB, mesmo tendo passado de R$ 2,58 bilhões em 2008 para R$ 2,91 bilhões em 2009.
Na conta da administração pública figuram desde os serviços de saúde produzidos e fornecidos pelo próprio governo até os bens e serviços do setor privado comprados através do Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo. "É tudo o que o governo gasta com saúde", completou o pesquisador do IBGE.
No caso das despesas das famílias, a maior fatia foi despendida com outros serviços relacionados com atenção à saúde, um montante correspondente a 1,8% do PIB (R$ 57,07 bilhões) de 2009 que inclui consultas e exames. O segundo maior custo foi o de medicamentos para uso humano, o equivalente a 1,7% do PIB (R$ 56 17 bilhões) no ano, seguido por serviços de atendimento hospitalar, 0,8% do PIB (R$ 24,75 bilhões).
Na administração pública, a maior fatia entre as despesas é a do grupo saúde pública, que corresponde a 3,2% do PIB (R$ 102,26 bilhões). Os serviços de atendimento hospitalar figuram em segundo lugar entre os maiores gastos, com 0,4% do PIB (R$ 13,32 bilhões) de 2009.
Qua, 23 de Novembro de 2011 14:28 | Escrito por Sávio Gabriel | | |
A campanha Brasil sem Cigarro, uma parceria do SESC com a Rede Globo e o Instituto Nacional do Câncer (Inca), está percorrendo o País para promover a conscientização da população sobre os malefícios do cigarro à saúde. A Divisão de Promoção da Saúde e do Bem-Estar Social (Serbem) da CNC, apoia o projeto. O doutor Dráuzio Varella é personagem principal desta campanha. Desde 12 de novembro, o assunto é tratado em uma série especial no programa Fantástico.
Em 13 de novembro, a Escola SESC de Ensino Médio recebeu a caravana do Brasil sem Cigarro, atraindo visitantes interessados em parar de fumar. Além de Varella, o apresentador do Fantástico, Zeca Camargo, também esteve na Escola. “É muito importante esta parceira com o SESC. Os centros que ele tem são espaços vivos, de convivência, que permitem a multiplicação das informações e orientações, que chegam a muitas pessoas”, disse Dráuzio Varella.
O médico e Zeca Camargo também estiveram em Fortaleza, no dia 19 de novembro. Cerca de nove mil pessoas estiveram presentes na Praça do Ferreira para participar das atividades oferecidas, como o teste com monoxímetro, aparelho que mede o índice de monóxido de carbono no organismo do participante.
Dia 20 foi a vez de Belo Horizonte receber a campanha, com a presença do apresentador Tadeu Schmidt. A capital mineira teve o recorde de maços de cigarro descartados no "Cinzeirão", um grande depósito colocado para que a população se livrasse do cigarro. Foram 250 maços ao todo em Belo Horizonte. O diretor adjunto do SESC Minas Gerais, Luciano Fagundes, representou a entidade no evento. "Uma das grandes demandas da saúde pública é em função dos vícios do tabagismo. Se nós conseguirmos conscientizar as pessoas nesse sentido, parte desses recursos poderá ser direcionada para outras ações, como mais leitos, contratação de novos médicos e equipar melhor os nossos hospitais", explicou Fagundes.
Dez capitais brasileiras serão visitadas entre os meses de novembro e dezembro. Mais informações sobre a campanha e como largar o vício do cigarro podem ser obtidas no site do Brasil sem Cigarro.
Qui, 22 de Setembro de 2011 14:48 | Escrito por Sávio Gabriel | | |
Faltando menos de três anos para a Copa de 2014, muito se fala no que as cidades-sede têm a ganhar com a competição. Além do turismo cultural e de negócios, o Recife também tem potencial para explorar um setor em crescente expansão: o de saúde. A modalidade ainda é tímida, mas há tempo para fortalecê-la diante de um mercado competitivo no contexto mundial.
O Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe) quer mostrar as potencialidades deste nicho e promove, hoje, o I Simpósio Norte Nordeste de Gestão Hospitalar, cujo tema é Turismo de Saúde. O encontro acontece no salão de convenções do Real Hospital Português e é realizado em parceria com as empresas B&R Consultores, RC da Fonte e Síntese.
Segundo o Sindhospe, o turismo de saúde movimenta US$ 60 bilhões por ano em todo o mundo. O mercado é formado por pessoas que viajam em busca de tratamentos contra doenças nos polos médicos mais conceituados de vários países. Além da esperança de cura, estes pacientes levam seus familiares, geradores de renda para o turismo. O sindicato informou que o objetivo do evento é apresentar ações que aprimorem a gestão hospitalar e incrementem o turismo de saúde.
No ranking dos países que mais exploram a atividade, a liderança é da Índia, seguida de perto pelos Estados Unidos. Na América do Sul, São Paulo reina absoluta entre as cidades que arrecadam com o turismo de saúde. A razão, segundo o Sindhospe, é que no Brasil se paga um terço do valor cobrado nos demais países para uma infinidade de tratamentos médicos.
“O Recife é o segundo polo médico do Brasil e um excelente roteiro para pacientes que querem tratamentos mais humanizados junto à família, inclusive na rede hoteleira, com a adaptação dos leitos”, explica Iberê Monteiro, gerente de saúde suplementar do Sindhospe. “Mas os hospitais precisam obter os certificados de acreditação, exigidos pelas seguradoras para pagarem os custos. A Copa é uma boa chance para fortalecer o setor”. Segundo ele, o Brasil tem recebido, principalmente, pacientes de países de língua portuguesa para tratar inúmeras doenças.
O sindicato informou que as vagas para o evento estão praticamente esgotadas. Quem ainda pretende participar pode tentar a inscrição mediante o pagamento da taxa de R$ 250. Associados do sindicato e clientes das empresas organizadoras do encontro têm um desconto de 20% sobre o valor. Outras informações podem ser conferidas pelo telefone (81) 3222-6060.