Fecomércio-PE Inadimplência sobe e varejo segura o crédito

Inadimplência sobe e varejo segura o crédito

COMÉRCIO A falta de pagamento das vendas a prazo aumentou 8,21% no mês de maio. Com isso, a CNDL reforçou o alerta para que as empresas controlem a venda parcelada.

 

BRASÍLIA - O crescimento de 8,21% na inadimplência nas vendas a prazo no varejo em maio, na comparação com o mesmo mês de 2010, levou a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) a reforçar o alerta para as empresas restringirem o crédito aos consumidores. É preocupante, porque já são quatro meses de aumento na inadimplência. A única coisa pior que não vender é vender e não receber, afirmou o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro.

 

No ano, o número de registros junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) acumula expansão de 3,61% em relação aos cinco primeiros meses de 2010. A inadimplência continua com viés de alta e a luz amarela, que já estava acesa, passou a ser laranja. Vamos retomar comunicado para empresas associadas serem mais criteriosas na concessão de crédito, acrescentou Pellizzaro. Para o executivo, o atual momento exige prudência.

 

Precisamos que o comércio faça sua parte e auxilie o consumidor. Não é negar crédito, mas limitar endividamento à capacidade de pagamento, orientou.

De acordo com Pellizzaro, a entrada de milhões de consumidores no mercado de vendas a prazo nos últimos anos também exige maior esforço na educação financeira desses novos clientes. A demanda continuará aquecida porque temos mais trabalhadores no mercado e com melhores salários. A grande questão é dosar a velocidade com que essa população toma crédito, completou.

JUROS

A taxa média de juros do cheque especial registrou leve alta de 0,06 ponto percentual neste mês, segundo dados divulgados pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP). Entre os sete bancos pesquisados, a taxa média passou de 9,47% ao mês em maio para 9,53% ao mês em junho. No empréstimo pessoal, a taxa média de juros manteve-se em 5,60% ao mês.

Apesar da alta na taxa média de juros do cheque especial, apenas dois bancos elevaram a cobrança. O Banco do Brasil (BB) alterou a taxa de 8,27% para 8,37% ao mês, enquanto a Caixa Econômica Federal promoveu uma elevação de 7,95% para 8,27% ao mês. Bradesco, HSBC, Itaú, Safra e Santander não alteraram suas taxas.

O Procon-SP lembra que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato. Por isso, a entidade estipulou o período de 12 meses para a pesquisa, já que todos os bancos trabalham com este prazo.

A fundação Procon analisa que, apesar das medidas adotadas pelo governo, a economia continua em crescimento e ainda não houve redução do crédito. O Procon-SP afirma que, como o Banco Central (BC) tem elevado a taxa básica de juros gradualmente, para conter a inflação, é possível que os bancos estejam mais cautelosos em relação às suas taxas e prefiram aguardar os próximos passos da política monetária.

Fonte: Jornal do Commercio – Caderno de Economia de 10 de junho de 2011

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