Consumidores devem surpreender o varejo de Garanhuns com aumento dos gastos
Consumidores devem surpreender o varejo de Garanhuns com aumento dos gastos
As empresas varejistas de Garanhuns esperam vendas neste fim de ano um pouco menores do que no ano passado. Cerca de 39,5% admitem queda, contra 37,5% que esperam crescimento e 23% que preparam-se para ter o mesmo faturamento. Segundo metodologia da Fecomércio-PE calcula-se um recuo de 3% nas vendas, segundo a ótica dos empresários.
Mesmo se confirmada essa previsão de recuo das vendas nesse fim de ano, seria este ainda um bom resultado, em vista que em 2010 ocorreu um pico de faturamento do comércio, e situar-se somente 3% abaixo daquele valor não seria um resultado a lamentar.
Todavia, é provável que as vendas superem os resultados do ano passado, pois a pesquisa foi realizada antes das recentes medidas de incentivo ao consumo. O governo continua a desmontagem das medidas macroprudenciais que havia formulado para conter a inflação. Com o agravamento da crise européia, o receio agora é que o crescimento se contraia rapidamente e é para evitar essa retração, que medidas de estímulo ao consumo estão sendo implementadas.
Quando se considera as perspectivas para 2012, os empresários e gerentes estão muito otimistas com o comércio de Garanhuns e quase 80% dos entrevistados esperam vendas maiores que em 2011. Apenas 7,24% acreditam que reduzirão o faturamento e 14,47% admitem que permanecerão iguais.
Além do mais, os consumidores já se mostravam dispostos aumentar seus gastos este ano mesmo antes das novas medidas. A pesquisa mostra que o número dos que pretendem fazer compras deve ficar estável na comparação com 2010, mas os gastos médios passarão de R$826,60 para R$981,60 o que leva a um aumento de mais de 10%, quando se desconta a inflação do período. Todavia esses números podem ser ainda maiores em função da nova realidade do consumo. Deve ser registrado que em Garanhuns o aumento dos gastos não virá da classe C, mas sim das classes de maior renda, A e B, e das de menor, D e E.
No que diz respeito as compras, a sondagem apurou que os itens tradicionais continuam sendo os mais procurados. A liderança mais uma vez ficou com artigos do vestuário (42,09%). Em seguida vieram calçados/acessórios (20%), eletroeletrônicos (10,96%), móveis/decorações (5,57%) e joias/bijuterias (3,30%). No caso de eletroeletrônicos, as maiores compras deverão recair sobre celulares, eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos.
A exemplo das outras áreas pesquisados no Estado, os cartões de crédito e o pagamento em moeda deverão ser as formas de pagamentos mais utilizadas. Cerca de 57% dos entrevistados pagarão suas compras com cartão de crédito parcelado e 27,18% a vista. A importância dos cartões de loja se constitui uma singularidade da cidade de Garanhuns e alcançaram a proporção de 10,80% dos pagamentos. Esse comportamento é fortemente influenciado pela presença de grupos locais tradicionais, com fortes laços com os consumidores. As compras feitas com débito em conta corrente ou através de cheques têm pouca presença na área, assim como nas demais cidades levantadas pela sondagem de fim de ano.
A pesquisa foi realizada pela Fecomércio-PE, em convênio com o Sebrae-PE, e apoio do Sindlojas Garanhuns, na terceira semana de novembro. Pelo lado da demanda entrevistou um total de 408 consumidores, sendo 30 nas classes A-B com rendimentos acima de 10 salários mínimos, 205 da classe C que compreende mais de 3 até 10 salários e 173 das classes D-E com menos de 1 salário até 3 mínimos. Pelo lado da oferta, o inquérito ouviu 304 empresários e gerentes do comércio varejista, em 12 ramos de atividades em 9 bairros.


