Período junino em Caruaru deve crescer o faturamento em mais de 10% este ano
Período junino em Caruaru deve crescer o faturamento em mais de 10% este ano
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As empresas do comércio assim como os prestadores de serviços de alimentação e hospedagem estão muito otimistas em relação ao faturamento durante o período junino. De acordo com o levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) quase 60% delas esperam crescimento em relação ao ano passado, não chegando a 18% o percentual das que admitem diminuição, sem diferença estatisticamente significativa entre o varejo e os serviços.
Todas as três áreas pesquisadas - comércio tradicional, centros de compras e shoppings centers - esperam que o faturamento cresça. A estimativa da Fecomércio-PE, com base nos dados levantados, é de um aumento de mais de 10% em relação ao ano passado. Todavia, nos shoppings o otimismo é mais acentuado - acima de 20% - contra pouco menos de 8% no comércio tradicional e nos centros de compras.
Esse grande aumento esperado no faturamento é particularmente importante porque durante o período junino os segmentos do comércio e dos serviços ligados à festa realizam em média cerca de 23% do faturamento anual. Mais da metade das empresas realizam em junho entre 15% e 30% e mais de 11% faturam no mês acima de 45% do total no ano. Nos serviços, ainda mais que no varejo, o período junino representa um percentual substantivo do faturamento anual.
O crescimento do volume faturado em junho torna-se ainda mais importante porque grande parte dele decorre da injeção de recursos externos, pois quase 45% dos gastos são realizados por turistas. Um resultado importante é que as compras dos turistas não se diferenciam significativamente no comércio varejista e nos serviços. Em ambos essa presença é fundamental, evidenciando a importância do turismo para a economia da cidade durante o mês de junho.
Um importante rebatimento do crescimento da economia da cidade em junho é sobre o mercado de trabalho. Cerca de 40% das empresas entrevistadas pretendem contratar mão de obra durante o mês, sendo que no varejo o percentual de contratantes deverá superar o dos serviços. No entanto, o número médio de contratados nos serviços deve aproximar-se de cinco, contra três no varejo, evidenciando que em ambos os segmentos deverá acontecer um aumento substantivo do número de pessoas empregadas.
A pesquisa também ouviu empresários e gerentes sobre questões relacionadas ao período junino. Tanto no comércio quanto nos serviços os principais problemas identificados foram a disponibilidade de estacionamento, transporte e segurança, nesta ordem. Segundo os entrevistados os principais elementos de atração são as apresentações dos artistas, o atendimento ao turista e a ornamentação da cidade, sem diferença significativa entre o comércio varejista e os serviços.
A sondagem foi realizada na primeira semana de junho e entrevistou 408 empresários e gerentes, sendo 359 no comércio varejista e 49 nos serviços. No comércio as entrevistas se concentraram principalmente nos ramos de vestuário/tecidos, calçados/acessórios, perfumes/cosméticos, joalharias/bijuterias e móveis/decorações. Nos serviços foram entrevistados restaurantes/pizzarias, bares/lanchonetes e hotéis/pousadas/motéis.