Fecomércio-PE

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Setor de serviços fecha 2014 com menor taxa de crescimento da série histórica

O setor de serviços fechou o ano passado com crescimento nominal acumulado de 6%, a menor taxa para este indicador desde o início da série histórica, em 2012. Entre os cinco grupos de atividade, apenas os serviços de informação e comunicação registraram queda no ano: menos 1,2%. Crescimento nominal é a expansão que não leva em conta a inflação ocorrida no período pesquisado. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, em dezembro de 2014, o setor de serviços do país teve crescimento nominal de 4,2%, em relação a igual mês do ano anterior, superando os 3,7% do crescimento nominal do setor em novembro, mas ficando abaixo do resultado de outubro, quando a expansão nominal chegou a 5,2%. No resultado acumulado do ano, quatro de cinco atividades pesquisados que registraram crescimento nominal foram as seguintes: serviços prestados às famílias, crescimento acumulado de 8,9%; serviços profissionais, administrativos e complementares (10,9%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (4,8%); e outros serviços (3,2%).

 

Segundo o IBGE, em 2014, o setor de serviços foi marcado por uma forte desaceleração: a taxa acumulada de 6% de crescimento nominal em relação a 2013 foi menor do que os 8,5% de expansão na taxa acumulada de 2013 em relação a 2012. No ano passado, a maior taxa de crescimento acumulado foi observada no segmento de serviços prestados às famílias, 9,2%, em relação a10,2% em 2013. Dentro deste segmento, os serviços de alojamento e alimentação cresceram 9,5% (10,6% em 2013) e outros serviços prestados às famílias, 7,1% (7,2% em 2013).

 

Os serviços profissionais, administrativos e complementares apresentaram uma taxa anual de crescimento de 8,5%, comparada a 8,1% em 2013; os serviços técnico-profissionais cresceram 6,5% (4,6% em 2013) e os serviços administrativos e complementares, 9,3% (9,5% em 2013). Já o segmento de outros serviços acumulou crescimento de 6,8%, em comparação a 5,9% em 2013; e os transportes, serviços auxiliares dos transportes e Correios, 6,4% (10,8% em 2013).

 

Em 2014, os Serviços de informação e comunicação apresentaram a menor taxa de crescimento acumulado (3,4%), pouco menos da metade da taxa registrada em 2013 (6,9%). O crescimento dos serviços de tecnologia da informação e comunicação ficou em 2,9%, em comparação a 7% em 2013.

 

Fonte: Agência Brasil

Inflação medida pelo IPC-S recua nas sete capitais pesquisadas

As sete capitais que integram o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), apresentaram na segunda prévia de fevereiro números inferiores aos registrados na primeira prévia. A maior inflação ocorreu em São Paulo: 1,86%, comparado a 2,30% da primeira prévia. Já a menor foi registrada em Salvador: 0,82% em relação a 1% da primeira prévia.


O IPC-S é calculado nas seguintes capitais: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.


A segunda prévia levou em conta a média de preços verificados entre os dias 16 de janeiro de 2015 e 15 de fevereiro de 2015. Já a primeira prévia baseou-se nos preços coletados no período de 16 de dezembro de 2014 a 15 de janeiro de 2015.

As demais cidades registraram – na segunda prévia – os seguintes índices inflacionários: Belo Horizonte, 1,39%; Recife, 1,16%; Rio de Janeiro, 1,12%; Brasília, 1,04%; e Porto Alegre, 0,86%.

 

Fonte: Agência Brasil 

 

Inflação medida pelo IPC-S atinge 1,27%

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), inflação calculada em sete capitais do país, atingiu 1,27% na segunda prévia de fevereiro, o que representa queda de 0,36 ponto percentual sobre o resultado de 1,63% apurado no último levantamento. A taxa corresponde à média de preços coletados entre os dias 16 de janeiro e 15 de fevereiro. A comparação foi feita em relação aos preços do período de 16 de dezembro a 15 de janeiro.


O IPCS-S é calculado nas seguintes capitais:  Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre

Seis dos grupos pesquisados apresentam decréscimos, com destaque para educação, leitura e recreação que passou de alta de 3,51% para 1,46%. Os alimentos subiram em média 1,1% em comparação a 1,44% e essa redução no ritmo de correção de preços teve influência, principalmente, das hortaliças e legumes. Estas tiveram aumento de 6,93%, porém, com índice menor do que na apuração passada quando a alta havia atingido 10,36%.


Em habitação, ocorreu elevação de 1,38% em comparação a 1,69% sob o efeito da tarifa de energia elétrica que alcançou 4,85%, taxa inferior à ao registrado na primeira prévia (7,12%). No grupo transportes, a taxa ficou em 2,56% comparada a 2,82%, com a redução do impacto do reajuste da tarifa de ônibus urbano, de 9,07% para 5,9%.

Outros dois grupos que também indicaram altas menores do que na última pesquisa foram: despesas diversas (de 1,92% para 1,58%), e comunicação (de 0,43% para 0,36%).


Já nos demais grupos foram constatados avanços. Em vestuário, o índice saiu de queda de 0,31% para um patamar de estabilidade e em saúde e cuidados pessoais, a taxa subiu de 0,3% para 0,33%.


Os cinco itens que mais pressionaram a inflação foram: tarifa de ônibus urbano (5,9%); tarifa de eletricidade residencial (4,85%); refeições em bares e restaurantes (1,32%); gasolina (2,87%) e automóvel (1,93%).


Já os que mais contribuíram para o decréscimo do IPC-S foram: passagem aérea (-21,62%); leite longa vida (-3,26%); show musical (-2,44%); perfume (-1,28%) e blusa feminina (-1,36%).


O IPC-S é uma das variações do IPC. Este mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais. O IPC-S baseia-se em um sistema de coleta quadrissemanal, com encerramento em quatro datas pré-estabelecidas (07, 15, 22 e 31). Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento.

 

Fonte: Agência Câmara 

 

Inadimplência do consumidor aumenta 4,1% no primeiro mês do ano

A inadimplência (atrasos no pagamento de prestações) do consumidor aumentou 4,1% no primeiro mês de 2015 em relação a dezembro do ano passado, o maior percentual de alta mensal registrado em um mês de janeiro, desde 2003, quando o índice de aumento foi 7,1%.

 

Na comparação com janeiro de 2014, houve crescimento de 16,7%, o que significa o maior ritmo de aumento dos últimos quatro meses, seguindo o mesmo critério de comparação usado pela empresa Serasa Experian, responsável pela pesquisa.

 

Os economistas da empresa acreditam que a alta da inadimplência no mês passado, tanto em relação a dezembro de 2014 quanto na comparação interanual, reflete as crescentes dificuldades que o consumidor brasileiro está encontrando para honrar seus compromissos financeiros.

 

Em nota, a entidade diz que “aumentos sazonais de impostos e taxas (como IPTU e IPVA), realinhamento de vários preços administrados (energia elétrica, transporte urbano, combustíveis), elevações nas taxas de juros e enfraquecimento do mercado de trabalho estão entre as causas que começam a delinear um cenário menos benigno para a inadimplência do consumidor”.

 

As dívidas não bancárias foram as principais responsáveis pela alta em janeiro, com elevação de 10,4% ante o mês anterior. Essas dívidas correspondem a cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, entre outros.

Já a inadimplência com os bancos, apresentou crescimento de 0,3%. Os títulos protestados e os cheques sem fundos apresentaram quedas de 12,3% e 9,9%.

 

Fonte: Da Agência Brasil 

IGP-10 registra inflação de 0,43% em fevereiro, mostra FGV

 

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) ficou em 0,43% neste mês, taxa superior a 0,42% de janeiro e a 0,3% de fevereiro do ano passado. O IGP-10 acumula taxa de 3,86% em 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).


A leve alta na passagem de janeiro para fevereiro foi puxada pelos preços no varejo e pelo custo da construção civil. O subíndice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, subiu de 1,05% em janeiro para 1,39% em fevereiro.


O  subíndice Nacional de Custo da Construção cresceu de 0,35% em janeiro para 0,8% em fevereiro. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

Fonte: Agência Brasil 

 

Estudo divulgado pela FGV indica suave melhora no clima econômico mundial

No plano mundial há uma suave melhora no ambiente econômico, em contraste com o clima econômico dos países latino-americanos, que registra piora. A comparação consta do Índice de Clima Econômico (ICE), divulgado, hoje (12), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O estudo foi elaborado em parceria com o Instituto Alemão IFO, tendo como fonte de dados a IFO World Economic Survey (WES).


O estudo conclui que essa “relativa estabilidade” do resultado mundial reflete duas tendências opostas: nos Estados Unidos, após interrupção da trajetória de alta em outubro de 2014, o ICE voltou a crescer (8,3%), enquanto na União Europeia, o anúncio pelo Banco Central Europeu de uma política monetária expansionista fez com que todos os indicadores melhorassem, levando o ICE a avançar de 104 pontos para 113 pontos.

Em contrapartida, a China, segunda maior economia mundial, registrou queda no ICE puxada pela piora nas expectativas. No Japão e na Índia, o clima econômico apresentou melhora. No entanto, dado o peso da China no continente asiático, o clima econômico não mudou na região entre as sondagens de outubro de 2014 e janeiro de 2015. Entre os BRICS, a Rússia lidera o ranking de pior ICE.


O estudo recomenda, no entanto, que os resultados desta edição da pesquisa “devem ser tomados com cautela” na medida em que, na sondagem anterior, a piora do clima econômico mundial puxado pelas expectativas sugeria piora do cenário mundial.

 

Na avaliação do indicador IFO/FGV,  “uma recuperação mais consistente da economia mundial dependerá do resultado da Europa e da evolução da economia chinesa. Os Estados Unidos, em situação mais confortável, são uma exceção neste cenário de incertezas”.


A Sondagem Econômica da América Latina, com foco regional, serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia - simultaneamente - em todos os países da região, método que, segundo os responsáveis, “permite a construção de um ágil e abrangente retrato da situação econômica de países e blocos econômicos”.

 

Em janeiro de 2015, foram consultados 1071 especialistas econômicos em 117 países, dos quais 133 da América Latina. A pesquisa gera informações tanto de natureza qualitativa quanto quantitativa. O Índice de Clima Econômico (ICE) é o indicador-síntese, composto por dois quesitos de natureza qualitativa, o índice da Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE), que tratam, respectivamente, da situação econômica geral do país no momento e nos próximos seis meses.

 

Fonte:Agência Brasil 

 

 

Análise Fecomércio-PE : PMC de 2014

Por Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE

 

O volume de vendas do ano de 2014 é reflexo de um ano bastante difícil para o setor do comércio varejista. O evento da Copa do Mundo afetou a dinâmica do setor com a redução dos dias úteis e das jornadas de trabalho, movimentos sociais e greves também impactaram as vendas, causando insegurança e retirando as pessoas das ruas.

Já as eleições tiveram o poder de abalar as expectativas de consumo e investimento causando recuo na demanda.

 

A pressão inflacionária que tem o poder de diminuir o consumo, o início das crises hídricas e energéticas ocasionando choques de oferta e aumento de custos da produção, os sucessivos aumentos da taxa básica de juros para controle de inflação restringindo o acesso ao crédito, a desaceleração do mercado de trabalho formal e da renda das famílias, a variação cambial com o preço do dólar atingindo valores acima de 2,50 e o início da retirada de incentivos fiscais foram eventos que contribuíram para o recuo do consumo e da confiança dos agentes econômicos.

 

Isso tudo fez com fazendo com que o varejo atingisse o menor nível de vendas em 11 anos. É importante destacar que mesmo 2014 apresentando resultado tão modesto, o ano atual já está com projeção bastante próxima, com 2,4%, o que é bastante preocupante, já que o ano ainda carrega distorções verificadas no ano anterior, além de um ajuste fiscal severo para controle das contas do governo e feriados que atingem em sua maioria a segunda e a sexta-feira.

Comércio varejista fecha o ano com forte queda, informa IBGE

Apesar de ser um mês em que tradicionalmente há aumento das vendas em face das comemorações natalinas, o comércio varejista fechou o mês de dezembro do ano passado com queda expressiva tanto no volume de vendas quanto na receita nominal. A receita nominal é calculada sem levar em conta a inflação do período.

Dados divulgados hoje (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em dezembro de 2014, na série com ajuste sazonal, o comércio varejista do país apresentou quedas de 2,6% no volume de vendas e de 2,4% na receita nominal. Ajuste sazonal é um acerto feito pelos técnicos para compensar números que variam de acordo com a estação.


Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, em ambos os casos foram os primeiros resultados negativos após quatro meses consecutivos de crescimento. Em relação a dezembro do ano anterior, o volume de vendas variou 0,3% e a receita, 6,0%. No acumulado do ano, o volume foi a 2,2% e, a receita, a 8,5%.


No comércio varejista ampliado, a variação sobre o mês anterior, com ajuste sazonal, foi ainda pior: quedas de 3,7% tanto para o volume de vendas quanto para a receita nominal. No primeiro caso, o volume de vendas voltou a ser negativo depois de três meses de crescimento e, em relação à receita, depois de cinco meses consecutivos positivos. Em relação ao ano anterior, o volume de vendas também teve variação negativa (-2,2%) sobre dezembro de 2013, mas a receita nominal subiu 3%. No acumulado do ano, o volume de vendas mostrou recuo (-1,7%), enquanto a receita nominal elevou-se em 3,9%.

 

Fonte: Agência Brasil 

Maior parte da inadimplência se refere a dívidas antigas, segundo o SPC Brasil

A maior parte das dívidas não pagas em janeiro deste ano eram débitos antigos, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). Entre as dívidas computadas, 40,78% se referiam a atrasos entre um ano e três anos, e 30,22% eram atrasos de três anos a cinco anos. Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, isso ocorre porque o consumidor passa a acreditar que não conseguiraámais quitar o débito. 

 

"Ele acha que a dívida é impagável. Mas não é, depende de acordo entre o credor e o devedor", avalia. Marcela informou ainda que a quantidade de consumidores com débitos em atraso - estimada em 54,6 milhões de pessoas pelo SPC - corresponde a 38% da população maior de 18 anos do Brasil. Cálculo feito, segundo ela, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O levantamento do SPC Brasil mostrou também que quase metade das dívidas em atraso no mês de janeiro - 47,62% - eram com o segmento bancário. O segundo e o terceiro setores com maiores volumes de débitos foram comércio (20,6%) e comunicação (15,1%).


Marcela Kawauti reiterou avaliação da CNDL e do SPC-Brasil de que a estabilização da inadimplência dos brasileiros está ligada à desaceleração da atividade econômica e redução do estoque de crédito. Segundo ela, "a base de crédito da economia perde força e a inadimplência cai". Em janeiro deste ano, a quantidade de devedores cresceu 3,12% na comparação com igual mês do ano passado. Trata-se da menor variação anual para o mês desde 2010.

 

Fonte: Agência Brasil 

IPC-S recuou em 5 de 7 capitais na 1ª quadrissemana do mês

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou em cinco das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de fevereiro em relação à quarta leitura de janeiro, divulgou a instituição nesta terça-feira, 10.

 No geral, o IPC-S desacelerou para 1,63% na primeira quadrissemana de fevereiro. O resultado ficou 0,10 ponto porcentual abaixo do registrado na quarta leitura de janeiro, quando o indicador apresentou alta de 1,73%.

 Por região, o IPC-S apresentou decréscimo na taxa de variação de preços em Salvador (de 1,19% para 1,00%); Belo Horizonte (de 1,89% para 1,71%); no Recife (de 1,39% para 1,21%); Rio de Janeiro (de 1,83% para 1,65%), e em Porto Alegre (de 1,48% para 1,26%). O IPC-S subiu em Brasília (de 1,16% para 1,26%) e São Paulo (de 2,23% para 2,30%).

Fonte: Estadão Conteúdo