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Mercado prevê mais inflação e melhora do PIB em 2016 e 2017

Os analistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação e também passaram a esperar um comportamento melhor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e em 2017.

As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (29), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.

A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 7,31% para 7,34% na semana passada. Assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA - considerado a inflação oficial do país - atingiu 0,52% em julho, ganhando força. Considerando os últimos 12 meses, o índice é de 8,74%.

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação avançou de 5,12% para 5,14%, informou o BC. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% - fixado para 2017 - mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.

O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Produto Interno Bruto
Os economistas do mercado financeiro melhoraram sua estimativa para o nível de atividade neste ano de uma contração de 3,20% para uma queda um pouco menor, de 3,16%.

Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras elevaram sua previsão de uma alta de 1,20% para um crescimento de 1,23%, informou o BC.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Com a previsão de um novo "encolhimento" do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.

Taxa de juros
O mercado financeiro manteve a previsão de que a taxa básica de juros deverá ficar estável em 14,25% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para esta terça e quarta-feiras (30 e 31).

Para o fim de 2016, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic permaneceu estável em 13,75% ao ano. Com isso, estimativa do mercado é de um corte na taxa até o fim de 2016.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros subiu de 11% para 11,25%  ao ano - o que pressupõe a continuidade da queda dos juros no ano que vem, mas em menor intensidade.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,30 para R$ 3,29. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar permaneceu em R$ 3,45.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 ficou estável em US$ 50 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit subiu de US$ 48,4 bilhões para US$ 49,8 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 65 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas continuou estável também em US$ 65 bilhões.

 

Fonte: G1 -Globo.com

Na crise, saída é fidelizar clientes

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Comprar e, de quebra, acumular pontos para trocar por viagens, descontos ou produtos é um atrativo e tanto para qualquer consumidor e é nesse filão que o comércio brasileiro vem se apegando para amenizar os impactos da crise. Prova disso é o crescimento do mercado de fidelização no Brasil. Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF), o faturamento bruto do setor chegou a R$ 5,04 bilhões em 2015, uma alta de 27,1% ante o resultado de 2014.

De acordo com o presidente da ABEMF, Roberto Medeiros, os números comprovam que estamos, cada vez mais, caminhando para a maturação do setor. “A perspectiva é positiva e devemos continuar crescendo ano a ano, sobretudo nesse momento mais desafiador da economia brasileira que estamos vivendo, quando é normal que os consumidores fiquem mais atentos aos seus gastos e busquem iniciativas que permitam economizar. E aí entram as oportunidades oferecidas pelos programas de fidelidade”, comenta.

Para o consultor de empresas e coach, André Luna, fidelidade é uma escala importante na lei da demanda e da oferta. E essa relação deve fazer parte da rotina do colaborador. "Se ele enquanto consumidor tem vontade de estabelecer uma relação de fidelidade com a empresa, é um bom sinal de que a estratégia está no caminho certo. Vi algumas empresas enfrentar sérios problemas junto ao cliente - simplesmente porque as regras não estavam tão claras para o funcionário quanto para o cliente", afirma Luna. De acordo com ele, é preciso entender os anseios e as vontades do público-alvo. "Não é exagero, nem ultrapassado, falar que o consumidor - mesmo em tempos de crise - precisa de uma experiência de consumo. Se o intuito é fidelizar, então que se comece encantando", atesta.

Segundo a LTM, maior empresa de gestão de programas de fidelidade do Brasil, muitos setores, só agora, estão descobrindo os benefícios de ter esse tipo de oferta, como o varejo, por exemplo. Ou seja, em tempos de crise econômica, diversas empresas vêm buscando novas estratégias para driblar o cenário e manter a competitividade no mercado e os programas de fidelidade estão se destacando. “Um exemplo disso é o serviço Pague Suas Contas, criado pela LTM e que está presente em diversos catálogos de troca de alguns de seus clientes. O serviço já acumula um crescimento de 180% nos últimos dois anos, totalizando mais de 250 mil resgates”, afirma o diretor da unidade de negócios, Júlio Quaglia.

É o caso do GPA, das redes de varejo Pão de Açúcar e Extra. Cada uma possui um programa próprio de fidelidade, o Pão de Açúcar Mais e o Clube Extra, respectivamente, que, juntos, somam 11 milhões de participantes em todo o Brasil. Só nos primeiros cinco meses deste ano, aumentaram em 30% o índice de novos cadastrados, se comparado ao mesmo período de 2015. “Na atual situação econômica, o cliente busca por vantagens e vem encontrando nos programas de fidelidade um forte aliado. Somado a isso, querem ter acesso a experiências e exclusividades - por isso, além dos descontos e promoções, os programas Pão de Açúcar Mais e Clube Extra desenvolvem ações exclusivas para os clientes cadastrados”, explica o gerente de fidelidade do GPA, Renato Camargo.

Mercado em plena maturação de negócios

Não há como falar de fidelidade, sem citar a Dotz. Com quinze anos de mercado, a empresa é líder no segmento por coalizão no varejo brasileiro. Hoje, está presente em 690 cidades pelo País, somando mais de 19 milhões de clientes. Só em 2015, foram R$ 30,7 bilhões de vendas incentivadas através do programa. Mas, apesar dos números expressivos da empresa, para o seu presidente, Roberto Chade, mesmo com os diversos benefícios, o mercado de fidelização ainda é pouco explorado no Brasil, com penetração abaixo de 10% na população nacional. “O atual momento econômico surge como uma oportunidade para o crescimento do segmento, já que participar de programas de fidelidade pode aumentar, em até 5%, o poder aquisitivo de uma família, dependendo do padrão de consumo”, argumenta.

Aumento já praticamente consolidado em algumas empresas do setor, como na Multiplus, que nesse segundo semestre atingiu lucro líquido recorde de R$ 136,5 milhões. “Esse resultado reflete a maturação da Multiplus e seu crescimento contínuo. Os resultados das campanhas de marketing estão acompanhados da confiança dos nossos participantes”, revela o presidente da Multiplus, Roberto Medeiros.

A Smiles, com mais de 11,5 milhões de participantes, aposta na diversidade de parceiros como atrativo para fidelizar e conquitar o mercado. Variedade esta que permitiu um salto no market share relativo de 37,3% no 1° semestre de 2015, para 40,4%, no 1° semestre deste ano. “É importante destacar o ganho de market share e o crescimento dos resgates internacionais, que foi de 41% no 1º semestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015”, informa o CEO Leonel Andrade.

Se antes juntar era mais importante, hoje o trocar é essencial. A taxa que indica o percentual de pontos/milhas expirados, por exemplo, está diminuindo significativamente. No fim de 2015 era de 16,8%, recuo de 0,4% em relação ao patamar de 2014, quando a taxa era de 17,2%. “A taxa decrescente demonstra que o consumidor brasileiro está mais atento e não quer perder oportunidades de resgate", afirmou o presidente da ABEMF, o também Roberto Medeiros.

 Fonte: Folha de Pernambuco 

Ipea aponta pequena alta em investimentos no país no segundo trimestre

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado hoje (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta para alta de 0,38% nos investimentos no país no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior. O indicador do Ipea funciona como prévia do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais (SCNT) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O coordenador do Grupo de Conjuntura do Ipea, José Ronaldo de Souza Jr., disse que, se a projeção se confirmar, será a primeira alta desde o primeiro trimestre de 2014. “Fazemos o cálculo mensal [de FBCF]. Aí, olhando para o trimestre e fazendo a média, avaliamos que este pode ser o primeiro trimestre de alta depois de nove trimestres em queda.”

 

Segundo o economista., a confirmação do aumento na FBCF significará uma mudança importante no sentido de que os investimentos, que vinham mostrando números negativos por um período longo, com a melhoria da confiança na economia, podem estar se recuperando.

 

Souza Jr. destacou que, na comparação dos resultados mensais com o mês imediatamente anterior, já ajustados pela sazonalidade, os indicadores revelam elevação nos investimentos em máquinas e equipamentos desde o início de 2016, “o que é um dado bastante positivo, no sentido de ajudar na retomada do crescimento, com aumento de capacidade, porque investir significa aumentar a capacidade instalada na economia”.

 

De acordo com o Grupo de Conjuntura do Ipea, o indicador de investimento em construção civil projeta alta de 0,50% no segundo trimestre e de 11,72% nas aplicações em em máquinas e equipamentos em relação ao primeiro trimestre, influenciados pelo bom desempenho da produção doméstica de bens de capital no período e, também, pela acentuada expansão da importação registrada em junho passado.

 

Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o indicador aponta para uma redução de 9,2% na FBCF. De janeiro a março deste ano, houve queda de 17,5% em relação a igual período de 2015. Segundo o Ipea, em 2015, os investimentos tiveram retração de 14,1%. “A queda ao longo do ano passado foi muito grande. Mesmo começando a se recuperar na margem contra o período anterior, ainda é preciso que a recuperação seja maior para que essa comparação interanual fique positiva”, destacou Souza Jr.

 

Ele disse que, para que a confiança na economia melhore mais, é preciso que se consolidem as mudanças fiscais, que se dê sustentabilidade às contas públicas. “A melhor perspectiva em relação ao ajuste fiscal, às contas públicas, de forma perene, com mudanças legais que viabilizem essa melhora de forma consistente, é fundamental para que a economia responda com crescimento mais sólido”, afirmou o economista.

 

Comércio movimentou R$ 3 trilhões e ocupou 10,7 milhões de pessoas em 2014

O comércio brasileiro movimentou R$ 3 trilhões em receita operacional líquida e ocupou 10,7 milhões de pessoas em 2014. Em 2013, esse valor foi de R$ 2,7 trilhões. As informações fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2014 e foram divulgadas hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita do setor, com 1,6 milhão de empresas comerciais, cresceu 7,3% em termos reais, aumento impulsionado pelo desempenho do segmento do comércio atacadista, cuja contribuição para o crescimento da receita foi de 3,7 pontos percentuais. O aumento, no entanto, é menor que em 2013 (8,9%), 2001 e 2012 (11,9%).

 

 

Para o gerente da pesquisa, Luiz Andrés Ribeiro, um dos dados que merecem destaque é o que aponta aumento da participação do comércio varejista ao longo dos anos da pesquisa, iniciada em 2007. “A participação passou de 39,8%, em 2007, para 43,4%, em 2014. Por outro lado, o comércio atacadista, que respondeu pela maior parcela da receita, apresentou pequena queda, passando de 44,9% para 44,4%, bem como o comércio de veículos automotores, peças e motocicletas cuja participação passou de 15,4%, em 2007, para 12,2%, em 2014”, disse ele.

 

 

Ribeiro destacou que esses resultados tiveram impacto principalmente, pela dinâmica do mercado de trabalho, do mercado de crédito e pela elevação da renda média da economia brasileira no período. O comércio varejista respondeu por 78,8% do número de empresas, com 1,3 milhão, e empregou 7,9 milhões de pessoas (73,7% do total).

 

 

O comércio atacadista de combustíveis e lubrificantes manteve-se como a principal atividade na geração de receita, mas perdeu participação entre 2007 e 2014. Hipermercados e supermercados ganharam participação, passando para a segunda posição. Por outro lado, o comércio de veículos automotores perdeu participação, passando para a terceira posição.

 

A forma de venda tradicional do varejo (em lojas, postos de combustíveis, boxes em mercado, depósitos, galpões, armazéns e salas) ainda é predominante, mas perdeu participação na receita bruta do setor, entre 2007 (96,9%) e 2014 (95,9%). Já as vendas pela internet duplicaram sua participação (de 1% para 2,2%, no período), enquanto as televendas cresceram quase na mesma intensidade (de 0,5% para 0,9%).

 

A receita bruta do comércio varejista, incluindo todas as formas de comercialização, teve aumento real de 86,5%, ao passar de R$ 753,3 bilhões, em 2007, para R$ 1,4 trilhão, em 2014. De 2007 a 2014, a receita bruta real (já deflacionada) das vendas das empresas varejistas do país pela internet saltou de R$ 7,7 bilhões para R$ 30,2 bilhões, com crescimento real de 290,4% e a das televendas do varejo, 236,3% (ao passar de R$ 3,7 bilhões para R$ 12,6 bilhões).

 

Massa Salarial e salário médio

 

Foram pagos R$ 186,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. A massa salarial apresentou crescimento real de 8,1%, acompanhado por um aumento de 3,3% do número de pessoas ocupadas.

 

O salário médio cresceu 4,7% em termos reais para atividade comercial em relação a 2013. O varejo foi responsável pela maior massa salarial, 62,9%, que teve crescimento de 6,8%. A atividade que registrou o maior crescimento da massa salarial anual (21,5%) foi comércio varejista de outros produtos novos (19,7%), atividade caracterizada por pagar salários relativamente baixos (R$ 1.000,00, em 2014).

O comércio varejista, no entanto, apresentou o menor salário médio mensal (R$ 1.143,00) contra R$ 2.058,00 do atacadista e R$ 1.574 do comércio de veículos automotores, peças e motocicletas.

 

Os hipermercados e supermercados destacaram-se com o maior número de pessoas ocupadas 1,2 milhão (10,8%) e na massa salarial R$ 19,9 bilhões (10,7%).

 

As regiões

 

A distribuição regional da receita do comércio entre 2007 e 2014 se manteve, segundo a PAC 2014, mas a Região Sudeste perdeu participação, enquanto as regiões Centro-Oeste e Nordeste exibiram aumentos de participação.

 

O Sudeste manteve participação majoritária nas principais variáveis do comércio no ano estudado: receita bruta de revenda (51,1%), remunerações (55,5%) e ocupados (51,2%), além de pagar o maior salário médio (dois salários mínimos).

 

Garanhuns: fórum de debates aborda potencialidades turísticas do Agreste

O Turismo vem se aprimorando nos últimos anos para atender as expectativas do mercado. Para se ter uma ideia, 53 segmentos da economia são impactados positivamente pelo turismo no Brasil, desde a hotelaria a gráficas, farmácias, restaurantes, entre outros serviços. Com a intenção de desenvolver os negócios que podem ser influenciados pelo turismo no Agreste de Pernambuco, o Instituto Fecomércio-PE, em parceria com o Sebrae-PE e o Sindicato do Comércio Varejista de Garanhuns, promoveu na última quarta-feira (24/08), o Fórum de Debates -Potencialidades Turísticas do Agreste.

 

 

O encontro, que foi aberto pelo 2º vice-presidente da Fecomércio-PE, Bernardo Peixoto, contou com mais de 100 empresários da região, que tiveram a oportunidade de compreender melhor como o turismo pode alavancar setores importantes para a economia da região.  “A Fecomércio-PE tem o objetivo, ao realizar eventos como este, de orientar e dar subsídios aos empresários para que identifiquem pontos fortes e aproveitem essas características regionais, para desenvolverem seus negócios. O turismo, em breve, será o segmento que mais emprega no mundo. E essa é uma região propícia para o crescimento do setor”, afirmou.

 

De acordo com o consultor do Sebrae-PE Steven Albuquerque, o turista vai ao destino não apenas para o lazer. “Existem diversas formas de explorar o turismo no Agreste, aqui temos a maior bacia leiteira. E quantos eventos por ano temos voltados para zootecnistas ou estudantes da área, por exemplo? Esse tipo de evento movimenta hotéis, restaurantes, serviços como gráficas, produtora de eventos e muito mais”, destacou.

 

Para Albuquerque, o empresariado precisa entender que há vários tipos de turismo, o de negócios, o de lazer, o religioso, o pedagógico, entre tantos outros. E, sobretudo,estar pronto para atender a essa demanda. “Mais difícil do que atrair o turista para o destino, é fazer com que ele volte e indique para outras pessoas a cidade. Para isso, é preciso ter serviços capazes de tornar a experiência desse turista satisfatória. E isso se faz com gente preparada e serviço especializado”, enfatizou.

 

Segundo o consultor, o Agreste pernambucano é favorável para diversos tipos de turismo, como o de negócios, o ecoturismo e o religioso. “O Agreste recebe diversos representantes comerciais todos os dias. O Festival de Inverno de Garanhuns recebe turistas uma vez por ano, essas pessoas estão aqui todos os dias. Elas consomem aqui, vão a restaurante, compram no comércio, contratam serviços como gráficas, transportadoras. Se o empresário estiver atento a este público pode incrementar e muito os seus negócios”, explicou.

 

Para identificar as potencialidades da região, é necessário seguir algumas etapas como: Definir quais os atrativos da região; elaborar parcerias para formatar produtos; traçar mecanismos de vendas para o turista autoguiado (que não depende de agências para compara pacotes) e elaborar formas de divulgação. “Sabendo para quem e como vender seu serviço ou produto e trabalhando em parceria os resultados virão”, disse Albuquerque.

 

Fecomércio-PE participa de debate sobre PL que obriga o uso de atestados médicos digitais

Projeto de Lei, provocado pela entidade, visa coibir a prática de falsificações de atestados médicos em Pernambuco

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Representantes do Sistema Fecomércio/Senac/Sesc-PE reuniram-se, em audiência pública no nesta terça-feira (16/08), para debaterem junto com o legislativo e a sociedade civil, o Projeto de Lei nº 492/2015, de autoria do deputado Antônio Moraes. A matéria, provocada pela Fecomércio-PE, propõe que seja obrigatória a emissão de atestados médicos digitais em toda a rede hospitalar pública e privada de Pernambuco, bem como pelos médicos em geral.

A proposta tem como objetivo “oferecer segurança, autenticidade e integridade aos atestados médicos prescritos por profissional da saúde habilitado para o exercício da função”, conforme consta da justificativa do projeto. Durante a audiência pública, o 2º vice-presidente da Fecomércio-PE, Bernardo Peixoto, destacou que a intenção não é censurar as atividades médicas, mas combater a prática de emissão e até a venda de atestados falsos. “É preciso coibir essa ação, que prejudica empresas e também o setor médico, que tem seus dados expostos”, disse.

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O consultor da presidência da Fecomércio-PE, José Almeida, enfatizou a necessidade da aprovação do Projeto de Lei, tendo em vista a alta incidência de atestados falsificados que chegam às empresas. “Para se ter ideia, recentemente, 14 pessoas foram presas na Praça da Sé, em São Paulo, comercializando atestados médicos. É importante destacar também que Brasília foi pioneira em adotar medidas dessa ordem, que originou a edição da Lei 5.526 de 26 de agosto de 2015”, explicou.

A audiência pública contou ainda com relatos de profissionais da área de saúde, que tiveram seus números de registros usados para falsificar atestados médicos. De acordo com o médico do trabalho José Leôncio, 1/5 dos atestados recebidos pelas empresas são falsos. “Como médico do trabalho todos os dias recebo atestados médicos. Fazemos a triagem e descobrimos muitas falsificações. Até provarmos a conduta, leva um tempo e um desgaste. Com o atestado médico eletrônico acredito que essa prática será inibida” disse.

As médicas Fabiana e Maria Luísa são exemplos de profissionais de saúde que tiveram seus registros utilizados de forma indevida para a falsificações de atestados médicos. “Descobrimos vários atestados com meu carimbo. A empresa me chamou e verificamos que realmente era meu carimbo digitalizado e a letra não era minha”, disse a médica Maria Luísa.

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Participaram também da mesa de debates os diretores da Fecomércio-PE, Ozéas Gomes e José Carlos de Santana. Nos próximos 15 dias, o Projeto de Lei deve ser analisado pela Comissão de Constituição Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco, antes de seguir para as outras comissões anteriormente designadas. Se a proposta for aprovada na Casa Legislativa, a Lei entra em vigor no prazo de 120 dias, a contar da data de publicação. Este será o tempo que a rede pública, particular e médicos em gerais terão para se adequar à demanda trazida pela norma.

Confira aqui o PL nº 492/2015 na íntegra

Intenção de Consumo tem a primeira elevação em seis meses na comparação mensal

 

Em relação a agosto de 2015, no entanto, o indicador segue com queda de 15,3%

Pela primeira vez em seis meses a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou aumento na comparação mensal: 0,9% entre julho e agosto. Numa escala de 0 a 200, a ICF alcançou 69,3 pontos, puxada pela variação positiva em todos os sete componentes do índice. Na variação anual, porém, houve um recuo de 15,3% e o resultado ainda evidencia uma percepção ruim, uma vez que está bem abaixo da chamada zona de indiferença, de 100 pontos.“Mesmo com a perda da força da inflação e seus impactos favoráveis nas vendas, a confiança do consumidor ainda segue fragilizada por causa do encarecimento do crédito e da instabilidade no mercado de trabalho”, explica Juliana Serapio, assessora Econômica da CNC.Único componente acima dos 100 pontos, a avaliação do Emprego Atual subiu 1,6% em relação a julho. Com 102,3 pontos apresentou, no entanto, uma queda de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

O percentual de famílias que sesentem mais seguras em relação ao emprego no momento é de 28,9%.ConsumoCom 44,2 pontos, o Nível de Consumo Atual subiu 0,5% em relação ao mês anterior. Na comparação anual, houve uma queda de 29%. A maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado: 66%.Impactadas pelo elevado custo do crédito, o alto nível de endividamento e o aumento do desemprego, a intenção de Compras a Prazo caiu 20,9% na comparação com agosto de 2015. Com 64 pontos, o componente apresentou uma elevação de 1,1% em relação a julho.Agosto é o primeiro mês, desde fevereiro, em que o item Momento para Duráveis registrou variação positiva, com 2,1% acima do verificado em julho.  Com 41,9 pontos, teve um recuo de 22,8% em relação ao mesmo período de 2015. A maior parte das famílias – 76,3% – considera o momento atual desfavorável para a aquisição de duráveis.

ExpectativasAs famílias apresentaram leve aumento de 0,5% nas perspectivas em relação ao mercado de trabalho na comparação mensal. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma queda de 5,4% e o índice ficou em 94 pontos. Quase metade das famílias – 48,6% – considera negativo o cenário para os próximos seis meses.Com aumento de 0,4% em relação a julho, o item Perspectiva de Consumo alcançou 53,6 pontos. Na comparação anual, o recuo foi de 20,4%.As expectativas menos negativas para o segundo semestre levaram a CNC a revisar suas projeções para o varejo restrito de -5,6% para -5,4% ao final de 2016. Também houve revisão da projeção para o varejo ampliado (que engloba automóveis e materiais de construção) de -10,6% para -9,8%.


Acesse aqui a análise completa, os gráficos e a série histórica da ICF.

Fonte: CNC

CNC divulga amanhã resultados de agosto da ICF

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga amanhã, terça-feira, dia 16 de agosto, os resultados de AGOSTO da Intenção de Consumo das Famílias (ICF). A partir das 10 horas, a assessora econômica da CNC Juliana Serapio estará disponível para atender os jornalistas, e análises e gráficos serão enviados por e-mail. A pesquisa também estará disponível em www.cnc.org.br.

Sobre a ICF  

A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias é um indicador antecedente que tem como objetivo antecipar o potencial das vendas do comércio. O indicador mede com precisão a avaliação que os consumidores fazem dos aspectos importantes da situação de vida de suas famílias, tais como capacidade de consumo atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, condições de crédito, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.

Fonte: CNC

A Decadência da CLT

Por  José Almeida de Queiroz (Advogado e Sócio da Almeida & Advogados Associados)

 

 

A origem do Direito do Trabalho, ocorreu em razão da insistência do Ministro do Trabalho, à época, Lindolfo Collor, perante o Presidente Getúlio Vargas, que editou o Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio 1943, surgindo, então a Consolidação das Leis do Trabalho.  Passados 73 anos desse momento considerado histórico, o objetivo dessa ferramenta que disciplina as relações de trabalho perdeu totalmente a sua eficácia, pois sobrevive de remédios jurídicos, através das disposições acrescentadas e alteradas no seu bojo, principalmente, amparadas pelas edições de súmulas, precedentes normativos e jurisprudências consolidadas por decisões da Corte Trabalhista.

 

Como bem destacou o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, naquele momento, a relação jurídica entre tomador e prestador de serviços era regida pelas normas civilistas. Prevaleciam as ideias do Código Civil francês, napoleônico, quanto à liberdade  absoluta dos contratantes. Estamos hoje num regime essencialmente democrático, não se justificando práticas ultrapassadas e engessadas no exercício do direito laboral.

Recentemente, com a edição do Novo Código de Processo Civil, através da Lei nº 13.105, de 17 de março de 2015, vigente a partir de 18 de março de 2016, o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, editou a Instrução Normativa nº 39/2016,  ainda que de forma não exaustiva, sobre as normas desse novo diploma legal, aplicáveis e não aplicáveis ao Processo Trabalhista.
 
Essa iniciativa do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), tem sido alvo de críticas por alguns juristas e magistrados como é caso do professor Carlos Henrique Bezerra Leite, que entende ter a IN 39/2016 violado os princípios da separação de poderes (usurpação da competência do juiz natural).
 
A brilhante Desembargadora Vólia Bomfim, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, ao editar apostilha, com comentários sobre a aplicabilidade do Novo Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho, fez vários comentários sobre a IN/39/2016, do TST, destacando disposições compatíveis e inaplicáveis ao esse diploma legal  civilista.
 
No âmbito do Congresso Nacional, destacamos a proposta do deputado Sílvio Costa, que propõe a instituição do Código do Trabalho, com o objetivo de simplificar a legislação e ampliar as possibilidades de negociação entre empregados e empregadores.
 
Para o parlamentar pernambucano, o mais grave problema da legislação do trabalho vigente é a inflexibilidade para contratar, o que impede a competividade das empresas, indo ao encontro da tendência mundial de afastamento e do intervencionismo e protecionismo exagerado do Estado. Também tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 1987/2007, de autoria do deputado Cândido Vacarreza, versando sobre as mudança na legislação trabalhista.
 
A coluna A2 opinião a Folha de São Paulo, de 7 de agosto de 2016, apresenta dados fornecidos pelo IBGE e Caged, onde destaca que, apenas 38% da força de trabalho no Brasil é disciplinada pelo regime celetista, outros 51% são de diversas formas de contratações e de regime jurídico e contando atualmente com 11% de desempregados.
 
Portanto, surge a necessidade de uma Reforma Trabalhista, diante dessa decadência da nossa Consolidação das Leis do Trabalho.
           

Simples Internacional: acesso da pequena empresa ao comércio exterior

 

O Simples Internacional, proposta em análise pelo governo para estimular a atuação das micro e pequenas empresas no comércio exterior, deve dispensar esses empreendedores da burocracia necessária para obter a licença de exportação e a habilitação para vender a outros países. A primeira reunião do grupo de trabalho que está elaborando o Simples Internacional aconteceu no início do mês. Segundo Roberto Nogueira Ferreira, que é consultor da presidência da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e faz parte desse grupo, no encontro inicial foi elaborada uma lista temática de ações que visam simplificar os procedimentos logísticos, os meios de pagamento e melhorar o acesso a procedimentos digitais para os pequenos negócios que querem operar no mercado externo.

 

Os números mostram que o mercado externo ainda parece ser algo inatingível para as empresas de porte menor. Mas o consultor da CNC tem uma visão mais positiva, olhando para o potencial existente nessas vendas. “Esse potencial nos estimula a buscar a simplificação dos procedimentos. A Receita Federal tem de inserir os negócios de menor porte em sua agenda e reconhecer que não se pode exigir deles o mesmo tratamento conferido às demais empresas exportadoras”, diz Ferreira. Para ele, embora os entraves existentes às exportações prejudiquem todas as empresas, independentemente do porte, são os pequenos negócios que realmente sofrem por não terem estrutura suficiente para assimilar o excesso de burocracia. (Diário do Comércio – SP/ Contábeis.com.br/ Jornal Contábil/ Contadores)

Fonte: CNC