Fecomércio-PE

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Inflação e menos postos de trabalho acentuam crise no setor de serviços

Alta nos preços dos serviços e queda na geração de vagas de emprego ajudam a explicar a queda no faturamento de 4,8% em setembro, segundo análise da CNC

   

O setor de serviços está no seu pior momento, na avaliação da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo IBGE, mostram que o setor teve queda de 4,8% no faturamento em setembro em relação ao mesmo mês de 2014.  

   

“A queda no faturamento, que já vinha ocorrendo, intensificou-se em setembro”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.  De acordo com a análise da CNC, parte dos resultados negativos pode ser atribuída à inércia inflacionária percebida no setor terciário. “Embora desde maio de 2015 a variação acumulada em 12 meses nos preços dos serviços venha superando a inflação oficial, o IPCA de serviços segue acima dos 8% ao ano em outubro. Além desse fator, a confiança nos setor atingiu, em setembro, seu patamar mais baixo desde o início da série histórica”, completou o economista.

 

   

Além da inflação, o setor também sente os reflexos do encolhimento no número de trabalhadores no terceiro trimestre. De julho a setembro, o Caged registrou o fechamento líquido de 84,6 mil postos de trabalho, resultado que contrasta com a geração de 181,6 mil vagas no mesmo período do ano passado. No comparativo de 12 meses a partir de setembro de 2014, o saldo entre admissões e desligamentos ficou negativo em 150 mil vagas, a pior geração de empregos dos últimos dez anos – historicamente, o setor de serviços é o maior empregador dentre todos os setores da economia. 

 

O setor de serviços acumula, desde janeiro deste ano, queda de 2,8% e deverá, inevitavelmente, registrar sua primeira retração anual no volume de receitas ao final de 2015. De 2012 a 2014 a receita real do segmento variou +4,3%, +4,1% e 2,5%, respectivamente.


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Fonte: CNC

 

Volume de serviços tem a maior queda da série histórica

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o volume de serviços caiu 4,8% em setembro comparado ao mesmo mês do ano anterior, esta é a sexta queda consecutiva e o maior recuo da série histórica iniciada em 2012. Os resultados negativos também estão nos acumulados no ano, janeiro a setembro, e em 12 meses, agosto 2014 a setembro 2015, que chegam a -2,8% e -1,8% respectivamente, vale destacar que ambos os índices também se encontram no menor volume comparados aos anos anteriores. O índice que apura os resultados em 12 meses, não se encontra em pior situação atualmente por influência de alguns meses do ano anterior, já que em 2014 a desaceleração econômica ainda não estava tão forte quanto em 2015. O desaquecimento do setor é reflexo da desaceleração brasileira de modo geral, as famílias recuando consumo por inflação em alta, crédito mais caro, além de medo do endividamento e desemprego, e os empresários recuando investimento por quedas mensais nas vendas, encarecimento do crédito e aumento dos custos de produção e logística.

 

O gráfico abaixo, referente ao acumulado em 12 meses, revela a clara tendência de queda iniciada a partir do segundo trimestre de 2014, sucessivos recuos mensais fizeram com que o volume de vendas dos serviços chegasse a -1,8% em setembro de 2015, resultado que ainda vai piorar no último trimestre, pois o mercado espera inflação acima de 10% e desemprego com curva ascendente, impactando ainda mais a confiança dos agentes, levando consumo e investimentos a apresentar valores mais negativos.

 

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Analisando o resultado da pesquisa por tipos de serviços, verifica-se que para o Brasil todas as atividades apresentaram resultados negativos comparados a setembro de 2014, a atividade de maior peso na composição da taxa, “Serviços de informação e comunicação” recuou 0,7%, ante modesta alta de 0,2% em agosto, devido principalmente a queda no volume das telecomunicações (-2,4%), já que os outros dois serviços do grupo, tecnologia da informação e audiovisuais, de edição e agências de notícias, apresentaram crescimento de 4,7% e 0,8% respectivamente. O segundo maior peso fica com “Transportes serviços auxiliares dos transportes e correio” com recuo significativo de -6,4%, impactado pela queda no volume dos transportes terrestres (-11,5%) e da Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (-3,8%). Os “Serviços profissionais, administrativos e complementares” caíram 8,1% e acendem mais um sinal vermelho, pois incorporam as atividades mais especializadas como os serviços técnico-profissionais, significando assim que atividades com maior remuneração estão sendo afetadas. As famílias mostram que estão cada vez mais conservadores, recuando o consumo e montando uma estratégia voltada a aquisição de bens e serviços essenciais, afetando assim o volume, antes crescente, colocando a atividade em nível negativo de -6,7%, seja nos serviços de alojamento, alimentação e nos demais.

 

Segundo a PMS a receita nominal registrou resultado nulo de 0,0%, configurando-se como a menor taxa da série iniciada em 2012, sendo a de fevereiro de 2015 (0,9%), a segunda menor. A taxa acumulada da receita nominal no ano vem caindo mês a mês e atingiu 1,8%, e em 12 meses, 3,0%. Apesar da receita nominal ter sido nula, existe um desaquecimento econômico muito forte que vem afetando a produção de todos os setores e a renda das famílias, reduzindo assim as respectivas demandas em relação aos serviços, é importante destacar que o setor hoje é bastante impactado pela inflação de serviços, que se estabeleceu em torno de 8% a mais de 12 meses. Analisando o desempenho real da receita, descontando a inflação de serviços, verifica-se que o momento atual é de grande aperto, com resultados reais negativos o setor precisa de uma atenção especial, pois é o que mais emprega dentro dos setores produtivos. Mesmo com a política contracionista de aumento nas taxas de juros visando reduzir a inflação dos preços livres, a inflação do setor de serviços continua bastante pressionada, corroendo assim os modestos ganhos mensais da receita nominal e os tornando em prejuízo.

 

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Pernambuco continua a demonstrar maior impacto da desaceleração que vive o país do que a média dos restantes dos estados, com queda de 5,5%, segunda maior de toda a série, ficando atrás apenas de julho de 2015 (-8,9%). Os serviços pernambucanos apresentam a quinta maior queda entre os estados da pesquisa, porém consegue ficar a frente de mercados fortes como Bahia (-6,7%), São Paulo (-6,1%) e Minas Gerais (-5,6%). A taxa geral foi afetada principalmente pelo recuo 12,0% nos “Serviços profissionais, administrativos e complementares”, ligados conforme já informados a empregos com maior grau de especialização e que geralmente se encontram na indústria, esta queda é reflexo da desmobilização e paralização de obras importantes no estado, devido a ajustes nas contas públicas, a menor demanda em relação a estes profissionais fazem com que exista um recuo mais significativo na massa salarial, afetando assim de maneira mais forte o consumo das famílias, impactando o volume dos serviços e também do comércios. “Serviços de informação e comunicação” (-5,5%) em PE, caiu bem mais que para o Brasil, taxa preocupante, para um estado que carrega um dos portos tecnológicos mais desenvolvidos do país. As famílias pernambucanas, seguem o ritmo nacional, e também montaram uma estratégia de consumo voltada a itens essenciais, por medo de endividamento e desemprego principalmente, além de sentir alta nos preços dos serviços. O único serviço com resultado positivo foi “Transportes serviços auxiliares dos transportes e correio”, que apresentou crescimento, modesto e com desaceleração, de 1,1%, já que em agosto obteve alta de 4,4%, esse tipo de serviço é ligado principalmente ao setor industrial e é afetado quando existe queda na produção.

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Nota: A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços formais no país, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).

Serviços prestados a família Inclui os seguintes serviços: serviços de alojamento e alimentação e outros serviços prestados a família como atividades artísticas, criativas e de espetáculos; atividades esportivas, de recreação e lazer (exceto clubes); lavanderias, tinturarias e toalheiros; cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza; atividades funerárias e serviços relacionados; outros serviços pessoais (clínicas de estética, serviços de alojamento, higiene e adestramento de animais domésticos, serviços de engraxates e carregadores de malas, etc.); atividades de apoio à educação e serviços de educação continuada (cursos de idiomas, de ensino de esportes, arte e cultura, cursos preparatórios para concursos, etc.). (Peso na composição de 6,4%);

Serviço de informação e comunicação inclui serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e serviços audiovisuais, de edição e agência de notícia. (Peso na composição de 35,7%);

Serviços profissionais, administrativos e complementares inclui serviço técnico-profissionais e serviços administrativos e complementares. (Peso na composição de 20,5%);

Transporte, serviços auxiliares do transporte e correio inclui transporte terrestre, aquaviário, aéreo e armazenagem, serviços auxiliares dos transportes do correio. (Peso na composição de 30,7%);

Outros serviços Inclui os seguintes serviços: atividades imobiliárias (intermediação, gestão e administração de imóveis próprios e de terceiros); serviços de manutenção e reparação; serviços auxiliares financeiros; serviços auxiliares da agricultura; serviços de esgoto e serviços de coleta, tratamento e disposição de resíduos e recuperação de materiais. (Peso na composição de 6,6%).

 

 

 

Mercado de e-commerce apresenta potencial para expansão

Pesquisa aponta que para se consolidar é preciso conquistar a confiança da população

O Instituto Fecomércio-PE e o Sebrae-PE realizaram pesquisa sobre consumo através de e-commerce no Recife. Dos entrevistados, 59,2% nunca compraram produtos através da internet, mas 58% declararam acessar sempre a internet antes de realizar a compra em loja física. Os números atestam a relevância da rede e a possibilidade de expansão desse mercado em crescimento.

 

Entre as pessoas que nunca compraram produtos através da internet, o principal motivo apresentado foi a insegurança nas formas de pagamento e a desconfiança quanto aos sites de compras, indicado por 57,1% daqueles que declinam em usar esse canal de vendas. Além da vulnerabilidade, a falta de contato prévio com a mercadoria a ser adquirida é apontada como o principal empecilho para tornar-se um dos e-consumidores (46,9%).

 

Com menores percentuais, os entrevistados ressaltam ainda as dificuldades que têm para acessar a internet (26,8%) e os problemas que teriam em trocar ou devolver as mercadorias adquiridas caso elas tivessem alguma avaria ou não atendessem às especificações oferecidas pela empresa vendedora por ocasião da compra (18,2%). Em proporção menor ainda foi alegado falta de interesse em realizar compras on line, demora na entrega do produto e não possuir cartão de crédito.

 

Com o avanço da educação digital e a permanente ampliação dos dispositivos móveis, especialmente smartphones, que permitem o acesso à Internet praticamente de qualquer lugar desde que estejam vinculados à rede 3G, 4G ou sem fio é possível afirmar que esse mercado tenda a se expandir significativamente nos próximos anos. Nesse sentido, ficou evidente na pesquisa que o segmento de maior frequência de compra pela internet em Recife foi o de celulares e telefonia. O processo, assim, se retroalimenta.

 

"Dado ao aumento das vendas dos dispositivos móveis, cabe agora aos lojistas analisar a melhor forma de se adequar às exigências da população, corrigindo distorções que travam as vendas, como sites inseguros para compras, distribuição do produto ineficiente e processos de trocas e devoluções lentas, aumentando assim a confiança da maioria dos entrevistados", declara Josias Silva de Albuquerque, presidente da Fecomércio-PE e do Sebrae-PE.

 

Muitas das constatações e características desses e-compradores recifenses estão em linha com as evidências conhecidas para o país como um todo. Fica claro que o mercado de e-commerce ainda tem grande potencial para se expandir e que, para se consolidar, ainda precisa conquistar a confiança da maioria da população.

 

 

Intenção de Consumo das Famílias atinge o menor nível dos últimos cinco anos

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu o nível mais baixo desde o início da série histórica, em 2010. O índice registrou, em novembro, 76,4 pontos, numa escala de 0 a 200. É a décima queda consecutiva, com recuos de 2,5% na comparação com outubro e 36,6% ante o mesmo período do ano passado.

 

O componente que mede o nível de consumo atual está em 55,2 pontos, registrando recuos de 4,3% em relação a outubro e 45,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. A maior parte das famílias (58,6%) declararam estar com o nível de consumo menor que o do ano passado. O item que mede a intenção de compra de bens duráveis é o menor de toda a ICF, com 48,4 pontos – quedas de 5,7% na comparação mensal e 52,4% em relação ao mesmo período de 2014. O percentual de famílias que consideram o momento atual desfavorável para aquisição de bens duráveis alcançou 72,6%.

 

O único item da ICF que se mantém acima da zona de indiferença, de 100 pontos, é o que mede a satisfação com o emprego atual, com 104,6 pontos. Mesmo assim, o componente vem registrando queda há mais de um ano, desde outubro de 2014. O item apresentou recuos de 1,4% em relação ao mês anterior e 21% na comparação anual. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual caiu de 31,1%, em outubro, para 30,6% em novembro. A maior parte das famílias (48,1%) consideram negativo o cenário para os próximos seis meses. O componente que mede a perspectiva profissional registrou 96,5 pontos – 1,4% menor que o resultado de outubro e recuo de 19,9% na variação anual.

 

Segundo a CNC, as quedas seguidas da ICF são resultado da deterioração, no último ano, de fatores determinantes, como aceleração da inflação, enfraquecimento da atividade econômica, com reflexo crescente no mercado de trabalho, e aumento da incerteza política. Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da economia, a previsão da CNC é que o volume de vendas do varejo apresente retração de 4% em 2015.

 

 

Clique aqui para acessar a análise completa, os gráficos e a série histórica da pesquisa.

Você está realmente prestando atenção à rotina do seu negócio?

Em um século em que recebemos cada vez mais informações por minuto, vindas de todos os lados e através das mais variadas plataformas, é cada vez maior o desafio de realmente darmos atenção plena às tarefas que executamos e às pessoas com quem dialogamos.

Infelizmente, essa falta de concentração afeta todos os aspectos do nosso dia a dia e todas as nossas relações, sejam elas pessoais ou profissionais. Mas neste artigo pretendo me concentrar apenas neste último tipo de relacionamento, discutindo como a falta de atenção impacta diretamente os resultados dos nossos negócios.

Muitos pensadores, escritores e professores vêm abordando esse assunto recentemente – entre eles, o psicólogo e renomado escritor americano Daniel Goleman e a professora e especialista em técnicas de meditação Lia Diskin, entre outros.

Tenho me interessado por esses estudos e feito algumas reflexões sobre o assunto. E o que mais me chama a atenção é a simplicidade da ideia. Na minha visão, ter consciência plena nada mais é do que dedicar atenção total e genuína a quem está à nossa frente naquele momento – seja essa pessoa um funcionário ou um cliente.

É algo aparentemente banal, que está ao alcance de qualquer pessoa. Mas se for efetivamente praticado, pode trazer um resultado muito mais brilhante do que qualquer tecnologia traria.

E se essa atitude é tão simples e efetiva, por que quase ninguém pratica a consciência plena? Meu palpite é que já estamos tão acostumados a conseguir tudo com apenas um clique, que qualquer resposta que dependa de esforço e de uma mudança de hábito passa a ser um grande desafio.

Imagine que, durante um dia inteiro, você consiga total atenção a cada atividade que realiza, uma de cada vez, sem desviar o olhar para o celular a todo minuto ou tentar fazer duas coisas ao mesmo tempo.

Fonte: Uol Notícias

Imagine também que, ao conversar com alguém, você esteja 100% focado em tudo que a pessoa diz, sem se preocupar com todas as outras tarefas que precisam ser realizadas naquele dia.

Mas essa atenção ao outro tem que ser genuína, verdadeira. Afinal, o outro percebe quando de fato você está interessado em escutá-lo ou quando está apenas presente fisicamente.

Sem dúvida, hoje em dia está muito difícil agir assim. Mas quem consegue ter essa postura alcança, de fato, resultados extraordinários.

Um líder que age dessa maneira faz sua equipe perceber que ele está presente e verdadeiramente aberto para ouvir uma sugestão ou uma necessidade daquele colaborador. E o efeito se espalha, tudo melhora.

Com líderes atentos, a equipe também adquire consciência plena. As pessoas ficam mais engajadas em suas metas, pois não têm dispersão.

Esses profissionais também prestarão um atendimento muito melhor aos clientes, realmente ouvindo suas necessidades e procurando verdadeiramente entendê-los. Vendedores mais concentrados conseguirão mostrar ao cliente que estão ali para ajudá-lo, e não só para vender mais e mais o seu produto.

Ou seja, podemos fazer grandes transformações nas nossas empresas, nas metas pessoais e profissionais se melhorarmos o nosso estado de "atenção" no que estamos fazendo a cada momento, estando verdadeiramente presente.

Um bom começo é iniciar essa transformação por nós mesmos. Faça isso, por exemplo, exercitando a empatia com  o outro, se colocando verdadeiramente no lugar do outro, se preocupando e oferecendo apoio. Isso o deixará com total atenção – podendo assim extrair o melhor resultado de cada interação.

Volume do setor de serviços recua 4,8% em setembro

O volume do setor de serviços do país registrou queda de 4,8% em relação ao mesmo mês de 2014. Foi a maior queda da série iniciada em 2012, segundo informou nesta terça-feira (17) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano, de janeiro a setembro, o indicador acumula queda de 2,8% e, em 12 meses, de 1,8%. O volume de serviços é a receita de serviços descontada a inflação.

Todos os segmentos do setor mostraram resultados negativos. O volume dos serviços prestados às famílias caiu 6,7%; o de serviços de informação e comunicação, 0,7%; serviços profissionais, administrativos e complementares, tiveram redução de 8,1%, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio recuaram 6,4% e outros serviços, 9,9%.

"A redução do poder aquisitivo da população ocupada em relação a setembro de 2014 combinada com a variação de preços do item 'alimentação fora do domicílio' acima da média global do IPCA de setembro, contribuíram para que o volume dos serviços prestados às famílias recuasse 6,7%", diz o IBGE, em nota.

Por ordem de importância no cálculo geral do índice, o que mais influenciou a taxa de setembro foi o setor de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio. O transporte terrestre, por exemplo, sofreu uma redução de 11,5%, já o aquaviário cresceu 25,4% e o transporte aéreo, 4,5%.

No terceiro trimestre, o setor de serviços recuou 4,2% em relação ao terceiro trimestre de 2014. Todos os segmentos registraram resultados negativos: serviços prestados às famílias (-5,6%); serviços de informação e comunicação (-0,2%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,7%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-6,4%) e outros serviços (-10,5%). Já as atividades turísticas recuaram 3%.

Por região
Em setembro, frente ao mesmo mês de 2014, tievram taxas positivas Rondônia (6,5%), Mato Grosso (5,7%), Roraima (4,7%) e Mato Grosso do Sul (3,3%). Na outra ponta, estão Amapá (-13,4%), Amazonas (-13,3%) e Maranhão (-12,9%).

Fonte: Globo.com

Banco Central prevê inflação acima dos 10% em 2015

Pela primeira no ano, a projeção para a inflação de 2015 alcançou os dois dígitos. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, deve ficar em 10,04%.

 

Essa é a nona alta seguida do índice. Há uma semana, a previsão apresentada pelo Banco Central era de IPCA a 9,99%, uma alta de 0,05 ponto percentual.

Já a previsão dos economistas para 2016 ficou em 6,5% - no limite da meta do governo de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Fonte: JConline

Josias Albuquerque recebe o título de Amigo do CPOR/R

 

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O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, Josias Silva de Albuquerque, recebeu na manhã desta sexta-feira (13/11), o Diploma Amigo do Centro de Preparação dos Oficiais da Reserva do Recife (CPOR/R), pelos relevantes serviços prestados ao  CPOR/R. A entrega da honraria aconteceu durante a solenidade de comemoração dos 82 anos da instituição.

CNC prevê queda de 4% nas vendas do comércio em 2015

Confederação revisou suas projeções para o desempenho no comércio este ano. Vendas tiveram nova queda em setembro, segundo dados da PMC, e registram pior trimestre em doze anos  

  

A CNC revisou as suas projeções para as vendas de fim de ano, após a divulgação dos dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a Confederação, a expectativa é de queda de 4% nas vendas do varejo restrito, essa é a 9ª revisão de expectativas que a entidade faz em 2015. Já no varejo ampliado, que inclui os setores de automóveis e materiais de construção, a previsão é de queda de 7,6%. Segundo o economista da CNC Fabio Bentes, não há “fatores concretos capazes de reverter o quadro recessivo do setor no médio prazo”.  

  

 

A queda de 0,5% nas vendas do comércio em setembro foi a oitava consecutiva em 2015. No entanto, a retração foi a menor desde fevereiro, resultado que pode ser explicado pelo comportamento dos preços nos segmentos pesquisados pelo IBGE, cuja variação em setembro (+0,6%) foi a menor desde março deste ano (+0,3%). “Entretanto, a menor perda nas vendas ainda não permite identificar um início de recuperação do setor varejista”, disse Fabio Bentes.  

  

 

O recuo mensal foi particularmente influenciado pelos ramos de artigos de uso pessoal e doméstico (-3,8%) e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-1,7%). O varejo ampliado registrou oscilação de -1,5% em relação a agosto, com queda nas vendas do comércio automotivo (-4,0%) e de materiais de construção (-1,5%).  

 

 

Pior trimestre dos últimos doze anos

 

Considerando o resultado do trimestre de julho a setembro de 2015, o período foi o pior do varejo na comparação com o mesmo período do ano anterior (-5,7%) desde os três primeiros meses de 2003 no conceito (-6,0%).   No varejo ampliado, o recuo das vendas foi o maior da série histórica nessa base comparativa (-9,3%), superando, inclusive, os recordes de quedas verificados nos dois trimestres anteriores (-5,3%, no primeiro trimestre, e -7,5%, no segundo).

Dentre as regiões brasileiras, todas apresentaram quedas nos resultados pela primeira vez na história da PMC, tanto no conceito restrito quanto no ampliado. Espírito Santo (-11,3%), Goiás (-10,1%) e Paraíba (-9,1%) são os estados com desempenho mais fraco ao longo do ano.

 

Clique aqui para acessar a análise completa da PMC

 

Fonte: CNC

Comércio apresenta em setembro 8º recuo mensal consecutivo

O comércio varejista brasileiro registrou queda de 0,5% no mês de setembro de 2015 em relação ao mês anterior, sendo este o oitavo resultado negativo consecutivo. O volume de vendas continua com trajetória decrescente nos demais índices, no índice anual, comparação do mês atual com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 6,2%, queda significativa e preocupante, pois é o maior recuo nas vendas para os meses de setembro desde o início da série história, iniciada em 2000, menor que este apenas setembro de 2001 com -2,9%. O volume de vendas do Varejo acumula em 2015, janeiro a setembro, queda de 3,3%, e, em 12 meses, o resultado negativo é de 2,1%. Situação ainda mais complicada vive o Varejo Ampliado, setor que agrega todos os índices do Varejo mais as atividades de "Veículos, motocicletas, partes e peças" e "Material de construção", apresentando resultados negativos em todos os índices, mensal, setembro em relação a agosto de 2015, com queda de 1,5%, anual, agosto de 2015 em relação a agosto de 2014, (-11,5%), acumulado no ano, janeiro a agosto de 2015, (-7,4%) e em 12 meses (-6,0%). A situação do comércio hoje reflete o mal momento das famílias, que em uma conjuntura bastante conturbada sentem a renda disponível ficar cada vez menor devido principalmente a pressão inflacionária em grupos importantes como alimentação, habitação e transportes, além da queda no nível de contratação e aumento das demissões reduzir ainda mais a confiança dos agentes que evitam consumir, atingindo assim o comércio.

 

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O gráfico acima confirma que 2015 é bastante complicado para o Varejo, o desempenho do setor no acumulado do ano, janeiro a setembro, é o pior desde de 2003, vale ressaltar que dentro dos meses da pesquisa a economia já passou por datas importantes e que movimentam um volume de vendas substancial, como Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia dos Namorados e Páscoa, faltando apenas computar o Dia das Crianças e o Natal, que as projeções atuais já incorporam resultados inferiores ao dos anos anteriores.

 

Segundo o IBGE, em setembro, todas as dez atividades analisadas no varejo ampliado registraram resultados negativos para o volume de vendas, na relação anual, mês/igual mês do ano anterior. As taxas negativas foram:  -8,7% em “Combustíveis e lubrificantes” devido aos reajustes no preço dos combustíveis; -2,2% para “Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” também devido a alta no preços dos alimentos e a queda na renda disponível das famílias; “Tecidos, vestuário e calçados” -12,9%, mesmo com a inflação destes itens ficar abaixo da inflação oficial, a redução da renda familiar fez com que os agentes adotassem uma nova estratégia, como o reparo destes itens no lugar de itens novos, afetando as vendas do segmento; -17,9% para “Móveis e eletrodomésticos” que vem sendo impactado pela queda da renda das famílias, alta dos juros e crédito restrito além da alta do dólar que acaba afetando produtos importados; Nem mesmo a atividade com melhor resultado em 12 meses ficou positiva Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos” recuou 1,1%, mesmo trabalhando com produtos essenciais como os remédios trabalhar com uma variedade de produtos com um ticket médio mais baixo o livrou de uma queda nas vendas; -14,9% em “Livros, jornais, revistas e papelaria”; -9,7% “Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação” afetados pela alta do dólar e pela maior restrição ao crédito, pois trabalham com produtos de importados que geralmente apresentam valor médio mais alto; -7,0% “Outros artigos de uso pessoal e doméstico; -12,8% para “Material de construção e por fim -21,8% em “Veículos e motos, partes e peças” também prejudicado pela alta dos juros o que acaba encarecendo financiamentos e desestimulando novas aquisições.

 

O comércio varejista pernambucano apresenta resultados bem piores que o brasileiro, com quedas mais significativas na maioria dos segmentos e no Varejo e Varejo Ampliado de maneira geral, indicando assim que o estado no atual momento de desaceleração econômica, sofre mais que a média do país. Atividades ligadas a necessidade do crédito e a confiança das famílias no médio/longo prazo em relação ao emprego são as mais prejudicadas, “Tecidos, vestuário e calçados” (-22,0%), “Móveis e Eletrodomésticos” (-28,2%), “Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (-33,7%) e “Veículos, motocicletas, partes e peças” (-26,9%) apresentam recuos bastante elevados comparados aos demais, refletindo assim uma confiança mínimo dos agentes que evitam o consumo por medo de endividamento.

 

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A desmobilização de mão de obra na indústria, principalmente na construção civil, vivida em Pernambuco nos últimos 12 meses, também refletem no desaquecimento das vendas ligadas ao setor, como “Material de construção” (-16,7) e “Combustíveis e lubrificantes” (-12,7%), o segundo também sofre com recuo da demanda devido a reajustes no preço da gasolina, diesel e do etanol.

 

Os resultados de aumento na taxa de desemprego, inflação, taxa de câmbio e queda na produção, fazem com que as entidades que realizam projeções para o comércio revisem os números com frequência, atualmente a Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta uma queda de 4,8% para as festividades de final de ano, assim como uma queda de -2,9% para a contratação de mão de obra temporária. Ano bastante complicado para os lojistas, que se encontram com baixa venda e altos níveis de estoque, fazendo com que a palavra “promoção” não sai das vitrines da maioria das lojas dos grandes centros comerciais.