Fecomércio-PE

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Indústria brasileira encerra 2014 com maioria dos indicadores em queda

A indústria brasileira encerrou 2014 com a maior parte dos indicadores em queda, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 12 meses, o faturamento real, horas trabalhadas e emprego recuaram em relação a 2013.


As quedas foram, respectivamente, de 1,8%, 3,7% e 0,7%. De acordo com o levantamento da CNI, apenas a massa salarial e o rendimento médio reais cresceram 1,5% e 2,3% no ano passado.

A CNI informou que os dados são os mais fracos desde 2009 para todos os indicadores, com exceção do rendimento médio real.

 

“O quadro da indústria para 2014 é bastante negativo e preocupante. Reflete todas as dificuldades que as empresas brasileiras estão tendo, de competição, de produtos importados. O consumo já não mostra o vigor de antes. O ano de 2014 foi de queda do investimento”, destacou Flávio Castelo Branco, gerente de Políticas Econômicas da CNI.


Avaliando apenas o mês de dezembro, a totalidade dos indicadores cacíram em relação a igual período de 2013. O recuo mais expressivo ocorreu nas horas trabalhadas. O dado, que mede o ritmo da produção industrial, caiu 7% no período.

 

Comparando-se dezembro com novembro de 2014, as horas trabalhadas na produção industrial caíram 3,3%, enquanto o faturamento real recuou 3,1%. O emprego foi o único indicador a apresentar variação positiva no período, de 0,4%.


“O que observamos em dezembro é a continuidade da contração na indústria,o que verificamos ao longo de 2014. A retração das horas trabalhadas e do faturamento é bastante aguda. São números nada triviais”, comentou Flávio Castelo Branco. Com relação ao emprego, ele destacou que o crescimento mensal é pequeno e que, a longo prazo, o cenário é de queda.


A pesquisa também mostrou a utilização da capacidade instalada no fim de 2014, que atingiu 81% em dezembro, contra 80,9% em novembro do ano passado e 81,7% no mesmo mês de 2013. A CNI avaliou que, “embora não tenha se contraído no mês, a utilização da capacidade instalada sugere desaquecimento do parque fabril”.

Segundo Flávio Castelo Branco, a expectativa para os primeiros meses de 2015 é continuidade do cenário desfavorável.

“As expectativas que a economia possa mostrar reação são relativamente distantes do mundo de hoje. O aumento da tributação e a elevação das taxas de juro agravam as dificuldades do setor industrial. Esperamos que [as medidas de ajuste fiscal] venham acompanhadas paulatinamente de medidas de mais estímulo”, disse.

Castelo Branco acrescentou que uma possível reação da indústria só deve ocorrer a partir do segundo semestre.

 

Fonte: Agência Brasil 

 



Inflação medida pelo IPC-S sobe nas sete capitais pesquisadas

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu na última semana de janeiro em todas as sete capitais que compõem o indicador. Na semana de 22 a 31 de janeiro, o IPC-S teve variação média de 1,73%, resultado 0,22 ponto percentual superior à alta da semana imediatamente anterior, que foi 1,51%.

 

Das sete capitais, três apresentaram variações de preços superiores à média nacional de 1,51%: São Paulo, com alta de 2,23%, registrou a maior alta e ficou 0,5 ponto percentual superior à média nacional; Belo Horizonte, com 1,89%; e o Rio de Janeiro, com 1,83%.

 

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas e indicam ainda que em Porto Alegre a taxa variou 1,48%; no Recife, 1,39%; em Salvador, 1,19%; e em Brasília (a menor alta do país), 1,16%.

 

Fonte: JConline

Perdas do comércio com feriados podem chegar a R$ 15,5 bilhões em 2015

O impacto dos feriados sobre a lucratividade do comércio brasileiro em 2015 deverá alcançar R$ 15,5 bilhões neste ano – resultado 22,5% maior que o de 2014, já descontada a expectativa de inflação prevista para 2015. Além do menor número de dias úteis no ano corrente, contribui para o agravamento das perdas decorrentes do maior número de feriados a crescente relação folha de pagamento/receita operacional no comércio brasileiro em curso desde 2009.

 

No ano passado, além do meio expediente na quarta-feira de cinzas (5 de março) e também em 15 de novembro, um sábado, outros sete feriados nacionais integrais ocorreram em dias  úteis para o comércio. Em 2015 o maior número de interrupções ocorrerá em função de dez feriados integrais entre segundas e sextas-feiras, além do meio expediente da quarta-feira de cinzas (em 18 de fevereiro).

 

Além de perdas parciais de vendas – parte dessas transações são concretizadas antes ou após os dias não úteis –, o fechamento dos estabelecimentos ou a opção pela abertura das lojas em dias não úteis compromete a lucratividade do setor por meio da elevação extraordinária dos custos trabalhistas decorrentes das operações nesses dias.

 

Estimativas da CNC baseadas nos dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, apontam para a primeira queda do varejo ampliado nos últimos dez anos. Por outro lado, no ano passado a ocupação e o rendimento médio real dos trabalhadores formais do comércio cresceram 2,0% e 1,8%, respectivamente, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged). Ou seja, a massa de rendimentos do setor acusou expansão maior (3,8%) que o volume de vendas em 2014, mantendo, portanto, a tendência de crescimento da relação folha de pagamentos/receita operacional líquida em curso desde 2009.  

 

 

Acesse aqui a análise completa da Divisão Econômica da CNC

 

Fonte: CNC

Gastos escolares sobem mais que o dobro da inflação em janeiro, diz FGV

A inflação referente aos gastos escolares aumentou o dobro da variação geral de preços, conforme divulgou hoje (2) a Fundação Getúlio Vargas. Apesar disso, a taxa registrada em janeiro de 2015 foi menor que a do mesmo mês em 2014.

 

Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) encerrou o mês de janeiro com variação de 1,51%, os gastos com material escolar, livros, transporte, cursos e lanchonetes chegaram a 3,73%. Em janeiro do ano passado, o indicador somou 3,80%.

 

A maior inflação foi registrada nos cursos formais, que incluem os ensinos fundamental, médio e elementar, com 6,29% em janeiro. A alta foi menor que a registrada no ano anterior, de 6,62%.

 

Os cursos não formais, de inglês e informática, também tiveram inflação menor, caindo de 2,82%, em janeiro do ano passado, para 1,79% no primeiro mês deste ano. O mesmo comportamento foi registrado no transporte escolar, que teve inflação de 4,35% no início do ano passado e de 3,28% este ano.

 

Todos os demais índices tiveram aumento da inflação. O material escolar registrou alta de 1,88%, contra 0,90% do ano passado. Os livros didáticos ficaram com 1,81%, contra 0,22% de janeiro de 2014. Os livros não didáticos também aumentaram, com alta de 0,96%, enquanto, no início do ano passado, a inflação atingiu 0,12%.

Bares e lanchonetes foi outro item com variação acima de 2014, com alta de 1,30% em janeiro de 2015, 0,42 ponto percentual superior ao 0,88% registrado em 2014.

 

Em 12 meses, os gastos escolares acumulam alta de 9,39%, enquanto a inflação completa soma 6,87% no IPC da Fundação Getúlio Vargas. O item bares e lanchonetes teve a maior variação total, de 11,17%, e os livros didáticos a menor em 12 meses, com 3,28%.

 

Fonte: Jconline

Balança comercial tem déficit de US$ 3,17 bilhões em janeiro

As importações superaram as vendas externas, resultando em déficit da balança comercial brasileira, em US$ 3,17 bilhões em janeiro deste ano, informou nesta segunda-feira (2) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Este foi o quarto ano seguido no qual a balança comercial tem saldo negativo em janeiro. Em janeiro de 2012, 2013 e 2014, o déficit da balança comercial somou, respectivamente, US$ 1,3 bilhão, US$ 4,04 bilhões e US$ 4,06 bilhões. Deste modo, o déficit ficou menor do que o registrado em janeiro do ano passado.

"Chamo a atenção para a característica sazonal para janeiro, que é deficitário. Resultado da entressafra [de grãos], das férias coletivas e da baixa atividade econômica [e seus impactos nas exportações]. As importações já começam a subir em janeiro, com as empresas começando a repor seus estoques", avaliou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Daniel Godinho.

Governo prevê saldo positivo em 2015
O secretário não quis fazer uma estimativa para o saldo comercial deste ano e para as exportações. Se limitou a dizer que espera um saldo positivo (exportações maiores do que importações) em todo este ano.

"Isoladamente, com o resultado de janeiro não podemos fazer uma projeção para todo ano. Pelo lado positivo, há a questão do câmbio [dólar mais alto, que estimula exportações] e recuperação nos Estados Unidos. Pelo lado dos desafios, temos preços das 'commodities' [produtos básicos] deprimidos e incertezas sobre parceiros importantes [como Europa]", acrescentou Godinho.

Exportações e importações em janeiro
Segundo o governo, as vendas ao exterior somaram US$ 13,7 bilhões em janeiro e, com isso, tiveram uma queda de 10,4% sobre janeiro de 2014. Os produtos manufaturados e básicos registraram retração de vendas, mas os semimanufaturados tiveram aumento de exportações.

De acordo com dados oficiais, a média diária de exportações do mês passado, de US$ 652 milhões, é a menor para todos os meses desde janeiro de 2010 - quando somou US$ 565 milhões, ou seja, em cinco anos.

"Temos um efeito da questão dos preços de 'commodities' que tiveram queda mais acentuada do que o esperado por todo mercado. Isso impacta a balança comercial, mas temos oportunidades claras em produtos manufaturados e estamos desenvolvendo o plano de exportações", afirmou Godinho, do MDIC.

As vendas de produtos básicos recuaram 11,1% sobre janeiro do ano passado, enquanto os manufaturados registraram queda de 14,6%. Já as vendas externas de semimanufaturados cresceram 3,1%.

Segundo números do MDIC, a queda de 49% no preço do minério de ferro impactou as vendas externas do produto, que somaram US$ 1,2 bilhão no mês passado, contra US$ 2,5 bilhões em janeiro de 2014 - impactando o saldo comercial no mês passado.

Ao mesmo tempo, as importações somaram US$ 16,87 bilhões em janeiro, com queda de 12% sobre o mesmo mês de 2014. Na comparação com janeiro de 2014, recuaram os gastos com com combustíveis e lubrificantes (-28,4%), bens de consumo (-14,2%), bens de capital (-8%) e matérias-primas e intermediários (-7%).

Plano para aumentar exportações
O novo ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, afirmou nesta segunda-feira em São Paulo que o  governo anunciará no início de março o plano nacional de exportações, uma das bandeiras defendidas no início de sua gestão, junto a uma agenda de reformas microeconômicas.

Ele disse acreditar que o atual patamar do dólar frente ao real (mais alto frente ao ano passado) oferece uma perspectiva positiva para o país retomar as exportações neste momento. “Acreditamos que [o plano de exportações] pode ser um vetor para manter o nível de atividade econômica do país”, afirmou.

Monteiro destacou ainda a necessidade de dar maior ênfase a acordos bilaterais e colocar os Estados Unidos no centro da estratégia da política comercial brasileira, junto de países da América Latina como Chile, Peru, Colômbia e México.

Resultado de 2014
Em 2014, a balança comercial brasileira teve déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 3,93 bilhões, o pior resultado para um ano fechado desde 1998, quando houve saldo negativo de US$ 6,62 bilhões. Também foi o primeiro déficit comercial desde o ano 2000, quando as compras do exterior ficaram US$ 731 milhões acima das exportações.

De acordo com o governo, a piora do resultado comercial no ano passado aconteceu, principalmente, por conta da queda no preço das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como minério de ferro, petróleo e alimentos, por exemplo); pela crise econômica na Argentina – país que é um dos principais compradores de produtos brasileiros – e pelos gastos do Brasil com importação de combustíveis.

Estimativas do mercado e do BC para 2015
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, é de melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 5 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 6 bilhões para 2014, com exportações em US$ 234 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 228 bilhões.

MP aumenta alíquotas do PIS e da Cofins sobre importação de bens e serviços

O governo publicou na sexta-feira (30), em edição extra do Diário Oficial da União, a Medida Provisória (MP) 668, que trata do aumento das alíquotas da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS/Pasep Importação) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação).  A alíquota subirá de 9,25% para 11,75%, conforme já anunciado pelo Ministério da Fazenda.

 

A medida provisória altera uma lei de 2004 que estabelece as alíquotas de Pis e Cofins sobre a importação de bens e serviços. O aumento das alíquotas passa a valer quatro meses após a publicação da MP.


De acordo com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a alta foi necessária para corrigir a distorção provocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que eliminou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do PIS/Cofins das mercadorias importadas. Segundo ele, o governo espera obter R$ 700 milhões neste ano com os tributos sobre as mercadorias importadas.

 

Fonte: JConline

 

Redes sociais ajudam grandes lojas a conhecer o perfil dos seus consumidores

O cálice sagrado do varejo é saber o que as pessoas querem comprar. Informação é a alma do negócio e conhecer o desejo dos consumidores pode ser a chave do sucesso. Algumas empresas realizam pesquisas para tirar essa informação do público. Mas que tal deixar que eles mesmos falem?


A empresa de análise de mídia gerada pelo consumidor e interações nas redes sociais E.life fez um estudo para entender o perfil dos clientes de quatro dos cinco maiores supermercados do País. Foram computados cinco milhões de postagens no Twitter de 25 mil usuários selecionados a partir de check-ins nas lojas.


De cara, a pesquisa apontou que comprar um novo celular é a prioridade para a maioria dos consumidores. Dos clientes do Carrefour, por exemplo, 43% citaram o desejo em seus tuítes, seguidos de roupas e, especificamente, pelo iPhone, da Apple, com respectivamente 27% e 15%. Entres os frequentadores do Pão de Açúcar, 40% também usaram a rede social para manifestar o interesse por um celular, enquanto filmes em DVDs ficaram em segundo plano, com 19%. Não foi diferente dos clientes da rede Makro, que também querem celulares (39%) e filmes (21%). O Walmart teve o maior índice de internautas falando sobre games, com 20%, atrás apenas de quem? Celulares, claro, com 32%.


Apenas no Extra os celulares não lideraram as menções, sendo filmes a preferência da maioria (24%), mas ficaram logo atrás (23%). Para traçar o perfil, a E.life focou o monitoramento no consumidor. “A proposta foi usar os relatos feitos pelos próprios clientes para conhecê-los melhor. Utilizamos os 200 últimos tuítes públicos para conhecer seus hábitos”, explica o coordenador de monitoramento e análise de redes sociais da E.life, Breno Soutto.


Além do desejo de compra, a pesquisa também levantou outros aspectos dos consumidores. Por exemplo, a maioria costuma ir ao supermercado nos fins de semana, especialmente aos sábados e fazem check à noite, principalmente entre 20h e 21h. Mas isso não é regra, já que se avaliarmos os números individualmente, bandeiras com perfil mais varejista têm mais visitas à noite. Aqueles com perfil atacadista, à tarde.


“O levantamento não representa a totalidade dos clientes de cada loja, mas faz um recorte profundo nos usuários que são ativos nas redes sociais”, afirma Soutto. Por isso, por exemplo, a maior parte dos pesquisados é de estudantes e pessoas com curso superior. “Mas podemos avaliar que o consumidor de Pão de Açúcar possui maior poder aquisitivo, visto que foi o único que usa mais aparelhos com iOs, normalmente mais caros”, completa o coordenador.

 

Fonte: Jconline

Caruaru cresce, mas construtoras estão cautelosas

Por Emídia Felipe

 

Os indícios de que Caruaru cresce mais do que o Recife estão na contagem populacional: enquanto a “capital do Agreste” atraiu 8,7% mais moradores entre 2010 e 2014, na capital oficial esse percentual foi de 4,6%. Dentro do próprio mercado da construção há diversos exemplos de pessoas que se mudaram permanentemente, como a engenheira da Moura Dubeux Marília Soares, 24 anos; e o corretor de imóveis Fabiano Carvalho, 40, diretor da imobiliária que leva seu nome. Há ainda casos como o do sócio-diretor da Maxplural, Júlio Souza, 43, que passa a maior parte da semana em Caruaru.

O que ocorre com eles se repete em diversos segmentos consolidados ou emergentes. Pautada principalmente pela indústria e comércio têxtil, a economia caruaruense também cresceu através dos serviços. Há menos de 10 anos, havia só dois cursos de ensino superior. Hoje, são mais de 34, sem contar os tecnólogos, os técnicos e as pós-graduações. O comércio fora das confecções avança pelos dois shoppings que a cidade já tem. Outro indicador que se houve muito entre os empresários é o do cafezinho: há cinco anos, era praticamente impossível achar um café expresso na cidade; hoje, 17 cafeterias oferecem o produto. Fatores que levaram o Produto Interno Bruto da cidade crescer 5% em 2014, acima das médias estadual e nacional.

 

CAUTELA - Os empresários da construção civil se mostram confiantes na continudade do desenvolvimento econômico de Caruaru, mas olham para 2015 com cautela quando se fala especificamente de mercado imobiliário. Diretor da CP Construções, uma das maiores empresas da área no Agreste, Cláuston Pacas diz que os sinais de arrefecimento começaram em 2014, por isso sua empresa não fez lançamentos no ano passado e tem planos de colocar no mercado só um empreendimento este ano – mesmo assim, em Tamandaré (Litoral Sul do Estado). “O mercado está muito travado. Por isso estamos focando em nichos de mercado e sempre baseados em pesquisas”, diz o empresário.

João Bezerra, que, além da fazer parte da Acic também é um dos sócios da Bezerra Engenharia, fundada há 28 anos. Para ele, o crescimento demográfico vai sustentar a produção, porém mais voltado para habitações populares. Ele acredita que haverá menos lançamentos em 2015 na cidade. “O ânimo daqui e da capital é o mesmo, de precaução”.

Presidente da Brapor, José Castro compara os mercados de Recife e Caruaru e diz que, se por um lado a pressão dos preços é menor na cidade do Agreste, por outro a capacidade de absorção é menor do que no Recife. “Não temos dúvida de que a demanda continua, mas se não houver cuidado por parte das construtoras, poderá se tornar difícil a absorção de novas unidades”, analisa. 

Por outro lado, há vozes mais otimistas. Fabiano Carvalho, que foi do Recife para Caruaru há quatro anos, assegura que 2014 foi um ano de ótimos resultados, com avanço de 15% nos seus negócios. “Aqui há muita coisa crescendo, como nas áreas médica e jurídica”, diz o corretor, que tem pelo menos quatro lançamentos para trabalhar no mercado caruaruense nos próximos dois meses.

 

Fonte: Jornal do Commercio 

Mercado imobiliário de Caruaru tenta equilibrar crescimento

Por Emídia Felipe

 

Das raízes na Fazenda Caruru, no século 17, até se tornar referência de negócios no interior de Pernambuco, Caruaru viu muita coisa acontecer sobre suas terras. Nos últimos cinco anos, porém, o desenvolvimento da cidade se acelerou: a oferta de muitos dos confortos das grandes cidades aumentou vertiginosamente, do café expresso ao curso de ensino superior. Mas quando se chega ao município, o que primeiro salta aos olhos é a grande quantidade de edifícios, reflexo direto da demanda por novas moradias, tanto por parte de moradores quanto de forasteiros.

 

Além da paisagem, como se vê no alto desta página, o desenvolvimento do mercado imobiliário caruaruense pode ser constatado nos números (veja infográfico). Somente os financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal para compra de imóveis na cidade movimentaram R$ 100,5 milhões no ano passado, referentes a 1.179 moradias, 48,6% a mais do que ano anterior. Considerando apenas residências que usaram crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – ou seja, foram vendidas por mais de R$ 650 mil –, o avanço na quantidade de unidades foi de 71,6%.

 

O perfil encontrado na estrutura é semelhante ao que se vê no Recife, com apartamentos a partir de 55 metros quadrados. De acordo com as empresas ouvidas pelo JC, há demanda de investidores, mas a maior parte é vendida para o consumidor que vai usar a unidade para morar, permanentemente ou temporariamente – por morar em outra cidade e só trabalhar ou estudar em Caruaru.

 

Essas informações não consideram as habitações enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Contudo, de acordo com a Prefeitura de Caruaru, nos últimos dois anos foram mais de duas mil unidades enquadradas no programa nas faixas comerciais (vendidas no mercado imobiliário como quaisquer outras) e estão em construção mais 3.800 casas na faixa 1, de habitação social, em que o valor é praticamente todo subsiado pelo governo. Outro dado do executivo municipal é que, fora os 80 prédios em construção, há pelo menos mais 30 na fase de análise de projetos.

 

A Prefeitura se diz atenta a esse movimento e, este ano, vai fazer a segunda revisão em seu Plano Diretor, criado em 1977. Hoje os gabaritos da cidade variam entre 3 e 4,5 – o que signifca que, numa área de mil m², é possível ter entre três e 4,5 mil m² de área construída. Hoje, se encontram edifícios de mais de 30 andares na cidade.

 

EMPRESAS - Pelos cálculos do presidente da Câmara de Construção Civil da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), João Bezerra, cerca de 20 empresas se instalaram em Caruaru nos últimos cinco anos para trabalhar na área da construção civil. Entre elas está a Brapor, construtora de origem portuguesa que começou a investigar Caruaru ao mesmo tempo em que chegou no Recife, em 2007. Naquela época, o mercado imobiliário caruaruense ainda era dominado pelo regime do condomínio fechado, em que o empreendimento é vendido para um grupo de investidores que tem que pagar a construtora até a entrega das unidades. Atualmente, a incorporação tem uma presença muito forte. Somente a Brapor já entregou ou está para entregar 1.054 unidades, com previsão de lançar mais 285 este ano.

Marcas já consolidadas no Recife também garantiram seu espaço entre os caruaruenses. A Moura Dubeux implantou na cidade não apenas um projeto residencial de 360 apartamentos, o Cosmopolitan Shopping Park, mas também lançou no ano passado o primeiro flat com operação hoteleira na cidade, da linha Beach Class, a mesma que usa no Recife. A Maxplural está em seu segundo empreendimento: o Alto Indianópolis deverá ser lançado oficialmente em fevereiro, com 320 apartamentos em 10 torres e preços a partir de R$ 215 mil.

 

 Fonte: Jornal do Commercio

Mercado prevê crescimento perto de zero e inflação acima de 7% em 2015

O ano de 2015 vai ser difícil, segundo a expectativa do mercado financeiro. De acordo com pesquisa conduzida pelo Banco Central na semana passada com mais de 100 economistas de instituições financeiras, o crescimento da economia deve ser próximo de zero neste ano; e a inflação deve superar a barreira dos 7%.

 

A expectativa do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que estava em 6,99% na semana retrasada, subiu para 7,01% na última semana. Foi a quinta alta seguida na estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2015. Se confirmada, a taxa de 7,01% será a maior desde 2004, quando ficou em 7,6%, ou seja, a mais alta em 11 anos.

Com isso, a estimativa do mercado para o IPCA de 2015 segue acima do teto do sistema de metas. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação somou 6,41%, o maior valor desde 2011.

O relatório do BC, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, mostra que houve estabilidade na estimativa de inflação para 2016: a previsão para a taxa permaneceu 5,6%.

Cenário para a inflação em 2015
Mesmo com o baixo nível de atividade e com a queda dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional), fatores que atuam para conter a inflação, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) continuam pressionando os preços. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

O governo, para reorganizar as contas públicas, informou que não fará mais repasses para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) neste ano, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com isso, a alta da energia elétrica neste ano pode chegar a até 40% em 2015.

Ao mesmo tempo, também anunciou o aumento da tributação sobre os combustíveis, o que pode gerar um aumento de mais de 8% na gasolina e de 6,5% no diesel nas próximas semanas. Com isso, os chamados "preços administrados", segundo o próprio Banco Central, devem subir pelo menos 9,3% em 2015, o maior aumento desde 2004 - quando avançaram 9,77%. O peso dos preços administrados no IPCA é de cerca de 25%.

PIB zero
Ao mesmo tempo em que elevaram sua estimativa de inflação para cerca de 7% neste ano, os economistas do mercado financeiro também reduziram sua previsão para o crescimento da economia brasileira em 2015.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015, os economistas baixaram a estimativa de alta de 0,13% para 0,03% na última semana – na quinta queda consecutiva. Para 2016, a estimativa de expansão da economia caiu de 1,54% para 1,50% de alta na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

No fim de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o PIB cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior. De janeiro a setembro, a economia teve expansão de 0,2% frente ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado em quatro trimestres até setembro, a alta foi de 0,7%.

Na semana retrasada, durante encontro reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que espera um PIB "flat" (próximo de zero) neste ano. Ele anunciou, nas últimas semanas, aumentos de tributos e medidas para conter gastos públicos com o objetivo de resgatar a confiança na economia brasileira.

Taxa de juros
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou para 12,25% ao ano na semana retrasada, a expectativa do mercado é de 12,5% ao ano no fim de 2015 – o que pressupõe um novo aumento na taxa Selic. Para o término de 2016, a previsão do mercado é de que juros somem 11,5% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 2,80 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,90 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 4,5 bilhões para US$ 5 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 10 bilhões para US$ 10,5 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil recuou de US$ 60 bilhões para US$ 59,2 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável em US$ 60 bilhões.

Fonte: G1