Fecomércio-PE

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Conjuntura econômica brasileira

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por Antonio Oliveira Santos
(Presidente da CNC)
Visivelmente, como é do conhecimento de todos nós, a economia nacional atravessa uma fase de baixo crescimento e de preocupantes desequilíbrios em alguns setores, como é o caso do permanente déficit fiscal e crescimento da dívida pública, da inflação, da estagnação industrial, da deficiente infraestrutura dos transportes e do desequilíbrio do balanço de pagamentos. São exceções, nesse quadro deficitário, o mercado de trabalho, que vem ostentando nos últimos anos baixas taxas de desemprego e a agricultura, que vem registrando taxas memoráveis de expansão, com o recorde histórico de produção de 196 milhões de toneladas de grãos. Também se insere nesse quadro de exceções o comércio de bens, serviços e turismo que, após um longo período de crescimento médio anual da ordem de 8%, vem declinando sucessivamente e poderá registrar um aumento de cerca de 5%, neste ano de 2014.
A estagnação do setor industrial é a mais evidente, com uma queda de 0,8% em 2012, um crescimento mínimo de 1,3% em 2013 e previsão de 1,5% para o corrente ano. Na área fiscal, registra-se o saldo de R$ 2 trilhões e 830 bilhões da dívida pública bruta, atingindo 58,5% do PIB e um acréscimo de R$206 bilhões, nos últimos 12 meses.
Na área externa, observa-se um quadro semelhante. As exportações brasileiras, que cresceram 26,8%, em 2011, sofreram queda de 5,3% em 2012, zero por cento em 2013, com perspectiva de crescimento zero, também em 2014. As importações superaram as exportações em 2013 e deverão ter crescimento nulo neste ano, acentuando-se o déficit em Transações Correntes de US$ 81,4 bilhões em 2013 para uma expectativa de US$78 bilhões em 2014, com evidentes dificuldades de financiamento externo.
Nesse contexto negativo, alguns pontos devem ser destacados, tais como:
A pesada carga tributária, que se aproxima a 38% do PIB, uma das mais elevadas do mundo;
A extraordinária burocracia fiscal, que chega a representar um ônus adicional entre 3% e 10% do faturamento das empresas, apenas para administrar o pagamento dos tributos, sem mencionar os custos para a abertura ou fechamento de empresas, com destaque para as exigências ambientais e as dificuldades de legalização das propriedades rurais em vários Estados;
As elevadas taxas de juros reais – as mais altas do mundo – que oneram e entravam o setor privado, em particular o financiamento do capital de giro das empresas, independentemente dos créditos subsidiados dos bancos oficiais para alguns setores específicos;
A deficiente logística dos transportes, incluindo portos, aeroportos e o sistema rodoferroviário, que afeta significativamente a produtividade e a competitividade da produção industrial e agropecuária;
Os elevados encargos que pesam sobre a folha de pagamentos das empresas, além da inflexibilidade da legislação trabalhista; e
os equívocos da política externa, particularmente em relação à América Latina, com destaque para as distorções que estão entravando politicamente a administração do Mercosul.
A nosso ver, todo esse conjunto de entraves resulta, basicamente, da excessiva dimensão a que chegou o Estado brasileiro, com inúmeras superposições administrativas distribuídas por 39 Ministérios, 78 autarquias, inúmeros conselhos e fundações. Esse Estado leviatã, burocrático e opressivo, de baixa eficiência na gestão administrativa, representa, hoje, cerca de 40% do PIB nacional, absorvendo e comprometendo significativa parcela da poupança privada que deveria financiar os investimentos mais essenciais.
O objetivo desta Nota é registar em Ata de nossa Diretoria a grande preocupação que nos aflige e a todo o sistema do comércio de bens, serviços e turismo, em relação à excessiva carga tributária e à crescente burocracia oficial, assim como aos desvios da administração pública na utilização e gestão dos recursos fiscais, que acarretam a perda de dinamismo da economia nacional e promovem o agravamento das pressões inflacionárias.
Entre os inúmeros reparos que podem ser feitos à gestão administrativa oficial, cabe destacar os danos causados às duas maiores empresas nacionais, a Petrobras e a Eletrobras, que estão sendo sacrificadas em sua situação financeira e patrimonial, em função da política de combate à inflação. É impressionante o fato de que, em menos de dois anos, a Petrobras perdeu 43% de seu valor patrimonial e a Eletrobras 70%, em detrimento dos acionistas minoritários. É fundamental restabelecer o sistema de preços que fornece sinais que levam à melhor alocação dos fatores de produção e reforçam a democracia.
Em nome do Sistema Confederativo representado pela CNC, cabe  registrar essas preocupações na esperança de que ainda haja tempo para corrigir os desvios da administração pública, a começar pela redução da excessiva carga tributária e da sufocante burocracia oficial, além do restabelecimento do clima de confiança do setor empresarial, fundado nos princípios de segurança jurídica que devem presidir a maior liberdade de funcionamento do mercado.

AR Fecomércio-PE oferece desconto em certificação digital para pessoas físicas

A novidade na entrega do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano é o preenchimento automático para os contribuintes que tiverem certificado digital. O documento tem o objetivo de validar toda transação digital de uma pessoa física ou jurídica, pois contém todos os dados do contribuinte. A Certisign, empresa que fornece a solução tecnológica, em parceria com a Fecomércio-PE, realiza promoção para as pessoas físicas interessadas em obter o documento, dando de 30% a 40% de desconto no serviço.A promoção, que é válida somente para pessoas físicas, segue até o dia 30 de abril.

 

O certificado digital é um documento eletrônico que garante integridade, autenticidade e segurança em relação a transmissão de informações da empresa ou da pessoa física aos sistemas tributários, financeiros e administrativos. Com a certificação digital é possível utilizar a Internet para a disponibilização de diversos serviços com mais rapidez, facilidade de acesso e com redução de custos.

 

Para mais informações basta ligar para os telefones (81) 3221-6226 ou (81) 3231-6175.

Preços de medicamentos poderão ser reajustados em 31 de março

BRASÍLIA – Os preços de medicamentos poderão ser reajustados a partir de 31 de março, segundo autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), conselho de governo formado por vários ministérios, sob a liderança do Ministério da Saúde. A decisão está em resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) que estabelece os critérios de composição de fatores para o ajuste de preços dos produtos.

 

De acordo com o documento, os novos valores devem ter como referência o Preço Fabricante(PF) cobrado a partir de 31 de março de 2013. O texto também fixa em 4,66% o fator de produtividade para 2014, mecanismo que permite repassar ao consumidor, por meio dos preços dos medicamentos, projeções de ganhos de produtividade das empresas fabricantes de remédios.

 

A resolução explica que “o ajuste de preços de medicamentos será baseado em um modelo de teto de preços calculado com base em um índice, um fator de produtividade, uma parcela de fator de ajuste de preços relativos intrassetor e uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores”. “O índice a ser utilizado será o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulado no período de março de 2013 até fevereiro de 2014?, cita o texto.]

 

Depois da publicação oficial da inflação medida pelo IPCA de fevereiro deste ano, a Cmed editará resolução específica para definir o Preço Fabricante e o Preço Máximo ao Consumidor dos medicamentos e também a forma de apresentação de Relatório de Comercialização pelas empresas produtoras e outras providências necessárias à execução do ajuste dos preços.

 

Fonte: Agência Estado

 

Frente Parlamentar discute Atlas Nacional de Comércio e Serviços

A Frente Parlamentar em Defesa do Setor de Serviços realizou nesta terça-feira, 25, sua a primeira reunião de trabalho deste ano. O evento começou com a apresentação do Atlas Nacional de Comércio e Serviços pela equipe do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Depois foram discutidos os outros pontos da pauta como o projeto que destina a multa extra do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o programa Minha Casa, Minha Vida, a regulamentação da terceirização e o Novo Código Comercial Brasileiro.


 

   

“Sem informação não há possibilidade de uma boa tomada de decisão”, informou o secretário de Serviços do Mdic, Humberto Ribeiro ao apresentar o Atlas que permite que qualquer cidadão possa buscar as informações , já que ele está na internet. “O setor de serviços representa 70% do PIB do Brasil. Nós somos muito pujantes na geração de empregos, por isso é importante o investimento no setor”, informou.

 

   

Fruto de um trabalho do Sebrae e outras importantes instituições brasileiras, o Atlas mapeou os segmentos de comércio e serviços, auxiliando os empreendedores na definição de investimento e potencial dos negócios em cada cidade do País. De acordo com o estudo, os municípios paulistas são os que possuem de quatro ou mais pequenos bares e restaurantes por mil habitantes. No Rio de Janeiro, por exemplo, essa é a realidade restrita à capital e arredores.

 

   

O deputado federal Laércio Oliveira, que coordena a Frente, informou que foi enviado um Requerimento de informação ao Mdic sugerindo a modificação do nome do Ministério para Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O secretário Humberto disse que recebeu o requerimento que está no memento em análise pela Presidência da República.

Em seguida, o gerente de Limpeza e Descartes do Comitê Organizador dos jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, Edison Sanromã, fez uma apresentação sobre as oportunidades para o setor de serviços no evento esportivo. “Não teremos evento só no Rio de janeiro, mas em outras capitais do país. Quando se trata de segurança nas Olimpíadas, será feita pela polícia federal e por empresas”, informou.

 

   

O deputado falou ainda sobre o projeto que destina os 10% do FGTS para o Minha Casa Minha Vida que será votado nos próximos dias na Câmara dos Deputados, provavelmente logo depois do carnaval. “Uma vez que o adicional já tinha cumprido sua finalidade, não havia razão para permanecer vigente. Infelizmente não tivemos sucesso, mas vamos continuar trabalhando para a regulamentação da terceirização e a elaboração de um Código Comercial, que vão incentivar o setor produtivo do país, gerando emprego e renda para a população”, informou Laércio Oliveira.

 

Fonte: Frente Parlamentar em Defesa do Setor de Serviços

 

Deliberações da Alepe

almeida

por José Almeida de Queiroz

 

Consultor da Presidência do Sistema Fecomércio-PE/Sesc/ Senac

 

Através do Ato nº740/2013, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, atendendo o requerimento nº 3.006/2013, de autoria do deputado Severino Ramos, aprovou por maioria absoluta pela Plenária da ALEPE no dia 16 de dezembro de 2013, a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Comerciário de Pernambuco, com o objetivo de defender propostas que contribuam para fortalecer, difundir e potencializar as ações da categoria profissional, buscando alternativas e melhorias da qualidade de vida dos trabalhadores comerciários.

 

Essa Frente Parlamentar será composta por cinco deputados estaduais, os quais poderão promover audiências públicas e eventos afins, bem como colaborar no processo legislativo em projetos de lei de interesse da atividade laboral dos comerciários. Outra atividade importante ocorrida na ALEPE foi a Audiência Pública realizada no dia 12 de fevereiro, destinada a discutir a regulamentação da Lei nº 12.846/2013, com vigência em 29 de janeiro de 2014, que trata da Anticorrupção, responsabilizando as pessoas jurídicas e administradores por atos de corrupção contra a administração pública, nacional e estrangeira, que além do ressarcimento dos prejuízos e independente de comprovação de culpa, pela chamada responsabilidade objetiva, podem ser multadas em até 20% sobre o faturamento bruto.

 

O tema vem preocupando as empresas, principalmente as que participam em processos licitatórios, razão pela qual estão aditando os contratos de trabalho dos seus funcionários que participam dessas atividades, além de firmarem termo de responsabilidade com empresas prestadoras de serviços e fornecedoras de produtos e equipamentos, com o objetivo de minimizar ou deixar de fazer qualquer ato, que viole a Lei de Anticorrupção.

Proteção ao Consumidor

 

almeida

Por José Almeida de Queiroz

 

(Consultor da Presidência do Sistema Fecomércio-PE)


Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 5.196/2013, de autoria do Poder Executivo, tendo como objetivo a alteração da Lei nº 8.078/1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor e o parágrafo único do artigo 16, da Lei nº 9.099/1995, que trata sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. O Poder Executivo apresentou como justificativa para proposição do aludido projeto de lei, a necessidade de conferir maior efetividade e eficácia às decisões das autoridades administrativas de defesa do consumidor, em especial os Procons, para que, além da aplicação de multas, possam estabelecer medidas corretivas aos fornecedores que incorram em infrações e

violações aos direitos dos consumidores.

 

Outro objetivo é permitir que as conclusões das audiências realizadas pelas autoridades administrativas de defesa do consumidor possam ser utilizadas pelos Juizados Especiais, evitando-se duplicidade de procedimentos e garantindo maior agilidade ao processo. O Relator do Projeto de Lei nº 5.1696/2013, deputado federal José Carlos Araújo, e também presidente da Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara Federal, apresentou o seu parecer, no qual destaca que, as alterações e os acréscimos pretendidos, visam dar maior celeridade ao processo administrativo de defesa do consumidor, e que possam estabelecer medidas corretivas que incorram em infrações e conferir força de título executivo extrajudicial às decisões adotadas, considerando que as audiências realizadas pelas autoridades administrativas de defesa do consumidor possam ser utilizadas pelos Juizados Especiais.

 

Analisando os dispostos contidos no aludido projeto de lei, bem como o posicionamento do seu Relator, entendemos que as alterações pretendidas são claramente inconstitucionais, vez que o poder jurisdicional será previamente aplicado por órgão administrativo do Poder Executivo, o que representaria ofensa ao princípio constitucional de separação de poderes, uma vez que os servidores dos Procons irão desenvolver delicadas atribuições, com essa delegação de poderes, quase nivelando esses servidores administrativos ao Juízo Natural, correspondente a um "Juiz ad hoc".



Trabalho aos domingos, feriados e Carnaval

 

almeida

Por José Almeida de Queiroz

Consultor da Presidência do Sistema Fecomércio-PE/Sesc/Senac

E-mail: CLOAKING

 

A competência para legislar sobre trabalho em dias úteis e feriados é atribuída à União, enquanto os Estados e Municípios editam apenas leis complementares.  No uso dessa prerrogativa, a União editou a Lei Federal nº 9.093, de 12 de setembro de 1995, relacionando os feriados nacionais civis e religiosos, nos quais o trabalho é proibido em todo território nacional, ressalvadas as atividades ou serviços considerados essenciais à comunidade, que não podem sofrer interrupção.

 

No elenco desses feriados constantes na Lei nº 9.093/95, temos: 1º. de Janeiro – Confraternização Universal; 21 de Abril – Tiradentes; 1º. de Maio – Dia do Trabalho; 7 de Setembro – Independência; 12 de Outubro – Nossa Senhora Aparecida; 2 de Novembro – Finados; 15 de Novembro – Proclamação da República; e 25 de Dezembro – Natal.

Essa lei confere ainda aos Estados a competência para instituir um dia feriado par comemoração de sua data magna e, aos municípios para instituição de quatro feriados nos dias santos de guarda, mais neles inclui desde já a Sexta-feira Santa. Existem questionamentos sobre a terça-feira de Carnaval.  Entretanto, apesar de ser uma data comemorativa tradicional do calendário brasileiro, a legislação não reconhece o carnaval como feriado nacional.Em conseqüência, o trabalho nesses dias não é proibido.

 

As empresas poderão conceder, por conta própria, folga aos seus empregados no período carnavalesco, podendo ainda, ser objeto de compensação por outras datas, mediante Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho, firmada com o sindicato da categoria profissional representativa dos empregados.  Com a adoção da Lei nº 11.603/2007, alterando o artigo 6º., da Lei nº 10.101/2000, que estabelece os procedimentos para o trabalho aos domingos e feriados no comércio em geral, criou-se um conflito de interpretação, quanto aos supermercados, considerando que trata-se de atividade essencial.

 

Ocorre que o comércio desenvolvido sob a forma de supermercado, mesmo antes da alteração da Lei 10.101/2000, sempre praticou o trabalho em dias de feriados, em razão de encontrar guarida no que dispõe a Lei 605/49 e seu Decreto regulamentador nº 27.048/49. Significa dizer que, se antes da referida Lei os supermercados já estavam autorizados a praticar o trabalho em domingos e feriados por força do que dispõe a Lei 605 e Decreto 27.048 todos de 1949, concluímos pelo entendimento de que os supermercados continuam amparados pelos dispositivos legais acima mencionados, eis que não revogados.De outra sorte, observa que em razão de sua atividade ser considerada essencial e, já reconhecida pelos Tribunais em todo o país, o trabalho em dias de feriados continuam autorizados, independentemente de cláusula convencional.

 

Observamos que, a alteração ocorrida foi apenas no que diz respeito ao artigo 6º da Lei 10.101/2000, não expressando a Lei nº 11.603/2007, em seu texto, a revogação de disposições em contrário, nem fazendo alusão a revogação ou alteração do que é expresso na Lei 605/49 e Decreto 27.048/49. Esse entendimento já começa encontrar guarida nas decisões judiciais proferidas pela Justiça Especializada, a exemplo da ocorrida em 06 de setembro de 2007, perante a 2ª Vara do Trabalho de Rio Grande/RS, quando aquele MM Juízo entendeu de indeferir a tutela antecipada requerida pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Rio Grande contra uma rede de supermercados do referido município, em razão da MP 388/2007 não haver revogado a Lei 605/49, bem como o Decreto 27.048/49.

 

Curso ensina segredos da maquiagem carnavalesca

Segue até sexta-feira (21/02) o curso de maquiagem carnavalesca. As aulas que são gratuitas,  fazem parte de uma parceria do Instituto Fecomércio, com o Sebrae e a gerencia de Economia Solidária da Secretaria de Desenvolvimento e Planejamento Urbano / PCR. Este curso tem como objetivo  formar profissionais capazes de desenvolver competências relacionadas ao domínio e aplicação de técnicas de maquiagem artística carnavalesca, usando-a como aliada na conquista do sucesso pessoal e profissional. São apenas 25 vagas.

 

Após a capacitação serão selecionados seis participantes para atuarem durante o carnaval na loja de customização de fantasias cedida pelo Shopping Paço Alfandega a PCR, tendo a oportunidade de colocar em prática as técnicas aprendidas e ainda conseguir uma renda extra. Esta ação faz parte do Programa de Competitividade do Comércio e Desenvolvimento Territorial (Procompec) que está capacitando empreendedores do setor de beleza na comunidade Caranguejo Tabaiares.

 

 

Frente Parlamentar em Defesa dos Comerciários chega a Pernambuco

Pernambuco passa a contar, a partir desta segunda-feira (17/02), com a Frente Parlamentar em Defesa dos Comerciários (FPC), iniciativa suprapartidária que tem como objetivo encaminhar as demandas dos comerciários junto ao Congresso, em nível nacional, e nas assembleias e câmaras legislativas, nos estados e municípios. A solenidade de início das atividades aconteceu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e contou com a presença de deputados, representantes dos comerciários de diversos estados do Nordeste, além da Fecomércio-PE.

 

Pernambuco é o oitavo Estado a instalar a Frente Parlamentar, beneficiando cerca de 200 mil trabalhadores do setor de Comércio e Serviços da região, dos quais metade exerce sua profissão na capital, Recife. É um contingente importante que, somando-se aos demais estados brasileiros, chega a 12 milhões de trabalhadores: a maior categoria profissional do país.

 

De acordo com o deputado federal Augusto Coutinho, articulador da chegada da Frente em Pernambuco e membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Comerciários do Congresso Nacional, a partir de agora, o Estado estar melhor representado para debater assuntos ligados à categoria. “Ações como esta incentivam e dão maior estabilidade aos empregados desse segmento. Isso servirá também para diminuir distâncias nas discussões”, disse.

 

Já o coordenador da FPC em Pernambuco, o deputado estadual Ramos, acredita trará benefícios significativos para a categoria com mais de 12 milhões de trabalhadores no Brasil. “Essa Frente Parlamentar buscará os direitos e ajudará a pautar os debates para trazer para estes profissionais mais dignidade”, afirmou.

 

Para os representantes da categoria, a FPC é um avanço no que diz respeito as melhorias nas condições de trabalho. “Este é um importante instrumento para nós. Não precisamos mais bater à porte pois já temos o acesso da porta pra dentro da casa responsável pelas leis (Alepe). Precisamos manter a classe unida junto aos deputados, vereadores e sindicatos para alcançar nossos objetivos”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)

 

 

Para saber mais sobre a FPC basta acessar : www.frentecomerciarios.org.br

Fecomércio apresenta perfil dos endividados de Pernambuco

A economia brasileira cresceu significativamente nos últimos 10 anos incorporando as classes populares ao consumo de bens antes restringidos a alguns estratos da sociedade. Contribuíram para isso a retomada de investimentos públicos e privados, a valorização real do salário mínimo e principalmente as políticas de redistribuição de renda via transferência direta através de programas de cunho social, a exemplo do Programa Bolsa Família.

 

Por sua vez, ao lado da melhoria da renda e do aumento do emprego, o Governo, visando estimular a manutenção do padrão de consumo no país, viabilizou a ampliação da oferta de crédito. Com isso, verificou-se um maior número de pessoas endividadas, principalmente ao longo de 2013, fazendo com que parte da sua renda fosse comprometida com pagamento de algum tipo de dívida, corrente ou financeira. Embora no final do ano de 2013 essa situação tenha se estabilizado, é preciso levar em conta que a uma situação de endividamento pode corresponder uma elevação nos índices de inadimplência.

 

A Sondagem realizada pelo Instituto Fecomércio no final de 2013 mostrou que 77,5% dos consumidores entrevistados na RMR possuíam algum tipo de dívida e que em média a parcela da renda comprometida com dívidas foi de 46%, proporção significativamente superior à observada na PEIC-CNC para o Brasil (30,2%). Em relação às dívidas de ordem financeiras cerca de 7 entre dez pessoas entrevistadas apontaram o cartão de crédito como a principal fonte de endividamento enquanto nas despesas correntes o maior responsável incidiu sobre os gastos de natureza domiciliares, onde quase metade das pessoas assim se expressaram.

 

A parcela da renda familiar comprometida com dívidas é maior entre as pessoas do gênero feminino (79,3% estavam endividadas e tinham 46,6% da renda familiar comprometida com dívidas) enquanto 74,5% dos homens se declararam endividados empenhando em média de 44,8% da renda familiar com os débitos.“Embora o balanço da pesquisa indique equilíbrio da inadimplência entre os homens e mulheres, as pessoas do gênero feminino representam a maioria dos casos (31,7% contra 30,4% dos homens), o que especialistas do SPC Brasil imputam ao fato de as mulheres efetuarem número maior de compras a prazo”, explica Osmil Galindo, consultor da Fecomércio/Ceplan.Levando-se em consideração a faixa etária dos entrevistados, as maiores proporções das pessoas endividadas estão nos estratos de idade entre 25 e 34 anos (81,0%) e 35 a 44 anos (80,0%), enquanto 55,7% das pessoas com 60 anos e mais declararam se encontrar nessa situação, das quais 42,4% informaram ter sua renda comprometida por dívidas.

 

Em relação aos estratos de rendimento, observou-se que a maior proporção de endividados estava concentrada na faixa de renda de mais de 1 a 3 salários mínimos, na classe D (80,2%), seguidos pelas pessoas da classe E, com rendimento até 1 salário mínimo (77,6%). Nas classes  C e B a parcela de pessoas com dívidas corresponde respectivamente a 76,5% e 73,5%, enquanto  quase 2/3 dos pesquisados na classe A declararam-se endividados. A sociedade atual acostumou-se a conviver com o endividamento, principalmente pelo fato de que as compras são efetuadas basicamente com cartões de crédito e parte significativa através de cheques especiais. Muitos consumidores usam o cartão de crédito de forma prudente, com sabedoria, procurando se manter nos limites estabelecidos pelo ofertante do cartão e quitar a totalidade da fatura mensal, evitando, dessa forma, o pagamento de juros, que são significativamente elevados.

 

Por outro lado, os estímulos para o uso do cartão e as facilidades para se obter crédito, que se ampliou consideravelmente nos últimos anos, contribuíram para o círculo vicioso em que muitas pessoas se encontram hoje em dia, chegando a um nível de endividamento que se torna preocupante. A correlação do acesso fácil ao crédito com a compulsão de consumo de parcela significativa da população brasileira se torna em um caminho direto ao endividamento. Segundo especialistas, a proporção aceitável de endividamento das famílias é de no máximo 30% da sua renda, mas vem se observando que essa parcela tem atingido na RMR marcas superiores a 65%, o que se agrava pelo fato de essa região registrar segundo a PMC-IBGE, o menor valor do rendimento médio mensal dos trabalhadores do país.Nesse sentido, é imprescindível que se comece a pensar em conscientizar a população em questões referentes à administração financeira, para que se saiba relacionar o uso do dinheiro aos orçamentos familiares, de modo a planejar suas despesas e não gastar além do racional, prevenindo-se contra custos indesejados com juros.

 

Clique aqui para conferir a pesquisa completa 

 

Fonte: Instituto Fecomércio; quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014