Fecomércio-PE

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Últimos dias para aproveitar o preço atual da inscrição do 31º CNSP

Para quem optar por se inscrever após o mês de fevereiro, o investimento será de R$ 700,00

 

Os interessados em participar do 31º Congresso Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (31º CNSP) ainda podem correr e garantir suas inscrições por R$ 650,00 até amanhã (28/02). O evento acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de abril de 2015, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió.

 

O Congresso reunirá empresários, dirigentes executivos, assessorias jurídicas e profissionais do setor de bens, serviços e turismo dos Sindicatos de todo o País, promovendo o intercâmbio de ideias acerca dos mais variados temas ligados ao desenvolvimento do comércio e ao sindicalismo patronal brasileiro.

 

O 31º CNSP será uma realização do Sindicato do Comércio Varejista de Arapiraca (Sindilojas Arapiraca), entidade filiada à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL). O presidente do Sindilojas Arapiraca e da Fecomércio AL, Wilton Malta, afirmou ser relevante a participação de empresários, entidades do comércio e parceiros locais no Congresso.

 

Para quem optar por se inscrever após o mês de fevereiro, o investimento será de R$ 700,00 (setecentos reais). Os interessados em participar do 31º CNSP podem acompanhar as informações sobre o evento pelo site, pelo facebook e pelo twitter. No site, além de acompanhar as notícias do Congresso, os congressistas poderão garantir sua inscrição e ter informações sobre a rede hoteleira. A reserva do hotel pode ser feita por meio da agência oficial Comunic Eventos, a qual conta com tarifas diferenciadas, ou diretamente com o hotel.

 

O evento conta com o patrocínio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Fecomércio AL e do Sebrae Alagoas.

Setor de e-commerce cresce em todo o País

A despeito da conjuntura macroeconômica no País, o setor de e-commerce ignora a crise e demonstra otimismo com 2015. Isso depois de superar as expectativas de crescimento em 2014, com alta de 24% nas vendas em relação a 2013, quatro pontos percentuais a mais que o estimado, segundo a E-bit.

 

 

Pesquisa encomendada pelo MercadoLivre ao Ibope Conecta confirma esse comportamento ascendente do comércio eletrônico no Brasil. Entre 520 empreendedores entrevistados via questionário online, 85% acreditam que o setor seguirá crescendo este ano, com resultados superiores a 25% segundo umterço deles. Os outros dois terços apostam em alta de até 20%. "O setor representa apenas 4% do varejo total. Ainda temos muitas oportunidades", analisa o diretor-geral do MercadoLivre para o Brasil, Helisson Lemos.

 

 

Com o Sudeste praticamente saturado - após apresentar crescimento de 75% em 2014 -, o Nordeste é a região que mais deve se beneficiar da avidez pelas compras online. Para 61% dos entrevistados que planejam ampliar suas vendas, o Nordeste é a bola da vez. No ano passado, a região ficou em segundo lugar, registrando aumento de 9% no consumo virtual.

 

 

"Trata-se de uma região populosa, onde tem ocorrido uma melhoria na distribuição de renda. Outro fator a considerar é que a maior utilização da plataforma e o ganho de escala tornam os custos do frete mais competitivo, o que atrai cada vez mais os clientes", diz Lemos. "O Sudeste já está plenamente ocupado, tendo o melhor resultado de 2014. A próxima região em termos populacionais é o Nordeste, onde há mais potencial para conquista de novos internautas e compradores online", completa a diretora-executiva do Ibope Conecta, Laure Castelnau.

 

 

As razões apontadas pelos vendedores do MercadoLivre para o crescimento do setor no Brasil também valem para o Nordeste em particular. São elas: aumento da penetração da internet no Brasil (72%), aumento da segurança e confiança no modelo de compra e venda online (63%) e aumento do número de usuários de smartphones e tablets (58%). Para Laure, aliás, o impulso dos dispositivos móveis é fundamental para que mais brasileiros acessem a rede e adotem o e-commerce. Hoje, a penetração da web no País, segundo dados do Ibope, é de 52%.

 

 

Não por acaso, quando se fala de produtos, as categorias mais populares são as de eletrônicos, áudio e vídeo (34%) e informática (27%). Em seguida, vêm acessórios para veículos (25%), celulares e telefones (24%), casa, móveis e decoração (15%).

 

 

Embora a situação política e econômica do País não seja relevante para a maioria dos entrevistados, 12% deles apontam a piora dos indicadores brasileiros, o aumento de tributos e a alta do dólar como justificativa para uma postura menos animada em relação aos demais empreendedores. Na opinião desse grupo, o e-commerce ficará estável este ano.

 

 

PERFIL

 

 

Do total de vendedores online que responderam à pesquisa, quase metade tem entre 26 a 35 anos. Já em relação ao faturamento anual, 29% estão na faixa dos R$ 250 mil a R$ 500 mil; 19%, entre R$ 501 mil e R$ 1 milhão e 12%, acima de R$ 1 milhão. Chama atenção o fato de que 70% deixaram seu trabalho anterior para se dedicar às vendas online, passando posteriormente a se converterem em empresas.

 

 

Um dos pioneiros na América Latina em promover a aproximação entre compradores e vendedores online, o MercadoLivre completou 15 anos em 2014 com muito a comemorar. Segundo Lemos, o ano passado foi o melhor da companhia desde a sua criação.

A receita líquida em dólares atingiu US$ 556,5 milhões, o que representou uma alta de 17,8% comparado a 2013. A quantidade de itens vendidos durante o ano, por sua vez, foi de 101,3 milhões, um crescimento de 22%. No caso do MercadoPago - um dos serviços disponibilizados para facilitar pagamentos na plataforma -, o aumento foi de 46,7% ante 2013, atingindo 46,3 milhões de transações.

"O Brasil impulsionou grande parte do crescimento de 2014. Cada uma das unidades de negócios tem crescido acima das expectativas", comenta o vice-presidente de Operações do MercadoLivre, Stelleo Tolda. Como é listada na Nasdaq desde 2007, a companhia não divulga dados regionais. No entanto, de acordo com Tolda, o País responde por 50% a 60% dos resultados globais do MercadoLivre.

 

 

Por causa da valorização do dólar na Venezuela, na Argentina e, mais recentemente, no Brasil, o volume total comercializado na plataforma registrou no quarto trimestre do ano decréscimo de 16% na moeda americana em comparação ao mesmo período de 2013, atingindo uma cifra de US$ 1,7 bilhão. "Em moedas locais, isso representa uma alta de 85%. A questão é que a variação cambial acaba afetando o resultado financeiro em dólares", justifica Tolda.

 

 

Para respaldar-se, o executivo cita também o lucro líquido da companhia no último trimestre do ano, que foi de US$ 33,8 milhões, aumento de 15,8% em dólares e 114,2% em moedas locais sobre 2013. De acordo com a empresa, até mesmo a unidade de negócios MercadoEnvios, lançada no quarto trimestre, já é responsável pelo envio de 35% dos itens comercailizados no Brasil e de 14% na Argentina.

 

 

Outra novidade do período foi a incorporação de 545 lojas oficiais para grandes marcas dentro da plataforma MercadoLivre. Entre elas, 175 no Brasil, como RicardoEletro, Polishop e Fila.

 

 

START UP

A aposta do MercadoLivre no mercado de tecnologia nacional ainda se dá através do investimento em start ups, desde que tenham como característica a oferta de sistemas que auxiliem os vendedores da plataforma no seu dia a dia ou facilitem o acesso a financiamentos para o seu fluxo de caixa. Quatro empresas no País (Intoo, 00K, AirCRM e Ecommet) e outras 12 da América Latina já recebem recursos com US$ 10 milhões para este fim. Cada uma recebe entre US$ 50 mil e US$ 100 mil.
Stelleo Tolda reforça que as projeções de crescimento do PIB e da inflação no Brasil em 2015 não preocupam a companhia. "Nosso crescimento não está atrelado apenas a fatores macroeconômicos, mas à mudança de comportamento do brasileiro, com adoção de novas tecnologias e ingresso no comércio eletrônico. Some-se a isso o fato de as pessoas estarem preferindo cada vez mais o mercado online. Há um potencial muito grande aí", garante.

Sobre a concorrência representada por players como o OLX, Helisson Lemos diz que a empresa a encara com "naturalidade". "Quando iniciamos como plataform a de leilões tínhamos 40 concorrentes e ainda assim nos consolidamos. Hoje, são 120 milhões de usuários, graças ao nosso marketing forte, visão de longo prazo e tecnologia robusta." Este ano, diz, o foco é ampliar serviços para os demais países, seguir investindo em mobile e na ampliação de lojas oficiais, além de reforçar a atenção ao cliente.
Fonte: Jornal do Commercio

 

Governo eleva alíquotas de contribuição previdenciária das empresas

Dando sequência às medidas de ajuste fiscal na economia, o governo publicou hoje no Diário Oficial da UniãoMedida Provisória 669 que eleva as alíquotas da contribuição previdenciária das empresas sobre as receitas brutas. Na prática, a medida reduz a desoneração da folha de pagamentos, iniciada em 2011.

A MP dispõe também sobre a tributos ligados à realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro e altera os mecanismos de fiscalização no setor de bebidas frias.


No que se refere à contribuição previdenciária paga pelas empresas, que reduz a desoneração das folhas de pagamento, o texto indica que, a partir de junho, o recolhimento das empresas passará de 2% para 4,5% sobre o faturamento bruto. As empresas que recolhiam 1%, passam a pagar 2,5% sobre o faturamento bruto.


Sobre os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, as regras suspendem a incidência de tributos federais referentes às importações de bens, mercadorias ou serviços para uso ou consumo exclusivo em atividades vinculadas ao evento a partir de hoje. A suspensão será convertida em isenção depois da comprovação da utilização ou consumo nas finalidades previstas para as mercadorias ou serviços adquiridos, locados ou arrendados e dos direitos recebidos, diz o texto.

 

Para as bebidas frias, o texto da MP diz que a Receita Federal poderá exigir de estabelecimentos envasadores ou industriais fabricantes de bebidas a instalação de equipamentos contadores de produção. A Receita Federal poderá expedir normas complementares para a aplicação da medida. A medida entra em vigor no dia 1º de maio.

 

Outras medidas de ajuste fiscal anunciadas pelo  governo, esta semana, englobaram um limite de até R$ 75,2 bilhões nos gastos entre janeiro a abril e um bloqueio no valor de R$ 142,6 bilhões em restos a pagar.

Fonte: Agência Brasil 

 

Desocupação cresce em janeiro de 2015

Por Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE

 

A taxa de desocupação, divulgada através da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) pelo IBGE, atingiu 5,3% para o total das regiões metropolitanas que fazem parte da amostra, este valor é 1 ponto percentual maior que o resultado de dezembro. A taxa também teve crescimento na comparação anual, já que em janeiro de 2014 o índice havia atingido 4,8%. Assim, encerra a tendência de queda verificada nos meses de janeiro, no período entre 2009 e 2014. 

 

Em números absolutos, segundo o IBGE, a população desocupada foi estimada em (1,3 milhões de pessoas) aumentou 22,5% frente a dezembro (237 mil pessoas a mais) e 10,7% em relação a janeiro de 2014 (125 mil pessoas a mais), já a população ocupada (23 milhões) caiu 0,9% em relação a dezembro (menos 220 mil pessoas) e ficou estável na comparação com janeiro de 2014. A população não economicamente ativa (PEA) foi estimada em 19,3 milhões, mantendo-se estável em relação a dezembro e crescendo 2,9% frente a janeiro de 2014 (mais 551 mil pessoas), é interessante destacar o crescimento que vem tendo a PEA, isto significa que as pessoas estão entrando no mercado de trabalho, o que acaba pressionando a taxa de desemprego para cima, já que mais pessoas buscam ocupação.

desemprego



A Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentou taxa de desemprego de 6,7% em janeiro, valor acima do mês anterior, quando ficou em 5,5% e abaixo do mesmo mês do ano anterior, quando a desocupação atingiu 7,4%. A população desocupada foi estimada em 113 mil pessoas, 21,5% maior que em dezembro de 2014 (93 mil pessoas) e -11,0% menor que em janeiro do ano anterior (127 mil pessoas). A RMR apresenta resultado inverso da taxa total com queda na comparação anual.
Analisando a taxa por grupamento de atividades, verifica-se que na comparação mensal, a única atividade que houve crescimento no número de ocupados foi a de Serviços, as demais tiveram queda, com mais acentuação no aumento da desocupação verificada no setor de Construção. Anualmente apenas Construção e Outros Serviços tiveram aumento na taxa de desempregados.

Por gênero, é constatado um aumento no desemprego feminino bem maior que o masculino na comparação mensal, enquanto que para os homens o índice foi de 5,0% para 5,3%, o da mulher apresenta um crescimento bem mais forte indo de 6,1% para 8,3%. Destaque para a variação brusca na taxa das mulheres, 2,2% de um mês para outro, reflexo do início de um ano bastante difícil, onde o mercado de trabalho entra em desaceleração e atinge com maior impacto os grupos mais frágeis, como as mulheres e os mais jovens.


Por idade, o desemprego continua atingindo de maneira mais forte a população jovem, abaixo dos 24 anos de idade, que apresenta taxa de 33,1% para idade entre 15 e 17 anos e 17,3% para os que estão entre 18 e 24 anos. As pessoas ocupadas com idade entre 25 e 49 anos, apresentam taxa de desemprego em 5,5%, e na comparação mensal e anual os resultados foram de crescimento de 0,5% e redução de 0,8% respectivamente. O maior desemprego dos jovens é reflexo também de uma população que ainda estuda e apresenta maior nível de rotatividade no emprego.


A população ocupada da RMR apresenta rendimento real médio em janeiro de 2015 de R$ 1.590,80, ante R$ 1.569,92 no mesmo mês do ano anterior, com crescimento de 1,3%. O crescimento da renda ainda vem se destacando comparado as outras regiões, no comparativo mensal, por exemplo, a região metropolitana do recife apresentou crescimento real de 1,5% enquanto que o rendimento para as todas as regiões foi de 0,4%.


“A PME trás os reflexos das medidas iniciadas pelo governo no quarto trimestre de 2014, políticas essas que têm como objetivo ajustes macroeconômicos e a criação de um ambiente com crescimento sustentável a partir de 2016, porém, estes ajustes alcançados através de aumento da taxa básica de juros, restrição do crédito, aumento de tarifas, além do momento atual conviver com inflação e câmbio pressionados, torna o ano de 2015 bastante difícil, reduzindo as projeções de investimento dos empresários e consequentemente o número de criação de vagas. A situação atual é bastante difícil para os setores, que segundo as últimas pesquisas convivem com crescimento bastante modesto ou até recuo dos índices. Toda esta conjuntura começa a ser captada pelo mercado de trabalho, refletido no aumento da desocupação e da população economicamente ativa, que são as pessoas que ofertam mão-de-obra ao mercado, estes aumentos acabam pressionando ainda mais a taxa.”

Vendas dos supermercados crescem em janeiro

Os supermercados venderam 3,42% a mais em janeiro do que em igual período do ano passado, já descontada a inflação calculada com base na variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sem considerar o efeito da inflação, houve alta de 10,81%.

Na comparação com dezembro as vendas diminuíram 20,48% em valor deflacionado e 19,5% em valor nominal. Os dados foram divulgados hoje (25), pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

O resultado nas vendas foi classificado como “bom” pelo presidente do Conselho Consultivo da Abras, Sussumu Honda. Ele disse, em nota, que há um clima de apreensão no setor sobre o desempenho para os próximos meses.

 

“O nosso setor segue com muita expectativa e certa preocupação com os acontecimentos econômicos em curso. Ainda não foram divulgados os dados de emprego em janeiro, por exemplo, que é sempre um bom indicador para nossas vendas, mas pelo que pudemos observar na resposta dos supermercadistas, se houve uma queda ou diminuição no ritmo de emprego por conta do momento econômico do País ele ainda não foi tão significativo”.

 

De acordo com o levantamento encomendado pela Abras à empresa GfK, a cesta dos 35 produtos mais consumidos pela população tiveram alta de preços, em média, de 1,04% sobre dezembro. O valor pago foi R$ 385,06. Nos últimos 12 meses, a cesta ficou 5,64% mais cara.

Entre os itens que mais subiram estão a batata (33,21%), o feijão (14,91%), a cebola (11,07%) e o tomate (9,17%). Os que mais tiveram queda de preço foram: o queijo prato (-5,62%), a farinha de mandioca (-4,82%), o leite longa vida (-4,71%) e a carne dianteiro (-2,64%).

Por região, o Centro-Oeste teve o maior reajuste (4,6%), com o valor de R$ 370,45. Na outra ponta aparece o Nordeste, com recuo de 0,77%, ao preço de R$ 330,92. No Sul, a variação da cesta ficou 1,13% mais cara, somando R$ 421,38; no Norte, o preço caiu 0,71%, passando para R$ 421,73 e no Sudeste houve correção de 1,18%, com valor de R$ 372,93.

As mais de 84 mil lojas filiadas a Abras faturaram, em 2013, R$ 272,2 bilhões, o equivalente a 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas geradas no país.

 

Confiança do consumidor sofre nova queda e atinge menor nível desde 2005

A aceleração da inflação, os juros altos e a piora das condições do mercado de trabalho levaram a que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas atingisse novo recorde negativo na série histórica iniciada em setembro de 2005.

Dados divulgados hoje (25) pelo Ibre indicam que, em fevereiro, o ICC recuou 4,9%, em relação a janeiro deste ano, passando de 89,8 para 85,4 pontos, a segunda queda consecutiva do indicador. Com o resultado, o ICC ficou 9,3 pontos abaixo do mínimo registrado na crise internacional de 2008-2009, de 94,7 pontos. Entre janeiro e dezembro do ano passado a queda havia sido ainda maior: 6,7%.


Segundo o Ibre, a queda do ICC foi motivada tanto pela piora da situação atual quanto das expectativas. Entre janeiro e fevereiro, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 7%, de 88,5 para 82,3 pontos; enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 4,2%, ao passar de 90,8 para 87 pontos. Os dois índices também encontram-se em níveis mínimos históricos.


Para o especialista em análises econômica do Ibre-FGV, Tabi Thuler Santos, “a combinação de aceleração da inflação, manutenção da tendência de alta dos juros, piores perspectivas para o mercado de trabalho, além do aumento do risco de racionamento hídrico e energético deflagrou uma onda de pessimismo entre os consumidores brasileiros no início de 2015. Essa percepção negativa sobre os rumos da economia deve contribuir para aprofundar a desaceleração do nível de atividade”, avaliou.

As informações do Ibre indicam, ainda, que a maior contribuição negativa para a queda do Índice de Situação Atual veio do indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica atual, que registra o menor patamar da série histórica pelo segundo mês consecutivo. “A proporção de consumidores afirmando que a situação da economia está boa caiu de 6%, em janeiro, para 5,8% do total, em fevereiro, enquanto a parcela dos que a consideram ruim aumentou de 61,8% para 71,6% no mesmo período”, diz o documento.


Em relação ao futuro próximo, as expectativas também não são favoráveis. O indicador de otimismo com a situação econômica nos seis meses seguintes caiu de 77,6 para 69,2 pontos, aprofundando o mínimo histórico já atingido em janeiro. A parcela de consumidores prevendo melhora diminuiu de 16,6% para 14,9%. Já o grupo dos que preveem piora aumentou de 39,0% para 45,7% do total.


A edição de fevereiro de 2015 coletou informações de 2091 domicílios entre os dias 31 de Janeiro e 21 de Fevereiro. A próxima divulgação da Sondagem do Consumidor ocorrerá em 25 de março de 2015.

Inscrições abertas para Workshop de Negociação Coletiva

Abertas inscrições para o I Workshop de Negociação Coletiva

 

 

 

 

 

 

 

 

Até dia 6 de março estão abertas as inscrições para o I Workshop de Negociação Coletiva da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Clique aqui e faça sua inscrição. Haverá limite de vagas.

O Workshop será realizado na sede da Fecomércio-SP, na rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo – SP, no dia 13 de março de 2015, das 8 às 17 horas, ocasião na qual serão proferidas palestras abordando temas no âmbito da negociação coletiva, com debates e informações úteis para os negociadores sindicais.

O evento contará, na parte da manhã, com palestras proferidas pelo professor Hélio Zylberstajn (Departamento de Economia da FEA/USP) e por Osmani Teixeira (advogado e membro do Conselho Temático de Relações de Trabalho da CNI). Ainda pela manhã, haverá também uma apresentação do Sistema de Negociação Coletiva do Comércio (SNCC), software que está sendo desenvolvido para gerenciar o banco de dados dos acordos e convenções coletivas de trabalho no âmbito do comércio de bens, serviços e turismo.

Na parte da tarde serão apresentados cases de negociação por algumas federações, com mediação do professor Eugenio do Carvalhal (consultor Organizacional e de Negociação e instrutor de Programas de Treinamento e Desenvolvimento).

O evento contribuirá para aprimorar a representação sindical do Sistema, garantindo atuação diferenciada dos sindicatos patronais do comércio de bens, serviços e turismo na participação da negociação coletiva de trabalho – uma de suas mais importantes prerrogativas –, situação que garante a defesa dos legítimos interesses do setor, que, por sua vez, constitui umas das diretrizes estratégicas da CNC.

Fonte: CNC

Senac comemora 69 anos no Senado Federal

Senador Paulo Paim convida alunos do Senac-DF à posarem ao lado da Mesa Diretora

Crédito: Edgar Marra - CNC

Alunos e profissionais do Senac compareceram à homenagem realizada no Senado Federal

Ao completar 69 anos de atuação, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) foi homenageado no Plenário do Senado Federal, em cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira, 23 de fevereiro. Adelmir Araújo Santana, vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), representou a entidade na Sessão Especial.

Adelmir destacou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial é uma "convergência nacional", já que o requerimento para a sessão foi apresentado por senadores de vários partidos. Ele lembrou que o Senac está presente em todos os Estados e no Distrito Federal, em 3.061 municípios.

“São 625 unidades operativas (incluindo unidades móveis – 78 carretas-escolas e uma balsa-escola do Programa SenacMóvel) equipadas com o que há de mais moderno em termos de tecnologias educacionais, 30 mil instrutores por todo o País e mais de 5.600 parcerias com outras entidades.” Ele lembrou o trabalho social desenvolvido pelo Senac com as gratuidades, principalmente por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e pediu que o governo federal coloque em dia os repasses destinados ao Programa.

“O Senac prepara, a cada ano, milhões de brasileiros para sua inserção no mundo do trabalho. Com uma programação abrangente, composta por cursos presenciais e a distância, a instituição está presente em todo o território nacional com uma rede escolar que é referência em toda a América Latina.”

Entre os dados apresentados, Adelmir informou que “em 2014 tivemos 2,7 milhões de atendimentos (matrículas concluídas, matrículas em processo e participantes em ações extensivas), sendo 1,8 milhão em Educação Profissional e 1,3 milhão de matrículas concluídas.”

Um dos autores do pedido de homenagem, senador Paulo Paim (PT-RS), destacou o Programa Senac de Gratuidade, entre outras iniciativas, além das ações do Senac no Pronatec, do governo federal.

Ele acredita que a instituição – assim como as demais integrantes do Sistema S – pode ser considerada um dos trunfos para se alcançar o objetivo proposto pela presidente Dilma Rousseff de transformar o Brasil na “Pátria Educadora”.

Paim destacou os quase 70 anos de uma trajetória inteiramente dedicada ao fortalecimento do setor do comércio de bens, serviços e turismo no Brasil e à qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras do País. “Quero destacar o espantoso desempenho do Senac, que nessas quase sete décadas acumulou mais de 55 milhões de atendimentos prestados aos trabalhadores e a empresários em todo o território nacional e já é uma referência em nível internacional.”

“De acordo com os dados do IBGE, as empresas do setor do comércio de bens, serviços e turismo registram mais de dois trilhões de receita operacional líquida e geraram mais de 10 milhões de empregos. São números expressivos e de suma importância para a economia brasileira”, destacou Paim.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) falou da importância do Senac para a superação dos dilemas sociais e econômicos que podem ser observados no Brasil, destacando papel do Pronatec nesse sentido. Ela conclamou os senadores e deputados a votarem logo o Orçamento de 2015, para que os recursos destinados ao Programa sejam liberados pelo Poder Executivo.

“O atraso da liberação dos recursos do Pronatec não é um bom sinal. Algumas coisas são fundamentais. Nós não podemos suspender, paralisar. Se não estamos liberando o dinheiro porque o Senado e a Câmara não votaram o Orçamento deste ano, nós temos que fazer um esforço para votar”, afirmou a senadora.

A homenagem foi proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS), com apoio dos senadores João Capiberibe (PSB-AP), Wilder Morais (DEM-GO), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS).

Cerca de cem alunos do Senac-DF, além de professores, superintendentes e funcionários, compareceram à cerimônia.

O Senac

Criado em 10 de janeiro de 1946, o Senac é, hoje, um dos principais agentes de educação profissional voltados ao setor do comércio de bens, serviços e turismo. Atuando da aprendizagem profissional comercial à educação superior, passando pelas modalidades de formação inicial continuada e de educação profissional técnica de nível médio, a Instituição conta com um portfólio de mais de mil cursos e programações desenvolvidos em sintonia com as demandas do mundo do trabalho.

O Senac oferece apoio a trabalhadores e empresários, com cursos de qualificação presenciais e a distância em todas as regiões do País.

Fonte: CNC

Inflação medida pelo IPC-S perde força na terceira prévia do mês

 O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu alta de 1,08%, na terceira prévia do mês, resultado 0,19 ponto percentual menor do que o da segunda apuração de fevereiro (1,27%). O levantamento, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), indica que sete dos oito grupos pesquisados apresentaram decréscimo nas taxas.


A pesquisa refere-se aos preços coletados entre os dias 23 de janeiro e 22 de fevereiro comparados aos do período de 23 de dezembro a 22 de janeiro. Os dados englobam sete capitais: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.


O peso inflacionário foi atenuado, principalmente, pelo grupo educação, leitura e recreação, que registrou alta de 0,58%, bem abaixo da taxa da medição anterior (1,46%). Em habitação, o índice passou de 1,38% para 1,11%, com destaque para a tarifa de eletricidade residencial (de 4,85% para 2,88%).


No grupo alimentação, a inflação atingiu 0,95%, ligeiramente inferior à do levantamento anterior (1,1%). Entre os principais impactos está a redução da taxa de hortaliças e legumes (de 6,93% para 5,09%). Em transportes, o IPC-S teve variação de 2,46%, um pouco abaixo da verificada na segunda prévia do mês (2,56%), sob o efeito da tarifa de ônibus urbano (de 5,90% para 3,55%).


Em despesas diversas, também houve diminuição da taxa, que passou de 1,58% para 1,43%. Nessa classe de despesas, o resultado foi influenciado pelos preços dos cigarros (de 2,81% para 2,33%).


No grupo comunicação, foi constatada queda no ritmo de correções, com variação de 0,32%. Na apuração da segunda prévia do mês, esse grupo havia apresentado alta de 0,36%. Os preços dos pacotes de telefonia fixa e internet caíram 0,05%. No levantamento anterior, havia sido constatada elevação de 0,28%.

O grupo vestuário, que havia registrado estabilidade na taxa, apresentou recuo de 0,02% nessa pesquisa. A queda reflete a correção menor dos calçados (de 0,42% para 0,23%).


O único grupo com aumento superior ao da apuração passada foi saúde e cuidados pessoais (de 0,33% para 0,37%). Entre os itens pesquisados, destacam-se os artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,87% para -0,67%).


Os cinco itens de maior pressão inflacionária foram: gasolina (5,09%), tarifa de ônibus urbano (3,55%), refeições em bares e restaurantes (1,32%), tarifa de eletricidade residencial (2,88%) e automóvel novo (1,67%). Já os cinco que mais contribuíram para diminuir a força do índice foram passagem aérea (-22,51%), leite do tipo longa vida (-3,55%), perfume (-1,23%), show musical (-2,07%) e blusa feminina (-1,53%).

 

Fonte: Agência Brasil 

 

Mercado prevê contração de 0,5% para o PIB de 2015 e inflação de 7,33%

O mercado financeiro prevê que a economia brasileira "encolha" 0,5% este ano, a maior retração desde 1992, ao mesmo tempo em que estima a maior inflação em 11 anos – em 7,33%. Os dados fazem parte do boletim Focus, feito pelo Banco Central com base em pesquisa realizada na semana passada com mais de 100 instituições financeiras, e divulgado nesta segunda-feira (23).

No caso da estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, foi a oitava semana seguida de piora. Na semana retrasada, a expectativa era de um retração de 0,42% para o PIB de 2015. Para 2014, o mercado estimou, na semana passada, um crescimento zero e, para 2016, o mercado continuou prevendo alta de 1,5%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

Recessão
As previsões do mercado financeiro mostram que um cenário de recessão no fim de 2014 e início de 2015 não pode ser descartado. A recessão técnica se caracteriza por dois trimestres consecutivos de contração do PIB.

A prévia do PIB divulgada recentemente pelo Banco Central indicou uma retração de 0,15% no PIB em 2014. Nos três últimos meses do ano passado, contra o trimestre anterior, o PIB teria registrado uma contração também de 0,15%, segundo a prévia divulgada pelo BC.

Os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o PIB do quarto tirmestre do ano passado, e também de todo ano de 2014, serão divulgados somente em 27 de março. No fim de outubro, o IBGE informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o PIB cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior.

Em janeiro, durante encontro reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que espera um PIB "flat" (próximo de zero) neste ano. Ele também admitiu que poderia haver um trimestre de contração do PIB, mas negou que poderia haver recessão.

Inflação em alta
A expectativa dos analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que estava em 7,27% na semana retrasada, subiu para 7,33% na última semana. Foi a sétima alta seguida na estimativa para a inflação de 2015. Se confirmada, a taxa de 7,33% será a maior desde 2004, quando ficou em 7,6% – ou seja, em 11 anos. Para 2016, a previsão do mercado ficou estável em 5,6%.

Com isso, a estimativa do mercado para o IPCA de 2015 segue acima do teto do sistema de metas do governo. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação ficou em 6,41%, o maior valor desde 2011.

No começo deste mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, ficou em 1,24% em janeiro, depois de avançar 0,78% em dezembro do ano passado. Essa foi a taxa mensal mais alta desde fevereiro de 2003, quando ficou em 1,57%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 7,14% – a maior desde setembro de 2011, quando o índice atingiu 7,31%.

Cenário para a inflação em 2015
Segundo analistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionam os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

O governo, para reorganizar as contas públicas, informou que não fará mais repasses para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) neste ano, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com isso, a alta da energia elétrica pode superar 40% em 2015.

Ao mesmo tempo, também anunciou o aumento da tributação sobre os combustíveis, o que pode gerar um aumento de mais de 8% na gasolina e de 6,5% no diesel nas próximas semanas. Com isso, os chamados "preços administrados", segundo o próprio Banco Central, devem subir pelo menos 9,3% em 2015, o maior aumento desde 2004 – quando avançaram 9,77%. O peso dos preços administrados no IPCA é de cerca de 25%.

Taxa de juros
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou recentemente para 12,25% ao ano, a expectativa do mercado permaneceu em 12,75% ao ano no fim de 2015.

Isso quer dizer que os analistas dos bancos continuaram a prever um aumento dos juros neste ano. Para o término de 2016, a previsão do mercado permaneceu estável em 11,5% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 ficou estável em R$ 2,90 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 2,93 para R$ 3 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 recuou de US$ 5 bilhões para US$ 4,4 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial caiu de US$ 12 bilhões para US$ 11 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou estável em US$ 60 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu inalterada também em US$ 60 bilhões. 

Fonte: G1