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Capacitação vira opção contra crise

Vivian Ito

Em período de recessão econômica, as empresas tendem a cortar o orçamento. Aumenta assim o temor entre os funcionários, com medo de desligamentos ou da falta de aumento salarial. A melhor saída seria o contrário: fomentar a capacitação de líderes.

Contudo, na realidade o cenário é outro. A ação mais utilizada pelas empresas brasileiras é reduzir o quadro de funcionários durante a contenção de gastos. No Brasil, mais de 75% das empresas estão despreparadas para este tipo de situação com crise econômica, mostra uma pesquisa da consultoria empresarial Wiabiliza.

Segundo o diretor presidente da consultoria, Jorge Ruivo, "a estratégia de redução do quadro só aumenta as despesas. A companhia costuma desembolsar mais do triplo do salário de cada funcionário por demissão".

A master coach da empresa de capacitação paulista Crescimentum, Mariella Gallo, alerta, porém, que optar por isso é um erro. Para ela, com uma gestão correta, mesmo com a diminuição de recursos, é possível ter aumento da produtividade. "O processo motivacional é o principal fator de interferência nesses casos", ressalta. Ou seja, ter um líder envolvido pode fazer a diferença para manter a equipe motivada em tempos de até mesmo baixo orçamento.

Despesas jurídicas

Além dos gastos gerados pelos desligamentos, o índice de ações trabalhistas em tempos de crise são superiores - entre 15% e 20%. Para Ruivo, com uma boa gestão o percentual diminui, já que em 70% dos casos, as ações são realizadas pela insatisfação com os líderes diretos.

Mais de 50% dos desligamentos são realizados de forma inadequada por dois motivos: a escolha errada do profissional a ser demitido e a falta de precisão no número de funcionários necessários. "É necessário que os líderes pensem como empreendedores. Para isso eles devem receber capacitação", afirma.

Recursos Humanos

"Na maioria dos casos, as ações são por motivos pessoais e não apenas monetários", explica a superintendente de recursos humanos da Mataboi Alimentos S.A. Ela aponta que os principais cargos são dados a especialistas de processos técnicos, que muitas vezes não têm liderança social. E isso tem sido uma das principais causas de processos trabalhistas e de assédio moral. "A melhor estratégia é o diálogo".

Segundo os especialistas consultados, mais de 50% dos casos de funcionários insatisfeitos ocorrem por falta de informação durante a demissão.

Fonte: DCI

 

BC reduz projeção de expansão do PIB a 0,7% neste ano

Ao mesmo tempo em que vê a economia crescendo menos neste ano, o Banco Central  praticamente manteve seu cenário de inflação pressionada e próxima do teto da meta oficial, sinalizando que não deve mexer na taxa básica de juros tão cedo.

Para este ano, a autoridade monetária calcula que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro será de 0,7 por cento, ante 1,6 por cento calculado até então, segundo seu Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta segunda-feira.

E a recuperação tende a ser comedida. Em 12 meses até o segundo trimestre de 2015, a estimativa do BC é de que a atividade cresça 1,2 por cento.

Para o IPCA, o BC reduziu ligeiramente sua projeção para este ano, com alta de 6,3 por cento pelo cenário de referência, ante 6,4 por cento. A meta oficial é de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O BC vê ainda alta de 5,8 por cento do índice em 2015, um pouco acima da projeção anterior (5,7 por cento), recuando para 5 por cento no terceiro trimestre de 2016.

"O Comitê reafirma sua visão de que, mantidas as condições monetárias --isto é, levando em conta estratégia que não contempla redução do instrumento de política monetária--, a inflação tende a entrar em trajetória de convergência para a meta nos trimestres finais do horizonte de projeção", escreveu o BC no relatório, repetindo a visão que já havia sido colocada em ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e que levou boa parte dos especialistas a entender que a autoridade monetária não quer elevar a Selic para não prejudicar a economia.

Depois de adotar um ciclo de aperto monetário que durou um ano e levou a Selic para o atual patamar de 11 por cento ao ano, desde maio passado o BC não mexe na taxa básica de juros.

Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada no dia 11 passado, o BC passou a ver que a inflação não é mais "resistente", mantendo a visão no relatório divulgado mais cedo.

A aposta generalizada dos agentes econômicos é de que o BC não muda a taxa de juros pelo menos até o fim de 2014. Em 12 meses até agosto, último dado disponível, o IPCA havia estourado o teto do objetivo, com alta acumulada de 6,51 por cento.

"Apesar de a inflação ainda se encontrar elevada, pressões inflacionárias ora presentes na economia... tendem a arrefecer ou, até mesmo, a se esgotar ao longo do horizonte relevante para a política monetária. Em prazos mais curtos, some-se a isso o deslocamento do hiato do produto para o campo desinflacionário", afirmou o BC pelo relatório.

Fonte: Exame.com

CNC calcula alta de 8,6% na prestação média de financiamentos em agosto

Levantamento do Banco Central do Brasil divulgado hoje (24) mostra que a média diária de concessão de recursos destinados às pessoas físicas em agosto apresentou alta de 4,5% ante o mês anterior, na série com ajuste sazonal, principalmente em função do crescimento de 5,1% do cheque especial. Quando comparadas ao mesmo mês de 2013, as concessões registram expansão de 10,2%, com destaque para o cartão de crédito (+19,3%).

 

  

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que, mesmo com o ligeiro barateamento do crédito em agosto (-0,1%), especialmente em função dos juros do crédito pessoal (-1,1 ponto), o encurtamento do prazo médio levou as prestações dos recursos tomados pelas pessoas físicas a registrar aumento nominal de 8,6% ante o mesmo mês do ano passado. Em julho, esse aumento havia sido de 8,4%. A entidade calcula que, descontada a inflação, o encarecimento real da prestação média foi de 2,0% no comparativo anual, ritmo praticamente idêntico ao da expansão da massa de rendimentos dos trabalhadores formais no mesmo período (+2,4%).

 

  

Para a CNC, observadas a atual previsão de evolução do PIB em 2014 (+0,3%) e as expectativas da taxa básica de juros para dezembro do corrente ano (11,00% ao ano), o crédito ao consumidor deverá fechar o ano com crescimento de 4,8% sobre 2013, com as taxas de juros ao tomador atingindo 43,0% ao ano. Consideradas ainda as previsões de variação do crédito às empresas e dos recursos direcionados para este ano, a relação crédito/PIB deverá encerrar 2014 em 58,0%, 1,2 ponto percentual acima dos atuais 56,8%. 

 

Entram em vigor novas regras para funcionamento de farmácias

Entrou em vigor nesta quinta-feira (25) a Lei 13.021/2014, sancionada em agosto pela presidente Dilma Rousseff, que transforma farmácias e drogarias em unidades de assistência à saúde. Pelas novas regras é obrigatória a presença permanente de um farmacêutico, tecnicamente habilitado e exclusivo, durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento.

No caso de micro e pequenas empresas, porém, a exigência está pelo menos temporariamente suspensa, por disposição da Medida Provisória 653/2014. A MP foi publicada no mesmo dia da Lei 13.021 e vale por 60 dias, renováveis por mais 60 dias.
 
A Lei 13.021 permite ao farmacêutico, após avaliar o paciente, prescrever medicamentos isentos de receita médica. O proprietário não pode desautorizar o farmacêutico, pois o profissional é o responsável pelo estabelecimento, fornecimento dos produtos e autorização e licenciamento nos órgãos competentes. As regras também são aplicadas à indústria farmacêutica.
Outra função que cabe ao farmacêutico, pelo texto, é notificar aos profissionais de saúde, aos órgãos sanitários competentes e ao laboratório industrial os efeitos colaterais, as reações adversas, as intoxicações, voluntárias ou não e a dependência de medicamentos, entre outros pontos.
As farmácias também poderão dispor, para atendimento imediato à população, de vacinas e soros que atendam o perfil epidemiológico da região demográfica, além de garantir assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS).
O projeto da regulamentação das farmácias (PLS 41/1993), que tramitou mais de 20 anos no Congresso, foi aprovado pelo Plenário do Senado em julho. A relatora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que também é farmacêutica, destacou que a proposta foi apoiada pelo Conselho Federal de Farmácia.
"O medicamento é importante, mas a população também precisa do farmacêutico presente", defendeu a senadora durante a votação.
Para Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), a lei é um avanço por garantir à população a presença do profissional mais acessível na área da saúde.
- As pessoas agora estarão amparadas pelo farmacêutico que é o único profissional na farmácia capacitado para fazer a dispensação do medicamento e orientar no tratamento - comemorou.
MP
A edição da Medida Provisória 653/2014, no entanto, relaxou a obrigação da presença de um farmacêutico em estabelecimentos caracterizados como micro ou pequenas empresas. A permissão para “prático de farmácia, oficial de farmácia ou outro” é feita pelo órgão sanitário em razão de interesse público, como a necessidade de haver farmácia em pequenos municípios onde não atue um farmacêutico.

 

Confiança do comércio mantém trajetória de queda ao longo do ano

 No trimestre até setembro, a queda foi de 8,7%. Resultado mostra frustração do setor com a evolução das vendas. Do G1, em São Paulo O Índice de Confiança do Comércio, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), manteve a trajetória de declínio ao longo do ano. No trimestre até setembro, a queda foi de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Na mesma base de comparação, a queda foi de 6,3% em julho e de 7,3% em agosto. “O resultado capta certa frustração do setor com a evolução das vendas ao longo do terceiro trimestre. O nível de demanda é avaliado de forma muito desfavorável e as expectativas para o final do ano continuam menos otimistas que no mesmo período de 2013”, diz Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE. A taxa interanual trimestral do Índice de Expectativas teve uma leve melhora, passando da redução de 4,3% em agosto para recuo de 4,2% em setembro. Já o Índice da Situação Atual passou de queda de 12,1% em agosto para recuo de 15,9% em setembro. O Índice da Situação Atual retrata a percepção do setor em relação à demanda no momento presente.

 

Na média do trimestre até setembro, 10,2% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 30,6%, como fraca. No mesmo período de 2013, os percentuais haviam sido de 16,4% e 21,8%, respectivamente. Entre agosto e setembro, o indicador que mede o otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes apresentou evolução favorável na base de comparação interanual trimestral, ao passar da queda de 4,7% para 4,3%. Já a taxa de variação do indicador que mede o otimismo com às vendas nos três meses seguintes passou de recuo de 3,9% para redução de 4,0%.

 

Fonte: Globo.com

Classe C se consolida no setor de microfranquia no Brasil

 Microfranquia responde por 5,11% da receita do setor, com faturamento de R$ 5,9 bi 25/09/2014 09:10 - Agência Brasil TwitterFacebook Orkut A-AA+ O empreendedorismo por meio de microfranquias é uma realidade que vem se consolidando ano a ano no Brasil, disse o presidente da Associação Brasileira de Franchising do Rio de Janeiro (ABF Rio), Beto Filho. O grande consumidor brasileiro pertence atualmente à classe C, que responde por cerca de 57% da população consumidora e é também compradora de franquias, acrescentou. Ele explicou que o comportamento hoje da classe C não está só no consumo, mas também no empreendedorismo, porque, com o apoio dos bancos oficiais e das agências de fomento dos estados, além dos bancos privados, há sustentação financeira para a categoria também virar empreendedora, empresária. Os investimentos nas franquias vão de R$ 5 mil a R$ 8 milhões.

 

São 2,7 mil marcas franqueadoras em vários segmentos de negócios, que incluem, entre outras, as áreas de serviços, alimentação, higiene, limpeza. A microfranquia responde por 5,11% da receita total do setor e alcançou faturamento de R$ 5,9 bilhões em 2013. Atualmente, são 384 marcas em operação e 17.197 pontos de venda. O aumento registrado no ano passado pelas microfranquias, em comparação ao ano anterior, foi 29% em termos de unidades e 31% em faturamento. A microfranquia é mais barata, exige investimento até R$ 80 mil. Beto Filho informou que o setor que atrai mais os pequenos franqueadores da classe C no Brasil é alimentação.

 

Um exemplo de microfranquia é a Doutor Lubrifica, que participa pela primeira vez da feira Expo Franchising ABF Rio 2014, que será aberta nesta quinta-feira (25) no Riocentro, na capital fluminense. No mercado brasileiro há apenas seis meses, a Doutor Lubrifica atua no serviço delivery (entrega) de troca de óleo e filtros de carros, motos e caminhões. Com 23 unidades comercializadas, sendo uma delas no município fluminense de Campo dos Goytacazes, os sócios e fundadores da marca, Alexandre Loudrade e Vinicius Almeida, querem ampliar a microfranquia no estado, onde pretendem abrir mais 20 unidades até o fim deste ano. A ideia, segundo eles, é oferecer cada vez mais comodidade ao consumidor. O investimento no modelo é a partir de R$ 37 mil.

 

Independentemente da questão de crise econômica que vem assustando o mercado, o setor de franquias funciona de forma autônoma, sustentou Beto Filho. “Tanto é que estamos com uma expectativa de crescimento para este ano entre 7% e 8%. A gente tem uma perspectiva positiva pelo ano peculiar de Copa do Mundo, eleições, entre outros fatores”. Outro termômetro que mostra o vigor diferenciado do setor de franquias é a Expo Franchising ABF Rio, que se estenderá até o dia 27. A feira recebeu três vezes mais inscritos do que no ano passado, no mesmo período.

 

Segundo Beto Filho, isso sinaliza que o mercado está propenso a abrir negócios. A expectativa é gerar negócios durante a feira da ordem de R$ 190 milhões, recebendo 27 mil visitantes. Ele observou que a própria crise contribui para esse movimento, ao levar as pessoas a investir seu dinheiro no mercado produtivo, visando a obter resultados. “O setor de franchising tem característica própria. Ele é o último a entrar em crise e o primeiro a sair”. Por isso, a perspectiva para o setor de franquias é diferente da expectativa do mercado em geral.

 

Considerando os dois primeiros trimestres do ano, o crescimento do setor atinge 7%. O faturamento total do franchising atingiu R$ 115 bilhões, no ano passado. Com a perspectiva de crescimento, esse número será ampliado em cerca de R$ 9 bilhões ou R$ 10 bilhões, disse Beto Filho. O setor responde pela geração e manutenção de 1,1 milhão de empregos diretos em todo o País. Em termos de empregos indiretos, são 5 milhões de pessoas, acrescentou. Hoje, já são 150 mil pontos de venda em todo o Brasil, entre serviços e varejo.

Demografia das empresas mudou em 2014

O cenário de desaceleração da economia neste ano deve influenciar negativamente na taxa de sobrevivência das empresas brasileiras. Contudo, com a entrada em vigor do novo Simples, poderá haver uma retomada no ano que vem. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem que a taxa de sobrevivência das empresas residentes no Brasil em 2012 foi de 81,3%, ligeiramente acima do patamar verificado em 2011 (80,8%) e o maior desde 2008 (78,2%).

 

"Contudo, este não deve ser o resultado que será verificado para este ano. Com o atual cenário de recessão, e com as previsões de que a economia deve crescer abaixo de 1%, a taxa será diferente", entende Gabriel Quintanilha, advogado e professor do Ibmec/RJ e da Fundação Getulio Vargas (FGV/RJ). O consultor e professor da ESPM, Adriano Gomes, endossa a opinião do advogado. "Estudo da Serasa Experian, divulgado na semana passada, mostrou que mais de 50% das empresas analisadas [7 milhões de companhias] estão com dívidas em atraso, e, por isso, tiveram o nome incluído na lista de inadimplentes, o que leva a crer que muitas podem até não prosseguir com suas atividades", disse, ao se referir ao levantamento com dados de julho deste ano.

Influências

Para Quintanilha, a carga tributária e a quantidade das obrigações acessórias são o que impedem o surgimento de empresas, assim como são fatores que ajudam na decisão de encerrar as atividades. "Enquanto no Brasil são é tributados patrimônio, renda, consumo, produção e circulação de mercadorias, em outros países são só patrimônio e renda", exemplifica.

Pelos dados do IBGE, apesar da taxa de sobrevivência ter sido positiva, a taxa de entrada [nascimento ou reentrada] de 2012 ficou em 18,7%, a menor desde 2008 (21,8%). A taxa de saída, porém, foi de 17,4%, acima apenas da verificada em 2010 (16,3%).

O advogado comenta que em 2015, com a possibilidade de todas as atividades poderem optar pelo Supersimples - desde que faturem até R$ 3,6 milhões por ano -, mais empresas devem ser criadas, além de que a taxa de sobrevivência, por reduzir a complexidade tributária, deve melhorar ante o que este ano revelar.

Atividades

A atividade econômica que mais se destacou, ao mesmo tempo, nas entradas (372,8 mil) e saídas (390,2 mil) de empresas no mercado em 2012 foi comércio. Por outro lado, com relação à sobrevivência, 48,1% das empresas (1,8 milhão) estavam neste setor.

No entanto, o professor da ESPM avalia que a entrada em vigor das novas regras do regime Simples Nacional deve ajudar mais na decisão de abrir uma empresa no ramo de serviços. "O consumo está em desaceleração desde 2012, como mostram os números do IBGE, o que deve prejudicar o setor de comércio, que já estava incluído no Supersimples", diz.

Confira o vídeo sobre a Nova lei dá acesso ao Simples Nacional para o setor de serviços

Com a universalização ao Simples Nacional, que foi  aprovada pelo Senado Federal, por unanimidade, em julho deste ano, mais de 140 atividades, que não estão atualmente contempladas, poderão aderir a esse modelo de tributação no próximo ano. O critério geral para aderir ao Simples passará a ser o faturamento das empresas, que pode chegar a até R$ 3,6 milhões por ano. Pelo novo formato do programa, que concentra atualmente 27% do Produto Interno Bruto (PIB), 52% dos empregos formais e mais de 40% da massa salarial do país, passarão a ter direito a aderir empresas jornalísticas, consultórios médicos e odontológicos, escritórios de advocacia, corretores de imóveis e de seguros e fisioterapeutas, entre outros. Só não poderão participar do regime de tributação empresas produtoras de bebidas alcoólicas e de tabaco.

A ampliação do Simples Nacional deve alcançar mais de 450 mil empreendimentos, segundo estimativa do governo federal. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Simples pode gerar uma economia de até 40% no pagamento de tributos para as empresas. Desde a criação do Simples Nacional, em 2007, cerca de nove milhões de empresas já aderiram ao sistema unificado de tributação, sendo 4,13 milhões de microempreendedores individuais, e pagaram, até junho deste ano, mais de R$ 267 bilhões em contribuições para os cofres públicos.

Clique aqui e confira o vídeo da TV CNC sobre a Nova lei dá acesso ao Simples Nacional para o setor de serviços.


Setor de viagens se recupera e a previsão é de alta anual de 8%

Mesmo com a diminuição das vendas durante a Copa do Mundo, as agências de turismo mostram recuperação no segundo semestre e esperam ter crescimento de até 8% no ano. Segundo elas, a estratégia de reaquecimento está no aumento do turismo doméstico.

De acordo com especialistas do mercado, um dos legados deixados pelo evento mundial do primeiro semestre é a divulgação dos principais roteiros turísticos de lazer. "O evento mostrou mais do País para os brasileiros e aumentou o apelo pelos destinos internos", afirma o diretor executivo da operadora de turismo TAM Viagens, Sylvio Ferraz Junior. Apesar do baixo rendimento durante a Copa, a previsão é que o volume represado de turistas procure pelos pacotes de viagem nos próximos meses.

A previsão é otimista, mas o mercado tem visto que não pode acomodar-se. Para concretizar os objetivos, as agências devem levar em consideração a insegurança da população com relação ao cenário de estagnação econômica.

Custo

Uma das estratégias utilizadas para a captação de clientes é a manutenção dos preços das passagens e dos pacotes de viagens. O vice-presidente de vendas, produtos e marketing da agência de turismo CVC, Valter Patriani, afirma que a manutenção dos preços é essencial para atingir o consumidor. "A tendência é que, com o crescimento da demanda, os preços aumentem. Mas o nosso foco é manter os acordos com os fornecedores para que isto não ocorra", diz o executivo. Segundo ele, as famílias estão mais sensíveis ao aumento dos preços, sobretudo do lazer.

Divulgação e vendas

Afora incentivar o turismo doméstico, a Copa do Mundo trouxe a visibilidade do País para o mundo. E para aproveitar a nova demanda é necessário que medidas mais concretas sejam determinadas. "A divulgação era tudo o que o Brasil precisava, mas agora já foi feito. Chega de pensar apenas em promover", enfatiza o presidente da agência Flytour, Elói Oliveira.

Ele acredita que para aumentar o fluxo de viagens entre estrangeiros e brasileiros é necessário que o Ministério do Turismo, os órgãos municipais e estaduais atuem em parceria com as agências. Assim, poderiam criar produtos viáveis para a população. Para Oliveira, a forma mais eficaz de empreender é adicionar à divulgação os preços e as formas de pagamento dos pacotes de viagens.

Com o foco de ajudar na recuperação do setor, o Ministério do Turismo anunciou esta semana um novo papel da Embratur: atuar como agência de fomento. "A visibilidade é a nossa principal matéria prima, mas precisamos de mais investimentos", completa o presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (Abav), Antonio Azevedo. Para transformar a divulgação em produto, o executivo afirma que o País precisa melhorar as condições em infraestrutura e serviços.

Infraestrutura

A ampliação da malha aérea, os investimentos em saúde e em rodovias seriam apenas o começo para o Brasil conseguir receber mais turistas. "Precisamos materializar e praticar o que discursamos", diz Azevedo.

Para o executivo da agência de turismo CVC, Valter Patriani, um ponto turístico só é considerado bom quando os moradores também o consideram assim.

Outro dado que o setor deve repensar é o alto custo das viagens dentro do País. Segundo ele, a percepção do custo-benefício ficou muito clara durante os jogos da Copa do Mundo, e isso foi um aspecto considerado negativo para o Brasil. Contudo, a espera é de aumento na demanda doméstica para estabilizar e diminuir os preços do mercado de turismo.

Turismo corporativo

Apesar de o mercado de turismo de lazer e venda de passagens ainda estar em processo de recuperação, o segmento de negócios já conseguiu estabilizar nos últimos dois meses. "A previsão é que o mercado atinja um crescimento próximo dos 10%", afirma o diretor executivo da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), Gervasio Tanabe. Para entender a importância do mercado, a Abav declarou que 64% do movimento da indústria de turismo provêm do segmento corporativo.

Atento à necessidade de investimentos para o setor, o Ministério do Turismo anunciou que serão realizadas rodadas de negócio com empresas do setor durante a 42° feira da Abav, realizada em São Paulo até 28 deste mês. A ideia é criar um planejamento de investimentos. "O ministério visa transformar o Brasil em um polo para outros megaeventos de importância internacional", afirma Tanabe.

Fonte:DCI

 

Desemprego em agosto é de 5,0%, menor taxa para o mês

A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 25. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que vai desde 4,5% até 5,4% da População Economicamente Ativa (PEA), com mediana em 4,9%. Foi a menor taxa para um mês de agosto em toda a série da pesquisa, iniciada em março de 2002.

 

Também foram anunciadas hoje as taxas médias para os meses de maio, junho e julho. Até então, os dados completos não eram conhecidos porque a greve dos servidores do instituto, que durou 79 dias, atrasou a coleta e apuração das informações referentes às regiões de Porto Alegre e Salvador.

 Em julho, a taxa média de desemprego ficou em 4,9%. A pesquisa do AE Projeções de 20 de agosto, véspera da divulgação original referente a julho, apontava previsões para taxa de desocupação entre 4,7% a 5,1% da PEA, com mediana de 4,8%. Em junho, por sua vez, a taxa média de desemprego ficou em 4,8%. A pesquisa do AE Projeções de 23 de julho, também na véspera, apontava previsões para taxa de desocupação de 4,7% a 5,3% da PEA, com mediana de 5,1%.

 Por fim, em maio, a taxa média de desemprego ficou em 4,9%. A pesquisa do AE Projeções da véspera, em 25 de junho, apontava previsões entre 4,9% e 5,2% para a taxa de desemprego no mês, com mediana de 5,0%.