Fecomércio-PE

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Para instituições financeiras, inflação está em queda e deve fechar em 7,57%

Após oito semanas de projeções em alta, as instituições financeiras estimam inflação em queda em 2016. Desta vez, o cálculo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 7,62% para 7,57%.


Para 2017, a estimativa segue em 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.


Os cálculos sobre a inflação estão distantes do centro da meta de 4,5%, e neste ano superam o teto de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é 6%.
Mesmo com a expectativa de alta da inflação, as instituições financeiras não esperam que o BC suba a taxa básica de juros, a Selic, neste ano de retração da atividade econômica. A projeção para o final de 2016 permanece em 14,25% ao ano e, para 2017, a expectativa é de redução da Selic para 12,50% ao ano.


A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.


A pesquisa do BC divulgada hoje (29) também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que caiu de 7,84% para 7,83% este ano. O cálculo para 2017 segue em 5,50%.Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,75% para 7,99% este ano, e permanece em 5,50% em 2017.A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), foi mantida de 7,04% para 7,04%, e no próximo ano, em 5,40%.A projeção para os preços administrados permanece em 7,50% este ano e em 5,50% em 2017.

Confiança do comércio atinge maior nível desde agosto, com 69,1 pontos

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 0,7 ponto em fevereiro deste ano, atingindo 69,1 pontos, o maior nível desde os 69,3 pontos de agosto último. O indicador foi divulgado nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) que, no entanto, vê “acomodação da confiança do comércio em um patamar historicamente baixo”.

Segundo a FGV, a alta da confiança do comércio em fevereiro atingiu apenas 4 dos 13 principais segmentos pesquisados. Ainda na avaliação da entidade, em termos de horizonte de tempo dos quesitos da pesquisa, a melhora de fevereiro também foi concentrada, com o Índice de Expectativas subindo 2,1 pontos e indo a 75,3 pontos.

O Índice de Situação Atual, que retrata a percepção dos empresários em relação ao momento atual, caiu 0,7 ponto em relação ao mês anterior, após subir 3,6 pontos em janeiro.

Acomodação

Na avaliação do superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo Junior, a alta acontece após o índice ter atingido o menor valor da série em dezembro (65,4). Explica que a confiança do comércio parece que está se “acomodando em um patamar historicamente baixo” neste início de ano, mas continua “com tendência incerta” para os próximos meses.

“O setor vem enfrentando uma demanda enfraquecida pela piora do mercado de trabalho e da situação financeira das famílias, pelos baixos níveis de confiança do consumidor e pela instabilidade no ambiente político”. Para Campelo Junior, “como reflexo do cenário negativo, as perspectivas para o emprego no setor continuaram piorando na sondagem de fevereiro”.

Os dados divulgados pela FGV indicam, ainda, que o quesito que mais contribuiu para o avanço do Índice de Expectativa do Comércio foi o que capta o grau de otimismo com as vendas previstas para os próximos três meses, que chegou a crescer 4 pontos, atingindo 76,5 pontos em fevereiro.

Já a maior contribuição para a queda do Índice de Situação Atual do Comércio veio do quesito que mede o grau de satisfação com o volume atual da demanda, que caiu 0,9 ponto em relação ao mês anterior, alcançando 65 pontos. Para a edição de fevereiro do Índice de Confiança do Comércio, a FGV coletou informações junto a 1.219 empresas nos primeiros 23 dias deste mês.

Fonte: Agência Brasil

Empresários apontam aumento da carga tributária como maior entrave para enfrentar crise

A Agenda do Comércio 2016, levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio-PE em parceria com o Sebrae, apontou como estratégias dos empresários a capacitação e a inovação para se manter no mercado

 

O ano de 2015 foi um ano de grandes desafios para a todos os setores da economia brasileira.  O varejo, em especial, sentiu os reflexos de uma crise econômica e política no País. A conjuntura para 2016 não muda muito, segundo especialistas. No entanto, estar preparado para enfrentar o momento e inovar são diferenciais para quem quer se manter no mercado. Pensando nisso, o Instituto Fecomércio-PE, em parceria com o Sebrae realizou na manhã desta quinta-feira (25/02), o Fórum de Debates: Cenários Econômicos para 2016. Durante o evento, foi lançada também a Agenda do Comércio 2016.

 

A Agenda do Comércio para 2016 traz uma análise do contexto econômico em relação ao desempenho do comércio e foi desenvolvida para contribuir no incremento do setor e identificar entraves para melhorar o desempenho do segmento. No documento, consta os pleitos e as ações dos empresários para enfrentar o momento, que servem também como base para os órgãos governamentais traçar planos para trazer melhorias ao setor.

 

A iniciativa mais apontada pelos empresários para enfrentar a crise econômica é a diminuição da carga tributária. Para 80% dos entrevistados deve haver uma mobilização contra o aumento dos tributos no Brasil.  Outras ações como a redução de custos e qualificação para enfrentar a crise também foram colocadas em pauta. “O que chama atenção é que os empresários querem se capacitar para descobrir como aumentar suas vendas, ampliar negócios e mudar estratégias. Eles estão em busca desse conhecimento e não apenas esperando a crise passar”, disse a economista Tania Bacelar.

 

Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, Josias Silva de Albuquerque, apesar do grande número de fechamento de empresas no Brasil e em Pernambuco, o empresariado é capaz de enfrentar a crise. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 100 mil empresas fecharam no País em 2015. “Os nossos empresários são teimosos mesmo em cenários de crise. Nós (Fecomércio-PE) estamos aqui para contribuir para o setor. A Agenda do Comércio é mais um serviço importante para o Comércio, que vai ajudar o empresário a ter um norte neste momento”, disse.

 

De acordo com Tania Bacelar, a economia pernambucana sentiu os reflexos não apenas da crise econômica e política brasileira, mas outros fatores como a queda de investimentos, a finalização da implantação de projetos de grande porte no Estado e o impacto negativo da Operação Lava-jato para a refinaria Abreu e Lima, além dos seus desdobramentos para os setores petroquímico e da indústria, colaboraram para o cenário atual.

 

 

Segundo o levantamento apontado na Agenda do Comércio 2016, os empresários pernambucanos esperam ainda que o governo controle a inflação, faça reformas efetivas nas áreas tributárias e previdenciária, aumente o crédito para o consumo e realize investimentos em saúde e em educação.

 

 

Panorama Nacional

A crise na economia brasileira se aprofundou ao longo de 2015 por causa de diversos fatores, entre eles, ao aumento da inflação, o descontrole fiscal, a alta do desemprego e consequentemente a diminuição do consumo das famílias brasileiras. Nesse contexto de processo recessivo, a produção anual de 2015 foi bem inferior a de 2014, ficando -3,7% menor que o ano anterior, segundo Boletim Focus, do Banco Central.

 

Segundo o economista Jorge Jatobá, a inflação continuará crescente nos próximos meses devido ao aumento dos impostos. “A alta da inflação traz um impacto negativo. Além disso, a alta do desemprego afeta diretamente o poder de compra das famílias. Somente em Pernambuco perdemos quase 90 mil postos de trabalho”, explicou.

 

Para o economista, a estabilização da economia só pode acontecer quando o governo restabelecer o controle fiscal, aumentar receitas e diminuir gastos. “Esse quadro político atual é difícil e criou uma nuvem de incertezas que atrapalha a tomada de decisões para ações efetivas e o aporte de investimentos”, disse.

 

 

CNC divulga amanhã resultados de fevereiro da Peic

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgará amanhã, quinta-feira, dia 25 de fevereiro, os resultados de FEVEREIRO da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). A economista Marianne Hanson estará disponível para atender os jornalistas. Análises e gráficos serão enviados por e-mail aos jornalistas, e a pesquisa também estará disponível emwww.cnc.org.br.

 

Sobre a Peic

 

A Peic é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores. Das informações obtidas são apurados importantes indicadores: percentual de consumidores endividados, percentual de consumidores com contas em atraso, percentual de consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas, tempo de endividamento e nível de comprometimento da renda.

 

Fonte: CNC

Pesquisa mostra que taxa de empreendedorismo no Brasil é a maior em 14 anos

Praticamente quatro em cada dez brasileiros adultos já possuem um negócio ou estão envolvidos com a criação de uma empresa. Este é o dado revelado pela mais recente pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizada em 2015 e patrocinada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Brasil.

No ano passado, a taxa de empreendedorismo no país foi de 39,3% segundo o estudo, o maior índice dos últimos 14 anos, e quase o dobro do registrado em 2002, quando era de 20,9%.

O estudo também revela que 56% dos empreendedores que estão criando ou já abriram uma empresa identificaram uma oportunidade. Esse número sofreu uma queda em relação aos últimos anos e voltou ao mesmo patamar de 2007, quando a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa entrou em vigor.

"Com a melhoria do ambiente legal no Brasil, presenciamos um boom no empreendedorismo. O aumento de incentivos influenciou o forte crescimento do empreendedorismo por oportunidade, que pode ter voltado a um patamar mais equilibrado quando comparado com o empreendedorismo por necessidade", diz o presidente do Sebrae, Guilherm Afif Domingos.

Sobre a pesquisa

A pesquisa GEM é parte do projeto Global Entrepreneurship Monitor, iniciado em 1999 com uma parceria entre a London Business School e o Babson College, abrangendo dez países no primeiro ano.

Desde então, quase cem países se associaram ao projeto, que constitui o maior estudo em andamento sobre o empreendedorismo no mundo. No Brasil, a pesquisa foi realizada entre os meses de setembro e novembro de 2015 e entrevistou duas mil pessoas entre 18 e 64 anos de todas as regiões do país, e 74 especialistas em empreendedorismo.

Fonte:  Uol  Notícias

IPC-S sobe 1,10% na 3ª quadrissemana do mês ante 1,42% na 2ª leitura, diz FGV

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 1,10% na terceira quadrissemana de fevereiro, informou nesta terça-feira, 23, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 0,32 ponto porcentual abaixo do registrado na leitura imediatamente anterior, quando o indicador apresentou variação de 1,42%.

 

Das oito classes de despesas analisadas, seis apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (de 1,94% para 1,40%), Educação, Leitura e Recreação (2,57% para 1,50%), Habitação (0,97% para 0,78%), Transportes (1,91% para 1,60%), Comunicação (0,57% para 0,52%) e Despesas Diversas (1,51% para 1,27%). Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,66% para 0,75%) e Vestuário (0,08% para 0,19%).

 

Alimentação

O grupo Alimentação, que recuou de 1,94% na segunda quadrissemana de fevereiro para 1,40% na terceira, foi o que mais contribuiu para a desaceleração do IPC-S. Nesta classe de despesa, a FGV destacou a desaceleração do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 12,23% para 3,75%. O indicador geral caiu 0,32 ponto porcentual, de 1,42% para 1,10% entre os dois períodos.


Dentre as outras cinco classes de despesas que registraram decréscimo em suas taxas de variação, a FGV mencionou o comportamento dos itens cursos formais (4,29% para 2,12%), em Educação, Leitura e Recreação (2,57% para 1,50%); tarifa de eletricidade residencial (0,27% para -0,90%), em Habitação (0,97% para 0,78%); tarifa de ônibus urbano (4,84% para 3,13%), em Transportes (1,91% para 1,60%); mensalidade para TV por assinatura (1,54% para 0,96%), em Comunicação (0,57% para 0,52%); e clínica veterinária (1,72% para 1,01%), em Despesas Diversas (1,51% para 1,27%).


De forma isolada, os itens com as maiores influências negativas foram tarifa de eletricidade residencial, tomate (11,56% para 5,49%), leite em pó (-1,92% para -2,36%), vestido e saia (-1,24% para -1,30%) e linguiça (-0,56% para -1,69%).


Já os cinco itens com as maiores influências de alta foram tarifa de ônibus urbano, empregada doméstica mensalista (de 2,89% para 2,42%), etanol (4,22% para 4,39%), plano e seguro de saúde (cuja variação repetiu o 1,03%) e refeições em bares e restaurantes (0,72% para 0,57%).

 

Fonte:Estadão Conteúdo

 

Sesc Saúde Mulher iniciará atendimento ao público em Camaragibe

Unidade móvel vai oferecer gratuitamente exames de mamografia e citopatológico

Camaragibe é a primeira cidade do Estado a receber a unidade móvel Sesc Saúde Mulher. O projeto, que chega ao município no dia 22 de fevereiro, vai realizar gratuitamente exames para a prevenção de câncer de mama e colo de útero, além de ações educativas para promoção da saúde. A inauguração acontece às 10h, na Avenida Belmínio Correia, no Bairro Novo Carmelo, dentro do estacionamento do Hospital Municipal Aristeu Chaves. A solenidade contará com a presença do presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Josias Albuquerque, e o do prefeito do município Jorge Alexandre Soares da Silva.

A unidade pretende realizar na cidade 70 atendimentos por dia, em média, divididos entre exames de mamografia, para mulheres de 50 a 69 anos, e citopatológico, para quem possui entre 25 e 64 anos. O atendimento é gratuito. Para ter acesso é necessário encaminhamento médico. Os agendamentos serão operados pela Secretaria de Saúde do município.

O projeto também atua na capacitação de agentes de saúde, através de palestras, atividades e oficinas. Entre os temas abordados nas ações educativas estão os direitos sexuais e reprodutivos, diversidade sexual, planejamento familiar, prevenção a violência doméstica e à mortalidade materna.

De acordo com o presidente do Sesc Pernambuco, Josias Albuquerque, nos locais por onde o Sesc Saúde Mulher passar, as prefeituras, através da Secretaria Municipal de Saúde, serão importantes parceiros na realização do projeto. “Através de protocolos e convênios, o projeto prevê uma negociação intersetorial com o Governo do Estado e prefeituras municipais para conclusão diagnóstica e se necessário tratamento”, afirmou.

Sesc Saúde Mulher - O Sesc Saúde Mulher é um projeto do Sesc Nacional, voltado para a promoção da saúde da mulher. O projeto vai ao encontro do Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama e Colo do Útero, ressaltando o compromisso da instituição na prevenção do câncer através de ações relacionadas às suas atividades de Educação em Saúde e Assistência Médica.

Serão atendidas pelo programa mulheres em situação de vulnerabilidade, em municípios interioranos e comunidades periféricas das grandes cidades. Sua estrutura consiste em um caminhão dividido em consultório para realização de exames citopatológico (Papanicoloau), sala de mamografia para realização de exame de mamografia, banheiro, estrutura externa/tenda com espaço multimídia para ações educativas, funcionando como recepção e sala multimídia. A unidade é equipada também com mamógrafo digital e a equipe composta por médico, responsável técnico, enfermeiro, técnicos de radiologia e educador em saúde. O Departamento Nacional do Sesc já está trabalhando na construção de mais 22 unidades destinadas a outros Estados da Federação.

Fonte: Sesc Pernambuco

 

Desemprego bate no trabalho qualificado

A rápida deterioração do mercado de trabalho já começou a atingir os trabalhadores mais qualificados. Pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, no ano passado, foram fechados 115 mil postos de trabalho com carteira assinada para os brasileiros com Ensino Superior incompleto ou concluído - um sinal preocupante da piora acelerada da atividade econômica em 2015 e que deve continuar neste ano.

 

A retração no saldo marca uma importante virada. No período entre 2004 e 2014, o País sempre criou empregos para os mais escolarizados. No auge, em 2010, quando o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 7,6%, houve abertura de 306 mil empregos com carteira assinada para os trabalhadores com Ensino Superior completo ou incompleto. A demanda das empresas foi tão grande que tivemos um apagão de mão de obra qualificada no País, situação que se prolongou até o início de 2014.

 

O cenário começou a mudar com o desencadeamento da Operação Lava Jato e com os sinais de que a crise econômica veio mais forte do que se esperava. Tanto para 2015 como para 2016, os economistas estimam que a atividade deve recuar 4,0%. Se os números se confirmarem, será o pior desempenho econômico desde 1901.

 

Na esteira da retração do PIB, o mercado de trabalho passou por uma intensa piora num curto espaço de tempo, diz o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), João Saboia. "Normalmente, os empregados com mais qualificação são os últimos a perder o emprego porque as empresas seguram ao máximo esses profissionais, temendo dificuldade para recontratá-los no futuro "

Perda gradativa

O saldo de emprego para os mais escolarizados vinha caindo gradativamente nos últimos anos, embora ainda permanecesse positivo. Para os trabalhadores com Ensino Médio completo, por exemplo, houve abertura de mais de 1 milhão de postos em 2010 e 2011. Nos dois anos seguintes, o saldo caiu para 700 mil, depois para 400 mil em 2014 até chegar ao fechamento de 490 mil vagas no ano passado.

 

"Em termos de emprego formal, no ano passado, o País perdeu o equivalente ao que ganhou em 2013 e 2014. Neste ano, podemos perder mais dois anos em termos de criação de emprego", diz Saboia. Ele afirma que historicamente o mercado de trabalho é o último a reagir numa retomada da economia.

"Como no Brasil é muito difícil ajustar o trabalho tanto para cima como para baixo, as empresas optam por cortar outros custos Nos últimos anos, foi possível perceber esse comportamento: o PIB vinha desacelerando, mas o emprego se mantinha", diz Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). "Agora, dado o tamanho da nossa crise, será preciso melhorar muito o ambiente e a confiança para as empresas voltarem a contratar", afirma.

 

O "atraso" do mercado de trabalho para responder ao avanço da economia fica evidente na projeção dos analistas. Embora haja a expectativa de que a economia possa parar de piorar no segundo semestre deste ano, as projeções para o desemprego são de forte alta e por um período mais prolongado.

Deve piorar

No cenário da economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria Integrada, a situação do mercado de trabalho está longe de melhorar. As projeções apontam para um índice de desemprego de dois dígitos ao final deste ano.

 

Pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que inclui as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, o índice fecha 2016 acima de 10%, diz ela. Já na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), que abrange todo o País, a taxa ficará próxima de 13%. Até o ano passado, os dois índices estavam em 6,9% e 9,0%, respectivamente. "Acredito que vai piorar bem o mercado de trabalho este ano."

 

Alessandra destaca que, apesar dos setores de indústria e construção civil já estarem numa crise intensa e demitindo há 21 meses seguidos, a área de serviços estava mais resistente e só começou a demitir há oito meses. "Esse é um setor que contrata muito, pois inclui comércio e instituições financeiras que empregam muitos trabalhadores qualificados."

 

Na opinião de Saboia, uma recuperação do mercado de trabalho só começará a dar sinais em 2018. Até lá, alguns milhares de trabalhadores vão engrossar a fila dos desempregados, que até novembro do ano passado somava 9,1 milhões de pessoas. "Prevejo muita piora até meados deste ano. No segundo semestre, pode haver uma ligeira melhora por causa da sazonalidade da economia ".

 

Fonte: Estadão Conteúdo

 

Fecomércio-PE realiza fórum empresarial sobre os cenários econômicos para 2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O encontro acontece no próximo dia 25, no Sesc Santo Amaro, onde também será apresentada a Agenda do Comércio 2016


Em 2015 o comércio esteve abalado com a desaceleração da economia. Para alcear pontos desse novo cenário e as perspectivas para 2016, o Instituto Fecomércio-PE, em parceria com o Sebrae, irá realizar, no próximo dia 25, às 9h, no Sesc Santo Amaro, o fórum de debates Cenários Econômicos para 2016, com palestras dos economistas da Ceplan, Tania Bacelar e Jorge Jatobá.

 

Na ocasião, também será realizado o lançamento da Agenda do Comércio para 2016. O documento, que traz uma análise do contexto econômico em relação ao desempenho do comércio, foi desenvolvido para contribuir no incremento do setor e identificar entraves para melhor desempenho do segmento.

 

O evento é gratuito e as inscrições devem ser realizadas através do e-mail CLOAKING .

 

Fórum de Debates: CENÁRIOS ECONÔMICOS PARA 2016 

Local: SESC Santo Amaro - Teatro Marco Camarotti

Data: 25.02.2016

Horário: 9h às 12h

Informações e inscrições : (81) 3231-6635

CLOAKING

 

 

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

 

9h às 9h30 – Credenciamento

9h30 às 10h – Abertura

Presidente do Sistema Fecomércio/Sesc-Senac-PE – Josias  Silva de Albuquerque

10h às 11h – Palestra – Cenários Econômicos para 2016 – economistas  Tania Bacelar e  Jorge Jatobá. 

 

11h às 12h – Participação do público com perguntas

12h – Encerramento 

Atividade econômica tem queda de 4,08%, diz BC

Indústrias

 

A atividade econômica em 2015 apresentou o pior desempenho já registrado pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve queda de 4,08% no ano passado, o pior resultado da série histórica, que tem início em 2003. O segundo pior resultado ocorreu em 2009, período de crise econômica mundial, quando houve retração de 1,71%.

 

Em 2014, comparado com o ano anterior, a queda ficou em 0,15%, de acordo com dados revisados divulgados hoje (18) pelo BC.
Segundos dados do BC, no último trimestre do ano comparado com o terceiro trimestre, houve queda de 1,87%, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

 

Em relação ao quarto trimestre de 2014, a queda foi maior: 6,34% nos dados sem ajustes, já que a comparação é entre períodos iguais. Em dezembro, o IBC-Br também registrou retração de 0,52 %, na comparação com novembro. Comparado a igual mês de 2014, o recuo ficou em 6,51%.

 

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.


O indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No dia 3 de março, o IBGE vai divulgar o resultado do PIB de 2015.

 

Fonte: Agência Brasil