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Inflação oficial desacelera, mas tem a maior taxa para agosto desde 2007

O preço do quilo da batata teve alta de 114% em abril em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Batata inglesa e feijão ficaram mais baratos em agosto, segundo o IBGE. (Foto: Reprodução/EPTV)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, atingiu 0,44% em agosto. No mês anterior, o indicador havia chegado a 0,52%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, considerando apenas os meses de agosto da série histórica, a taxa é maior desde 2007.

Apesar de ter desacelerado de um mês para o outro, no ano, o índice acumulado subiu de 4,96% para 5,42% e, em 12 meses, de 8,74% para 8,97%, ainda acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 6,5%.

No mês, o que mais contribuiu para que a inflação perdessse força foi o aumento menor dos preços de alimentos e bebidas, que recuou de 1,32% para 0,30%, em agosto. Apesar do aumento menor, o resultado é o maior para o item, considerando apenas os meses de agosto, desde 2012, quando havia ficado 0,88%, segundo o IBGE.

O feijão carioca, que tem sido o vilão da inflação no país neste ano, ficou 5,6% mais barato, assim como a batata inglesa, cujo preço recuou 8%. As frutas, por outro lado, ficaram quase 5% mais caras.

Também registraram avanço menor os preços de itens relacionados à transporte (de 0,4% para 0,27%) porque as passagens aéreas tiveram redução de preços: 3,85%, em média. Também desaceleraram artigos de residência (de 0,53% para 0,36%) e comunicação (de 0,02% para -0,02%).

Subiram ainda mais os preços relativos a educação (de 0,04% para 0,99%) e despesas pessoais (de 0,7% para 0,96%). No caso do primeiro grupo, o que motivou o aumento foi o início do segundo semestre de ano letivo. Já no segundo grupo, o que mais impactou foi o avanço das diárias de hotel (11,58%) - só no Rio de Janeiro, devido à Olimpíada, o aumento de preços foi de 111,23%.

Rio e Recife

Na análise regional, o maior IPCA partiu da região metropolitana do Rio de Janeiro, pressionado pela alta de 111,23% nas diárias dos hotéis, e o menor índice foi o de Recife (-0,09%), influenciado pela energia elétrica (-4,01%).

INPC

Também divulgado com o IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,31% em agosto - abaixo da taxa de 0,64% de julho. No ano, o indicador acumula alta de 6,09% e, em 12 meses, de 9,62%.

Fonte: G1

As dicas essenciais para abrir um negócio em casa

tablet, home office, escritorio (Foto: ThinkStock)

 

Para quem toma a decisão de trabalhar por conta própria, um dos primeiros desafios é decidir onde o empreendimento vai funcionar. Mesmo para quem é autônomo e passa o dia na rua, é preciso ter um local para organizar as contas, planejar compras e entregas e até mesmo produzir o que vai vender.

Em tempos de aperto de cinto, alugar uma sala comercial ou procurar um espaço compartilhado envolve custos que nem sempre o empreendedor é capaz de absorver. Diante desse cenário, trabalhar em casa é a escolha natural.

A vantagem mais evidente de montar seu escritório em um cômodo da casa é o custo: além do valor do aluguel, o empreendedor vai economizar com o trajeto até o trabalho e poderá almoçar em casa todos os dias. Com uma mesa, acesso à internet e uma linha telefônica, é possível trabalhar com e-commerce ou representação comercial. Se for necessário armazenar alguns produtos para usar como mostruário, uma pequena sala consegue dar conta.

O problema é que nem tudo é vantagem no home office. Os riscos e as limitações são grandes, e podem atrapalhar o negócio de quem não está preparado. “Além dos cuidados comuns que qualquer empresa exige, é preciso dedicar uma dose extra de organização para fazer funcionar. Em primeiro lugar, separar a vida da casa da do trabalho. Isso requer disciplina: ter um espaço reservado para o trabalho e todo o cuidado para não se distrair com as coisas do lar”, diz o consultor do Sebrae-SP Fabiano Nagamatsu.

Segundo ele, o empreendedor que trabalha em casa precisa estabelecer uma rotina com início, parada para almoço e fim da jornada. “O empresário deve vestir-se de acordo. Bermuda, chinelo ou pijama durante o expediente não combinam. Tem de entrar no clima da cabeça aos pés literalmente”, afirma Nagamatsu. As contas de casa e as da empresa também nunca devem se misturar – como em uma empresa comum, pessoa física e pessoa jurídica são instâncias diferentes.

Dependendo do ramo de atividade, o empreendedor também precisa de um espaço para receber clientes ou fazer reuniões com fornecedores e parceiros. Nesse caso, o consultor afirma que o cenário ideal é ter uma entrada independente. “A atitude do empreendedor faz muita diferença quando ele monta o negócio onde mora”, diz.

Horários

Montar um espaço para trabalhar em casa foi a saída que Priscilla de Jesus Trindade, 33 anos, encontrou depois que a empresa em que trabalhava como assistente administrativa faliu. Ela já fazia adesivos para unhas para as colegas de trabalho – e perder o emprego foi o estímulo que faltava para levar a produção a sério.

Em um espaço fechado no quintal de casa, Priscilla produz os adesivos que vende pela internet e para salões de beleza. Antes o pai a ajudava com as entregas, mas atualmente ela está fazendo tudo sozinha. “Hoje faço o desenho, todo o controle financeiro e uma vez por semana saio para fazer as entregas e colocar produtos no correio”, conta.

Para Priscila, que hoje é Microempreendedora Individual (MEI), a vida como empreendedora a partir de casa é muito mais recompensadora do que a antiga vida de funcionária, apesar de algumas dificuldades. A principal delas, por enquanto, é adaptar-se o horário “comercial” mesmo estando a poucos passos do quarto e da cozinha de casa. “Estou tentando me adaptar a um horário de trabalho normal. Hoje fico muitas vezes trabalhando até de madrugada e nos fins de semana, ainda mais quando entra alguma encomenda mais urgente”, diz.

Outra questão que deixa Priscilla ainda um pouco perdida é em relação ao fluxo de caixa. Como as entregas são feitas para vários clientes e a quantidade de pagamentos é pulverizada, às vezes é difícil enxergar onde está o dinheiro. “Na empresa você sabe que tem um salário no final do mês, aqui eu às vezes me perco com os recebimentos”, conta. Mesmo assim, a empreendedora não sente saudades do emprego fixo: pelo contrário, pretende aprimorar-se na gestão.

Adaptação

Alguns segmentos são mais indicados para quem pretende trabalhar em casa: e-commerce e representação comercial são os mais comuns. Artesanato e produtos alimentícios também não demandam muito espaço além de um pequeno cômodo para armazenamento ou um freezer horizontal. “Evite negócios que exijam linha de produção ou que produzam barulho, cheiro, que usem produtos químicos ou que provoquem muita movimentação de gente, porque isso vai interferir na vida dos moradores da casa e dos vizinhos”, diz Nagamatsu.

O consultor do Sebrae-SP também lembra que trabalhar em casa pode ser um pouco mais complicado para quem mora em apartamento. É preciso respeitar as regras do condomínio e verificar se há algum tipo de licença especial para exercer a atividade desejada.

A empreendedora Rosana Sacramento, 45 anos, proprietária da Red Onions Culinária Saudável, teve de alugar um pequeno imóvel para instalar sua cozinha, onde produz alimentos totalmente livres de glúten. “No apartamento eu não teria autorização dos órgãos sanitários”, diz.

Antes de empreender, Rosana trabalhava no setor de eventos de uma grande empresa. Ela viajava muito e não tinha tempo para ficar com o filho, hoje com oito anos. Trabalhar por conta própria foi uma alternativa para permanecer mais próxima à família e transformar uma vocação – cozinhar – em profissão. Mas as dificuldades são muitas: à noite, em casa, a empreendedora vai para o “terceiro turno”, controlando planilhas financeiras, elaborando listas de compras e fazendo a divulgação da empresa nas redes sociais.

O marido, autônomo, consegue ajudar com as compras e com as entregas “Sou praticamente todos os departamentos sozinha”, diz Rosana. Atualmente, para tentar aumentar o faturamento, ela passou a comercializar marmitas saudáveis. “O custo do aluguel está impactando no caixa da empresa. Além disso, meus insumos são muito altos”, conta.

 

Vale a pena trabalhar em casa?

 

Pontos positivos:

- Redução de custos com aluguel, transporte e alimentação na rua.

- Possibilidade de escolher os horários de trabalho.

- Estar mais próximo à família para almoçar e jantar, com ganhos para a qualidade de vida.

Pontos negativos:

- Risco de misturar vida doméstica e trabalho, principalmente em relação às contas.

- Falta de disciplina com horários e compromissos.

- Espaço inadequado para receber clientes e fornecedores, assim como para armazenar produtos.

- Pode ser solitário para quem gosta de interagir com colegas.

Fonte: Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae-SP/ Pequenas Empresas Grandes Negócios

A ficção científica pode ajudar sua empresa a inovar

equipe; solução; trabalho; criatividade; inovação;  (Foto: ThinkStock)

 

Nem sempre é possível saber a fonte certeira de uma ideia. Porém, existem vários universos e fontes de inspiração com as quais é possível ter contato no dia a dia e podem servir de ponto de partida para o desenvolvimento de uma inovação. Uma delas é o universo da ficção científica.

 

Em entrevista para o site da revista Inc, o diretor-geral de inovação da Singularity University, Robert Suarez, afirma que a ficção científica é uma de suas formas favoritas para impulsionar startups a construírem um futuro e encontrarem maneiras práticas para se adaptar à constante inovação.

 

O termo retrocasting, usado pelo diretor, diz respeito a uma tática usada neste caso. Trata-se de uma projeção. Os empresários devem começar a traçar planos e metas a partir de uma data futura, como 2030, imaginando como seria o mundo nesta época. Com esse cenário, as empresas 'caminham de volta' e planejam como precisam mudar e inovar para atingirem o ponto projetado em 2030.

 

Segundo Suarez, a inspiração pode vir de filmes, histórias em quadrinhos ou qualquer tipo de arte. Para exemplificar uma ideia de sucesso inspirada em ficção, ele cita o aplicativo Holoroom, desenvolvido pela marca americana Lowe's, especializada em artigos de construção. Em 2014, a empresa desenvolveu um aplicativo que foi inspirado pelo holodeck, da famosa série Star Trek. Com a ferramenta que foi disponibilizada para iPad, as lojas podem ajudar os clientes a planejarem suas reformas através de uma sala de simulação extremamente realista.

 

O diretor também menciona os jogos de realidade virtual, os submarinos e a energia nuclear como bons exemplos que deram certo e partiram de um universo ficcional. Ele explica que a ficção cientifica não é uma forma extremamente nova de buscar inovação, mas que tem um papel muito útil em um mundo saturado de tecnologias que são desenvolvidas todos os dias e nem sempre acabam se tornando boas apostas. Para ele, a inspiração do mundo sci-fi é um caminho que pode tirar as pessoas da zona de conforto das suas próprias ideias.

 

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

Feira Super Mix 2016 supera expectativas da organização

A Feira Super Mix conseguiu superar as expectativas. Em sua 11ª edição, realizada de 20 a 22 de julho, no Polo Caruaru, no Agreste de Pernambuco, o evento recebeu cerca de 11 mil pessoas e movimentou milhões em negócios. E o mais importante, 80% dos expositores já garantiram o seu lugar na 12ª edição do evento, que será realizada de 27 a 29 de setembro de 2017, no Centro de Convenções de Pernambuco. “O sucesso foi tão grande que tivemos que ampliar as instalações para atender as necessidades,” ressalta Paula Valéria Gomes, organizadora do evento.

Em 2017, a feira terá como tema Servir Bem Para Servir Sempre. Não basta simplesmente inventar novos produtos, é necessário entender melhor o mercado para aplicar as novidades aos clientes. “O comportamento do consumidor vem evoluindo de forma grandiosa, é preciso mais que um simples serviço, conhecer bem o seu cliente e colocá-lo no centro das decisões”, concluiu Paula Valéria Gomes.

Foram mais de 11 mil inscritos, houve um aumento de mais 20% de visitantes em relação à edição anterior. A feira contou também com a presença de vários especialistas, executivos e autoridades, como a superintendência da Caixa Econômica Federal, Secretaria da Fazenda, e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Caruaru, entre outros.

Para o diretor executivo da ASPA, Sebastião Rodrigues, “a Super Mix trouxe uma nova perspectiva diante de um cenário político e econômico tão turbulento que o Brasil está vivendo. “O tema deste ano Aproximando Empresas, Gerando Oportunidades, foi de grande valia para levantarmos o ânimo da economia pernambucana e por que não dizer, do nosso País”, disse.

A Associação Pernambucana de Atacadista e Distribuidores – ASPA em parceria com a Associação Pernambucana de Supermercados – APES, vem há 11 anos com a missão de fortalecer o pequeno e médio varejos e isto consequentemente envolvem toda a cadeia de abastecimento do País. Para a próxima edição, a ASPA, irá investir mais em oficinas, treinamentos para capacitação e profissionalização nos vários nichos de varejo – supermercados, mercadinhos, bares, restaurantes, lanchonetes, delicatessen, hotelaria, padarias, entre outras empresas.

Fonte: Divulgação

CNC prevê contratação de 135 mil temporários e queda de 3,5% nas vendas de Natal em 2016

Se confirmadas as projeções da Confederação, esse ano terá a segunda queda consecutiva nas vendas e na criação de vagas de emprego temporário para a data

 

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o Natal deste ano deverá registrar a segunda queda consecutiva tanto nas vendas quanto na contratação de temporários. A Confederação estima um recuo de 3,5% no varejo, o equivalente à movimentação financeira de R$ 32,1 bilhões até dezembro. A confirmação desse quadro deverá frear a demanda por trabalhadores temporários, com menos 2,4% de postos ofertados em relação a 2015.

 

“Voltamos ao patamar de 2012, quando foram contratados cerca de 135 mil temporários para cobrir o movimento de fim de ano”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.

 

Os maiores volumes de contratação deverão se concentrar no segmento de vestuário (62,4 mil vagas) e no de hiper e supermercados (28,9 vagas). Além de serem os “grandes empregadores” do varejo – juntos eles representam 42% da força de trabalho do setor – esses segmentos costumam responder, em média, por 60% das vendas natalinas.

 

Salários

O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.205, avançando, portanto, 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado (+0,6%, se descontada a inflação). O maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de artigos de informática e comunicação (R$ 1.403); contudo, esse segmento deverá ofertar apenas 1,6% das vagas totais a serem criadas no varejo.

Natal dos importados

 

Ao contrário de 2015, quando o real sofreu desvalorização de 47%, neste ano a expectativa é que a taxa de câmbio registre queda de 16%, o que poderá estimular importações por parte do varejo e reajustes menos intensos do que no fim do ano.

 

O setor supermercadista deve aproveitar o cenário fazendo estoque de produtos estrangeiros e registrar modesta queda no volume das vendas (-1,6%). Já as lojas de vestuário e acessórios deverão amargar queda anual superior a 11% no Natal de 2016.

 

As previsões da CNC de emprego e vendas serão revistas mensalmente até as vésperas do Natal.

 

Acesse aqui a análise completa da Divisão Econômica da CNC.

Fonte: CNC

Exportação é lucrativa, mas é preciso preparo

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Com a alta do dólar, a exportação virou uma alternativa para empresários que querem  dar os primeiros passos no mercado global. Eles passaram a enxergar a possibilidade de diminuir os prejuízos causados pela queda das vendas locais com a substituição do perfil dos clientes. Mas, para ter sucesso, é preciso preparar a gestão da empresa e os produtos antes de executar esse importante passo.

 

Os produtos que vão para o mercado externo não são os mesmos vendidos nacionalmente. Há mudanças na embalagem, no tamanho, nos rótulos. A Dona Rosa, empresa pernambucana fabricante de calçados, está adaptando uma linha de sandálias, feitas com produtos naturais e com estampas relacionadas à cultura brasileira, que serão exportadas para a Europa. A ideia é conquistar as consumidoras espanholas. Para atingir o objetivo, as dimensões das sandálias tiveram que ser modificadas já que as mulheres europeias têm os pés mais largos dos que as brasileiras.

 

“Fizemos um curso no Sebrae e vimos que era possível exportar. Pensávamos que o processo era muito mais difícil. Ele não é fácil, mas também não é um bicho de sete cabeças. Mas, para ter sucesso, é preciso seguir as orientações dos especialistas”, garante o diretor de Produção da Dona Rosa, Rubem Flávio Martins Neto.

 

 

A empresa passou a focar no mercado global por causa da retração das vendas internas. Nos últimos anos, a Dona Rosa esperava um crescimento na ordem de 20% a 30% no faturamento e teve uma diminuição de 20%. Agora, todas as fichas estão apostadas no mercado de fora.  “A nossa meta é que a linha para a exportação alcance, no início, de 30% a 40% da nossa produção”, calcula Martins Neto. Segundo ele, um dos próximos passos para facilitar a exportação é construir um site com informações em inglês para os compradores de fora. Além da Espanha, a Dona Rosa também estuda a possibilidade de exportar sandálias para Cuba.

 

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Já a empresa de cosméticos Brasilis quer fechar uma parceria com um grande distribuidor canadense. A fábrica, localizada em Jaboatão dos Guararapes, tem um portfólio de 70 itens destinados aos cuidados com os cabelos como shampoo, condicionador e máscaras capilares, entre outros. “Decidimos aproveitar o bom momento cambial para exportar. Faz algum tempo que queremos entrar no mercado internacional, mas a tarefa não é fácil. Precisamos fazer ajustes em vários aspectos dos nossos produtos como preços e embalagens”, explica o sócio-proprietário da Brasilis, Paulo Roberto Tavares de Almeida.

 

O objetivo da empresa é exportar os 26 produtos da linha Vivá, feita com insumos naturais. A ideia é enviar o primeiro lote ainda este ano. “Estamos negociando com um grande distribuidor canadense que fornece os produtos para as maiores redes varejistas do País. Isso facilita o nossa entrada no mercado de lá, porque não temos que negociar com cada varejista individualmente”, informa Almeida.

 

Uma das mudanças que precisam ser feitas nos produtos para que eles possam ser comercializados no Canadá é a apresentação da composição química de cada item estampada na embalagem. Pelas regras canadenses, o nome do produto segue a ordem da composição, ou seja, quanto maior for a participação de um determinado insumo na fórmula, mais destaque ele ganha na lista. No Brasil, a legislação não pede isso. Em compensação, Almeida diz que os órgãos regulatórios canadenses são muito menos burocráticos do que os brasileiros. Antes de começar a negociar com o distribuidor canadense, a empresa contou com a ajuda do Sebrae para entender mais sobre o processo de exportação.

 

Uma boa dica para empresas que, como Brasilis e Dona Rosa, desejam exportar é responder a um questionário criado pelo Sebrae, que faz um diagnóstico da situação do empreendimento. Antes de conversar com um dos analistas do órgão para discutir a possibilidade da exportação, é importante ter as respostas em mãos para facilitar a discussão. O autodiagnostico pode ser feito no site www.internacionalizacao.sebrae.com.br.

 

“Com esses dados, nós fazemos o encaminhamento. Na maior parte das vezes, as empresas são direcionadas para participar do curso Passaporte para Exportação”, informa a analista do Sebrae especialista em internacionalização das empresas, Margarida Collier. O curso já foi ministrado no Recife e em Araripina e deve ser levado também para Santa Cruz do Capibaribe e Petrolina. A capacitação dura 45 horas e orienta desde a definição do produto até a entrega dele ao exportador. Entretanto, nem todas as empresas têm um nível de organização gerencial para partir para o mercado global. Por isso, antes de realizar esse curso, elas precisam passar por outra fase. “Oferecemos consultoria de 20 horas para aprimorar a gestão da empresa. Não é fácil operar no mercado internacional. Os empresários têm que se preparar para a concorrência mundial”, conclui Margarida.

 

Dicas para fugir da crise

- Aumente o horário de funcionamento do seu negócio. Isso dará a chance dos consumidores terem o serviço disponibilizado para eles por um período mais longo.

- Ouça o consumidor. Não imagine qual é a opinião dele sobre o serviço prestado sem antes falar com as pessoas que são atendidas pela sua empresa.

- Invista em boas práticas de atendimento, tanto na hora da negociação quanto no pós-vendas. A simpatia e a delicadeza podem fazer a diferença no cotidiano da clientela que vive em mundo agitado. Não deixe uma reclamação sem resposta, fique atento.

  - Vá atrás dos clientes, não fique esperando que eles cheguem até você. A comunicação com eles através das redes sociais é uma boa alternativa.

 - Com a alta do dólar, a exportação pode ser uma alternativa, entretanto, é preciso estar preparado para operar no mercado internacional. O Sebrae orienta empresas que desejam exportar.

 Fonte: Agência Sebrae

"Vovó empreendedora" cria franquia milionária cozinhando em casa

Bolinho de queijo da Vovó Kel (Foto: Divulgação)

 

Assim como muitos brasileiros, a paulista Cleuza de Freitas, de 65 anos, começou a empreender por necessidade. Desde os 20 anos, ela faz comida para fora. Depois de mais de quatro décadas trabalhando em pequena escala, Cleuza deu um passo maior em junho do ano passado: criou a Vovó Kel, uma franquia de doces e salgados.

Nascida em Tanabi e radicada na vizinha de São José do Rio Preto, cidades do interior de São Paulo, Cleuza começou a cozinhar para criar os três filhos. “Primeiro, decidi fazer bolos. Depois, salgados e doces também. Devagar, fui aumentando minha clientela”, afirma.

Em 2014, ela decidiu abrir duas unidades próprias em São José do Rio Preto. A inspiração para a criação das lojas veio de Diego Melo, 23 anos, neto da empreendedora. “Percebemos que a qualidade dos produtos que ela fazia era alta e que poderíamos criar um negócio maior, em que os clientes pudessem se sentir como na casa da avó deles. Por isso, o nome da empresa é Vovó Kel”, diz Melo.

De acordo com Cleuza, em pouco tempo, surgiram interessados em replicar o negócio. "Comecei a receber propostas para transformar o negócio em franquia e decidimos seguir por esse caminho”, diz ela. Para formatar a rede, Cleuza contou com a ajuda da consultoria Teaser Franchising e investiur cerca de R$ 150 mil.

Cleuza de Freitas, a Vovó Kel, não quer parar de trabalhar (Foto: Divulgação)

 

A primeira loja franqueada da Vovó Kel foi inaugurada em junho de 2015, em São José do Rio Preto. Atualmente, a rede tem 14 operações abertas, sendo uma em Mato Grosso do Sul e o restante em São Paulo. Outras 11 unidades em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso estão em processo de implantação. Entre junho de 2015 e junho de 2016, a Vovó Kel obteve um faturamento de R$ 1,4 milhão.

As unidades da Vovó Kel têm salgadinhos variados, como coxinhas, bolinhos de carne e queijo, croquetes, quibes e minipizzas. Também há opções doces, como churros e bolinhos de chocolate.

Atualmente, todas as unidades são em pontos na rua. O investimento inicial em uma operação é de R$ 101 mil, incluindo a taxa de franquia. Contudo, a rede também oferece um formato para shoppings. Neste caso, o investimento inicial em uma loja é de R$ 125 mil.

Quando fala sobre os rumos tomados pela Vovó Kel, dona Cleuza se enche de orgulho. “Eu comecei de baixo e cheguei tão longe. Cheguei a pensar que não daria conta de encarar esse desafio, mas está dando certo. Parece um sonho”, diz ela.

Segundo a empreendedora, a aposentadoria não está nos planos. “Eu acordo todo dia com muita vontade de trabalhar e criar novas receitas com muito amor e carinho. Não quero parar.”

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

Dólar tem maior queda em mais de três meses e volta a se aproximar de R$ 3,20

Numa sessão marcada pela volta das negociações internacionais, após um feriado nos Estados Unidos, a moeda norte-americana teve a maior queda em mais de três meses e voltou a aproximar-se de R$ 3,20. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (6) vendido a R$ 3,208, com queda de R$ 0,074 (-2,26%). A cotação fechou no menor valor desde 22 de agosto (R$ 3,202).

O recuo de quase R$ 0,08 foi o maior em um único dia desde 28 de junho, quando a cotação tinha caído R$ 0,089. A moeda iniciou a sessão vendida próxima da estabilidade, mas passou a cair a partir das 10h, até fechar próximo da mínima do dia. A divisa acumula queda de 1,27% em setembro e recuo de 18,7% em 2016.

O dia também foi de otimismo no mercado de ações. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 0,95%, aos 60.129 pontos. Foi a primeira vez desde setembro de 2014 que o indicador superou a barreira dos 60 mil pontos.

A sessão foi influenciada tanto por fatores externos como internos. No Brasil, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento destacou que a autoridade monetária só reduzirá os juros se sentir confiança de que a meta de inflação para 2017, de 4,5% mais 1,5% de tolerância, será cumprida.

No exterior, a divulgação de que o setor de serviços nos Estados Unidos teve desempenho negativo em agosto na comparação com agosto do ano passado trouxe otimismo aos países emergentes. A possibilidade de que a recuperação da maior economia do planeta demore mais que o esperado pode fazer com que o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, adie o reajuste dos juros básicos no país. Taxas baixas nos países desenvolvidos estimulam a aplicação de recursos financeiros em países emergentes como o Brasil, que pagam juros mais altos.

Fonte: Agência Brasil 

Crescer ou morrer está em suas mãos

 

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Quero vender a minha empresa. Esta afirmação está no brilho dos olhos de muitos empreendedores, seja no início do negócio ou quando ele está em pleno vôo. Entretanto, muitos se esquecem que o processo não é simples transação de troca de ações ou de toma lá dá cá.

O primeiro passo está em se estabelecer o valor do seu negócio. Daí a importância de nos questionarmos: quanto de fato ele vale? Esta resposta nunca está relacionada apenas ao quanto ele vale hoje, mas em quanto poderá gerar de resultado e retorno aos investidores ou sócios num futuro próximo. Bem próximo por sinal!

Em épocas de crise, muitos empreendedores se questionam sobre o seu modelo de negócio e começam a refletir sobre o que pode ser feito para superar as dificuldades e alavancar resultados. Nessa reflexão é comum repensarem suas estratégias, forma de gestão, despesas, e principalmente questionar o seu papel dentro da empresa.

Foram anos de dedicação ao trabalho, porém, sem se questionar em nenhum momento o quanto realmente você está agregando valor com o passar do tempo. Valor esse que vai muito além dos ativos. Em muitos casos, as opções estão vinculadas à necessidade de captar recursos financeiros, de unir forças com outro parceiro ou até mesmo de discutir se vale a pena continuar apostando e correndo o risco de sair do jogo com muito pouco.

Você sabe quanto realmente vale sua empresa? Mesmo com o nosso mercado em crise, o Brasil ainda é o 4° País mais atrativo para investimentos, segundo o jornal Valor Econômico, ficando atrás somente de China, Estados Unidos e Índia. Um dos principais fatores que impulsionam o mercado é a desvalorização do Real perante ao Dólar, fazendo com que nossos ativos fiquem mais baratos e atrativos para investidores estrangeiros.

Em 2015, foram mais de 842 transações com um investimento da ordem de R$ 323 bilhões. Isto representa um crescimento de 14% em relação ao número de operações do ano anterior e de um aumento de 33% dos montantes envolvidos. O mais interessante é que isso ocorreu mesmo com a economia em desaceleração.

ara não perder as oportunidades que ainda virão, não seria o momento de saber quanto realmente vale o seu negócio? Quando se discute a valoração de uma empresa, outras provocações que vão além da busca por investidores, podem resolver velhos problemas, tais como: falta de sucessão, reorganização administrativa e financeira, modelagem de negócios, análise de outros mercados, e principalmente, conflitos internos entre sócios.

Outro fator importante é que talvez seja possível alavancar as operações da sua empresa, pela simples união de forças com outros parceiros, onde ambos sozinhos podem estar ameaçados, entretanto, juntos podem representar uma nova força, atrativa aos investidores.

Chegou a hora de aproveitar esse momento, em que todos falam em crise, para romper velhos paradigmas e pensar nas novas possibilidades. A saída é botar a mão na massa e sair da inércia, afinal a escolha de crescer ou morrer está em suas mãos.

Silvio Soledade é especialista em Gestão Financeira pela FGV-SP e sócio-diretor da consultoria PlanoGestão. É também Diretor Financeiro e Diretor Cultural da Associação dos Profissionais de Propaganda (APP) e ainda Personal & Executive Coach certificado pela SBC - Sociedade Brasileira de Coaching.

Fonte: Portal dos Administradores

Quatro ações para evitar carrinhos abandonados no e-commerce

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por Thiago Mazeto é Gerente de Marketing da Tray, unidade de e-commerce da Locaweb

O carrinho abandonado é um dos principais obstáculos das vendas no e-commerce, porque influencia diretamente no faturamento. Segundo pesquisa da Ve Interactive, em 2015, a média de abandono atingiu 83,73% para as lojas virtuais brasileiras. Confira cinco atitudes que podem diminuir as chances de ter carrinhos abandonados em sua loja virtual:

1. Aposte em ferramentas de conversão

Quando seu cliente desiste da compra no meio do caminho, uma das alternativas é investir em overlay de abandono, uma mensagem que aparece quando o visitante do seu site dirige o cursor para o ícone de fechamento da página. Coloque uma frase divertida ou até mesmo ofereça algo para que o cliente permaneça no portal.

2. Envie um e-mail de resgate

Logo após a saída dele do site, você pode enviar um e-mail marketing com os produtos que ele buscou, incentivando-o a concluir a compra. Este processo pode ser automatizado e ajuda a estimular uma conversão imediata.

2. Ofereça vantagens

Vale conceder descontos nos produtos escolhidos que ainda estão registrados no carrinho ou na compra por inteiro, o que pode contribuir na decisão de finalizar. Também é indicado disponibilizar sempre que possível o frete grátis, assim como oferecer opções de desconto total ou parcial na entrega, para reativar carrinhos abandonados.

3. Invista no atendimento

 Além de colocar uma seção de dúvidas frequentes na sua loja virtual, aposte em um chat online, para que as perguntas do consumidor possam ser respondidas imediatamente. Mesmo após a compra, essa ferramenta ajuda a esclarecer dúvidas sobre prazo de entrega, pagamentos e outras questões.

4. Facilite o processo de checkout

Quanto mais simples o processo de finalização da compra, mais fácil será para o cliente realizá-la. Tenha em mente que, por mais que algumas informações sejam importantes para a sua loja virtual, não é todo consumidor que tem paciência para fornecê-las. Priorize as relevantes e ofereça uma opção de checkout express – ou checkout em uma página. Isto acelera o processo e permite que os clientes do e-commerce finalizem a compra sem necessidade de criar uma conta na loja.

Fonte: Portal dos Administradores