Fecomércio-PE

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Serasa: inadimplência do consumidor sobe 4,8% em maio, maior aumento do ano

O indicador de inadimplência do consumidor da Serasa Experian registrou em maio o maior crescimento mensal do ano, com avanço de 4,8% em relação ao mês anterior. O número veio após as ligeiras altas de 1,8% em abril e 0,2% em março. Em comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, o indicador cresceu 14,9%.

Para os economistas da empresa, o aumento nos níveis de inadimplência é impulsionado pela elevação das taxas de desemprego, alta da inflação e aumento dos juros sobre as dívidas.

As dívidas com os bancos (5,5%) foram as principais responsáveis pelo avanço do indicador em maio. A inadimplência não bancária, como cartões de crédito, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água, cresceu 4,9%. Os protestos subiram 6,9% e os cheques sem fundos aliviaram as altas com queda de 2,1%.

O valor médio das dívidas não bancárias aumentou 32,6% nos primeiros cinco meses, comparado com o mesmo período de 2014, e chegou a R$ 420,96. O valor médio dos cheques sem fundos cresceu 10%, para R$ 1.854,27. A média da dívida com os bancos no período teve leve alta de 0,6% e foi para R$ 1.270,29. Já o valor médio dos títulos protestados registrou queda de 4,7%, para R$ 1.372,77.

Fonte: Estadão Conteúdo 

 

Varejo tem queda no volume de vendas e alta na receita

O volume de vendas do comércio varejista teve queda de 0,4% em abril, na comparação com março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A retração é a terceira consecutiva e contribuiu para que a média do trimestre chegasse a –0,6%.

 

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume de vendas do varejo teve queda ainda maior (–3,5%). Em 2015, o resultado acumulado também é negativo (–1,5%), enquanto em 12 meses houve alta de 0,2%.


O IBGE também divulgou a receita nominal do setor, que subiu 0,3% na comparação com março e 2,5% ante abril do ano passado. Em 2015, a receita do varejo acumula alta de 4,7% e, nos últimos 12 meses, a expansão chega a 6,4%.


O comércio varejista inclui oito atividades e a pesquisa divulga, além deles, o resultado do varejo ampliado que soma a esses oito setores, as vendas de veículos e motos, partes e peças e materiais de construção. Com o acréscimo dessas duas atividades, o resultado frente a abril do ano passado passa a apresentar quedas mais intensas. No volume de vendas, o varejo ampliado caiu 8,5% na comparação com o ano passado e, na receita nominal, perdeu 2,7%.


Já na comparação com o mês de março, o resultado do varejo ampliado em abril é bem próximo do varejo, com queda de 0,3% no volume de vendas e alta de 0,3% na receita nominal.

 

 

Fonte: Agência Brasil 

O desafio da representação é foco de discussões em encontro de Assessores da CNC

O enfoque na importância da representatividade para o Sistema Comércio também foi abordado no VII Encontro dos Assessores de Comunicação do Sistema Comércio, com o tema O Papel das Representações na Defesa dos Interesses, tratado no primeiro dia do evento, 10 de junho, no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis (SC).

Com o objetivo de demostrar e divulgar para os assessores das federações a importância da representação para o Sistema CNC-Sesc-Senac, a questão foi apresentada pela chefe da Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC, Wany Pasquarelli, e pelo assessor Cristiano Costa.

Entre os assuntos expostos, alguns trabalhos elaborados e executados atualmente pela AGR, como a Rede Nacional de Representações do Sistema Confederativo do Comércio (Renar) e os projetos em andamento na Rede; dados sobre o Panorama Nacional Político das Representações; e a Dimensão da Representatividade no Sistema Comércio, com detalhes sobre a ação de representação e destaques para os desafios da atividade.

Ao explicar o formato de trabalho da AGR quanto às representações da CNC, Wany ressaltou a importância da conscientização do representante. "É primário sabermos se ele tem conhecimento do tema que expõe em nome da CNC, se é coerente com a atuação e a posição da instituição", disse.

A comunicação no ato da representação

A comunicação é peça-chave no trabalho de representação, e a AGR levou o assunto para o encontro, no sentido de dinamizar o trabalho no Sistema Comércio. "Queremos repassar aos assessores de comunicação a importância de contribuírem fomentando em suas federações esse trabalho, que vem sendo realizado na CNC pela Assessoria de Representações para fortalecer a representatividade do Sistema Comércio", explicou Cristiano Costa.

Faturamento médio do setor de alimentação fora de casa registra queda de 8,39%

O faturamento médio do setor de alimentação fora de casa caiu 8,39% no primeiro trimestre de 2015. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (9) pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e são comparados ao quarto trimestre do ano passado. De acordo com a Abasel, considerarando a sazonalidade e a redução histórica de 6% para o período, a queda real chega a 2,39%. Os números foram apresentados na capital paulista, durante a Feira Internacional de Produtos e Serviços para Alimentação Fora do Lar (Fispal).

Segundo Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel, a queda reflete a busca do consumidor por refeições mais baratas. “O setor encolhe, mas o encolhimento não alcança a quantidade de refeições nem a frequência. Ele ocorre na redução do gasto médio por pessoa”, explicou.

Para Solmucci, o movimento atinge, sobretudo, os restaurantes que oferecem refeições com valores superiores a R$ 30, que representam 12% do setor. Por outro lado, favorece os estabelecimentos que praticam preço inferiores a R$ 20, que representam 75%.

Solmucci destacou que, nos últimos anos, o setor de alimentação fora do lar manteve reajustes acima da inflação, mas que não há mais margem para aumentos excessivos. “Há quase uma década, os preços sobem acima da inflação. O aumento de preços chegou a ser quase o dobro da inflação acumulada no período. O consumidor deu um basta a isso”, explicou.

Paulo Solmucci acrescentou que isso tem feito cair a rentabilidade dos empresários. Cerca de 35% dos 697 empresários pesquisados disseram que a rentabilidade ficou entre zero e 5%.

Para tentar diminuir o custo da produção, evitando repassar os gastos ao consumidor, a maioria das empresas tem ampliado investimentos. Cerca de 45% dos entrevistados disseram ter investido, no primeiro trimestre de 2015, em equipamentos que aumentam a produtividade, entre eles máquinas de lavar pratos.

“Quatro em cada dez empresas estão investindo até 15% do faturamento em um ambiente em que se deveria imaginar o contrário”, informou Solmucci.

Atualmente, um terço dos brasileiros faz refeições fora de casa. Em uma década, esse percentual passou de 25% para 33%. Esse crescimento ocorre de maneira diferenciada em relações a regiões e classes sociais. Em Brasília, no Centro-Oeste, 40% da população fazem refeições fora de casa. Em relação à classe social, o percentual chega a 50% na classe A e a 20% nas classes D e E.

Sobre a previsão de negócios para 2015, 65% acreditam em mais quedas, 35% avaliam que ficará estável e 5% apostam em melhorias. Apesar do alto percentual pessimista, houve redução na comparação com a última pesquisa, quando 68% previam um cenário pior. Para 41% dos empresários do setor, o faturamento cairá este ano, enquanto 37% apostam na estabilidade e 22% acreditam que haverá crescimento.

Fonte: Agência Brasil 

 

Cesta básica tem forte alta no Recife e sobe em mais 16 capitais em maio, aponta Dieese

O preço da cesta básica em maio subiu em 17 das 18 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Foi a segunda elevação consecutiva. Segundo a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira, 09, as maiores altas foram registradas em cidades do Nordeste: Salvador (10,69%), Fortaleza (8,89%) e Recife (7,73%). Apesar disso, a única capital que teve queda no valor do conjunto de bens alimentícios básicos, Aracaju (-1,58%), também fica na região.

Nos cinco primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2014, todas as cidades acumularam altas que variaram entre 7,20%, em Manaus e 29,95%, em Salvador.

No acumulado de 12 meses até maio, a situação é a mesma, com todas as cidades mostrando elevação do preço na cesta básica. O principal destaque neste recorte também ficou com Salvador, com alta de 25,41% no período. Na sequência, aparece Goiânia (16,94%). E, apesar de ter registrado queda nos preços em maio, Aracaju acumula em 12 meses a terceira maior elevação: 14,66%.

Em termos de valores, o maior custo da cesta básica em maio foi registrado em São Paulo: R$ 402,05, seguido do Rio de Janeiro (R$ 395,23), Florianópolis (R$ 394,29) e Vitória (R$ 387,92). Já os menores valores médios foram verificados em Aracaju (R$ 277 16), João Pessoa (R$ 303,80) e Natal (R$ 312,41).

De acordo com cálculos do Dieese, em maio, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, segundo conceitos firmados na Constituição, deveria equivaler a R$ 3.377,62, ou 4,29 vezes mais do que o valor do salário mínimo atual, de R$ 788,00. Em maio do ano passado, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 3.079,31 ou 4,25 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

Produtos

Os produtos que mais influenciaram a elevação no preço da cesta básica em maio, conforme o Dieese, foram tomate, pão francês, carne bovina, leite e óleo de soja. O destaque entre os vilões ficou com o tomate, que aumentou em todas as cidades avaliadas com taxas de elevação que oscilaram entre 3,02% em Aracaju e 63 94% em Florianópolis. Segundo o órgão, apesar do início da colheita da safra de inverno, a maturação do tomate é mais lenta no frio. "Além disso, houve incidência de pragas, o que reduziu a oferta do fruto. Por outro lado, aumentou a demanda de tomate no Nordeste e no Rio de Janeiro", explicou o Dieese, em nota.

Fonte: Estadão Conteúdo 

 

Inflação oficial tem alta e fecha maio em 0,74%

A inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi 0,74% em maio deste ano, taxa superior ao observado em abril (0,71%) e em maio do ano passado (0,46%). O dado foi divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


No ano, o IPCA acumula taxa de 5,34%, o maior percentual desde maio de 2003 (6,8%). A inflação acumulada em 12 meses ficou em 8,47%, acima do teto da meta do governo, que é 6,5%. O IPCA é considerado a inflação oficial e mede a variação de preços da cesta de compras de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, em dez regiões metropolitanas e três capitais brasileiras.

 

Fonte: Agência Brasil 

 

Lojas virtuais: Especialistas dão dicas para aumentar as vendas no Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados, que será comemorado em 12 de junho, é uma das principais datas comemorativas para o comércio no Brasil. Em um cenário em que os consumidores estão mais cautelosos, diante do quadro atual de inflação, juros altos e desemprego em ascensão, estar preparado para chamar a atenção do cliente é essencial. 

Como nessa ocasião muitos consumidores recorrem a internet para encontrar o melhor presente para o seu par, os especialistas da Serasa Experian prepararam uma lista de dicas para que as empresas de e-commerce impulsionarem o faturamento nesta data, sem esquecer da segurança. “Toneladas de e-mails e mensagens atolam as caixas de entrada das pessoas na época de datas comemorativas. Mas isso não basta. É necessário ter planejamento, segurança e usar técnicas de diferenciação para atrair e agradar clientes em potencial e evitar prejuízos”, explica Juliana Azuma, superintendente de Marketing Services da Serasa Experian. 

Confira as dicas abaixo:

1- Política de preço: Fator extremamente preponderante para a decisão de compras, o e-commerce precisa focar no valor do produto para ter sucesso no Dia dos Namorados. Com uma solução de precificação inteligente é possível monitorar a concorrência e ter insights sobre as melhores oportunidades de subir ou baixar os preços. 

2- Controle interno: Gerenciar vendas e estoque são requisitos primordiais para definir promoções e não perder oportunidades de negócios. Para isso, conte com um bom software de gestão e sistema de backoffice.

3- Atendimento multicanal: Ter um bom relacionamento com o consumidor é essencial. Para isso, é imprescindível estar presente em diversos canais para atender o cliente da forma que ele precisar. 

4- Segmente e personalize: O cliente quer customização na hora de receber um e-mail marketing. Então jamais erre o nome dele. Além disso, cuidado para não oferecer produtos inadequados para aquele consumidor. 

5- Conecte-se às redes sociais: os botões de compartilhamento e likes podem aumentar a taxa de cliques nas ofertas enviadas por email em relação às mensagens que não possuem. Pode parecer uma dica óbvia, mas deve ser sempre levada em conta no momento de criar uma nova peça para e-mail marketing.

6- Marketing digital: Não basta apenas montar uma boa estratégia de preço, tecnologia de ponta e canais de atendimento, é preciso trazer o cliente para dentro de casa. Invista em posicionamento, SEO, links patrocinados, redes sociais e e-mail marketing e aumente a chance de sucesso de vendas.

7- Blindagem de segurança: Independentemente do porte do comércio eletrônico, é importante utilizar um certificado digital de servidor para garantir que os dados inseridos na transação (como número do cartão, por exemplo) sejam protegidos por protocolos de segurança SSL (Secure Sockets Layer), que estabelecem uma conexão criptografada na transmissão das informações do consumidor. Lojas que possuem este certificado podem ser identificadas, pois têm o http do endereço acompanhado de um “s” no final (https). Há ainda certificados que ativam um destaque em verde na barra do navegador, sendo facilmente reconhecido pelo visitante do site. Um ambiente seguro gera menos interesse de fraudadores e mais confiança do consumidor.

8- Anti-fraude: estudo feito pela Serasa Experian apontou que a maioria das fraudes no comércio eletrônico ocorrem durante a madrugada, entre 1 hora e 5 horas da manhã. Por isso, instituir o boleto como única forma de pagamento neste período diminui a chance da loja ser vítima de golpes. 

9- CPF não basta: No e-commerce, não basta avaliar o risco de fraude apenas com a consulta ao CPF utilizado na compra. É preciso levar em conta outros fatores como o dispositivo utilizado pelo comprador (computador, tablet, smartphone ou TV), cidade, estado e até país de onde vem a compra. Para isso, há ferramentas antifraude específicas que criam regras capazes de apontar fatores suspeitos como, por exemplo, o uso de sites de tradução para realização da compra, que pode indicar fraude internacional. A ferramenta emite um alerta quando o comportamento suspeito é identificado.

 

Fonte: Serasa Experian

Serasa Experian registra em maio crescimento de 0,6% na atividade comercial

O movimento dos consumidores nas lojas, na comparação com abril, cresceu 0,6% em maio. Comparado ao mesmo mês do ano passado, o crescimento atingiu 3,4%. Os dados foram divulgados hoje (8) pelo Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio.

Segundo os economistas do Serasa Experian, apesar do aumento apontado pelo indicador para maio, a atividade comercial no país tem crescido em ritmo baixo este ano. Entre janeiro e maio, a atividade varejista cresceu 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

De acordo com os economistas, isso se deve ao aumento do custo do crediário, à baixa disposição do consumidor em contrair novas dívidas e à alta da inadimplência e da inflação.

 

O segmento de veículos e peças foi o que apresentou maior retração em maio, com queda de 1,9% na comparação com abril. No período, também houve queda no setor de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, que, com relação a abril, caiu 0,8%.

Entre os segmentos que tiveram crescimento destacam-se o de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática, com alta de 0,4%. Os supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas registraram aumento de 0,3%. Combustíveis e lubrificantes aumentaram 1,6% e o setor de material de construção cresceu 2,4%.

 

Fonte: Agência Brasil 

 

Pesquisa do Instituto Fecomércio aponta queda nas intenções de compras para o Dia dos Namorados

 

Foram entrevistados consumidores da Região Metropolitana do Recife, Caruaru e Petrolina

 

 O Instituto Fecomércio-PE em parceria com  o Sebrae-PE, realizou pesquisa de intenção de compras e disposição de gastos por parte dos consumidores para o Dia dos Namorados 2015. Com uma queda de 13,1% em relação ao passado, apenas 51% dos entrevistados pretendem celebrar o Dia dos Namorados. “A data não sentirá como o Dia das Mães. Como o Dia dos Namorados é mais distante do primeiro trimestre, período de significativos ajustes na economia, os consumidores já ajustaram suas despesas às suas realidades econômicas.Dessa forma, no lugar de não comemorar, eles ajustam o valor do gasto”, explica o economista do Instituto Fecomércio Rafael Ramos. 

 

Os resultados obtidos na Sondagem de Dia dos Namorados confirmam os apresentados pelas pesquisas conjunturais da federação, aonde os números do comércio varejista vem caindo no volume de vendas. É baixa a proporção de consumidores pernambucanos que demonstraram intenção em comemorar a data, apenas 51% do universo pesquisado, parcela menor do que a observada no mesmo evento em 2014, 64,1%. Essa proporção é maior em Caruaru (56,6%) e menor na RMR (46,1%).Entre os motivos apontados pelos consumidores estão: sem dinheiro, endividamento familiar e desemprego. Na RMR, 11,5% alegaram estar sem dinheiro, 11,2% encontram-se endividados e 7,6%, estão desempregados. Em todas essas três situações a porcentagem observada em Caruaru supera a da Região Metropolitana do Recife e Petrolina. Na capital do Agreste, 13,3% apontaram estar sem dinheiro, 16,1% estão com endividamento familiar e 13,3% se encontram desempregado. 

 

Comportamento - A compra de presentes é a principal forma dos consumidores comemorarem o Dia dos Namorados 2015. Dos entrevistados, 88% vão comemorar a data presenteando. Em Caruaru, 93,6% pretendem dar presentes, na RMR 88,4%, enquanto Petrolina apenas 79%. O gasto médio estimado pelos consumidores pernambucanos para comemorar o Dia dos Namorados 2015 é de R$ 248,00. Para a aquisição dos presentes o gasto médio pretendido está estimado em R$ 183,00 (em 2014 correspondeu a R$ 188,00). Entre os principais itens presenteáveis destacam-se: roupas (40,9% - com maior proporção na RMR, 44,6%); cosméticos e perfumes (26,8% - mais demandado na RMR, 35,2%); calçados (14,5% - maior parcela em Caruaru, 20,5%); carteira, bolsa e cinto (12,0% - com maior intenção de compra na RMR, 16,0%); e joias e bijuteria (11,0% - mais pretendido em Petrolina, 16,1%).

 

No que se refere ao canal de compra preferido, os consumidores apontam o comércio tradicional como o principal local por eles demandados para realizar as compras (58,3% das indicações), com maior proporção em Petrolina (65,1%) e menor na RMR (53,1%). Para os que demonstraram preferência de comprar em shopping centers (46,0% dos consumidores), a parcela é mais elevada na RMR (57,7%), principalmente pelo fato de essa área aglomerar os principais estabelecimentos dessa natureza no estado.

Pernambuco registra PIB de R$ 140,2 bilhões em 2014 e crescimento de 2% sobre 2013

Após prever o crescimento do produto interno bruto (PIB) pernambucano entre 3,5% e 4% para 2014, a Agência de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) registrou R$ 140,2 bilhões, o que significa um aumento de 2% em relação a 2013. A taxa foi puxada pelos 2,5% de crescimento do setor agropecuário — que permanece como o maior colaborador — e pelos 2,3% dos serviços, mas teve sua menor contribuição no 1,5% da Indústria. Para o diretor-presidente da Condepe/Fidem, Flavio Figueiredo, o principal responsável foi o arrefecimento da economia no fim de 2014. "A desaceleração do terceiro trimestre do ano passado foi muito maior do que esperávamos. Mesmo assim mantivemos um crescimento de 2%, graças às bases de nossa economia", ponderou.

"Esperamos para este ano que o polo automotivo aumente o ritmo de produção, e isso ajude a incrementar o PIB do Estado, assim como a refinaria Abreu e Lima. A expectativa é que tenhamos uma recuperação mais rápida do que o Brasil", declarou Figueiredo. No primeiro trimestre de 2015, o crescimento em relação ao mesmo período do ano passado foi de 0,6%, com PIB trimestral de R$ 38,3 bilhões - a queda de 3,9% do comércio foi fator importante nesse resultado. O setor de serviços, responsável por 70% do PIB estadual, ficou estagnado. Para todo o ano, a expectativa de crescimento do produto interno bruto entre 0% e 0,5%.

Agropecuária

Segundo a agência, as fortes perdas da produção agropecuária devido à seca atual, especialmente em 2012, foram recuperadas apenas parcialmente nos anos de 2013 e 2014. O setor da agropecuária cresceu 2,5%%, tendo destaque a agricultura com crescimento, de 4,6%.

Nas lavouras permanentes, houve crescimento de 5,4% com as de uva, manga e banana recuperando-se parcialmente de dois anos consecutivos de estiagem. Já as temporárias de milho, feijão e cana-de-açúcar cresceram 4,4%, devido às condições climáticas mais satisfatórias que as dos dois últimos anos.

Já no primeiro trimestre de 2015, o crescimento da agropecuária foi de 8%, continuando o processo de recuperação já observado em 2014. As culturas de sequeiro (típicas do semi-árido), que mais sofreram os efeitos da seca recente apresentaram os resultados positivos mais significativos: Milho (86,1%), Feijão (45,1%) e Mandioca (15,5 %).

A pecuária local no primeiro trimestre de 2015, comparada ao mesmo período do ano anterior, apresentou um crescimento de 0,9%. Neste comparativo, os incrementos na produção de bovinos (1,3%) e avicultura (6,0%) foram os maiores destaques. A recuperação da pecuária ocorre em ritmo mais lento que na agricultura.

Indústria

O comportamento positivo da indústria pernambucana em 2014 - alta de 1,5% - foi resultado, segundo a agência, da significativa expansão dos “serviços industriais de utilidade pública” - ou seja, produção e distribuição de eletricidade, gás e água - com 13,9%. Em contraste, houve retração de -4,5% na construção civil e a estabilidade na indústria de transformação.

A maior contribuição positiva para o total da indústria de transformação decorreu da atividade de produtos alimentícios, com 9,8%. Também se destacam os impactos positivos provenientes da indústria papeleira (8,0%) e da indústria de bebidas (3,5%), especialmente pela maior fabricação de cervejas e chope.

Já a queda na Construção Civil decorreu, em grande parte, do arrefecimento da construção imobiliária, da fase de conclusão de algumas obras nos grandes empreendimentos industriais. O retardamento nos investimentos nas grandes obras de infraestrutura também foi outro fator importante.

No primeiro trimestre de 2015, a taxa de crescimento foi de 1,7%, desempenho foi bastante influenciado pelo comportamento positivo da Indústria de Transformação nesse período, que registrou uma elevação de 3,5% em relação ao mesmo trimestre do ano de 2014. Por outro lado, a indústria da construção civil apresentou uma queda de 5,3%, resultado influenciado, segundo a agência, tanto pela alta base de comparação, como pelos reflexos diretos da queda da demanda em setores de obras de infraestrutura e imobiliárias.

Serviços

No setor de Serviços, em 2014, houve um expressivo desempenho no valor adicionado bruto (VAB) dos transportes e armazenagem (8,7%), enquanto a administração pública registrou crescimento de 2,7% e o comércio 1,2%, impulsionado pelas magnitudes nos acréscimos nas vendas do varejo de artigos de saúde e higiene (16,7%), artigos de uso pessoal e doméstico (9,4%%) e móveis e eletrodomésticos (4,7%). Os Transportes cresceram 8,7%: Aéreo de passageiros cresceu 3,8% e de carga, 18,2% e os Transportes Terrestres 8,0% - todos foram influenciados pela Copa do Mundo, segundo a agência.

Nos três primeiros meses de 2015, as atividades do setor registraram estabilidade, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Os destaques positivos foram os crescimentos das atividades de Alojamento e alimentação e administração pública com crescimentos respectivos de 4,2% e 1,2%. Por outro lado, o comércio apresentou uma queda de 3,9% influenciada principalmente pelo desempenho negativo dos setores do de Hipermercados e Supermercados e Material de Construção, devido a influência da redução do consumo das famílias.

Fonte: FolhaPE