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Percentual de famílias endividadas recua pelo quinto mês consecutivo

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que, em junho, 58,1% das famílias estão endividadas. O resultado representa uma queda de 0,6 ponto percentual, em relação aos 58,7% registrados em maio passado, e recuo de 3,9 pontos percentuais em relação aos 62,0% registrados em junho de 2015.


A pesquisa aponta que também houve melhora na comparação mensal no número de famílias com dívidas ou contas em atraso. O indicador ficou em 23,5% em junho, abaixo dos 23,7% observados em maio, porém acima do percentual registrado em junho de 2015, que foi de 21,3%. Já a proporção de famílias que declararam que permaneceriam inadimplentes teve alta em ambas as bases de comparação. Dentre os entrevistados, 9,1% afirmaram que não teriam condições de pagar suas contas atrasadas, ante 9,0% no mês passado e 7,9% em junho de 2015.

“A retração no consumo, observada nos últimos meses, tem acarretado na queda do endividamento. No entanto, as taxas de juros mais elevadas e a deterioração do mercado de trabalho vêm causando impacto negativo nos indicadores de inadimplência”, avalia a economista da CNC Marianne Hanson.

Nível de endividamento

A proporção de famílias que se declararam muito endividadas aumentou entre os meses de maio e junho deste ano – de 14,9% para 15,0% do total. Na comparação anual, houve alta de 2,5 pontos percentuais. O tempo médio de comprometimento com as dívidas foi de 7,3 meses, sendo que 35,2% das famílias estão comprometidas com dívidas por mais de um ano. Do total das famílias endividadas, 22,8% têm mais da metade da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.


O cartão de crédito lidera o ranking e foi apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,6% das famílias endividadas, seguido de carnês, por 15,6%, e, em terceiro, de crédito pessoal, por 11,3%. 

Acesse aqui a análise completa, os gráficos e a série histórica da Peic.

 

Fonte: CNC

 

Senado conclui votação do Supersimples

O Plenário do Senado concluiu nesta terça-feira (28) a atualização das regras para o enquadramento das empresas no Supersimples. O texto base foi aprovado na terça-feira passada (21), mas foi submetido a um turno extra de votação, por se tratar de um substitutivo. Com 58 votos a favor – 17 a mais que o mínimo necessário – a matéria foi aprovada por unanimidade em turno suplementar. A intenção era fazer a votação final na última quarta-feira (22), mas as emendas apresentadas em Plenário motivaram mais um pedido de adiamento de votação. Como houve alteração, a matéria volta para a análise da Câmara dos Deputados.

Supersimples é como é conhecida a legislação com regras tributárias simplificadas para as empresas de pequeno porte. A maioria das manifestações dos senadores foi no sentido de destacar a importância do projeto para as pequenas empresas e para o crescimento econômico do país. O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que a atualização do Supersimples ainda pode ajudar o Brasil na geração de empregos.

- É um projeto muito importante para elencar um fato positivo, de modo a incentivar a retomada do crescimento da economia do país – declarou Renan.

A relatora do projeto, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), explicou que o objetivo das alterações é fazer mais empresas aderirem ao Simples – e, consequentemente, gerar mais empregos. Marta é autora do substitutivo ao projeto original do ex-deputado Barbosa Neto (PLC 125/2015 - Complementar).  Segundo Marta, o texto levado ao Plenário tenta contemplar a maior parte dos interessados. Ela destacou que houve sugestões de governadores, da Receita Federal e de entidades representativas.

- O projeto se pauta no tripé: simplificação, tributação diferenciada e incentivo ao emprego. O atual momento exige essa preocupação com o emprego – afirmou Marta.

Emendas

Na semana passada, o líder do governo, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), havia manifestado preocupação com a inclusão de muitas categorias no Supersimples, com receio de “um rombo fiscal muito grande”. Junto com o senador Armando  Monteiro (PTB-PE), ele apresentou uma emenda para definir o critério de capacidade de geração de emprego (a relação entre folha de pagamento e receita bruta, entre 23% e 28%) para o enquadramento das empresas e das diversas categorias profissionais dentro das faixas que permitem impostos mais baixos. Marta acatou a emenda, classificando-a como "um avanço”.

- Quanto mais emprego uma empresa gerar, menos imposto vai pagar. É um critério universal, para que as diversas categorias profissionais possam usufruir do Supersimples – explicou Marta.

A relatora ainda acatou emendas sobre inclusão de serviços odontológicos,  regras de exceção sobre o recolhimento de ISS e ICMS e papel do investidor anjo – que será beneficiado pelo Simples já a partir de 2017. A maioria das medidas entra em vigor em 2018. O projeto também eleva o limite de receita bruta anual para o enquadramento como microempreendedor individual, que passa dos atuais R$ 60 mil para R$ 81 mil.

Acordo

O senador José Pimentel (PT-CE) elogiou a atuação da relatora, que acatou várias emendas apresentadas pelos senadores. Pimentel informou, no entanto, que pedirá aos deputados para fazer mais alguns ajustes no texto. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) parabenizou Marta e o líder do governo pelo acordo sobre o texto final. O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) elogiou o acordo sobre o texto definitivo e sobre as emendas, que permitiu um tratamento mais igualitário entre as categorias profissionais. Ele ainda destacou a importância da legislação do Supersimples para as empresas de pequeno porte.

- Foi uma grande vitória! Buscamos uma solução para todas as categorias – afirmou Caiado.

 

Supersimples
Como é conhecida a legislação com regras tributárias simplificadas para as empresas de pequeno porte.
Tramitação Projeto de Lei da Câmara (PLC) 125/2015 - Complementar.
Como houve alteração no Senado, a matéria volta para a análise da Câmara dos Deputados.
Relatora senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)
Autor ex-deputado Barbosa Neto
Principais alterações Elevação de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões do teto anual de receita bruta da empresa de pequeno porte.
O número de faixas de faturamento, com alíquotas diferentes para cálculo do imposto a ser pago, foi reduzido. Eram 20 faixas e agora são 6, para simplificar o sistema.
Parcelamento especial de débitos das empresas do Simples de 120 meses, com a possibilidade de redução de multas e juros, valendo a partir da edição da lei.
Aumento do limite de receita bruta anual para o enquadramento como microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 60 mil para R$ 81 mil.
Ampliação das atividades: microcervejarias, vinícolas, produtores de licores, destilarias e atividades médicas e odontológicas poderão aderir ao Supersimples.
A figura do investidor anjo será beneficiada pelo Simples já a partir de 2017.
A maioria dos ajustes entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018.

Fonte: Agência Senado 

 

Mercado de crédito estagnou

Após anos de expansão, o mercado de crédito deve viver um ano de estabilidade ou até retração no Brasil neste ano. De acordo com o Banco Central (BC), o volume de dinheiro emprestado, seja por meio de financiamentos ou do cartão de crédito, caiu entre janeiro e abril. Só em maio o saldo foi positivo. A expansão, no entanto, foi pequena, de 0,1%. Por isso, a expectativa é de que este montante suba apenas 1% ao final de 2016. 

A projeção, revista na última segunda-feira (27) pelo chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, é menor que os 5% estimados no início do ano. Para a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), porém, é até otimista. “Podemos ter uma redução de até 5%, porque o cenário atual é muito ruim”, afirmou o diretor da Anefac, Miguel Oliveira, explicando que o achatamento é um reflexo da crise econômica. “A inflação, os juros e o desemprego em alta diminuem a renda, o consumo e financiamentos. Os bancos também estão restritivos por causa da inadimplência alta”, explicou.

Segundo o professor de finanças Marcos Melo, do Ibmec/DF, o resultado desta contração é a queda do consumo e dos investimentos, “o que dificulta a recuperação da atividade econômica.”

Juros

Além de reduzir o volume financiado, os bancos têm encarecido o crédito com juros cada vez mais altos. A taxa geral do sistema financeiro chegou a 32,7% ao ano em maio. O nível é o mais alto da série história do BC, iniciada em março de 2011, e ainda é elevada nas modalidades de crédito mais facilitado. No rotativo do cartão de crédito, por exemplo, chega a 471,3%. “Os juros devem continuar subindo porque, em ambiente de inadimplência, os bancos sobem as taxas para compensar suas perdas”, explicou Oliveira.

Fonte:Folha de Pernambuco 

Ser apenas ‘eletronic’ não é a solução

cred: Shutterstock

 

*Por Maurício Andrade de Paula é Senior Industry Consultant da Teradata para as indústrias de Varejo, E-Commerce e Manufatura

 

Há alguns anos, o surgimento do e-commerce fez aparecer uma dúvida na cabeça dos varejistas: o que vai acontecer com a minha loja física? Grandes eventos relacionados à essa indústria, inclusive, afirmaram o quase fim desses espaços físicos. E enganou-se quem resolveu acreditar e apostar única e exclusivamente nessa tendência.

Acontece que as lojas virtuais apareceram para facilitar e agilizar a vida do consumidor. Quem não gosta de comprar, sejam roupas, acessórios, alimentos ou qualquer outra coisa, do conforto do sofá ou da mesa de casa? Em 2015, no Brasil, o faturamento do setor chegou aos 41,3 bilhões de reais, crescimento de 12,3% com relação a 2014. Em 2016, apesar da desaceleração no crescimento do setor, as estimativas do E-Bit são de crescimento de 10% do faturamento total. Se considerarmos os indicadores dos vários setores da nossa economia, esse percentual continua sendo um bom número.

 

Além disso, a popularização dos smartphones em nosso país trouxe outro conceito importante para o varejo, o “Homo Mobilis”, consumidor que realiza suas compras via celular ou tablet. Segundo pesquisa da Criteo, 19% das compras online já são feitas via mobiles, sendo 81% dessas compras feitas via celular. Com números tão expressivos, cabe ao varejista analisar o comportamento de seus consumidores, garantindo que todas as plataformas estejam integradas a fim de proporcionar a melhor experiência de compra ao cliente.

 

Mesmo com números acima do mercado, existem outros detalhes que devem ser levados em consideração sobre ser ‘e-’. Um exemplo disso é a Dafiti, grande varejista de moda online, que abriu em 2015 uma “Dafiti Live”, como é chamada a loja física da marca, em São Paulo. O espaço disponibiliza vários produtos do site in loco, que permitem a visualização de cada mercadoria. A entrega do produto é feita no dia seguinte, na casa do cliente. Mas, como podemos explicar a abertura da loja física com resultados tão bons no digital?

 

Uma das coisas que o comércio online não proporciona, e é um dos grandes fatores de sucesso do varejo, é a interação humana. Quantas vezes você já não se pegou em uma loja, com a certeza de que iria adquirir o produto X e, de repente, o vendedor te ajuda a descobrir que o produto Y é o melhor para atender às suas necessidades?

 

Diversas, não?

 

A comodidade que a internet nos proporciona é indiscutível, e a possibilidade de ganhar tempo ao obter um item através de um clique, é melhor ainda. Mas o que fazer com o período que, teoricamente, ganhamos por não termos mais a necessidade de locomoção até o ponto de venda? O que o mercado talvez não tenha percebido de imediato, é que aquele tempo que antigamente gastávamos ao ter que andar de loja em loja, era também um momento de lazer; um momento de passear com a família e, quem sabe, ‘pechinchar’ o melhor preço por esse ou aquele artigo. E outra, você pode até comprar um sofá pela internet, mas como será a sensação de se sentar ou deitar nele? Você faz isso só com um clique?

 

O jogo segue sendo o mesmo


Analisando assim você pode chegar a pensar que o e-commerce é o vilão do varejo. Não chegue a essa conclusão, o ‘jogo’ do varejo permanece o mesmo, agora com mais uma peça. O e-commerce é mais um canal de relacionamento, é um meio que nasceu da mudança de comportamento e da necessidade do consumidor. Pensando assim, por que não juntar o e-commerce e a loja física? Esse é o phygital (ou omnichannel, ou multicanalidade, ou qualquer outro nome interessante que o mercado invente).

 

Não basta mais tocar o consumidor apenas quando ele está com o celular ou o computador em mãos. Que tal incrementar essa experiência integrando seus canais de venda oferecendo assim mais momentos positivos ao seu cliente? Hoje existem muitos casos de negócio interessantes disponíveis, com obtenção de resultados bastante importantes, que podem (e devem) ser estudados…

 

Fonte: Portal No Varejo

Ipea diz que crise econômica começa a perder fôlego

Levatamento divulgado hoje (27) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que a crise econômica que atinge o país começa a perder fôlego. Apesar disso, ainda há um longo caminho para a recuperação do país, de acordo com o coordenador do Grupo de Conjuntura do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior. Os dados constam na Carta de Conjuntura, que avalia dados econômicos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Segundo o Ipea, os sinais de que a crise está perdendo fôlego podem ser percebidos principalmente na indústria nacional. Além disso, a desvalorização do real ante o dólar, de acordo com o Ipea, beneficia o setor exportador brasileiro, principalmente nos segmentos têxtil, madeireiro e de calçados.

 

Além de aumentar a competitividade brasileira no setor externo, a desvalorização do real também está estimulando a substituição de importação na produção de alguns bens intermediários, ou seja, nos insumos usados pelo setor produtivo.

 

Por outro lado, no entanto, a moeda nacional desvalorizada torna a importação de máquinas e equipamentos mais cara, prejudicando investimentos no setor produtivo.

Diferentemente da indústria, os setores de serviços e comércio ainda estão em retração. “Os serviços tendem a levar um tempo maior para se recuperar porque depende muito da renda dos consumidores e essa renda vai demorar a se recuperar por conta da questão do emprego”, disse Souza Júnior.

A renda e o aumento de desemprego têm prejudicado a recuperação da demanda doméstica por bens e serviços. “A gente vê um longo caminho [para a recuperação da economia], porque a gente olha para os indicadores de confiança, principalmente dos consumidores, e vê que eles ainda estão muito pessimistas”, afirmou o pesquisador.

 

Fonte: Agência Brasil

BC reduz projeção de crescimento do crédito de 5% para 1% este ano

Com queda da atividade econômica e taxas de juros mais altas, o crédito no país deve crescer apenas 1%, este ano, de acordo com projeção do Banco Central (BC), divulgada hoje (27). A estimativa anterior da instituição, divulgada em março, era de crescimento do saldo das operações de crédito concedido pelos bancos de 5%.

Essa taxa de crescimento do saldo total de crédito só será possível devido à expectativa de expansão do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), que, na previsão do BC, deve apresentar expansão de 3% este ano. A projeção anterior era 7%. No crédito direcionado estão financiamentos como o da casa própria, crédito rural, microcrédito e empréstimos com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No caso do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro e definir as taxas de juros, a expectativa agora é de queda do saldo, este ano, em 1%. A estimativa anterior era crescimento de 2%. No crédito livre, estão empréstimos como os de cartão de crédito para a compra de veículos, crédito consignado (com prestações descontadas em folha de pagamento) e cheque especial. No caso das empresas, estão incluídos no crédito livre capital de giro, desconto de cheques e antecipação de faturas de cartão, por exemplo.

Em maio deste ano, o saldo de todas as operações de crédito chegou a R$ 3,144 trilhões. Desse total, R$ 1,579 trilhão era de crédito livre e R$ 1,565 trilhão de empréstimos direcionados.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a projeção foi revista depois da queda inédita no saldo do crédito nos primeiros quatro meses deste ano. Em maio, houve uma interrupção desse encolhimento do saldo de crédito no país, mas a expansão ficou em apenas 0,1% em relação a abril. De acordo com Maciel, esse pequeno aumento teve influência das vendas para o Dia das Mães, em maio.

Maciel destacou que a queda na atividade econômica, em um ambiente de incertezas no início deste ano, afetou o mercado de crédito. Sem confiança, os bancos evitam emprestar e os clientes não procuram empréstimos devido à incerteza se terá renda para pagar o financiamento no futuro. “Indicadores de confiança vem mostrando alguma recuperação, mas o movimento ainda é muito incipiente para que vejamos alguma reação no mercado de crédito”, disse.

Brexit

De acordo com Maciel, as novas projeções do Banco Central levaram em consideração todas as informações disponíveis até a última sexta-feira (24), incluindo a decisão dos britânicos de deixar a União Europeia. O chamado Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês) tem levado a oscilações no mercado financeiro, com queda das ações de bancos.

Maciel destacou que a fonte de recursos dos bancos no Brasil para ofertar crédito é “em grande parte” doméstica. Por isso, não há influência do Brexit no mercado de crédito no país. “O mercado financeiro se encontra com fundamentos sólidos em termos de indicadores de liquidez, de capital, de provisionamento. Isso contribui muito para enfrentar movimentos de incertezas”, disse.

Bancos

A projeção do BC para o crescimento do saldo do crédito ofertado por bancos públicos este ano foi cortada pela metade, para 4%. No caso dos bancos privados nacionais, a estimativa de queda no saldo passou de 1% para 4%. Já a projeção para a expansão do saldo do crédito de bancos privados estrangeiros foi reduzida de 4% para 1%.

Em relação a tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), o saldo de todas as operações de crédito deve representar 52%. A projeção anterior do BC, divulgada em março, era 54%. Em 2015, o saldo em relação ao PIB ficou em 54,5%.

Empresas

Maciel destacou que o crédito às empresas está “frágil”. Em maio, o saldo do crédito com recursos livres para as empresas recuou 0,1%. “Desde 2009, auge da crise [financeira internacional], a gente não tinha um recuo mensal de crédito livre às empresas em maio. Isso ilustra a fragilidade em que se encontra o mercado de crédito às empresas, puxando principalmente pelo capital de giro, uma modalidade muito vinculada à atividade econômica”, disse. Ele afirmou ainda que o capital de giro representa quase 50% dos empréstimos às firmas. Em 12 meses, o saldo dessa modalidade de crédito caiu 8,9% e no mês o recuo ficou em 1,5%. “É o quinto recuo mensal no capital de giro”, disse.

Taxas de juros

Para Maciel, os juros estão subindo de acordo com a trajetória de aumento consistente e lento da inadimplência e com o ambiente de incertezas no país. Ele destacou que as taxas de jurosestão subindo “puxadas” pelas modalidades de maior risco de inadimplência, como rotativo do cartão de crédito e cheque especial.

Serasa Experian indica crescimento de 5% na demanda por crédito em maio

A quantidade de pessoas que buscou crédito em maio cresceu 5% na comparação a abril e 2,1% na relação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado hoje (20).


Segundo o indicador, entre janeiro e maio deste ano a demanda do consumidor por crédito cresceu 2,5% em relação ao mesmo período de 2015.

 

Para os economistas da Serasa Experian, o crescimento da busca por crédito em maio foi estimulado pelo Dia das Mães. No entanto, eles consideraram que o crescimento em relação a maio do ano passado foi pequeno por causa das condições mais restritivas para crédito este ano.

 

Por regiões

 

Em maio, houve crescimento na procura do consumidor por crédito em todas as regiões do país na comparação com abril. Na região Sudeste, a demanda por crédito cresceu 6,2%, enquanto no Nordeste, Centro-Oeste, Sul 2,8% e Norte a demanda registrou crescimento de 5,0%, 4,3%, 2,8% e 2,6%, respectivamente.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, as demandas dos consumidores por crédito avançaram 5,0% na Região Sul, 3,9% no Sudeste e 2,9% no Centro-Oeste, mas apresentaram quedas nas regiões Norte (-2,4%) e Nordeste (-2,5%).

Mulheres receberam 80% do salário dos homens

 

Os salários pagos aos homens foram de R$ 2.521,07, na média. Para as mulheres, de R$ 2.016,63. Isso significa que, na prática, eles receberam 25% a mais do que elas, segundo os dados da pesquisa, que abrange apenas o mercado formal.

O levantamento confirma as estatísticas da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar) de 2015, divulgadas em novembro do ano passado, que mostraram uma melhora nessa relação. Por ela, as mulheres ganham o equivalente a 74,5% dos homens.

O número não é exatamente o mesmo porque a Pnad também mede o mercado de trabalho informal. O Cempre, por sua vez, tem como base o universo das organizações inscritas no CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Setores

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o setor que tinha maior presença das mulheres em 2014 era o de saúde humana e serviços sociais (hospitais, ambulatórios, consultórios, clínicas). Elas respondiam por 73,8% do pessoal empregado no setor.

Já os homens eram maioria esmagadora na atividade de construção. Eles respondiam por 90,5% das pessoas ocupadas no setor em 2014. Também eram maioria na indústria extrativa (87,8%), segundo os dados da pesquisa divulgada pelo IBGE.

Independentemente do gênero, um dos fatores que influenciam a renda é a escolaridade. A pesquisa mostra que pessoas com ensino superior receberam, em média, salários de R$ 4.995,08, 204,8% do que as pessoas sem ensino superior.

CNPJ

A pesquisa mostra ainda que, pela primeira vez desde 2007, início da série estatística, caiu o número de empresas e outras organizações formais ativas. Era de 5,1 milhões em 2014, 5,4% menor do que no ano anterior.

Essa estatística ajuda a demonstrar que a economia dava seus primeiros sinais negativos em 2014. Segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), o país está em recessão desde o segundo trimestre de 2014.

Esse quadro fez com o que número de brasileiros sócios ou proprietários também ficasse menor. Houve uma baixa de 3,9%, o que representa 283,8 mil pessoas a menos nessa posição. O dado vale para grandes e pequenos negócios.

Fonte: Folhapress

Número de empresas cai pela primeira vez desde 2007

O Brasil perdeu 289 mil empresas em 2014, uma queda de 5,4% em relação a 2013 e a primeira desde o início da série histórica, em 2007, do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As organizações formais ativas, 5,1 milhões, ocupavam 55,3 milhões de pessoas. O número representa aumento de pessoal ocupado de 0,2% (97,5 mil) e de pessoal ocupado assalariado de 0,8% (381,3 mil), comparado a 2013.

Uma das coordenadoras da pesquisa, Kátia Cilene Medeiros de Carvalho, explicou que a maioria das empresas que não resistiram à crise era de pequeno porte. “A maioria das empresas que fecharam era dos setores de comércio e da indústria de transformação, com até nove pessoas ocupadas. O aumento, embora pequeno, do pessoal ocupado sugere que, provavelmente, os trabalhadores que perderam seus empregos nas empresas que fecharam foram absorvidos por empresas maiores, já consolidadas, que têm mais condições de sobreviver a períodos de crise”, comentou Kátia.

O número de sócios e proprietários recuou 3,9% (283,8 mil), que também podem ter sido, em boa parte, absorvidos pelo mercado, entrando como pessoal assalariado. O total de salários e outras remunerações (R$1,5 trilhão) aumentou 4,5%, e o salário médio mensal (R$ 2.301,82) cresceu 1,8%, em termos reais.

Em 2014, pelo quinto ano consecutivo, o comércio, a reparação de veículos automotores e de motocicletas concentraram a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 9,3 milhões de pessoas (19,3%) e representaram 40,1% das empresas (2 milhões). Porém, em salários e outras remunerações, o comércio ficou na terceira colocação (12,3% ou R$ 181,4 milhões). O setor com maior participação em salários e outras remunerações foi administração pública, defesa e seguridade social, com R$ 338,2 milhões (23%).

Os menores salários médios mensais foram pagos por alojamento e alimentação (R$ 1.133,10), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.409,43) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.498,91). Essas atividades, que pagaram salários médios mensais menores, absorveram juntas 32,6% do pessoal ocupado assalariado.

Sexo e Escolaridade

O salário das mulheres era equivalente a 80% do salário dos homens em 20014. A média salarial para homens era de R$ 2.521,07 e para mulheres, de R$ 2.016,63.

A administração pública e as entidades sem fins lucrativos apresentaram maior participação feminina no pessoal ocupado assalariado. Nas entidades empresariais predominava o pessoal ocupado assalariado masculino em todo o período considerado. “O número de mulheres vem crescendo ano a ano. Nas empresas públicas, a entrada é facilitada pelos concursos, em que o mérito é que conta, mas a participação feminina também está crescendo nas empresas privadas, embora em menor número”, disse Kátia.

Em 2009, 41,9% dos assalariados brasileiros eram mulheres e em 2014 o percentual subiu para 43,5%. Com relação às entidades empresariais, houve queda de 5,6 pontos percentuais na diferença entre a participação masculina e a feminina de 2008 a 2014. Nas entidades sem fins lucrativos, a participação das mulheres assalariadas aumentou de 52,8% para 55,6% no mesmo período.

Por nível de escolaridade, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 4.995,08, enquanto o pessoal sem nível superior recebeu R$ 1.639,04, uma diferença de 204,8%.

Em relação à escolaridade, a administração pública apresentou a maior proporção de assalariados com nível superior (43,9%), mas o pessoal sem nível superior predominou em todas as categorias, atingindo 87,9% nas entidades empresariais e 71,2% nas entidades sem fins lucrativos.

Regiões do Brasil

A Região Sudeste concentrava 51,6% (2,9 milhões) das unidades locais, 50,5% do pessoal ocupado (27,9 milhões), 50,2% do pessoal assalariado (24,2 milhões) e 54,4% (R$ 799,8 bilhões) dos salários e outras remunerações.

O Sul do país foi a segunda região com maior número de unidades locais (22%) e em salários e outras remunerações (16,1%), mas ficou na terceira posição em relação a pessoal ocupado total ou assalariado, com 17,8% e 17,2% respectivamente. A Região Norte ficou na segunda posição em pessoal ocupado (17,9%) e em pessoal ocupado assalariado (18,5%) e ficou na terceira colocação em número de unidades locais (15,1%) e em salários e outras remunerações (14,4%). A Região Centro-Oeste ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas, e a Região Norte na quinta colocação, com os menores valores.

Fonte: Agência Brasil

Sindicatos recebem capacitação sobre Processo Legislativo

 

assessoria_legislativa

 

Representantes dos sindicatos ligados à Fecomércio-PE participaram, nesta quinta-feira (16/06), da segunda etapa do treinamento da 2ª fase do projeto de integração entre o Segs (Sistema de Excelência em Gestão Sindical ) , Assessoria Legislativa e Sindicatos. Nesta segunda etapa, o assessor legislativo da Fecomércio-PE, César Souza, ministrou palestra sobre o Processo Legislativo, esclarecendo todas as etapas desde a proposição do projeto de lei até a sanção da legislação.  No primeiro momento, os sindicatos receberam visitas da assessoria legislativa para entender a importância da participação no acompanhamento do processo legislativo e, sobretudo, da participação efetiva dos sindicatos no que tange a formação de pleitos e posicionamentos do segmento do comércio de bens, serviços e turismo.

 

Segundo o assessor legislativo da Fecomércio-PE, César Souza, o processo legislativo demanda várias etapas e é de extrema importância que os sindicatos se posicionem já no início da tramitação dos projetos de leis de interesse do seu segmento. “O trabalho da assessoria legislativa é acompanhar os projetos de leis, enviamos para os sindicatos os que são do interesse dos seus representados e é muito importante que os sindicatos se posicionem a favor ou contra. Com esse posicionamento poderemos ir até o deputado ou vereador responsável pelo Projeto de Lei para propor nossos posicionamentos”, explicou.

 

O ideal, de acordo com César Souza, é que essa intervenção seja feita ainda nos primeiros passos da tramitação das casas legislativas, por isso, a necessidade de que cada sindicato trabalhe em conjunto com a Fecomércio-PE para que os interesses dos segmentos sejam garantidos.

 

Durante o encontro os participantes ainda tiveram a oportunidade de conhecer o acompanhamento do processo legislativo da Renalegis (Rede Nacional de Assessorias Legislativas do Sistema CNC-Sesc-Senac) e puderam aprender também a fazer buscas e compreender cada etapa e sua função.