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Brasil é o número um em arrocho

O Banco Central aumentou esta semana a taxa de juros básicas da economia, passando de 12,25% para 12,75% ao ano. A medida recoloca o Brasil como o maior pagador de juros do mundo. Juros altos prejudicam a economia porque travam o acesso ao crédito. Indústrias produzem menos, comércio vende menos e o consumidor tem mais dificuldade de comprar via financiamentos.

 

Embora haja três países que paguem juros nominais bem acima desse patamar (dentre os 40 principais países do mercado de renda fixa do mundo), quando se desconta a taxa de inflação e se chega ao indicador de juros reais, o Brasil toma a dianteira da lista com uma taxa real de 5,28%, informa o site da consultoria Moneyou.

 

Argentina, Venezuela e Rússia – todos em graves crises políticas e de confiança – têm juros nominais acima do Brasil, 22,93%, 19,17% e 15,00%, respectivamente. Mas quando se desconta a inflação, bem mais altas do que a brasileira, por sinal, os juros pagos ficam negativos em 13,43% na Argentina, em 29,53% na Venezuela e zeram na Rússia.


Em termos reais, o Brasil está bem acima da China e da Índia, que são o segundo e terceiro colocados na lista, com juros reais de 3,18% e de 3,17% ao ano, respectivamente. Em quarto e quinto lugares, figuram Taiwan (1,47% ao ano) e Filipinas (0,97% ao ano). A taxa média de juros das 40 economias pesquisadas do ranking está negativa em 1% ao ano. Isso mostra também que o Brasil está na contramão do mundo. Os principais países vêm reduzindo suas taxas de juros para reativar a economia num momento de crise, enquanto o Brasil vem aumentando para tentar reduzir a inflação.

 

A medida brasileira tem o efeito colateral de reduzir a atividade econômica, justamente num período em que o cenário internacional exige uma reativação com a baixa dos juros. É o caso, inclusive, dos países de economia emergente, como a China e a Índia, que recentemente reduziram suas taxas de juros. A Rússia que no ano passado havia subido os juros para 17%, conseguiu reduzir para 15%.

 

Neste cenário, somente o Brasil e mais seis países apresentaram projeções de inflação mais forte, enquanto a maioria demonstrou forte queda devido ao preço internacional do barril do petróleo. “Somente um corte de 2 pontos percentuais (na taxa Selic) tira o Brasil da primeira colocação. Lembramos que o Ranking Mundial de Juros Reais é uma compilação matemática e estatística e os seus resultados tão somente exprimem a realidade da situação de política monetária e de inflação dos países nele expressos”, explica a consultoria.

 

Nos países onde os juros reais são negativos, significa dizer que o dinheiro aplicado gera rendimentos negativos, ou seja, quem aplica em renda fixa termina perdendo dinheiro. Além dos países em crise já citados, estão neste grupo economias fortes como a do Japão, que paga juros negativos reais de 1,38%. Ou seja, a intensão de governos como este é fazer com que as pessoas deixem de guardar dinheiro e apliquem a verba em consumo de forma a fazer a economia girar.

O ranking da Moneyou classifica os países conforme as taxas de juros nominais determinadas pelos respectivos bancos centrais e as projeções médias de inflação futura das respectivas autoridades monetárias e institutos de pesquisa econômica.

 

Fonte: Jornal do Commercio

 

 

Na 4ª alta seguida, juros sobem para 12,75% ao ano, maior nível em 6 anos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar nesta quarta-feira (4) os juros básicos da economia de 12,25% para 12,75% ao ano, uma alta de 0,50 ponto percentual. Foi o quarto aumento consecutivo da taxa Selic, que atingiu o maior patamar desde o início de 2009, quando estava em 13,75% ao ano, ou seja, em seis anos.

A decisão confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. Com uma taxa mais alta de juros, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo, atuando assim para segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.

Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: "avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés".

Cenário econômico
O novo aumento dos juros básicos da economia acontece em um momento complicado, com a economia ainda se ressentindo de um baixo nível de atividade, mas com a inflação fortemente pressionada pelo aumento de tarifas públicas, como energia elétrica e gasolina, e também pela disparada do dólar – que nesta quarta fechou em R$ 2,98, o maior patamar desde 1998.

De acordo com o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, o cenário atual é um dos mais desafiadores para a política econômica, pois combina ausência de crescimento com inflação em alta, que os economistas chamam de “estagflação”.

A alta do dólar pressiona os preços, pois os produtos e insumos importados ficam mais caros. Além disso, a inflação também sofre os efeitos dos reajustes dos chamados "preços administrados" (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros). Para a energia elétrica, o rejuste pode superar 40% neste ano.

“A depreciação do real acelerou-se desde a última reunião [do Copom em janeiro]. Além disso, o Banco Central pode reduzir sua intervenção no mercado de câmbio acelerando este processo. Outra razão para o aumento da Selic é que o BC deve combater os efeitos secundários dos choques de preços de hortifrutigranjeiros, bem como do aumento de combustíveis e energia elétrica”, avaliou o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP), Clemens Nunes.

Do lado da atividade econômica, analistas não descartam a possibilidade de o país entrar de novo em recessão, a exemplo do registrado no ano passado. A chamada recessão técnica se caracteriza por dois trimestres seguidos de contração do Produto Interno Bruto (PIB).

A expectativa da maior parte do mercado financeiro, realizada na semana passada pelo BC com mais de 100 analistas de bancos, é de que a economia brasileira tenha registrado crescimento zero em 2014 e de que tenha retração de 0,58% em 2015 – o que seria a maior queda em 25 anos.

Metas de inflação
Pelo sistema de metas de inflação vigente na economia brasileira, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, mas o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência, pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Nos últimos cinco anos, porém, a inflação ficou bem distante da meta central de 4,5%, e mais próxima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro. Em 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014, respectivamente, a inflação somou 5,91%, 6,50%, 5,84%, 5,91% e 6,41%.

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, informou, no fim do ano passado, que a inflação deve retomar a trajetória de convergência para a meta central "ao longo de 2015". Segundo ele, o "horizonte de convergência" com o qual o BC trabalha "se estende até o final de 2016".

O objetivo do BC, portanto, é entregar a inflação na meta central de 4,5% somente no ano que vem. Antes de retomar a trajetória de convergência para a meta durante 2015, a inflação acumulada em 12 meses tende a "permanecer elevada", informou ele em dezembro.

O mercado financeiro, porém, segue incrédulo. De acordo com estimativas coletadas pelo próprio Banco Central na semana passada, com mais de 100 instituições financeiras, a inflação deve somar 7,47% neste ano (bem acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro), 5,5% em 2016, 5,2% em 2017 e 5% em 2018 – não atingindo, portanto, a meta central de 4,5% até o fim do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Ajuste nas contas públicas
Os analistas avaliam que, embora as medidas econômicas anunciadas recentemente pelo governo sejam importantes para reequilibrar as contas públicas (após déficit inédito em 2014) e possibilitar um cenário de controle da inflação no futuro, com taxas de juros mais baixas, elas terão impacto de reduzir ainda mais o nível de atividade neste ano.

Entre as medidas anunciadas, estão aumento dos tributos sobre a gasolina e o diesel, sobre operações de crédito, cosméticos, automóveis e sobre a folha de pagamentos, além de limitação de benefícios sociais, como seguro-desemprego e abono salarial, e redução de gastos de custeio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com a Conta de Desenvolvimento Energético – o que resultará em um alta maior da energia elétrica.

O economista da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme, avaliou que o quadro econômico é "extremamente complexo". Em sua visão, não é possível concluir, até o momento, que as medidas possam "efetivamente ser contributivas à recuperação do país, já que os efeitos colaterais podem causar mais inflação, desemprego, perda de renda e consumo, conduzindo o país à recessão".

Fonte: G1

Mercado reduz pela 10ª vez seguida previsão de alta do PIB de 2014

ela décima semana seguida, os economistas do mercado financeiro reduziram as estimativas para o crescimento da economia brasileira este ano. A previsão, agora, é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 0,86% – na semana anterior, a alta prevista era de 0,9%. Para 2015, a previsão do mercado para a alta do PIB ficou estável, em 1,5%.

Os economistas também reduziram, na semana passada, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014. Os dados são do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, resultado de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

PIB e juros

Para conter a inflação, o BC subiu os juros entre abril do ano passado e maio deste ano, influenciando também o ritmo de atividade. Com taxas maiores, há redução do crédito e do dinheiro em circulação, assim como do número de pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços caiam ou parem de subir.

No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia do país cresceu 0,2% nos três primeiros meses de 2014, em relação ao quarto trimestre de 2013, com destaque para o bom desempenho da agropecuária.

A expansão do PIB do país previsto para 2014 pelo mercado financeiro, de 0,86%, continua abaixo do estimado no orçamento federal, de 1,8%, e também menor que a previsão divulgada pelo Banco Central no fim de junho, de alta de 1,6%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

Inflação
O mercado financeiro também previu menos inflação para este ano. Os economistas dos bancos reduziram de 6,41% para 6,39% sua previsão de 2014 para o IPCA – considerado a inflação oficial do país e calculado pelo IBGE. Foi a terceira queda seguida do indicador.

Com isso, o valor se distanciou um pouco mais do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação para o ano. A previsão chegou a ultrapassar o teto em abril, mas depois recuou. A boa safra agrícola no Brasil e em outros países tem ajudado a aliviar os preços.

Para 2015, a expectativa dos economistas dos bancos para o IPCA, porém, subiu de 6,21% para 6,24% – na terceira elevação consecutiva.

Pelo sistema que vigora atualmente no Brasil, a meta central tanto para 2014 quanto para 2015 é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros
A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira, por sua vez, foi mantida em 11% ao ano até o fechamento de 2014. Em julho, o BC manteve a taxa estável neste patamar pelo segundo encontro seguido do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o fim de 2015, a previsão dos analistas para o juro básico da economia permaneceu em 12% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 ficou estável em R$ 2,35 por dólar. Para o término de 2015, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 2,50 por dólar.

A projeção para o superávit da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2014 permaneceu em US$ 2 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 9,4 bilhões para US$ 8,5 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros ficou estável em US$ 55 bilhões.

Fonte: G1

 

 

Mesmo com possível recessão, juros devem subir ao maior nível em 6 anos

A possibilidade de o país entrar em recessão neste ano não deve impedir o Banco Central de continuar subindo os juros. A decisão sobre a taxa básica da economia brasileira será anunciada pela instituição na noite desta quarta-feira (4), após o término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).


A aposta da maior parte do mercado financeiro é de um novo aumento de 0,5 ponto percentual, o que elevaria a taxa Selic de 12,25% para 12,75% ao ano – o maior patamar desde janeiro de 2009, quando estava em 13,75% ao ano, ou seja, em seis anos.


Se confirmado, será o quarto aumento consecutivo nos juros básicos da economia, que estão avançando ininterruptamente desde outubro do ano passado. Com taxas mais altas, o Banco Central tenta controlar o crédito e o consumo e, assim, segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.

 

Possível recessão


Os economistas do mercado financeiro têm intensificado a aposta de que a economia brasileira poderá entrar novamente em recessão neste ano, a exemplo do ocorrido em 2014, quando a economia "encolheu" no 1º e 2º trimestres. A chamada recessão técnica se caracteriza por dois trimestres seguidos de contração do Produto Interno Bruto (PIB).

 

A expectativa da maior parte do mercado financeiro, realizada na semana passada pelo BC com mais de 100 analistas de bancos, é de que a economia brasileira tenha registrado crescimento zero em 2014 e que tenha retração de 0,58% em 2015 – o que seria a maior queda em 25 anos.

Os analistas avaliam que, embora as medidas econômicas anunciadas recentemente pelo governo sejam importantes para reequilibrar as contas públicas (após déficit inédito em 2014) e possibilitar um cenário de controle da inflação no futuro, com taxas de juros mais baixas, elas terão impacto de reduzir ainda mais o nível de atividade neste ano.


Entre as medidas anunciadas, estão aumento dos tributos sobre a gasolina e o diesel, sobre operações de crédito, cosméticos, automóveis e sobre a folha de pagamentos, além de limitação de benefícios sociais, como seguro-desemprego e abono salarial, e redução de gastos de custeio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com a Conta de Desenvolvimento Energético – o que resultará em um alta maior da energia elétrica.

O economista da NGO Corretora, Sidnei Moura Nehme, avaliou que o quadro econômico é "extremamente complexo". Em sua visão, não é possível concluir, até o momento, que as medidas possam "efetivamente ser contributivas à recuperação do país, já que os efeitos colaterais podem causar mais inflação, desemprego, perda de renda e consumo, conduzindo o país à recessão".

 

Ministro da Fazenda


Questionado, na semana passada, se as medidas não poderiam contribuir para jogar a economia brasileira na recessão, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a economia não vinha "desempenhando bem" com as medidas anteriores – de estímulo.

"Boa parte do que está sendo feito é voltar à uma normalidade. Voltar aos gastos de 2013, diminuir as desonerações que foram crescendo, crescendo não se sabe muito bem porque. Estamos voltando à condições normais para retomar o crescimento em bases sustentáveis", disse ele na ocasião.

 

Inflação não dá trégua

 

Ao mesmo tempo em que o país flerta com a recessão, o comportamento dos preços não dá trégua para os consumidores. Segundo analistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressionam fortemente os preços em 2015.

Em janeiro, a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), somou ficou em 1,24%. Essa foi a taxa mensal mais alta desde fevereiro de 2003, quando ficou em 1,57%. Em 12 meses até janeiro, o indicador acumula alta de 7,14% – a maior desde setembro de 2011, quando o índice atingiu 7,31%.

 

Para todo este ano, a expectativa dos economistas do mercado financeiro para o IPCA está 7,47%. Se confirmada, a taxa será a maior desde 2004, quando ficou em 7,6% – ou seja, em 11 anos.

 

Com isso, a estimativa do mercado segue acima do teto do sistema de metas do governo. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância

de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação ficou em 6,41%, o maior valor desde 2011.

De acordo com o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, o cenário atual é um dos mais desafiadores para a política econômica, pois combina ausência de crescimento com inflação em alta, que os economistas chamam de “estagflação”.

Segundo o professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP), Clemens Nunes, a alta do dólar, que chegou a atingir R$ 2,90 nesta terça-feira (3), e dos preços administrados preocupa.

 

“A depreciação do real acelerou-se desde a última reunião [do Copom em janeiro]. Além disso, o Banco Central pode reduzir sua intervenção no mercado de câmbio acelerando este processo. Outra razão para o aumento da Selic é que o BC deve combater os efeitos secundários dos choques de preços de hortifrutigranjeiros, bem como do aumento de combustíveis e energia elétrica. Uma vez que estes não foram dissipados”, avaliou Nunes.

 

Fonte: G1

 

 

Produção industrial avança 2% em janeiro, diz IBGE

A produção da indústria brasileira avançou 2% em janeiro na comparação com o mês anterior, após registrar perdas de 1,1% em novembro e de 3,2% em dezembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior alta registrada desde junho de 2013, quando ficou em 3,5%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, houve recuo de 3,5%, mantendo a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2%) e assinala o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010, quando foi de -4,8%. Já em relação a janeiro de 2014, a queda é de 5,2%.

Influências positivas e negativas
A expansão em relação a dezembro foi influenciada por duas das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 24 ramos pesquisados. O principal impacto positivo veio dos produtos alimentícios, que avançou 3,9%, eliminando parte da perda de 4,5% acumulada nos meses de novembro e dezembro. Outras contribuições positivas vieram das atividades de máquinas e equipamentos (7,6%), metalurgia (5,4%), indústrias extrativas (2,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9%). Já o pior desempenho veio de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,8%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (-4,8%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-5,8%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital assinalou a expansão mais acentuada em janeiro de 2015, ao avançar 9,1%, influenciada principalmente pela maior produção de caminhões, maior crescimento desde julho de 2014 (14,7%). O segmento de bens intermediários (0,7%) também mostrou taxa positiva após sequência de quedas desde setembro de 2014. Os setores produtores de bens de consumo duráveis (-1,4%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) registraram os resultados negativos em janeiro pelo quarto mês consecutivo, com redução de 8,2% e de 4,3%, respectivamente.

Comparação com 2014
Na comparação com janeiro de 2014, a queda de 5,2% alcançou as quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 60 dos 79 grupos e 65,6% dos 805 produtos pesquisados. De acordo com o IBGE, janeiro de 2015 teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior.

A atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias exerceu a maior influência negativa (-18,2%), pressionada pela redução na produção de aproximadamente 81% dos produtos investigados, especialmente automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, carrocerias para caminhões, reboques e semirreboques e autopeças. Outras contribuições negativas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-23,2%) e máquinas e equipamentos (-10,9%).

Entre as seis atividades que aumentaram a produção, o principal impacto veio das indústrias extrativas (10,4%), impulsionado pelos avanços em minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (-16,4%) e bens de consumo duráveis (-13,9%) tiveram as reduções mais acentuadas. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis e de bens intermediários também tiveram queda em relação ao mesmo mês de 2014, de 5,3% e 2,4%, respectivamente.

No caso dos bens de capital, a queda é o 11º resultado negativo consecutivo e o mais intenso desde junho de 2014 (-21,5%). Em relação a bens de consumo duráveis, também é a 11ª taxa negativa consecutiva no índice mensal e queda mais elevada desde agosto de 2014 (-16,1%).

Fonte: G1

Preço do imóvel tem menor alta desde 2010

O preço médio do metro quadrado dos apartamentos prontos, a maioria usados, anunciados para venda em 20 cidades brasileiras pesquisadas pelo índice FipeZap aumentou apenas 0,17% em fevereiro. Foi o menor avanço mensal do indicador, que começou a ser apurado em meados de 2010 para as 20 cidades.

Além de ser a menor taxa de variação registrada para todos os meses da pesquisa, o resultado ficou a baixo da inflação pelo segundo mês seguido. A inflação esperada para este mês, de acordo com as projeções feitas pelo mercado e captadas pelo boletim Focus do Banco Central (BC), é de 1,17%.

"Pelo segundo mês seguido, a variação do preço médio do metro quadrado acumulada em 12 meses perdeu para a inflação", ressalta o economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Bruno Oliva. Isso significa que a desaceleração dos preços dos imóveis é cada vez mais robusta e se trata de uma tendência, avalia.

No bimestre janeiro/ fevereiro, o preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados subiu 0,55% e a inflação acumulada no período foi de 2,32%, de acordo com as projeções do BC.

Outro fato inédito do desempenho de fevereiro foi que em todas as cidades pesquisadas a variação dos preços do metro quadrado dos imóveis perdeu para a inflação do período. Quase a metade das cidades pesquisadas tiveram queda nominal de preços. A maior retração ocorreu em Florianópolis (-1,27%), seguida por Vitória (-1,12%) e Niterói (-0,82%).

Para Oliva, a perspectiva é de que a queda de preços continue. "Eu não me espantaria se o ano fechasse com queda nominal de preços, na média." O economista diz que é "natural" que, de pois de um período de alta exuberante de preço, ocorra uma desaceleração.

Entre os motivos dessa forte desaceleração de preços dos imóveis o economista aponta o enfraquecimento do mercado de trabalho, o fato de os preços estarem em patamares já elevados e não caberem mais no orçamento das famílias. Além disso, as expectativas para o desempenho da economia neste ano e no próximo não são favoráveis, o que inibe o fechamento de negócios de compra e venda e breca a escalada das cotações.

Fonte: Estadão conteúdo

Concessionárias esperam queda de 10% na venda de carros neste ano

A Fenabrave apresentou nessa segunda (3), dados das vendas de automóveis no mês de fevereiro e elevou as estimativas de queda no setor para 2015. A previsão inicial, que era de 0,5%, agora é de 10%.

 

Segundo a entidade, este foi considerado o pior fevereiro do setor desde 2008, e registrou queda de 27%, em relação a janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração também foi de 27%.


O comércio de caminhões e ônibus também sofreu baixas: a variação negativa entre os dois primeiros meses do ano é de 28%. Se comparado ao mesmo período do ano passado, o desempenho caiu pela metade.


Também houve queda de 13% nas vendas de motocicletas sobre janeiro, e de 21% em relação a fevereiro de 2014.


Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, atribui o fraco desempenho do setor à economia "quase em coma" do Brasil. Além disso, as medidas de ajuste fiscal realizadas pelo governo, os juros altos e o alto endividamento das famílias, ajudam a rever para cima o índice.


Para tentar recuperar os bons indicadores registrados em anos anteriores com IPI zero, o setor automotivo espera que os bancos aumentem a concessão de crédito e aposta em ações de financiamento a juro zero.

 

As montadoras também apresentarão novidades neste ano -entre redesenhos e lançamentos, estão previstas pelo menos 15 estreias.

Há também a expectativa de um leve aumento das exportações, impulsionadas pelo câmbio e pelas vendas de equipamentos agrícolas para os EUA. No entanto, para o presidente da Fenabrave, bons resultados em 2015 dependem basicamente do desempenho econômico do país. "Se não tem crescimento, não tem PIB, a roda não gira", se queixa.

 

Fonte:Folhapress

Exportações caem em fevereiro e país tem deficit de US$ 2,84 bi

O Brasil voltou a registrar deficit expressivo no comércio exterior em fevereiro, devido à queda nas exportações, que continuam prejudicadas pelo preço baixo dos produtos básicos no mercado internacional

 

Em fevereiro, as importações superaram as vendas a outros países em US$ 2,84 bilhões. No ano, a balança comercial acumula deficit de US$ 6 bilhões. O resultado está pouco abaixo dos US$ 6,2 bilhões verificados no mesmo período do ano passado.

O governo mantém a previsão de fechar o ano com um resultado positivo, embora o ministério não tenha um número oficial. A última projeção do setor privado, levantada na pesquisa Focus do Banco Central, é de superavit de US$ 5 bilhões em 2015.

Em 2014, o país registrou o primeiro deficit (US$ 3,9 bilhões) desde 2000.

O diretor de Estatísticas e Apoio à Exportação do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que a queda das vendas se deve, principalmente, à redução de preço de produtos importantes para a balança comercial --processo que tem ocorrido em meio à desaceleração econômica de grandes consumidores, como a China.

Em muitos casos, as empresas vendem uma quantidade maior de produtos, mas recebem menos dólares.

No caso do minério de ferro, um dos principais produtos exportados, as vendas cresceram 10% em quantidade no bimestre, mas o preço caiu à metade. A venda de petróleo mais que dobrou, mas a cotação recuou quase 50%.

Outro problema é o adiamento nos embarques de soja, devido a atrasos na colheita por questões climáticas e de preços. As vendas recuaram 63% em volume, e os preços caíram 20%.

Entre os produtos mais elaborados, o destaque é a queda de 25% na quantidade de veículos vendidos, principalmente para a Argentina.

"A gente sabe que a soja vai ser exportada, tem safra recorde este ano. Em relação a preços, isso é determinante, mas ainda é cedo para rever as expectativas de termos superavit no ano", afirmou.

Houve queda na venda para este e para praticamente todos os principais parceiros comerciais do Brasil, como China e União Europeia.

A exceção são os EUA. As vendas para aquele país cresceram 2,4% no bimestre, puxadas pelas exportações de aviões brasileiros e café em grão para aquele país. O café, aliás, é um dos poucos produtos básicos com aumento de preços e de volume exportado pelo país.

Em relação à greve dos caminhoneiros, a média diária de exportações da última semana do mês de fevereiro foi inferior à média das duas primeiras semanas, mas praticamente igual à da terceira semana, o que mostra impacto reduzido da paralisação, segundo o governo.

 

Fonte: Folhapress

Comércio planeja demissões

Fatores como a inflação elevada e a desaceleração econômica impõem um cenário pouco promissor para o comércio nos próximos meses, o que repercute nas contratações dos profissionais temporários e resulta na diminuição das vagas. De acordo com a Sondagem do Comércio, feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o quesito de emprego previsto para os próximos três meses ficou pela primeira vez abaixo dos 100 pontos, o que aponta que as empresas pretendem reduzir o número de contratações.

 

Em março, o quesito de emprego ficou em 98,2, ou seja, a quantidade de comerciantes que planejam o corte de vagas é 1,8% superior ao número dos que planejam aumentar o número de pessoal. Essa desaceleração no setor começou ainda no ano passado, e já foi disseminada para outros segmentos, como o de materiais de construção e do setor de atacado. A recomposição das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) também contribuiu para esse enfraquecimento, principalmente os de bens duráveis. Ademais, a confiança do setor também sofreu a maior queda da história, despencando 8,8% no mês de fevereiro ante janeiro, nível que representa o piso da série.

 

JÁ COMEÇOU

 

De acordo com a Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Norte e Nordeste (Feconeste), o número de de desligamentos de temporários subiu quase 50% em janeiro, criando um quadro que preocupa não só pelo impacto negativo para o comércio varejista e para a economia do Estado, como também pela alta incidência de irregularidades nos processos de desligamento.

 

Nem todos os profissionais em regime temporário têm conhecimento, mas as obrigações das empresas contratantes estão todas previstas nas Leis 6019/74 e 7855/88, que tratam justamente do contrato de trabalho temporário para suprir necessidades transitórias de substituição de pessoal, ou para acréscimo extraordinário de serviços, como comumente ocorre em datas como o Natal e a Páscoa.

 

De acordo com a legislação, os trabalhadores temporários também têm direito a benefícios como repouso semanal remunerado, adicional por trabalho noturno, férias proporcionais ao tempo do contrato, mais 1/3 e proteção previdenciária.

 

Segundo o advogado da Feconeste, João Murinelli, as empresas que não cumprirem as determinações legais durante o processo de desligamento e de vigência do contrato temporário estão sujeitas a uma série de punições.

 

“Além de multa administrativa por descumprimento das determinações, a empresa em questão poderá ter o registro necessário para contratação temporária suspenso e até mesmo cancelado pelo Ministério do Trabalho”, afirma o advogado.

 

Fonte:Jornal do Commercio 

 

Mercado prevê Selic de 13% ao ano em 2015

Em semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), os investidores e analistas do mercado financeiro aumentaram a expectativa de fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia, para 2015. O mercado espera que a Selic chegue a 13% ao ano, o que implica aumento até o fim do ano de 0,75 ponto percentual em relação ao patamar atual, de 12,25%. A projeção anterior era que a taxa encerraria os doze meses em 12,75% ao ano.


A estimativa para a Selic está no boletim Focus, pesquisa feita com instituições bancárias e divulgada semanalmente pelo BC. O Copom se reúne amanhã (3) e quarta-feira (4) com o objetivo de definir a taxa básica para os próximos 45 dias. Os analistas do mercado também voltaram a elevar, hoje (2), a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 7,33% para 7,47%. O valor continua acima do teto da meta da equipe econômica para a inflação, que é 6,5%.

A previsão para os preços administrados, que são os regulados pelo governo, passou de 10,4% para 11%. Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos por um país), a projeção é que a economia tenha retração de 0,58% contra 0,5% anteriormente. No caso da produção industrial, é esperado recuo de 0,72%, contra 0,35% na semana passada.


A projeção de câmbio passou de R$ 2,90 para R$ 2,91. A estimativa da dívida líquida do setor saiu de 37,9% para 38,2% do PIB. A projeção do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, ficou em US$ 79,1 bilhões contra US$ 78,4 bilhões anteriormente. O saldo projetado para a balança comercial aumentou, passando de US$ 4,4 bilhões para US$ 5 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados permaneceram em US$ 60 bilhões.

 

Fonte: Agência Brasil