Fecomércio-PE

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Projeção de inflação em 2014 cai, mas segue acima da meta

Quatro matérias-primas industriais sem produção no Brasil pagarão menos imposto para entrar no país. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu temporariamente para 2% o Imposto de Importação sobre esses produtos, alegando desabastecimento no mercado interno.


O toner em pó, usado na remanufatura de cartuchos para impressoras e fotocopiadoras, teve o imposto reduzido de 14% para 2% por um ano. A compra com tarifa reduzida, no entanto, está limitada a 1,7 mil toneladas, divididas em uma cota de 850 toneladas, que vale de hoje (10) até 9 de junho de 2015, e outra de 850 toneladas, válida para as importações entre 10 de junho de 2015 e 9 de dezembro de 2015. O que ultrapassar esse volume pagará alíquota cheia.


As chapas e as tiras de alumínio com espessura superior a 0,2 milímetro tiveram alíquota reduzida de 12% para 2% a partir de 31 de janeiro de 2015. O benefício valerá por um ano, com cota de 2.937 toneladas. O produto é usado na fabricação de chapas quadradas ou retangulares, de bobinas, tubos e outros componentes de condensadores e de radiadores de veículos.


Usado na produção de cerâmicas, vidros, cristais e tijolos, o carbonato de bário teve o imposto reduzido de 10% para 2% pelos próximos 12 meses. A Camex também cortou, de 16% para 2%, a tarifa do polivinil butiral importado. O benefício valerá por seis meses, a partir de 1º de março de 2015, para uma cota de 5,818 toneladas. O insumo atua como adesivo entre duas superfícies de vidro, sendo usado na fabricação de vidros laminados.

 

Fonte: Valor Econômico 

'PIB mensal' da Serasa mostra estagnação em outubro

Embora a economia brasileira tenha saído oficialmente da recessão no terceiro trimestre, o quadro de estagnação parece não ter mudado, apontou o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal), que registrou avanço nulo (0,0%) no primeiro mês do 4º trimestre, com os ajustes sazonais.Em comparação com outubro de 2013, houve queda de 0,3% na atividade econômica. Com este resultado, o período de janeiro a outubro deste ano manteve a alta de apenas 0,2% frente ao mesmo período do ano passado.Pelo lado da oferta agregada, o mês de outubro foi marcado por recuos de 0,4% na atividade agropecuária e de 0,6% na atividade do setor industrial. Já o setor de serviços encerrou o mês com pequena elevação de 0,1%, perante o mês imediatamente anterior.

 

Pela ótica da demanda agregada, o consumo das famílias registrou alta modesta de 0,3% na abertura do 4º trimestre. Tal direção não foi compartilhada pelos outros componentes da demanda agregada, que caíram: o gasto do governo recuou 0,9%, os investimentos encolheram 1,1%, as exportações caíram 7,7% e as importações, 9,7%.

De acordo com a Serasa, a queda de 1,1%, os investimentos acumularam baixa de 7,9% nos 10 primeiros meses de 2014, sendo este o principal elemento a pesar negativamente sobre o crescimento da atividade econômica em 2014.

Segundo os economistas da Serasa Experian, as incertezas associadas à eleição presidencial, os patamares deprimidos dos índices de confiança tanto dos consumidores quanto dos empresários e as taxas de juros em elevação mantiveram a atividade econômica em estagnação no início do 4º trimestre deste ano.

Fonte: G1


GPA mantém em R$1,8 bilhão investimento em 2015, mas acelera abertura de lojas

Com o plano, o GPA segue buscando otimizar processos internos para continuar crescendo e ganhando participação de mercado em um ambiente mais desanimador para o varejo no geral, com aumento dos juros e inflação ainda em alta.

Nos nove primeiros meses do ano, a companhia viu a receita bruta da divisão alimentar subir 9,5 por cento sobre igual etapa de 2013, a 27 bilhões de reais. No mesmo período, as vendas nominais dos supermercados brasileiros avançaram em ritmo inferior, a 8,15 por cento.

PERSPECTIVAS

Após um resultado considerado acima das expectativas durante a Black Friday, com alta demanda por produtos como uísque, televisores e smartphones, Iabrudi afirmou que a companhia está aguardando o fechado de dezembro para analisar se houve ou não no período antecipação das compras relacionadas ao Natal.

"A gente está tomando cuidado para falar de final de ano ... Estamos no começo do mês e a gente acha que tem ressaca natural, como teve no ano passado. Quem comprou muito na Black Friday não compra tanto (na primeira semana de dezembro)", disse.

Para o início de 2015, a companhia implementará um projeto piloto envolvendo quatro lojas da Via Varejo, que opera as bandeiras Pontofrio e Casas Bahia, para oferta da possibilidade de compra online e retirada em lojas físicas. O modelo já foi adotado em fase piloto no Extra, que fechará o ano oferecendo-o em 100 lojas em São Paulo.

"Quando você faz um 'click and collect' ... 60 por cento dos clientes que vão retirar (o produto) não tinham ido à loja, e dos 60 por cento, 50 por cento acabam fazendo alguma compra (adicional)", disse Iabrudi.

"Então é muito bom para a Cnova (que opera os sites de e-commerce do grupo), mas é muito bom para o Extra, porque ele gera tráfego e acaba ensejando uma nova compra", finalizou.

 

Varejo puxa a captação dos fundos em 2014

Os fundos de investimento tiveram até novembro um ano agitado e de baixa captação, com vários eventos internos e externos aumentando a volatilidade dos mercados e mudando as expectativas dos investidores e dos gestores, afirma Carlos Massaru Takahashi, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).


Em entrevista sobre o mês de novembro, ele fez uma análise dos 11 meses deste ano e falou das expectativas para 2015, que deve começar com as novas regras para o setor de fundos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anuncia a nova versão da instrução 409 na semana que vem, dia 17. Hoje, o setor conta com 15 mil fundos e 11,2 milhões de investidores.


Varejo volta a ganhar espaço


O destaque deste ano foi o aumento da participação do varejo na captação total dos fundos. “O segmento de varejo captou R$ 31,8 bilhões este ano até outubro, ante uma saída de R$ 6,3 bilhões no mesmo período do ano passado”, diz Takahashi. Outro segmento também ligado ao varejo, o de previdência privada, também foi destaque, com R$ 15,1 bilhões de captação até outubro, afirma. O aumento da captação de varejo reflete o esforço dos bancos em atrair investidores para os fundos.

 

Crédito menor, mais fundos


O movimento buscou ampliar as receitas obtidas na prestação de serviços de gestão, em meio ao crescimento da clientela. Foi também uma forma de compensar a queda de ganhos nas carteiras de crédito, uma vez que os empréstimos ficaram mais seletivos diante da desaceleração da economia, que aumenta o risco das empresas e pessoas.


Assim, os bancos buscaram nas taxas de administração dos fundos uma alternativa de ganhos, explica o executivo. Uma situação bem diferente dos anos anteriores, quando, para bancar o grande crescimento do crédito, os bancos incentivaram a aplicação em CDB.



Pior captação desde 2008

Apesar de uma recuperação no fim deste ano, o volume captado no ano dos fundos em geral até novembro, de R$ 14,3 bilhões, é um dos piores desde a crise de 2008. “Desde 2009, os fundos vinham apresentando captação de mais R$ 61 bilhões por ano em média”, afirma.

A queda na captação no ano reflete a diminuição das aplicações de governos nos fundos poder público, que representam parte importante do mercado. Também as empresas tiveram um ano mais difícil, o que as fez recorrer mais aos recursos dos fundos.

 

Novos fundos soberanos

A expectativa de Takahashi é que esse aumento do setor de varejo continue em 2015. Além do crédito ainda seletivo, há uma série de medidas que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deve anunciar este ano ainda, entre elas a criação dos fundos soberanos, carteiras de renda fixa simplificadas que cobrarão menos do investidor e deve atrair mais pessoas físicas.


“Não vai ser de imediato, os bancos vão ter de se ajustar às novas regras dos fundos da nova versão da instrução 409, mas os investidores já devem começar a se beneficiar dos ganhos com a simplificação do setor de fundos”, diz.


Fundo conservador ganha espaço


Ele vê também uma tendência de maior volume de recursos para renda fixa em 2015, a exemplo de 2014, quando os fundos DI, mais conservadores, lideraram a captação, com R$ 49 bilhões. A incerteza com as eleições e os juros mais altos aumentaram a busca por aplicações mais seguras e com liquidez diária. “Neste ano assistimos a um refluxo do que aconteceu em 2013, e mais eventos importantes como a Copa do Mundo e a eleição presidencial, com algumas surpresas, e isso trouxe um movimento especulativo bastante intenso, que favoreceu a recuperação da bolsa no curto prazo”, diz. Ele cita algumas diferenças em relação ao ano passado, como a alta do dólar, que em 2013 começou no primeiro trimestre e, neste ano, se concentrou no segundo semestre.


A revanche das NTN-B e dos renda fixa índices

Outro movimento importante este ano foi o dos papéis corrigidos pela inflação, as NTN-B do governo. No ano passado, esses papéis tiveram fortes perdas por conta do início da alta das taxas de juros desses papéis, acompanhando os juros da economia em geral. Os índices que acompanham esses papéis, o IMA-B e o IMA Geral, refletiram essa queda e as perdas no ano passado e também sua forte recuperação neste ano, quando as taxas passaram a cair.


E isso garantiu um retorno elevado para fundos que aplicam nesses papéis, os fundos renda fixa índices, e em menor medida, os fundos renda fixa tradicionais. “O ganho não chega ao dos fundos renda fixa índice de 2012, mas já os torna o fundo com maior rentabilidade neste ano”, diz.



Previdência privada recupera perdas



Parte dessa recuperação dos fundos de índice ajudou os de previdência privada, afirma Takahashi. Esses fundos sofreram em 2013 pois foram obrigados a alongar suas aplicações por ordem do governo em 2012 e foram pegos no contrapé pela alta dos juros. Neste ano, com os juros da NTN-B caindo, os fundos de previdência voltaram a ter rendimentos expressivos.


Fundos de ações fracos


Já os fundos de ações sofreram em 2013 com os problemas do Grupo X, de Eike Batista. Neste ano, esses fundos tiveram seu desempenho afetado pela queda nos preços das commodities e pelo baixo crescimento do país. “Mas as eleições trouxeram um movimento especulativo que fez o Índice Bovespa se recuperar, zerando as perdas de muitos fundos de ações”, observa Takahashi.


Até novembro, alguns fundos indexados ao Ibovespa ou ao IBrX tiveram rentabilidade positiva, assim como fundos de dividendos. São carteiras que sofreram com o impacto de setores que se beneficiaram da pauta eleitoral. Mas esse ganho, segundo o vice-presidente da Anbima, não pode ser visto como um retorno por conta dos fundamentos das empresas, e sim apenas como um movimento especulativo pontual.


Tendências para 2015

Para 2015, a tendência, olhando a alta dos juros, que ainda está em andamento, e a expectativa com as novas medidas a serem anunciadas pela nova equipe econômica, os fundos de renda fixa devem continua liderando a preferência dos investidores, diz Takahashi. “São fundos atrelados ao juro e que, além de conservadores, oferecerem uma liquidez interessante”, diz.


O crescimento do varejo também é positivo para o setor de fundos, lembra o executivo, uma vez que a pulverização dos investidores reduz o risco de grandes resgates, como ocorre com os grandes investidores institucionais.


Concorrência de LCI e LCA



Ele observa que alguns setores como o de alta renda e private banking ainda têm a concorrência dos títulos emitidos pelos bancos isentos de imposto, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Esses papéis têm vantagens tributárias e garantias maiores que os fundos, que não contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).


“Mas além das variáveis macroeconômicas, 2015 deve ser um ano de arrumação do setor de fundos, pela revisão da instrução 409”, diz.

 

Fonte: Exame

Magazine Luiza diz que demanda no Nordeste é "outro mundo"

A diretora presidente da varejista Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, disse nesta quarta-feira que a companhia vê o Nordeste como região de importância ímpar, com muitos clientes impulsionando a demanda do varejo ao comprarem eletrodomésticos pela primeira vez.


"Temos ido para interior do Nordeste ... e é outro mundo", afirmou a executiva em encontro com investidores realizado em São Paulo, exemplificando que se no país 54 por cento das famílias têm máquina de lavar, no Nordeste essa taxa é de 24 por cento.


Segundo o diretor-superintendente da companhia, Marcelo Silva, uma boa parcela das lojas da companhia na região ainda está em fase de maturação, e que, por isso, o Magazine vê espaço para melhoria de performance nessas unidades.

 

Fonte: Reuters

FGV vê inflação no varejo seguir pressionada, mas espera IGP-M abaixo de 4%

A aceleração do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) na primeira prévia de dezembro foi causada principalmente pelos preços no varejo, avaliou o superintendente adjunto de inflação da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Passagens aéreas, gasolina, tarifas de energia elétrica e alimentos in natura pressionaram a inflação no início do último mês do ano, tendência que deve persistir até o fim do ano. Apesar disso, o IGP-M deve fechar 2014 com um resultado mais benigno do que no ano passado, abaixo dos 4%.

"Energia e gasolina devem continuar repercutindo nos grupos Habitação e Transportes. Então, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) não deve desacelerar muito. Além disso, é possível que Alimentação dê uma pequena acelerada, enquanto as passagens aéreas tendem a repetir a alta", disse Quadros.

Na primeira prévia de dezembro, as hortaliças e legumes, influenciadas pelo clima, ficaram 4,62% mais caras, enquanto as carnes bovinas avançaram 3,31%. "Não diria que esses itens vão entrar em desaceleração imediatamente, pois a matéria-prima está em desaceleração muito discreta", afirmou o superintendente. Além disso, subiram a tarifa de energia elétrica (2,27%), por conta do reajuste no Rio de Janeiro, a gasolina (2,31%), em função do reajuste de 3% no combustível nas refinarias desde 7 de novembro, e passagens aéreas (20,34%).

Com isso, o IGP-M subiu 0,63% na prévia anunciada nesta terça-feira, 9, ante 0,51% em igual medição de novembro. O ganho só não foi maior porque o atacado acelerou pouco, de 0,65% para 0,71%. "O IPA está em desaceleração e deve chegar no fim do mês com índice menor do que em novembro", citou Quadros. Soja, bovinos e suínos subiram menos do que no mês passado, notou. "O efeito do choque que houve já está cedendo."

Apesar disso, os efeitos das altas continuam se transmitindo para derivados. A carne bovina no frigorífico ficou 5,36% mais cara. Rações e o farelo da soja também subiram de preço no atacado.

"Não se repetirá outro IGP-M de 1%. Não tem razão para isso. A composição do índice mostra que ele está perdendo força", disse Quadros, em referência ao resultado do IGP-M de novembro (0,98%). O superintendente ainda comentou que o indicador tem grandes chances de fechar o ano abaixo de 4%. Até a primeira prévia de dezembro, o resultado acumulado é de 3,69%. "A situação é extremamente favorável para que feche o ano abaixo de 4%."


Fonte: Estadao Conteudo

Mudanças para micro e pequenas empresas teriam impacto de R$ 4 bilhões

O ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, entregou nesta terça-feira (9) à Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa propostas para tornar mais suave a cobrança de impostos das empresas enquadradas no Simples Nacional. O estudo sugere a criação de uma "rampa de transição" para a cobrança de impostos à medida que o faturamento dessas empresas cresce. A renúncia fiscal do projeto é calculada em R$ 3,94 bilhões.

 

"Vocês sabem que falar de renúncia fiscal esse ano é palavrão, no momento em que estão fazendo o aperto fiscal", disse Afif. Segundo o ministro, não há tempo hábil para aprovar o projeto ainda este ano. De toda forma, as regras passariam a valer só a partir de 2016. O estudo foi feito pela FGV, com a participação do futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na condição de consultor da instituição. O governo encomendou o estudo em agosto, quando a lei que universaliza o Simples foi sancionada pela presidente Dilma. O estudo ainda depende de análise do Ministério da Fazenda. Afif disse já ter enviado o estudo ao futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

 

FATURAMENTO - De acordo com o estudo, o sistema passaria a funcionar da seguinte maneira: se a empresa passar de uma faixa de cobrança de impostos à outra, pois seu faturamento cresceu e extrapolou o enquadramento em que se encontrava, a nova alíquota seria aplicada somente sobre o valor que ultrapassou o teto anterior, e não sobre o faturamento total.

 

O estudo reduz de 20 para 7 as faixas de cobrança dentro do Simples e eleva o teto de faturamento das empresas que podem integrar o regime.

Atualmente, empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões se enquadram no Simples. O modelo proposto eleva esse teto para R$ 7,2 milhões. Acima desse teto, elas passam para o sistema de lucro presumido.

 

INDÚSTRIA - Para a indústria, a proposta é de criar teto diferenciado de R$ 14,4 milhões, e para indústria exportadora, um teto de R$ 28,8 milhões.

O Simples Nacional, além de unificar o recolhimento de impostos, reduz, em média, a carga tributária das micro e pequenas empresas em 40%.

Segundo Afif, atualmente, quando uma empresa passa do Simples Nacional para o regime de lucro presumido, há um aumento brusco de 54% na carga tributária das empresas do setor de comércio, de 40% no ramo da indústria e de 35% no setor de serviços.

No governo, há resistência à proposta por dois motivos -não há espaço no orçamento para mais essa renúncia fiscal e alguns técnicos não acham boa a ideia de diferenciar o teto de enquadramento para a indústria.

 

Afif defende que a renúncia fiscal seria anulada pela formalização de empresas. Para compensar a renúncia de quase R$ 4 bilhões, o estudo projeta um crescimento no faturamento do comércio de 4,7%, da indústria, de 4,3%, e de serviços, de 2,9%. "Não é uma meta impossível", defendeu.

 

Fonte: Folhapress

Pesquisa indica que 53,6% dos brasileiros pretendem presentear alguém no Natal

Pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e pelo Instituto Ipsos com mil consumidores de todo o país apurou que 53,6% dos entrevistados pretendem  presentear alguém no próximo Natal. No mesmo período  de 2013, o percentual era maior: 54,9%.

 

A partir da pesquisa, as instituições estimam que 77,6 milhões de brasileiros irão às compras no comércio, no Natal, o que deverá injetar na economia brasileira em torno de R$ 22,6 bilhões, informou o economista Christian Travassos, da Fecomércio-RJ. O gasto por pessoa deve ficar em torno de R$ 290,61, acima da média histórica de R$ 282,31. No entanto, o valor é 4,48% menor do que a média observada em 2013 (R$ 304,26).

 

“É um movimento que a gente está vendo agora às vésperas do Natal que é análogo ao que tem ocorrido no varejo, ao longo do ano. É um consumidor mais seletivo, que enfrentou o aumento dos juros, uma inflação resistente, uma confiança relativamente em baixa. Então, você tem um cenário para o varejo no Natal que é condizente  com a realidade de economia morna”, avaliou Travassos.

 

O economista lembrou que, ainda assim, o varejo tem se destacado em comparação com a economia como um todo. “O Natal é uma data importante e vai movimentar um volume de recursos e de produtos bastante significativo. E em um ambiente de economia morna, isso se torna mais relevante.”

 

Segundo Christian Travassos, os empresários vão apostar no Natal para que o movimento possa compensar o desempenho modesto da atividade no ano. Ele observou, entretanto, que o ano foi morno na atividade, sob o impacto da produção industrial e não pelo comércio em si. “Porque tem um monte de brasileiro comprando no exterior e  importando pela internet. O problema, no Brasil, não está no comércio, está na produção”, reforçou.

 

O pagamento à vista, em dinheiro, foi apontado por 86,2% dos consultados como a forma a ser mais utilizada, o que sinaliza, segundo a Fecomércio-RJ, que o brasileiro não quer entrar em 2015 com dívidas. Travassos salientou, ainda, que embora tenha ocorrido uma redução no gasto por pessoa para os presentes no Natal, não houve alteração nos últimos quatro anos no produto preferido no país, que são roupas e acessórios, apontados por 42,9% dos pesquisados.

 

Lojas de rua têm a preferência dos brasileiros para as compras natalinas, com 75,8% das respostas, seguidas de shopping centers (35,5%) e supermercados (6,3%).

 

Fonte: Ne10 

 

 

 

Serasa: inadimplência cai em novembro comparada a outubro

A inadimplência do consumidor caiu 1,2% em novembro ante outubro, segundo levantamento divulgado hoje (9) pela empresa de consultoria Serasa Experian. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 10,9%. No acumulado de janeiro a novembro deste ano ante o mesmo período de 2013, o índice fechou com elevação de 5,6%.

 

Segundo os economistas da Serasa, a alta da inadimplência em novembro deste ano, em relação ao mesmo mês do ano passado, decorre das maiores dificuldades do consumidor em pagar as suas contas em dia, tendo em vista os aumentos sucessivos das taxas de juros ao longo desse período e o enfraquecimento gradual do mercado de trabalho, com queda do nível de emprego em alguns setores, especialmente o industrial.

 

Por outro lado, o recuo da inadimplência em novembro, em relação ao mês de outubro, é explicado pela menor quantidade de dias úteis, 20 e 23, respectivamente, causando impacto principalmente no número de cheques devolvidos, pela segunda vez, por insuficiência de fundos.

 

O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 12,9% de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período de 2013. O valor médio dos cheques sem fundos e títulos protestados também teve crescimento de 6,3% e 0,8%, respectivamente. O valor médio da inadimplência com os bancos caiu 3,7%.

 

Fonte: NE10

Desemprego ficou em 6,8% no terceiro trimestre, diz IBGE

A taxa de desemprego ficou em 6,8% no terceiro trimestre, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a mesma registrada no trimestre anterior, e ficou pouco abaixo da registrada no 3º trimestre do ano passado, de 6,9%.

O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O novo indicador mostra um desemprego maior que o calculado pela PME, que fechou o terceiro trimestre em 4,93%.

“O número que subiu de população ocupada (0,2%) e o número que caiu da população desocupada (-0,9%) não foi suficiente para movimentar a taxa (de desemprego)”, explicou Cimar Azevedo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Atraso na pesquisa
A previsão do IBGE era que os dados completos da pesquisa – como dados de renda, além da desocupação – fossem divulgados a partir de 6 de janeiro. No entanto, segundo Azeredo, a data não está confirmada, e será avisada posteriormente. Isso porque a divulgação atual atrasou cerca de um mês por conta da greve dos servidores, que durou 77 dias.

Tipo de trabalho
De acordo com a pesquisa, a população ocupada era composta por 69,8% de empregados, 4,1% de empregadores, 23,3% de trabalhadores por conta própria e 2,8% de trabalhadores familiares auxiliares. "Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente", aponta o IBGE.

Carteira assinada
No 3º trimestre de 2014, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, segundo o IBGE. O percentual mostra avanço de 1,5 ponto percentual em relação ao 3º trimestre de 2013.

Entre os trabalhadores domésticos, 32% tinham carteira assinada – no mesmo trimestre de 2013, essa fatia era de 29,9%. Já os militares e servidores estatutários correspondiam a 68,2% dos empregados do setor público.

Apesar do avanço em relação ao 3º trimestre de 2013, houve redução no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado frente ao trimestre anterior, de 227 mil.  “A série histórica começou no primeiro trimestre de 2012 e é a primeira vez que cai [emprego com carteira assinada] num trimestre em relação ao trimestre anterior”, diz o coordenador do IBGE

Na Região Sudeste, esse número caiu 192 mil. “Ou seja, 84% dos postos que caíram tem origem na Região Sudeste. (...) Então, mostra que essa queda foi mais acentuada na região sudeste”, disse Cimar. Ele, no entanto, afirmou que “não consegue ter explicação completa porque não consegue identificar em que setor que está caindo, diferente da PME. O que acontece aqui, carteira assinada está caindo, e o emprego sem carteira também retraiu. Então, para onde foram essas pessoas? Você vê que o emprego por conta própria está subindo”, apontou Cimar como uma possibilidade.

Trabalho por conta própria
Para explicar o crescimento de trabalhadores por conta própria, Cimar afirmou que precisa ter acesso às variações do grupamento e do rendimento da população para onde essa população migrou.

“Está havendo corrente de empreendedorismo forte. O que precisa se avaliar quando os dados ficarem prontos, tendo dados completo, perceber que o rendimento do contra própria está subindo e CPNJ está aumentando. Chamar isso de piora do mercado de trabalho, é fazer avaliação equivocada do cenário. Hoje nós não temos essa avaliação para fazer”, disse.

“No curto prazo, o contingente de carteira de trabalho caiu. No ano, temos um avanço de um milhão de postos de trabalho no ano. O que precisa completar é ‘como está o rendimento desse cara?’. No ano, o trabalhador por conta própria subiu 2,5% e com carteira assinada subiu 2,9%.

Mulheres e homens
A taxa de desocupação é superior para as mulheres: entre elas, o desemprego ficou em 8,2%, enquanto entre os homens ficou em 5,7%. O desemprego feminino é maior na região Nordeste, onde ficou em 10,1% (ante 7,5% para os homens). Já a menor taxa foi registrada na região Sul, de 5,3%, ante 3,4% para os homens.

Jovens
O desemprego entre jovens de 18 a 24 anos foi estimado em 15,3%, acima da média geral. Este comportamento foi verificado em todas as cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou entre 10,2% no Sul e 19,1% no Nordeste. Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade este indicador no país foi de 6,4% e 3,4%, respectivamente.

Ocupação
As regiões Centro-Oeste (61,6%) e a Sul (61,1%) foram as que apresentaram os maiores níveis da ocupação (percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar) e a região Nordeste, o menor (51,9%). O indicador foi estimado em 68,3% para os homens e 46,3% para as mulheres. A ocupação é maior entre os grupos com nível de instrução maior: cerca de um terço (31,9%) das pessoas sem nenhuma instrução estava trabalhando. Já entre aqueles com curso superior completo, o nível da ocupação chegou a 79,7%.

Fora da força de trabalho
De julho a setembro, 39,1% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da força de trabalho – ou seja, aquelas que não estavam ocupadas nem desocupadas (procurando trabalho) na semana de referência da pesquisa.

A região Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas fora da força de trabalho (43,2%), e as regiões Centro-Oeste (34,9%) e Sul (36,2%), os menores.

As mulheres eram maioria nessa população: 66,3% no 3º trimestre de 2014. Cerca de um terço (34,4%) da população fora da força de trabalho era idosa (com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade eram 29,1% e os adultos (25 a 59 anos) eram 36,5%.

A respeito dos jovens, o coordenador do IBGE afirmou que podem ser pessoas “que podem estar estudando”.

PME X Pnad
Segundo o IBGE, a diferença dos resultados da Pnad  e da PME, que mostrou uma taxa menor de desemprego, os indicadores não são comparáveis. Os dois indicadores têm diferenças em abrangência, processo, metodologia de amostra e definição de indicadores. "A Pnad Contínua está melhor ajustada às recomendações internacionais do que a PME e a Pnad”, explicou, no mês passado, Cimar Azevedo, da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Enquanto a PME pesquisa a cada mês a situação do mercado de trabalho em seis regiões metropolitanas (Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador), a Pnad Contínua mostra o cenário do emprego a cada três meses em 3.500 municípios de todas as regiões do país, incluindo áreas rurais, em um total de 211.344 domicílios visitados.

Já Pnad (anual, a antiga) pesquisa por ano 1.100 municípios, com 147.203 entrevistas. Ela apresenta as características demográficas e socioeconômicas da população (sexo, idade, educação, trabalho e rendimento, e características dos domicílios). Com a ampliação da pesquisa sobre emprego para as áreas rurais, segundo o instituto, a Pnad Contínua vai oferecer resultados inéditos.

Fonte: G1