Fecomércio-PE

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Caruaru cresce, mas construtoras estão cautelosas

Por Emídia Felipe

 

Os indícios de que Caruaru cresce mais do que o Recife estão na contagem populacional: enquanto a “capital do Agreste” atraiu 8,7% mais moradores entre 2010 e 2014, na capital oficial esse percentual foi de 4,6%. Dentro do próprio mercado da construção há diversos exemplos de pessoas que se mudaram permanentemente, como a engenheira da Moura Dubeux Marília Soares, 24 anos; e o corretor de imóveis Fabiano Carvalho, 40, diretor da imobiliária que leva seu nome. Há ainda casos como o do sócio-diretor da Maxplural, Júlio Souza, 43, que passa a maior parte da semana em Caruaru.

O que ocorre com eles se repete em diversos segmentos consolidados ou emergentes. Pautada principalmente pela indústria e comércio têxtil, a economia caruaruense também cresceu através dos serviços. Há menos de 10 anos, havia só dois cursos de ensino superior. Hoje, são mais de 34, sem contar os tecnólogos, os técnicos e as pós-graduações. O comércio fora das confecções avança pelos dois shoppings que a cidade já tem. Outro indicador que se houve muito entre os empresários é o do cafezinho: há cinco anos, era praticamente impossível achar um café expresso na cidade; hoje, 17 cafeterias oferecem o produto. Fatores que levaram o Produto Interno Bruto da cidade crescer 5% em 2014, acima das médias estadual e nacional.

 

CAUTELA - Os empresários da construção civil se mostram confiantes na continudade do desenvolvimento econômico de Caruaru, mas olham para 2015 com cautela quando se fala especificamente de mercado imobiliário. Diretor da CP Construções, uma das maiores empresas da área no Agreste, Cláuston Pacas diz que os sinais de arrefecimento começaram em 2014, por isso sua empresa não fez lançamentos no ano passado e tem planos de colocar no mercado só um empreendimento este ano – mesmo assim, em Tamandaré (Litoral Sul do Estado). “O mercado está muito travado. Por isso estamos focando em nichos de mercado e sempre baseados em pesquisas”, diz o empresário.

João Bezerra, que, além da fazer parte da Acic também é um dos sócios da Bezerra Engenharia, fundada há 28 anos. Para ele, o crescimento demográfico vai sustentar a produção, porém mais voltado para habitações populares. Ele acredita que haverá menos lançamentos em 2015 na cidade. “O ânimo daqui e da capital é o mesmo, de precaução”.

Presidente da Brapor, José Castro compara os mercados de Recife e Caruaru e diz que, se por um lado a pressão dos preços é menor na cidade do Agreste, por outro a capacidade de absorção é menor do que no Recife. “Não temos dúvida de que a demanda continua, mas se não houver cuidado por parte das construtoras, poderá se tornar difícil a absorção de novas unidades”, analisa. 

Por outro lado, há vozes mais otimistas. Fabiano Carvalho, que foi do Recife para Caruaru há quatro anos, assegura que 2014 foi um ano de ótimos resultados, com avanço de 15% nos seus negócios. “Aqui há muita coisa crescendo, como nas áreas médica e jurídica”, diz o corretor, que tem pelo menos quatro lançamentos para trabalhar no mercado caruaruense nos próximos dois meses.

 

Fonte: Jornal do Commercio 

Mercado imobiliário de Caruaru tenta equilibrar crescimento

Por Emídia Felipe

 

Das raízes na Fazenda Caruru, no século 17, até se tornar referência de negócios no interior de Pernambuco, Caruaru viu muita coisa acontecer sobre suas terras. Nos últimos cinco anos, porém, o desenvolvimento da cidade se acelerou: a oferta de muitos dos confortos das grandes cidades aumentou vertiginosamente, do café expresso ao curso de ensino superior. Mas quando se chega ao município, o que primeiro salta aos olhos é a grande quantidade de edifícios, reflexo direto da demanda por novas moradias, tanto por parte de moradores quanto de forasteiros.

 

Além da paisagem, como se vê no alto desta página, o desenvolvimento do mercado imobiliário caruaruense pode ser constatado nos números (veja infográfico). Somente os financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal para compra de imóveis na cidade movimentaram R$ 100,5 milhões no ano passado, referentes a 1.179 moradias, 48,6% a mais do que ano anterior. Considerando apenas residências que usaram crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – ou seja, foram vendidas por mais de R$ 650 mil –, o avanço na quantidade de unidades foi de 71,6%.

 

O perfil encontrado na estrutura é semelhante ao que se vê no Recife, com apartamentos a partir de 55 metros quadrados. De acordo com as empresas ouvidas pelo JC, há demanda de investidores, mas a maior parte é vendida para o consumidor que vai usar a unidade para morar, permanentemente ou temporariamente – por morar em outra cidade e só trabalhar ou estudar em Caruaru.

 

Essas informações não consideram as habitações enquadradas no Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Contudo, de acordo com a Prefeitura de Caruaru, nos últimos dois anos foram mais de duas mil unidades enquadradas no programa nas faixas comerciais (vendidas no mercado imobiliário como quaisquer outras) e estão em construção mais 3.800 casas na faixa 1, de habitação social, em que o valor é praticamente todo subsiado pelo governo. Outro dado do executivo municipal é que, fora os 80 prédios em construção, há pelo menos mais 30 na fase de análise de projetos.

 

A Prefeitura se diz atenta a esse movimento e, este ano, vai fazer a segunda revisão em seu Plano Diretor, criado em 1977. Hoje os gabaritos da cidade variam entre 3 e 4,5 – o que signifca que, numa área de mil m², é possível ter entre três e 4,5 mil m² de área construída. Hoje, se encontram edifícios de mais de 30 andares na cidade.

 

EMPRESAS - Pelos cálculos do presidente da Câmara de Construção Civil da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), João Bezerra, cerca de 20 empresas se instalaram em Caruaru nos últimos cinco anos para trabalhar na área da construção civil. Entre elas está a Brapor, construtora de origem portuguesa que começou a investigar Caruaru ao mesmo tempo em que chegou no Recife, em 2007. Naquela época, o mercado imobiliário caruaruense ainda era dominado pelo regime do condomínio fechado, em que o empreendimento é vendido para um grupo de investidores que tem que pagar a construtora até a entrega das unidades. Atualmente, a incorporação tem uma presença muito forte. Somente a Brapor já entregou ou está para entregar 1.054 unidades, com previsão de lançar mais 285 este ano.

Marcas já consolidadas no Recife também garantiram seu espaço entre os caruaruenses. A Moura Dubeux implantou na cidade não apenas um projeto residencial de 360 apartamentos, o Cosmopolitan Shopping Park, mas também lançou no ano passado o primeiro flat com operação hoteleira na cidade, da linha Beach Class, a mesma que usa no Recife. A Maxplural está em seu segundo empreendimento: o Alto Indianópolis deverá ser lançado oficialmente em fevereiro, com 320 apartamentos em 10 torres e preços a partir de R$ 215 mil.

 

 Fonte: Jornal do Commercio

Mercado prevê crescimento perto de zero e inflação acima de 7% em 2015

O ano de 2015 vai ser difícil, segundo a expectativa do mercado financeiro. De acordo com pesquisa conduzida pelo Banco Central na semana passada com mais de 100 economistas de instituições financeiras, o crescimento da economia deve ser próximo de zero neste ano; e a inflação deve superar a barreira dos 7%.

 

A expectativa do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que estava em 6,99% na semana retrasada, subiu para 7,01% na última semana. Foi a quinta alta seguida na estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2015. Se confirmada, a taxa de 7,01% será a maior desde 2004, quando ficou em 7,6%, ou seja, a mais alta em 11 anos.

Com isso, a estimativa do mercado para o IPCA de 2015 segue acima do teto do sistema de metas. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação somou 6,41%, o maior valor desde 2011.

O relatório do BC, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras, mostra que houve estabilidade na estimativa de inflação para 2016: a previsão para a taxa permaneceu 5,6%.

Cenário para a inflação em 2015
Mesmo com o baixo nível de atividade e com a queda dos preços das "commodities" (produtos básicos com cotação internacional), fatores que atuam para conter a inflação, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) continuam pressionando os preços. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

O governo, para reorganizar as contas públicas, informou que não fará mais repasses para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) neste ano, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com isso, a alta da energia elétrica neste ano pode chegar a até 40% em 2015.

Ao mesmo tempo, também anunciou o aumento da tributação sobre os combustíveis, o que pode gerar um aumento de mais de 8% na gasolina e de 6,5% no diesel nas próximas semanas. Com isso, os chamados "preços administrados", segundo o próprio Banco Central, devem subir pelo menos 9,3% em 2015, o maior aumento desde 2004 - quando avançaram 9,77%. O peso dos preços administrados no IPCA é de cerca de 25%.

PIB zero
Ao mesmo tempo em que elevaram sua estimativa de inflação para cerca de 7% neste ano, os economistas do mercado financeiro também reduziram sua previsão para o crescimento da economia brasileira em 2015.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015, os economistas baixaram a estimativa de alta de 0,13% para 0,03% na última semana – na quinta queda consecutiva. Para 2016, a estimativa de expansão da economia caiu de 1,54% para 1,50% de alta na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

No fim de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o PIB cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior. De janeiro a setembro, a economia teve expansão de 0,2% frente ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado em quatro trimestres até setembro, a alta foi de 0,7%.

Na semana retrasada, durante encontro reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que espera um PIB "flat" (próximo de zero) neste ano. Ele anunciou, nas últimas semanas, aumentos de tributos e medidas para conter gastos públicos com o objetivo de resgatar a confiança na economia brasileira.

Taxa de juros
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou para 12,25% ao ano na semana retrasada, a expectativa do mercado é de 12,5% ao ano no fim de 2015 – o que pressupõe um novo aumento na taxa Selic. Para o término de 2016, a previsão do mercado é de que juros somem 11,5% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 2,80 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 2,90 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 4,5 bilhões para US$ 5 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 10 bilhões para US$ 10,5 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil recuou de US$ 60 bilhões para US$ 59,2 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável em US$ 60 bilhões.

Fonte: G1


TV- CNC Desafios da economia em 2015

Reverter o baixo crescimento, ampliar o volume de investimentos, especialmente na infraestrutura, melhorar a produtividade e vencer a burocracia são alguns dos desafios do País em 2015, segundo o Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. A TV CNC ouviu o consultor Econômico da Confederação, Ernane Galvêas, o vice-presidente da Fundação Getulio Vargas, Sérgio Quintella e o consultor da Presidência da CNC Bernardo Cabral, membros do Conselho, sobre esses desafios.

 

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Índice de Confiança do Comércio fecha janeiro no menor nível da série

Confirmando tendência que já vinha se delineando desde o final do ano passado, o Índice de Confiança do Comércio iniciou o ano registrando em janeiro queda de 1,5%, em relação a dezembro, atingindo 107,3 pontos, o menor nível da série iniciada em março de 2010.

 

Os dados constam da Sondagem Conjuntural do Setor de Comércio divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Medido em médias móveis trimestrais, o índice também recuou entre dezembro e janeiro (variação de -1,3%), resultado que também é o menor patamar da série histórica. Para calcular uma média móvel trimestral, no final de cada mês, somam-se as vendas dos últimos três meses e divide-se por três.


Para o superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da Ibre/FGV, Aloisio Campelo Jr.,  apesar da queda o Comércio avalia o nível da demanda do setor um pouco mais favoravelmente. “Após um final de ano muito fraco, o comércio avalia sim o nível de demanda de forma um pouco mais favorável em janeiro, na série livre de influências sazonais. Esse movimento foi, no entanto, mais que compensado pela piora das expectativas do setor em relação aos meses seguintes, levando a confiança do comércio ao nível mais baixo da série iniciada em março de 2010.”


O Índice da Situação Atual (ISA-COM) evoluiu favoravelmente, ao subir 11,2% em relação a dezembro, alcançando 89,3 pontos em janeiro. Já o recuo de 8,9% do Índice de Expectativas (IE-Com), chegando ao mínimo histórico de 125,2 pontos, revela, segundo o economista, “desânimo dos empresários do setor em relação aos próximos meses”.


Na avaliação do Ibre/FGV, a evolução desfavorável do IE-Com decorreu da queda dos dois quesitos que o compõem: o indicador que mede o grau de otimismo com as vendas nos três meses seguintes, que caiu 9,7% sobre o mês anterior e chegou ao menor valor da série (127,5 pontos), e o indicador que mede o otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes, que recuou 8,2%, registrando o mínimo histórico em 122,8 pontos.

A edição de janeiro de 2015 coletou informações em 1.208 empresas entre os dias 5 e 27 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem do Comércio ocorrerá em 26 de fevereiro de 2015.

 

Fonte: Agência Brasil 

 

Confiança do Setor de Serviços chega ao menor nível em janeiro, mostra FGV Tweet

A confiança do setor de serviços começou o ano de 2015 com recuo, divulgou hoje (30) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV). Em relação a dezembro do ano passado, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 2%.A queda fez o indicador baixar de 101,1 para 99,1 pontos, o menor patamar desde junho de 2008, quando o índice começou a ser calculado.

 

A retração do índice foi composta por quedas em oito das 12 atividades pesquisadas, impactadas pela piora na avaliação sobre os meses seguintes. O Índice de Expectativas, que mede essa perspectiva, caiu 6,6% em janeiro, depois de ter apresentado alta de 0,6% em dezembro. A piora nas expectativas se refletiu tanto no índice que mede a tendência de negócios, que caiu 6,8%, quanto a que mede a demanda prevista, que teve redução de 6,4%. O número de empresas que espera a piora na situação econômica aumentou de 8,9% para 14,1%, enquanto a que prevê melhora, diminuiu de 34,1% para 30,8%.

 

Na divulgação do índice, o consultor da FGV Silvio Sales avalia que a percepção do setor sobre os meses seguintes medidas no ICS foi impactada negativamente pela inflação e pelo contexto de política monetária mais restritiva.

 

Na contramão, o Índice da Situação Atual começou 2015 com um aumento maior que o do final do ano passado.  O indicador variou de 2,5% em dezembro para 5,5% em janeiro. Apesar disso, o patamar em que o índice se encontra, de 82,5 pontos, é inferior ao que foi registrado no início de 2009.

A percepção sobre a situação atual dos negócios teve aumento de 2% em janeiro, enquanto o volume de demanda atual teve expansão de 9,7%. A proporção de empresas que avalia o nível de demanda atual como forte, praticamente dobrou de 5,9% para 11,4%. A parcela que o classifica como fraco caiu de 33,9% para 32,4%.

 

Fonte: Agência Brasil

Menos famílias endividadas e inadimplentes em janeiro

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que em janeiro o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros alcançou 57,5%, o que representa uma queda de 1,8 ponto percentual em relação aos 59,3% observados em dezembro de 2014 e de 5,9 pontos percentuais em relação aos 63,4% de janeiro do ano passado.

Acompanhando a queda do percentual de famílias endividadas, o índice de famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu na comparação mensal, de 18,5% para 17,8% do total. Também houve queda no percentual de famílias inadimplentes em relação a janeiro de 2014, quando esse indicador alcançou 19,5% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes apresentou alta apenas na comparação mensal, recuando em relação ao mesmo período do ano anterior e alcançando 6,4% em janeiro de 2015, ante 5,8% em dezembro de 2014 e 6,5% em janeiro de 2014.

“O percentual de famílias com dívidas recuou em janeiro de 2015, alcançando o menor patamar desde junho de 2012. Esse resultado acompanhou a tendência observada no último trimestre de 2014, quando a cautela do consumidor em relação ao consumo, as taxas de juros mais elevadas e os recursos extras recebidos com o 13º salário levaram à redução não apenas do endividamento, mas também dos indicadores de inadimplência”, explica Marianne Hanson, economista da CNC. Segundo ela, a diminuição do número de famílias com contas ou dívidas, tanto na comparação mensal quanto em relação ao mesmo período do ano anterior, reflete a moderação do crescimento do crédito para as famílias e o perfil mais favorável de endividamento, concentrando-se em modalidades de risco mais baixo e prazos mais longos, o que melhorou a percepção das famílias em relação ao seu endividamento e manteve a inadimplência em patamares baixos.

Acesse a análise completa, os gráficos e a série histórica da Peic

Fonte: CNC

Região Metropolitana do Recife fecha 2014 com menos desemprego

Apesar de 2014 ter sido economicamente difícil para o País, a taxa de desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) recuou de 13% para 12,4%. Em números absolutos, foram criados 15 mil postos de trabalho, quantia que permitiu o ingresso de 10 mil pessoas no mercado de trabalho. A redução de 0,6 ponto percentual retoma a trajetória descendente iniciada em 2004 e interrompida em 2013. Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na RMR e foram divulgados ontem.

“Alguns analistas achavam que os indicadores seriam negativos, mas eu desconfiava, pois as taxas mensais de janeiro a junho mostravam um desempenho melhor do que as do ano anterior (2013). Além disso, era esperado um desempenho ainda melhor no segundo semestre, devido ao comportamento da indústria e do comércio, algo que se confirmou”, afirma o coordenador geral da PED/RMR, Jairo Santiago.


Os setores citados por Santiago foram os que mais contribuíram para a formação de postos de trabalho na RMR. A indústria de transformação empregou 15 mil pessoas e o comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, 10 mil. O destaque negativo ficou com a construção, que variou negativamente e fechou 5 mil vagas. “Já era esperado, porque muitas obras foram iniciadas há cinco anos e os empregados e empregadores sabiam que elas teriam prazo de validade”, explicou Santiago.

Nos dados do mês de dezembro, em comparação com novembro do ano passado, a PED também constatou variação positiva: naquele período, a taxa de desemprego recuou de 12,4% para 12,1%.


“Em dezembro, o contingente de desempregados foi estimado em 227 mil pessoas, 3 mil a menos em relação ao mês anterior”, aponta a pesquisa.

O levantamento da PED/RMR é realizado pela Secretaria de Trabalho, Qualificação e Emprego (STQE) e pela Agência Condepe/Fidem em parceria com a Fundação Seade e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Fonte: JcOnline

Faturamento do setor de franquias brasileiro cresce 7,7% em 2014

A indústria de franquias nacional cresceu 7,7% no ano passado em termos de faturamento, atingindo R$ 127 bilhões, informou hoje (28) a Associação Brasileira de Franchising (ABF).


Segundo a presidenta da entidade, Cristina Franco, apesar do fraco desempenho da economia, o setor registrou expansão de 8,8% no número de marcas em operação no país (2.942 redes, no ano passado, contra 2.703 marcas no final de 2013) e aumento de 9,6% no total de unidades franqueadas, que atingiram 125.378, em 2014. A estimativa é que o setor gere cerca de 1,2 milhão de empregos diretos.


“O franchising tem, na essência, o contínuo treinamento, o acompanhamento de indicadores de desempenho e tem, tanto na ponta como na gestão do negócio, empresários empreendedores, cada um desempenhando seu papel. Para que seja um ciclo virtuoso, é preciso estar o tempo todo amolando o machado, ou seja, treinando, capacitando o time, acompanhando os indicadores", disse Cristina. Ela destacou que, em um momento de crise, esse tipo de atuação e a essência da indústria falaram mais forte, por causa do foco na conquista de resultados. Cristina enfatizou que, em períodos de crise, esse canal de distribuição do varejo, que é a franquia, tem mais êxito, porque luta mais pela conquista do consumidor final.


A ABF iniciará agora uma avaliação dos segmentos de franchising e os resultados deverão ser divulgados após o carnaval. Para Cristina Franco, o momento agora BF, é de consolidação das franquias que têm investimentos até R$ 80 mil, as chamadas microfranquias, para as quais a perspectiva é de crescimento "até mais expressivo".

Ela ressaltou que há também uma taxa de falência maior, que não pode ser desprezada, e que, como na atuação da microfranquia, há muito varejo de serviço, o que aumenta a capacidade de crescimento do faturamento desse segmento.


No último trimestre de 2014, a receita do franchising brasileiro aumentou 12,8% em comparação com a do trimestre anterior, alcançando quase R$ 36,40 bilhões. Em relação ao último trimestre de 2013, houve incremento de 4,9%.


Para este ano, o foco é a produtividade de cada ponto de venda. Cristina lembrou que o Brasil não é um país de economia linear, que há bolsões de crescimento. “Onde há pujança, há varejo e, em consequência, possibilidade de crescimento do franchising”, afirmou. Ela destacou o potencial de ampliação dos negócios do setor para o interior brasileiro. Nos Estados Unidos, por exemplo, há 850 mil unidades franqueadas e, no Japão, mais de 400 mil.


“Há possibilidade de se ter esse varejo estruturado pelo franchising permeando todo o interior do país e, principalmente, onde há centros regionais ou polos econômicos de consumo.” A projeção da ABF para este ano é de expansão do faturamento entre 7,5% e 9%. A estimativa considera um cenário ainda de fraca economia no Brasil, em que os juros altos impedem o crédito e a abertura de novos pontos de venda. Os indicadores, contudo, sinalizam que haverá retomada econômica após “esse momento difícil da economia”.


Cristina destacou, ainda, que o desenvolvimento das crises hídrica e de energia elétrica, que poderão impactar no varejo como um todo, poderá levar a uma revisão da estimativa de expansão mais à frente. Uma reunião para analisar o comportamento do setor varejista está programada para o mês de abril.

 

Fonte: Agência Brasil

Mercado de transporte aéreo no Brasil cresceu 5,7% em 2014

As companhias aéreas Avianca, Azul, Gol e TAM transportaram 101,5 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais em 2014. O resultado representa alta de 5,7% em relação a 2013. Os dados foram divulgados hoje (28) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

O número, no entanto, mostra queda no ritmo anual de expansão, que foi 6,5% em 2013 e havia ficado próximo de 7% em 2012. “A redução do ritmo de crescimento anual merece atenção, mas o resultado positivo comprova que continuamos com massificação do avião possibilitada pela liberdade tarifária”, disse, em nota, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.


Foram 95,1 milhões de passageiros transportados nos voos domésticos e 6,4 milhões nos internacionais. A ocupação dos assentos ficou em torno de 80%. Quanto às reclamações de passageiros que enfrentaram problemas nos aeroportos e nos voos, a Abear argumentou que as companhias operaram com pontualidade acima de 92%, mas reconheceu que houve falhas.

“Na média, transportamos quase 280 mil pessoas por dia. São aproximadamente 200 por minuto, todos os minutos do dia, todos os dias do ano. Ainda que estejamos dentro de níveis de excelência internacional, estamos sempre estatisticamente expostos a falhas, que lamentamos e resolvemos”, destaca a nota da empresa.

Em termos de participação no mercado doméstico, a TAM fechou o ano, mais uma vez, como líder, obtendo uma parcela de 38,41%. A Gol respondeu por uma fatia de 36,4%, a Azul teve 16,77% de participação e a Avianca, de 8,43%.


A TAM também foi a empresa líder em participação no mercado internacional, com 84,48%, seguida pela Gol, que fechou a temporada com uma parcela de 14,92%. A Azul, com 0,57%, e Avianca, com 0,02%, fecham a relação das empresas brasileiras com operações internacionais.

 

Fonte: Agência Brasil