Fecomércio-PE

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2014 foi decepcionante para crescimento, diz Banco Mundial

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim

 

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim: "foi outro ano decepcionante"

 

Cairns - O presidente do Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim, disse nesta sexta-feira na Austrália que este ano foi "decepcionante" quanto ao crescimento econômico, mas "não desastroso", e se mostrou preocupado pela incerteza geral na Europa, Japão e Brasil.

"Foi outro ano decepcionante. Em algum momento nossas projeções de crescimento eram de 3,2% em nível global e agora são de 2,7%", comentou Jim Yong Kim em um debate em Sydney prévio à reunião de ministros de Economia e governadores dos bancos centrais que começa no sábado na cidade australiana de Cairns.

Jim destacou a melhora na economia americana, que registra um crescimento contínuo de seus indicadores, mas por outro lado disse que "a Europa ainda preocupa muito", apesar de parecer que os países do sul do continente se estabilizaram.

"Acho que há preocupações em torno da deflação e há muita incerteza, em parte devido à crise na Ucrânia e Rússia", apontou Jim, que acrescentou que se piorar as tensões, "seu impacto poderá ser muito maior".

Com relação ao Japão, o presidente do BM assinalou que o governo fez grandes esforços para encaminhar o país no caminho do crescimento mediante suas três iniciativas econômicas, embora pôs em dúvida a eficácia da implementação da última.

"Não temos certeza de que a terceira seja chave e que o crescimento do Japão leve ao que todos esperavam. Ainda há muitas incertezas", contou o chefe da citada entidade internacional.

Por outro lado, Jim indicou que muitos países de renda média apresentam incertezas, ao mencionar a desaceleração da economia do Brasil, e por sua vez pediu aos líderes da China, que cresce de forma estável em 7,5%, a se concentrar nas reformas.

Jim defendeu a atuação combinada de crescimento econômico e criação do emprego, particularmente entre as mulheres e os marginalizados como uma fórmula para derrotar a pobreza.

Neste contexto, o especialista lembrou que o BM tem como objetivo acabar com a extrema pobreza para o ano 2030, um objetivo que precisa para se alcançar "a prosperidade compartilhada" e o aumento dos ingressos de 40% da população mais desavantajada dos países em vias de desenvolvimento.

O presidente do BM participará neste fim de semana em Cairns, no nordeste australiano, da reunião realizada pelos ministros de Economia e os governadores dos bancos centrais dos países- membros do G20 e convidados, preparatória da cúpula do grupo em novembro, também na Austrália.

O G20 se comprometeu em fevereiro a impulsionar o crescimento mundial em 2% acima das previsões até 2018, mas as previsões de crescimento puseram dúvidas sobre o cumprimento deste objetivo.

Fonte: Exame.com


Decisão do Supremo sobre Protocolo 21 beneficia consumidor

 Por unanimidade dos ministros presentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional o Protocolo ICMS 21/2011, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em sessão realizada ontem, 17 de setembro. Para especialistas da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC), a decisão beneficia o consumidor e o comércio como um todo.

 

O Protocolo exigia, nas operações comerciais interestaduais ditas não presenciais (via internet ou telemarketing, por exemplo), que o tributo fosse repartido entre o estado do vendedor e aquele onde estivesse localizado o comprador. Os ministros entenderam que a norma viola o que preceitua o artigo 155 (parágrafo 2º, inciso VII, alínea b) da Constituição Federal, segundo o qual o recolhimento do ICMS se dará exclusivamente no estado onde se localiza o vendedor, no caso de transações diretas entre o comprador (pessoa física) e o vendedor (pessoa jurídica) localizados em diferentes unidades da federação. A Corte julgou em conjunto as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4628 e 4713 – a primeira ajuizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) e a segunda pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Fernando Mello, advogado da CNC responsável pela ADI 4628, explica que, como as regras básicas do ICMS estão na Constituição, somente por emenda ao seu texto elas poderiam ser modificadas, e não pelo Protocolo.

 

“A medida atingia o consumidor, elevava o preço dos produtos e prejudicava o comércio interestadual. A decisão do STF sobre o Protocolo inegavelmente configura-se uma vitória de toda a sociedade contra tentativas de alteração do texto constitucional”, destaca o advogado. O relator das ADIs foi o ministro Luiz Fux, e a inconstitucionalidade passa a valer a partir da data em que foi concedida a medida cautelar na ADI da CNC. Em seu voto, Fux frisou existir inconstitucionalidade material, uma vez que o protocolo gera uma forma de autotutela das receitas do imposto, tema que não pode ser tratado por esse tipo de norma.

 

Além disso, o ministro afirmou que, ao determinar que se assegure parte do imposto para o estado de destino, o protocolo instituiu uma modalidade de substituição tributária sem previsão legal. Luiz Almeida, economista da Confederação, aponta que o Protocolo 21 preconizava a repartição do imposto, mas na prática, face às medidas judiciais e administrativas dos estados e das empresas, muitas vezes ocorria a sobretaxação do produto vendido. “Além disso, por conta de manobras administrativas/fiscais que ocorriam nos estados de destino – retendo mercadorias nas divisas estaduais – os prazos de entrega eram, amiúde, descumpridos, motivando litígios entre compradores e vendedores”, observa.

Tributação da indústria têxtil no Agreste é tema de Fórum em Caruaru

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muito além do agendamento da redução de gastos, um bom planejamento tributário ajuda a propor atitudes que auxiliam as empresas a diminuírem o valor dos tributos e a subtrair os riscos relacionados a possíveis autuações fiscais. A fim de esclarecer a legislação tributária, o Sistema Fecomércio-PE, por meio do Instituto Fecomércio-PE, e  Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC), promove o I Fórum Empresarial de Tributação do Polo de Confecção de Caruaru. O evento, na próxima quinta (09/10),  das 18h às 22h, no Teatro Difusora, na Capital do Agreste, abordará as principais vantagens competitivas das leis.

 

 

De acordo com dados do estudo econômico do arranjo produtivo local do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco 2012, realizado pelo Sebrae-PE, o Polo, que abrange as cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, registrou na última década um aumento de oito mil novos empreendimentos ligados ao setor têxtil, cerca de 100 mil empregos e produz 900 milhões de peças por ano. Além de uma expansão territorial do negócio, que agora conta com participação de dez novos municípios da região, localizados no semiárido.

 

Proporcional ao crescimento desse setor, o Estado reforça a fiscalização nas empresas desse segmento. Diante do bom cenário, é preciso que os empresários estejam aptos gerencialmente, juridicamente e tecnicamente. Para auxiliar os gestores locais, essas questões serão debatidas no Fórum, para que se possam alcançar melhores resultados econômicos em seus empreendimentos.


A iniciativa conta com o apoio do Sebrae, CDL Caruaru, Shopping Radio Difusora, Governo do Estado, Sindiloja Caruaru. As inscrições custam R$ 40 para associados ACIC e R$ 60 para não associados, e podem ser feitas pelo telefone (81) 3721-2725 ou pelo e-mail  atendimento@acic-caruaru.com.br.

 

 

 Programação

 

18h- 18h30 - Credenciamento/ Open coffee

 

18h30 às 19h - Abertura com Josias Albuquerque, presidente da Fecomércio-PE

                              Representante da ACIC

 

19h- 19h30 - Palestra Temática

 

Formalização X Tributação: Como usar para alcançar melhores resultados econômicos

 

Maria Eduarda Simões (advogada com atuação nas áreas consultiva e contenciosa do Direito Tributário, Comércio Exterior e Tributação Internacional)

 

 

19h40- 20h10 - Palestra Temática

 

Legislação Tributária a favor da MPE. Principais benefícios para o APL de vestuário - 

Leonardo Pernambuco (auditor da Secretaria da Fazenda do Estado de PE)

 

 

20h10 - 20h30 Palestra Temática

 

A Secretaria da Micro e Pequena Empresa e sua contribuição para o segmento

 

Osíris Caldas ( secretário da SEMPE)

 

20h30 às 22h - Encaminhamento de perguntas aos palestrantes

 

22h Encerramento

Instituições de ensino marcam presença em estandes

Várias instituições estão presentes no Salão do Conhecimento. O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac trouxe para seu espaço, localizado na frente do Teatro Guararapes, material informativo com as ações e projetos desenvolvidos em todo o Estado para dar suporte aos empresários e profissionais do comércio e atividades realizadas nas áreas de educação, cultura e lazer. Ainda estão participando no salão, o Serviço de Apoio às Micro e Pequena Empresas de Pernambuco (Sebrae), a Escola de Referência em Ensino Médio Silva Jardim o Núcleo de Apoio à Criança com Criança (NACC). O Erem Silva Jardim, que fica em Casa Forte, no Recife, apresenta trabalhos de robótica desenvolvidos pelos alunos. No estande da Faculdade Senac, os interessados poderão ter acesso à grade de curso de graduação, pós-graduação e especialização oferecidos pela instituição.

Professores americanos participam do Congresso Internacional de Tecnologia na Educação

O trio de professores norte-americanos Kelci Reyes-Brannon, Alexander Knoblock e Kelsey Adkins participam pela primeira vez do Congresso Internacional de Tecnologia na Educação, promovido pelo Sistema Fecomércio/Senac/Sesc-PE. Os jovens instrutores do Programa Inglês sem Fronteiras, ensinam a língua nas Universidades Federais de Santa Catarina e Minas Gerais.

 

Kelsey explica que os três tomaram conhecimento do Congresso por meio das redes sociais e se apressaram para garantir a inscrição. “É muito bom ter a oportunidade de conhecer a realidade dos professores brasileiros por meio de um evento tão legal e que reúne tanta gente da área”, comenta.

 

Antes de morar em Florianopólis, a professora de 25 anos havia realizado intercâmbio em Salvador. O grupo, que se conheceu no Brasil e se reencontra no XII Congresso Internacional de Tecnologia no Brasil, fica no País até o próximo ano.

Terceirização: uma discussão oportuna

Por Antonio Oliveira Santos

Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

O processo produtivo se caracteriza por ser um sistema em rede, no qual cada empresa contribui com uma parcela de valor agregado – que são os insumos da produção – formando um todo, que é o produto final. Qualquer empresa, por mais simples que seja, consome uma certa quantidade de serviços, que são produzidos por outras empresas. É um processo produtivo que valoriza a especialização e propicia o aumento da produtividade.

A terceirização no setor produtivo representa um exemplo concreto do real benefício decorrente da especialização. Nessa área, pode-se tornar como caso emblemático de sucesso a prestação dos serviços de limpeza, onde são evidentes os ganhos de produtividades decorrentes da especialização, tanto para a empresa contratante como para a empresa contratada. O mesmo se verifica na área dos serviços de segurança. Merece destaque, nesse particular, o caso dos bancos que contratam, dentro das normas legais de terceirização, os serviços de segurança para suas agências e seus clientes.

Os opositores à terceirização de serviços consideram que isso representa uma precarização do trabalho e, em suas propostas de regulação, reivindicam que aos trabalhadores da empresa contratada sejam pagos salários iguais aos da empresa contratante, além da extensão de todos os demais benefícios, tais como gratificações, assistência médica, auxílio-refeição, vale-transporte, etc.

Regida pela Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a terceirização ainda provoca muitas questões e disputas judiciais, que prejudicam tanto trabalhadores quanto empresários. O ponto é que a Súmula reconheceu a legalidade da terceirização na atividade-meio das empresas, para que estas pudessem concentrar seus recursos e energias no exercício de sua atividade-fim. No entanto, a nomenclatura “atividade-meio” e “atividade-fim” gera conflitos que acabam no judiciário.

A discussão é oportuna quando estamos diante de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a identificação do que representa a atividade-fim de um empreendimento, do ponto de vista da possibilidade da terceirização. A corte vai julgar o Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 713.211, no qual a Celulose Nipo Brasileira S/A (Cenibra) questiona decisão da Justiça do Trabalho em que foi condenada a se abster de contratar terceiros para sua atividade-fim. O STF reconheceu a repercussão geral do tema e entendeu que, do julgamento desse caso, passará a referendar os demais julgamentos no País sobre essa questão.

Movidas pelo momento crucial que esta decisão representa, em encontro recente, as principais Confederações do País, entre elas a CNC, CNI e Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) se reuniram, para debater as implicâncias econômicas e jurídicas da terceirização no Brasil no seminário Terceirização e o STF: O que esperar? Em seu discurso, o ex-ministro do STF, Carlos Velloso, defendeu que, sob o ponto de vista jurídico, a questão não foi versada com o cuidado que o tema exigiria e que é preciso levar ao conhecimento geral e ao STF a importância que a terceirização tem para as diversas atividades econômicas no Brasil.

A terceirização significa uma forma de criar empregos, além de ser um mecanismo moderno de gestão empresarial, com aumento da produtividade e redução dos custos de produção, utilizando serviços e trabalho especializados, sem significar redução de salários ou menor uso de mão de obra. Pelo contrário, como é fácil perceber, a especialização do trabalho, através da prática da terceirização, vai, obviamente, produzir maior criação de empregos e proporcionar melhores níveis de salário para os trabalhadores especializados.

Os que fazem forte oposição à regulamentação da terceirização carecem de informação sobre o tema. O Ministério Público do Trabalho (MPT) argumenta que a terceirização precariza as condições de trabalho e viola o princípio da dignidade da pessoa humana. A entidade prega o desaparecimento de uma atividade essencialmente terceirizada, como oscall centers. Enfraquecer esse tipo de prestador de serviços, isso sim, é violar o princípio da dignidade da pessoa humana, com a subtração de 1,1 milhão de empregos.

Em breve será votado o Projeto de Lei nº 4.330/2004, de autoria do deputado Sandro Mabel, que deve ser entendido como mais uma forma de defesa e de proteção dos direitos trabalhistas e não o contrário. O referido PL nº 4.330 visa garantir aos 12 milhões de trabalhadores terceirizados os mesmos direitos previsto na CLT, como 13º salário, férias remuneradas, adicional de férias, descanso semanal remunerado, hora extra com 50% de acréscimo, entre outros.

O PL nº 4.330 contém 19 artigos de proteção ao trabalhador e outros dois artigos de proteção ao empresário. Ele determina, por exemplo, que os terceirizados sejam tratados como funcionários regulares, no que se refere ao acesso a refeitório, a eventuais serviços de transporte e a serviço médico interno da empresa que contrata a prestadora de serviço.

Sobre a questão da “responsabilidade subsidiária”, o Projeto de Lei, nos artigos 14 e 15, define que as empresas contratantes precisam fiscalizar, mensalmente, a comprovação do pagamento de obrigações como salários, horas extras, 13º salário, entre outros. Permite, também, à empresa contratante reter o pagamento da contratada no caso de não pagamento das obrigações dos funcionários.

O principal motivo de discórdia entre os parlamentares é o artigo 4° do PL nº 4.330, que afirma que o contrato de terceirização pode ser relacionado a qualquer parte da atividade da empresa contratante, mesmo na atividade-fim. A discussão na Câmara dos Deputados visa definir quais atividades exatamente podem ou não ser terceirizadas, com o objetivo de sanar essa questão e aprovar o Projeto de Lei.

Ponto que vai ao encontro da próxima decisão do STF e da segurança jurídica que as partes que contratam a terceirização precisam.

Atividade fraca no Brasil contamina expectativas para 2015

Marcos Issa/Bloomberg

Economia brasileira: moeda de um real

 

Economia: visão majoritária é de que a elevação nos preços não vai ceder até o fim de 2015

 

 A forte desaceleração da economia brasileira neste ano surpreendeu economistas e vem contaminando ainda mais as expectativas de crescimento para 2015, mas a perspectiva de aumento ainda maior dos preços administrados evitará que o crescimento lento se traduza em menos inflação.

Ao contrário, a visão majoritária agora é de que a elevação nos preços não vai ceder até o fim de 2015. Esse cenário mais frágil, segundo analistas consultados pela Reuters, vai tornar a vida do próximo governo ainda mais dura, obrigando-o a adotar medidas dolorosas.

"Ninguém esperava que a atividade desacelerasse tanto. À medida que os dados vão mostrando essa piora, os modelos de previsão vão incorporando e jogando a deterioração para frente", explicou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima.

Esse movimento é claro nas estimativas de economistas compiladas pelo relatório Focus, do Banco Central. As projeções medianas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014 e 2015 começaram o ano em 2 e 2,5 por cento, respectivamente, e foram caminhando gradualmente para baixo.

Na última leitura, os números passaram a 0,33 e 1,04 por cento.

O pessimismo vem das sucessivas decepções com o ritmo da atividade neste ano. No segundo trimestre, a economia brasileira encolheu 0,6 por cento, entrando em recessão técnica pela primeira vez desde a crise de 2008/09.

No caso da inflação oficial, as expectativas também estão longe de serem otimistas. No início do ano, economistas esperavam que o IPCA desacelerasse de 5,96 por cento em 2014 para 5,5 por cento no ano que vem.

No começo de maio passado, a projeção para este ano chegou a superar o teto da meta do governo --de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais--, passando a perder força, enquanto a previsão para 2015 acelerou o passo.

Agora, economistas esperam que o IPCA fique em 6,29 por cento tanto neste ano quanto no próximo.

Ou seja, o quadro é de inflação elevada e sem arrefecimento no médio prazo, mesmo após o recente ciclo de aperto monetário, que levou a taxa básica de juros a 11 por cento ao ano.

"Há uma tendência de melhora da inflação quando se olha para a influência da atividade, mas esse ajuste dos administrados dificulta bastante que isso se concretize", disse o economista-chefe da consultoria LCA, Bráulio Borges.

Segundo as últimas estimativas do Focus, a inflação dos preços monitorados deve ficar em 7 por cento no ano que vem, a maior em dez anos se concretizada.

Neste ano, ela deve ir a 5,10 por cento. Agentes econômicos contam com fortes reajustes de tarifa de energia elétrica e nos preços da gasolina após as eleições de outubro.

Consumo e investimento

Analistas atribuem o crescimento fraco da economia brasileira ao esgotamento do modelo de crescimento baseado no consumo e não no investimento.

Segundo eles, embora já tenham sido adotadas algumas medidas que poderiam ajudar a reverter a situação --como as concessões de infraestrutura--, elas vieram tarde demais para evitar que a economia sofra em 2014 e 2015.

O impacto da Copa do Mundo no Brasil sobre os indicadores econômicos tem se mostrado mais negativo do que esperavam os economistas.

Os últimos indicadores relativos a junho e julho, principalmente aqueles relacionados ao varejo e à indústria, têm mostrado que o Mundial mais atrapalhou do que ajudou, pelo menos durante o período.

As expectativas dos economistas para a produção industrial também têm sido golpeadas. No início do ano, o Focus mostrava expansão da indústria de 2,20 por cento neste ano e 2,89 por cento no próximo.

Agora, a previsão é de contração de 1,98 por cento em 2014 e crescimento de 1,50 por cento em 2015.

A condução da política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, que tentará a reeleição em outubro, tem sido criticada por agentes do mercados financeiro. Contudo, mesmo no caso de sua vitória na corrida presidencial, economistas esperam mudanças de rumo.

"O mercado está apostando que, independentemente de quem for eleito, o próximo ano vai ser um ano de ajuste", afirmou o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani.

O principal canal em que esse ajuste se concentraria, segundo analistas, são as contas públicas. O raciocínio é que como a atividade fraca limita o espaço para que a inflação seja combatida com alta dos juros, o governo seria obrigado a apertar os gastos.

Isso permitiria que a economia mostrasse recuperação nos próximos anos, com a inflação em queda, apesar de ainda na casa dos 5 por cento.

Segundo o Focus, a atividade deve expandir 2,32 por cento em 2016 e 3,0 por cento nos dois anos seguintes. Já o IPCA iria a 5,50 por cento em 2016 e 2017 e a 5,17 por cento em 2018.

Serviços devem fechar 2014 no vermelho

 

Apesar do crescimento em julho, setor de serviços passa pelo pior momento desde 2012, com desaceleração no crescimento anual

 

A receita dos serviços cresceu 4,6% em julho de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE nesta terça-feira, 16 de setembro. Esse resultado é a menor taxa de crescimento desde o início da pesquisa, representando uma desaceleração em relação à variação anual observada em junho (+5,7%). “Em termos reais, o setor está passando pelo período mais difícil desde 2012 e, provavelmente, vai encerrar o ano no vermelho”, afirmou o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Fabio Bentes.

 

No entanto, houve crescimento de 1,9% na comparação mensal – uma inversão do quadro de queda de 1,1% registrada em junho. Nessa base comparativa, os destaques positivos foram os serviços variados de manutenção, reparação e apoio à agropecuária (+8,3%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (+7,0%).

 

Por outro lado, a oscilação da receita dos serviços de informação e comunicação (+2,1%) – segmento de maior peso na PMS – impediu uma alta mais expressiva do setor terciário. Os transportes e os serviços prestados às famílias registraram variações de +4,6% e +5,4%, respectivamente.

 

Centro-Oeste é a região com o maior crescimento, tanto na base comparativa mensal (+11,9%) quanto na anual (+15,8%). “A região Centro-Oeste tem se destacado porque, naquela região, o agronegócio tem um peso mais relevante, e esse setor tem sustentado o nível de atividade local. Isso se repete, também, na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), no emprego e na renda”, completou Fabio Bentes. Acesse a nota completa.

Varejo do Nordeste apresenta desempenho melhor que o do Brasil

Enquanto a economia brasileira continuou apresentando tendência de desaceleração, com desaquecimento na produção industrial e no consumo, os principais estados do Nordeste apresentaram desempenho melhor que o do Brasil, tanto do varejo quanto do varejo ampliando, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE).

 

 

Em Pernambuco - no resultado acumulado do ano (até junho) - as vendas no comércio cresceram 5,7% no varejo e 3,9% no varejo ampliado, ficando atrás apenas do Ceará, cujas vendas no comércio cresceram 8,8% e 6,4%. Já o Brasil apresentou 0,1%, no varejo ampliado, e 4,2%, no comércio varejista.

 

O varejo pernambucano apresentou desempenho positivo de janeiro a junho de 2014, em relação ao mesmo período de 2013. Com exceção do mês de março – quando as vendas caíram 0,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior – verifica-se que o volume de vendas apresentou crescimento, embora com tendência declinante, chegando no mês de junho de 2014 a um patamar 1,9% superior ao de junho de 2013. Já o comércio varejista ampliado, incluídas as vendas de veículos e material de construção, o volume de vendas em junho de 2014 foi 2,2% inferior ao do mesmo mês do ano anterior.

 

O resultado positivo pode ser associado à manutenção do efeito-renda: segundo os dados da PME/IBGE, a variação acumulada da massa de rendimentos da população ocupada foi estimada em 3,0% na Região Metropolitana do Recife.

 

Porém, a pesquisa também aponta redução no ritmo das vendas do comércio ao longo dos meses do ano, com resultados acumulados entre janeiro e junho inferiores aos do período compreendido entre janeiro e maio. O movimento se deve ao encarecimento e diminuição da oferta de crédito e à opção dos consumidores por pagar dívidas, conforme indica a redução da inadimplência das famílias de 19,8% em maio para 18,9% em junho, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Economia de Pernambuco cresce 3,5% no primeiro semestre de 2014

A economia de Pernambuco mantém tendência de crescimento acima da média brasileira. O Produto Interno Bruto do Estado (PIB) cresceu a uma taxa de 3,5% no primeiro semestre de 2014, contra tímido 0,5% da performance nacional. O resultado positivo na primeira metade do ano foi puxada, principalmente, pelo desempenho no primeiro trimestre do ano, quando a economia do Estado apresentou taxa de 5,2%.

No segundo trimestre a taxa arrefeceu para 1,9%, mas ainda ficou bem acima do resultado do Brasil, que amargou taxa negativa de 0,9%. Os resultados foram divulgados ontem pela Agência de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem).

 

No resultado do semestre, todos os setores de atividades apresentaram taxas de crescimento. Os destaques foram para serviços (2,5%), indústria (3,9%) e agropecuária (27,5%). “Apesar da alta taxa de crescimento da agropecuária no semestre, na comparação com o desempenho brasileiro (1,2%), o setor ainda vive uma fase de recuperação depois de apresentar resultados negativos seguidos, em função do longo período de seca no Estado”, explica o presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima. Além disso, a agropecuária é o setor com menor peso entre os setores que integram o PIB, com participação inferior a 10%.

 

Na atividade de serviços, os segmentos que mais se destacaram foram transporte e alojamento (6,8%) e intermediação financeira (3,4%) e comércio (2,3%). Serviço, aliás, é o setor mais representativo na economia estadual, com participação de 73%. Já a indústria, apresentou crescimento de 4,8% no segmento de transformação e de 1,7% na construção civil.

 

TRIMESTRE


O resultado do PIB de Pernambuco no segundo trimestre de 2014 foi bem inferior ao registrado no primeiro trimestre mas, ainda assim, bem superior ao desempenho nacional, crescendo 1,9% contra -0,9% do País. No recorte do trimestre, algumas atividades no Estado apareceram com taxas negativas, a exemplo da indústria de transformação (-0,3%) e da construção civil (-0,1%). “A construção vive um momento de estabilidade, em função do arrefecimento do segmento imobiliário”, destaca Lima.

O segundo trimestre também foi menos aquecido em relação ao primeiro nos setores de agropecuária e de serviços, que cresceram 16,8% e 1,6%, respectivamente. Mesmo com uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, a performance pernambucana é muito superior à brasileira, sem crescimento na agropecuária e com 0,2% para serviços.
FONTE: JConline