Pesquisa aponta o perfil de devedores
Pesquisa aponta o perfil de devedores

Mulher, entre 31 e 40 anos, com renda familiar mensal de R$ 546 a R$ 1.090. Este é o perfil campeão dos inadimplentes do comércio do Recife, traçado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). O levantamento aponta que as dívidas, na maioria, passam de R$ 601. Os dados fazem parte da segunda pesquisa realizada em 2011 com o intuito de definir os motivos para o atraso do pagamento das contas.
De acordo com a pesquisa, o perfil da inadimplência no comércio do Recife começa a ser alterado, principalmente com a taxa de desemprego em queda (13,9% no mês de setembro). Diminuem os casos de consumidores que atrasam o pagamento das contas por causa da perda do emprego e cresce o percentual que reconhece “falta de planejamento ou descontrole financeiro” para a inadimplência.
Se em fevereiro, 45% dos devedores alegaram o desemprego como motivo para atrasarem o pagamento das contas, em setembro este percentual caiu para 34%. Já a falta de planejamento teve o percentual elevado de 16% para 29% das citações dos inadimplentes.
O cartão de crédito continua sendo o principal culpado pelo endividamento das pessoas. O percentual de entrevistados que apontou que a dívida se refere ao não pagamento da fatura mensal subiu de 17%, em fevereiro, para 26%, em setembro. O cheque especial vem na segunda colocação, com 16% das citações no último mês, contra 25% do mês de fevereiro.
“A inadimplência costuma crescer de acordo com determinadas épocas do ano. É possível perceber um aumento nos meses de março e abril – decorrentes das compras de final de ano – e um outro momento nos meses de julho e agosto. No fim do ano, costuma diminuir, com a entrada do décimo terceiro, pois o consumidor consegue negociar e quitar os débitos”, explica Eduardo Catão, presidente do CDL Recife. A maior parte dos endividados entrevistados (19%) pela pesquisa disse ter débitos entre R$ 101 e R$ 200; a maioria (44%) pretendia quitar a dívida em atraso em até 30 dias.
Ele ressalta que os consumidores costumam ver no cartão de crédito um dinheiro livre, por isso o endividamento por esta forma de pagamento é mais alta. “O comércio aceita o cartão de crédito e às vezes a pessoa já está negativada, mas ainda tem limite nos cartões e continua usando. Apesar de comércio ter prejuízo direto quando esse consumidor endividado gasta no cartão, isso não interessa a ninguém porque uma pessoa endividada e inadimplente vai deixar de consumir em algum momento”, analisa Catão.
Sobre a expectativa de vendas para o fim do ano, Eduardo Catão diz que o comércio trabalha com um crescimento de 8% nas vendas em relação ao ano passado – quando o volume foi maior 13%. Para alcançar esse percentual, a partir do dia 15 de novembro as lojas abrirão todos os dias, até o fim de dezembro.
Fonte: site do Diario de Pernambuco, Economia


