Supermercados crescem 4,5% este ano
Supermercados crescem 4,5% este ano
Crescimento da classe C fez com que setor passasse longe da crise financeira
O setor de supermercados deve crescer 4,5% este ano comparado com o ano passado. Essa é a expectativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Fatores como aumento de consumo pela classe C e crescimento de emprego e renda contribuem para o bom momento vivido pelos supermercadistas. A crise econômicaparece que passou longe do setor, que deve se aquecer com a chegada do final do ano.
O faturamento dos supermercados em todo o País deve passar dos R$ 201 bilhões verificados em 2010 para cerca de R$ 223 bilhões este ano, aponta o presidente da Abras, Sussumo Honda. A crise mundial não teve tanta influência nos supermercados por conta do aumento do consumo interno, sinaliza Honda. "O crescimento da renda aumenta consumo de alimentos e o varejo não tem sofrido impacto da crise. O Brasil virou um país de classe média."
O final do ano é outro fator que contribui para o aquecimento das vendas nos supermercados. Além dos já tradicionais panetone, chester, peru e frutas secas, o consumo de produtos eletroeletrônicos deve ser alto. "Em setembro, já havia panetone nos supermercados. Este ano, a produção deve ter demanda muito forte, mas não deve faltar nos supermercados como faltou no ano passado. Outro destaque para o final do ano serão os eletrônicos, principalmente os tablets, que devem baratear."
O representante da Abras também aponta que a indústria se preparou para atender às demandas de consumo dos supermercadistas. "Ano passado, o crescimento foi muito alto, e a indústria não estava preparada. O resultado é que faltou produto nos supermercados. Outro fator que ainda precisa ser resolvido é a questão da mão de obra." A escassez de gente para trabalhar em supermercados ocorre em todo o País e também afeta custos do setor, junto com o aumento do preço dos imóveis para a instalação de lojas.
"Falta mão de obra qualificada para operar lojas em todas as regiões. Há um déficit de mais de 100 mil profissionais. Outro problema é o preço dos imóveis. Os supermercados não conseguem acompanhar a valorização que os terrenos estão vivendo no setor imobiliário, isso encarece os custos para instalação dos supermercados."
Fonte: portal NE10, Economia


