Emprego na Região Metropolitana tem alta de 13,9%
Emprego na Região Metropolitana tem alta de 13,9%
O emprego com carteira assinada na Região Metropolitana do Recife (RMR) cresceu 13,9% em doze meses, com a oferta de 83 mil novos postos de trabalho entre agosto de 2010 e agosto de 2011. É o que mostra a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vagas formais se concentraram no setor de serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e de intermediação financeira, com crescimento de 17,8%. A taxa de desocupação ficou estável em 6,7% na RMR, acima de 6% registrada nas seis áreas metropolitanas.
Coordenador geral da pesquisa de emprego do IBGE, Cimar Azeredo destaca o crescimento de 1,8% do rendimento médio real dos ocupados na RMR no mês. O salário passou de R$ 1.125,75 em julho para R$ 1.146,00 em agosto. No comparativo mensal, os trabalhadores da indústria tiveram maior ganho de 20,6% . No desempenho anual os empregados do setor de serviços prestados a empresas contabilizaram aumento salarial de 8,6% e passaram a ganhar R$ 1.372,70.
A pesquisa do IBGE mostra que o emprego ficou estável nos demais grupos de atividades econômicas em agosto na RMR, com exceção dos serviços domésticos, cujas vagas em doze meses encolheram 1,3% e 11,9% no ano. Foram eliminados 14 mil postos de trabalho doméstico entre agosto de 2010 e agosto de 2011 na região. A indústria de transformação gerou 15 mil novas ocupações, a construção civil ofertou 4 mil postos de trabalho e o comércio empregou 13 mil pessoas.
Regiões
No conjunto das seis regiões metropolitanas a taxa de desemprego foi de 6% em agosto, considerada a menor desde o início da série da pesquisa em 2002. Os números da PME/IBGE mostram que a desocupação se manteve inalterada em relação a julho. De acordo com Cimar, o desempenho do mercado de trabalho sinaliza que não houve estímulo para as empresas contratarem em agosto, período que algumas indústrias antecipam as admissões do fim do ano.
A população desocupada estimada em 1,4 milhão de pessoas nas áreas metropolitanas ficou estável em relação ao mês anterior. Comparado com agosto de 2010 a pesquisa registrou queda de 10% na desocupação, com a inclusão de 160 mil pessoas no mercado de trabalho. A população ocupada de 22,6 milhões em agosto não apresentou variação significativa em relação a julho. Nos últimos doze meses, houve um acréscimo de 488 mil ocupados.
Cimar destaca o crescimento de 7,5% no emprego com carteira assinada em doze meses, o que representa um adicional de 764 mil postos formais de trabalho. “Houve recorde de formalização e o maior crescimento do rendimento médio real da série”, diz. O rendimento médio real dos trabalhadores de R$ 1.629,40 teve alta de 0,5% em julho. Na comparação com agosto de 2010 o poder de compra dos ocupados cresceu 3,2%.
A massa de rendimento real efetivo dos ocupados estimada em R$ 36,9 bilhões em julho de 2011, cresceu 1,4% no mês e 5,7% no ano. A pesquisa do IBGE é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. (R.F.)
Fonte: site do Diario de Pernambuco, caderno de Economia


