Vendas no varejo da RMR devem crescer 15% no Dia do Pais
Vendas no varejo da RMR devem crescer 15% no Dia do Pais
|
|
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) realizou sondagem na Região Metropolitana do Recife (RMR) para avaliar a expectativa do comércio para o Dia dos Pais. Esta data inaugura o segundo semestre no calendário das grandes datas do comércio, que se estende até as festas de fim de ano (Natal e Ano Novo).
Os empresários estão muito otimistas. Cerca de 74% esperam vendas maiores do que no ano passado, contra 20,4% que admitem resultados iguais, sendo menor que 6% o percentual dos que prevêem queda. Com base no levantamento junto aos empresários, a metodologia da Fecomércio-PE estima um crescimento nas vendas de 14,84% em relação a 2010. Para obter uma visão antecipada dos resultados da data, a Federação do Comércio, na terceira semana de julho, ouviu 308 consumidores da RMR e 289 empresários dos ramos onde se costumam comprar os presentes.
Nos dois locais de pesquisa o otimismo é nítido. No entanto, nos shoppings centers é maior, com expectativa de crescimento acima de 18%, contra pouco mais de 12% no comércio tradicional. Foram ouvidos 170 empresários nas áreas tradicionais do comércio e nos shoppings 119.
Para o consultor econômico do Centro de Pesquisa (Cepesq) da Fecomércio-PE Luiz Kehrle a expectativa dos empresários tem suporte na disposição de compra dos consumidores. “Este ano 80,2% pretendem comprar presentes, um percentual bem maior do que os 71,4% registrados no Dia dos Pais de 2010”, explica Kehrle. Além do mais, o valor médio dos gastos deverá crescer de R$ 114,30 para R$ 144,70. Um resultado importante é que em todas as três faixas de renda pesquisadas pela Fecomércio-PE registrou-se expectativa de aumento substantivos dos gastos
Outro ponto a registrar, segundo o também consultor econômico do Cepesq da Fecomércio-PE José Fernandes Menezes é a disposição dos consumidores de continuarem a contrair novas dívidas a despeito das atuais restrições ao crédito. “Nas classes de renda A, B e C cerca de 28% das compras serão à vista e o restante a prazo, basicamente utilizando o cartão de crédito. Nas classes de renda D e E as compras à vista devem ultrapassar 46% das transações, mas também ali os cartões de crédito predominam como forma de pagamento”, ressalta Fernandes.
As compras de presentes deverão estar concentradas nos ramos de vestuário, calçados/acessórios, perfumes/cosméticos e eletroeletrônicos. As jóias aparecem como opção relevante somente para os consumidores da classe de renda A e B. Perfumes/cosméticos deverão ser comprados por cerca de 15% dos consumidores nas três faixas de renda. Todavia, tanto na classe de renda C quanto na D e E os presentes deverão ser adquiridos nos ramos de vestuário e calçados. As escolhas de presentes são muito estáveis e as preferências registradas este ano são semelhantes às constatadas no ano passado, como seria de esperar.
Dos 308 consumidores entrevistados 56% são do sexo feminino e 44% masculino, com idade média de 31,2 anos, com máxima de 62 e mínima de 14. Quanto à escolaridade destaca-se o ensino médio com 61,25% nas classee D e E e pós-graduação com 50% nas classes A e B. Em relação à faixa de renda a maior concentração é de consumidores com recebimentos de mais de 1 salário mínino até 3, que inclui 41,5% dos entrevistados.
Dia dos Pais em Caruaru deve crescer o faturamento perto de 9% este ano
O Dia dos Pais dá inicio ao calendário de datas relevantes do segundo semestre do ano. De acordo com o levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) as vendas nesta data em Caruaru irão ter um aumento próximo de 9% em relação ao ano passado. A pesquisa, feita em parceria com o Sindloja Caruaru, entrevistou 429 consumidores de Caruaru na terceira semana de julho. O varejo terá bom desempenho na data a despeito da alta dos juros e contração do crédito, segundo a sondagem.
Para o consultor econômico do Cepesq da Fecomércio-PE José Fernandes de Menezes o aumento decorre do fato de que o percentual de consumidores que comprarão presentes cresceu de 64,25% para 67,37% e do incremento no preço médio dos presentes que passará de R$ 105,44 para R$ 110,03. “Em todas as classes de renda as compras de presentes deverão estar concentradas nos ramos de vestuário, calçados/acessórios e perfumes/cosméticos”, ressalta Menezes. As jóias aparecem como opção relevante apenas para os consumidores das classes de renda A e B e os eletroeletrônicos representam este ano cerca de 4,27% das preferências de todos os consumidores, somente um pouco mais do que no ano passado.
Entre os presentes pretendidos no ramo de vestuário, as opções concentram-se fortemente em camisas, seguidas por calças e bermudas. Nos calçados/acessórios os itens mais citados foram sapatos, mas há também uma forte presença de carteiras e cintos. Nos eletroeletrônicos a preferência mais marcante é por celulares. “As vendas deverão ser feitas predominantemente à vista com dinheiro, sendo essa a opção de quase 53% dos entrevistados, além de 2,42% optarem por débito em conta”, explica o consultor econômico do Cepesq da Fecomércio-PE Luiz Kehrle. As transações a crédito deverão ocorrer em pouco mais de 45% das compras, praticamente concentradas em cartões de crédito.
As escolhas de presentes são muito estáveis, tanto temporal quanto espacialmente. As preferências registradas este ano além de serem muito semelhantes às constatadas no ano passado em Caruaru também o são quando comparadas às da RMR, onde a Fecomércio-PE realiza pesquisa semelhante.
Dos 429 entrevistados 66,90% são do sexo feminino e 33,10% masculino, com idade média de 29,83 anos, com máxima de 71 e mínima de 14. Quanto à escolaridade destaca-se o ensino médio 69,35% nas classes D e E e superior 44,44% nas classes A e B. Em relação à faixa de renda a maior concentração é de consumidores com recebimentos de mais 1 salário mínino até 3, incluindo mais de 38% dos entrevistados.