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Varejo dobra de tamanho em 8 anos
Varejo dobra de tamanho em 8 anos
DESEMPENHO Expectativa é que o faturamento local feche 2012 equivalendo a duas vezes o registrado em 2004. Análise foi feita pela Federação do Comércio de Pernambuco

Em 2012 o varejo da Região Metropolitana do Recife (RMR) vai fechar um ciclo de oito anos de crescimento que, no final das contas, registrará um volume de negócios equivalente ao dobro do realizado pelas lojas no ano de 2004. Os dados fazem parte de uma análise da sondagem conjuntural da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE), realizada pelo consultor econômico do Centro de Pesquisa (Cepesq) da Fecomércio, Luiz Kherle.
Atualmente, as lojas de comércio no Grande Recife movimentam cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) da RMR. Como a economia da região representa 65% do Estado, que deverá fechar o ano de 2011 em R$ 100 bilhões, é possível concluir que o varejo local movimentou algo em torno de R$ 9 bilhões. Na sexta-feira, a Fecomércio divulga a taxa de crescimento do setor em dezembro, mas a estimativa é de que o ano feche com um acréscimo de 6% em relação a 2010. “Se a nossa previsão de outros 6% se confirmar para 2012, o que eu acho muito plausível, chegaremos ao final do ano com crescimento real no varejo - descontada a inflação do período – duas vezes maior que em 2004”, analisa o economista.
Para se ter uma ideia, o PIB do Brasil cresce 39,4% até 2011, enquanto Pernambuco, 47,2%. Neste período, o comércio local aumentou em 97%. “Em 2004 começou o atual ciclo de aquecimento do comércio varejista, que não se reverteu nem em 2009, depois da crise. São oito anos de crescimento ininterruptos. Devemos isso ao ciclo de crescimento da economia como um todo: crescimento da renda e do emprego, da oferta de crédito e da expectativa positiva do consumidor em relação ao futuro”, analisa.
Destrinchando os números da Fecomércio, é possível perceber que dois segmentos impulsionaram as vendas do varejo: automóveis e materiais de construção. O comércio de carros registrou um crescimento robusto de 164% até 2011 - o que explica o caos do trânsito na capital Pernambucana -, enquanto materiais de construção, 104,8%. “Este último setor, aliás, foi o primeiro a receber incentivos do governo com redução de IPI e ICMS e programa específico”, salienta.

O comércio automotivo representa 26% do varejo. Construção é responsável por 25,7% do segmento, já bens não duráveis com outros 25% (supermercado e outros). Os semi-duráveis (roupas, perfumaria) e os duráveis (móveis, eletro, decoração) somam outros 23%.
Uma característica importante do crescimento do varejo é o seu poder de multiplicação de empregos. No período estudado a massa salarial cresceu mais de 60% e o número de vagas aumentou em 20%. Os número mostram que houve uma melhora no salário. “O salário real cresceu uns 40 pontos, pois 20 pontos das novas vagas.”
Fonte: Jornal do Commercio - Economia
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