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Como se efetivar no emprego
Como se efetivar no emprego
OPORTUNIDADE Vencida a batalha por uma vaga de temporário, é hora de mostrar serviço e conquistar um posto definitivo na empresa
Este ano, 16 mil pessoas tiveram a oportunidade de ingressar em um emprego temporário no comércio do Grande Recife. Superado o desafio de conseguir a vaga do final de ano, surge a grande batalha: ser efetivado no emprego. Em média, de 18% a 20% desses trabalhadores conquistam o posto. No entanto, a briga das empresas para encontrar mão de obra qualificada pode ampliar esse percentual após o Ano Novo. Para aproveitar esses bons sinais, a fórmula do sucesso é dedicação, profissionalismo e desenvoltura.

Foi assim que Jeniffer de Souza, 20 anos, conquistou, há pouco mais de dois anos, uma vaga de vendedora efetiva em uma das lojas da Damyller no Recife. Ela foi contratada como temporária no período de vendas compreendido entre o Dia dos Namorados e São João. “Me empenhei. Afinal, o temporário não está sozinho na disputa. Há outros que também querem a vaga na loja”, ensina. Seu gerente, Alessandro de Souza, comenta ainda que não é só o volume de vendas que conta na avaliação. “Interação com os clientes e conhecimento da empresa são importantes”, orienta.
Com esses ensinamentos em mente, Eliane Trindade e Pollyana Castelo Branco encaram o trabalho temporário na loja da Imaginarium do Shopping Tacaruna. Elas são duas das três funcionárias temporárias que a unidade contratou neste final de ano. A primeira está há quatro dias na função de caixa, já a segunda está na linha de frente das vendas há uma semana. Em favor de ambas, conta a experiência em atendimento ao público e no varejo que possuem, respectivamente.
Eliane trabalhou como atendente no mesmo centro de compras, mas em um restaurante. Há quase dois anos estava afastada do mercado por conta da maternidade e dos estudos. Hoje, formada em gestão de recursos humanos, visa colocar em prática o que aprendeu na sala de aula para conquistar o emprego efetivo. Já Pollyana, que atuou outras vezes como temporária no comércio, enfrentou uma guerra bem mais árdua que a da seleção profissional. Estava este ano na Líbia, acompanhando o marido, quando a revolução popular explodiu naquele país. Há uma semana na loja, garante que “não tem mais medo de nada”.
Gerente da Imaginarium, Janaína Lourenço, que já foi uma temporária um dia, resume as dicas para quem briga pela carteira assinada em uma frase: “É preciso atuar como se fosse efetivo”. Está dado o recado.
Trabalho no comércio exige muita disposição
SUGESTÕES Manter pontualidade e demonstrar interesse em aprender são dicas valiosas dos especialistas em RH. Segundo pesquisa, 80% das empresas vão efetivar pessoal
A gerente da consultoria de recursos humanos Tradição Talentos e Soluções, Renata Valença, explica que o empregado temporário do comércio não se pode desanimar sequer quando o final do contrato se aproxima. “A seleção já é rigorosa para a vaga sazonal e o trabalho no final do ano serve como processo seletivo para ser efetivado na maioria das vezes. Se não garante emprego fixo imediatamente, pode gerar um chamado algum tempo depois”, diz. Além disso, Renata alerta para manter pontualidade e demonstrar interesse em aprender todo o tempo.
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Eduardo Catão, não esconde que atuar no comércio exige disposição. “É puxado, especialmente no mês de dezembro, mas a busca por profissionais com qualificação faz com que tenham vontade de mostrar trabalho, de se especializar e se destacar”, afirma.
Um levantamento da Federação do Comércio de Bens do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) no começo do período de contratação de temporários deste ano, no mês de outubro, revelou que 80% das empresas pretendiam efetivar os empregados temporários. Esse otimismo ocorreu antes das previsões de altas de vendas, que se mostraram ainda mais favoráveis.
Pesquisa da mesma instituição publicada na última sexta-feira estima que as vendas no final de 2011 devem ser 10% maiores que as registradas em 2010 nas lojas de rua e de 15% nos shoppings.
Além disso, a dificuldade dos empresários em encontrarem pessoas qualificadas pode criar um ambiente de retenção de talentos maior do que o registrado em anos anteriores, confirma Catão. É que, além da rotatividade característica do comércio, o bom momento pernambucano e as vagas que surgem no setor industrial criaram uma concorrência forte por mão de obra entre empresários de diversos setores do Estado.
Há ainda outros indicativos econômicos de que o número de profissionais a serem efetivados pode subir no começo de 2012 são fortes. Se 2011 foi um ano permeado por crises internacionais, arrocho no crédito no País e inflação em alta, projeções do mercado para o próximo ano traçam um cenário diferente, bem mais iluminado.
Fonte: Jornal do Commercio – Economia
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