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Fábrica vai produzir o UP!, o novo fusca
Fábrica vai produzir o UP!, o novo fusca
LANÇAMENTO O modelo compacto é apontado por executivos da montadora como um carro do povo e vai ser vendido em vários países do mundo
A grande aposta da Volkswagen para ganhar mais espaço no mercado mundial num futuro bem próximo é o Up!, um veículo compacto que vai ser vendido em vários países e atuar como uma espécie de Fusca do século 21. Com desenho completamente diferente do velho Besouro e bem mais moderno, o novo carro da montadora alemã começa a ser vendido na Europa agora em novembro e deverá chegar a outros continentes em mais dois anos. Existe ainda a expectativa de que ele possa ser o modelo produzido na fábrica de Pernambuco até 2014 e distribuído para o restante do Brasil e também países vizinhos, caso a construção da unidade da Volks no Estado venha a se concretizar.
A primeira aparição pública do Up! aconteceu no Salão do Automóvel de Frankfurt, realizado na Alemanha, no mês passado. A reportagem do Jornal do Commercio esteve na mostra e registrou imagens do carro na edição de 15 de setembro. Na feira de automóveis, a montadora germânica exibiu várias versões do Up! O modelo que vai ganhar as ruas agora possui motor 1.0 e pode atingir de 60 a 75 cavalos de potência, dependendo da configuração escolhida pelo consumidor. O modelo exposto no salão mostra um bom acabamento interno. O Up! começa a ser vendido no Velho Continente por 9.850, o equivalente a R$ 23.935 pela cotação de ontem.
Apesar de o primeiro mercado de venda ser o europeu, o automóvel é a grande aposta da marca para mercados de países emergentes. O modelo é compacto. Mede 3,54 metros de comprimento por 1,64 metro de largura. Mesmo com essas medidas, não é dos mais apertados e a mala tem capacidade para receber 251 litros de carga.
Por essas dimensões e conjunto de equipamentos, os especialistas acreditam que ele é um modelo ideal para ser usado nos grandes centros. Por ser um veículo global, passou por rigorosos testes e está pronto para entrar em qualquer mercado. O motor moderno atende às mais exigentes regras ambientais de emissão de poluentes.
Como o carrinho foi a sensação do fabricante na mostra internacional de carros na Alemanha, a marca exibiu alguns protótipos do Up! que poderão ser transformados em realidade. Na lista de versões, o modelo off-road, um conversível e também um elétrico.
Na Europa, o Up! vai ficar no lugar do Fox. No Brasil, o novo automóvel da Volks deve se encaixar um pouco abaixo das categorias do Fiat Uno e do Volkswagen Gol, ficando mais próximo do Fiat Mille e vai ajudar a companhia a combater o crescimento das vendas dos veículos chineses no Brasil.
Para atuar no mercado brasileiro, o Up! ainda deve passar por ajustes para atender às necessidades do mercado nacional. O modelo lá fora tem quatro lugares e aqui deve ganhar mais espaço para o banco do terceiro passageiro.
Na ocasião do Salão do Automóvel de Frankfurt, o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, confirmou a informação de que a montadora pretendia construir oito fábricas fora da Europa. Na entrevista coletiva com jornalistas brasileiros, ele afirmou que a companhia estava analisando a proposta de instalação de uma fábrica no País e que Pernambuco estava na disputa com outros seis Estados.
Apesar da afirmação, no entanto, ele alegou que havia possibilidade de a matriz optar pela ampliação de fábricas existentes no País, como a planta do Paraná.
VW obterá menos vantagens que Fiat
Confirmada a implantação de uma montadora da Volkswagen em Pernambuco, a companhia desembarcará no Estado com menos vantagens tributárias que a unidade da Fiat, confirmada para o município de Goiana. Isso porque o grupo italiano conseguiu se enquadrar nos benefícios do regime automotivo especial para os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que foram prorrogados até dezembro de 2010. O regime vai garantir vantagem competitiva à Fiat, tanto na construção da fábrica, quanto na tributação dos veículos.
O advogado tributarista do escritório Ventura, Leite e Tôrres no Recife, Gustavo Ventura, explica que a Volkswagen terá um produto mais tributado do que o da Fiat. O regime automotivo prevê redução de 100% do Imposto de Importação de máquinas e equipamentos, rebatimento de 90% do Imposto de Importação sobre matérias-primas e partes dos veículos, 45% de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente na aquisição de insumos, isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos pagamentos das importações, crédito presumido de PIS e Cofins e isenção do Adicional do Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).
“Não é uma diferença pequena (entre a VW e a Fiat). Os benefícios vão garantir competitividade à Fiat tanto na construção da montadora, por conta das isenções na aquisição de máquinas e equipamentos, quanto na fabricação do carro. Mas isso não quer dizer que não seja viável para a Volkswagen se instalar em Pernambuco, porque nenhum outro concorrente poderá ter acesso ao regime automotivo (a não ser que a legislação mude), e por conta das vantagens oferecidas localmente.”
Em 2008, o governo estadual lançou o Programa de Desenvolvimento do Setor Automotivo de Pernambuco (Prodeauto), que oferece rebatimento de 95% no valor do ICMS, tantos nas importações, quanto nas vendas no mercado interno. O incentivo tem validade, independente da localização da fábrica. Outra condição igualitária que as montadoras terão será a doação e entrega do terreno terraplenado pelo governo.
Nos bastidores, a informação é de que durante jantar realizado há três semanas no Palácio do Campo das Princesas, os executivos da VW teriam questionado sobre a possibilidade de reabertura do regime especial para que a montadora pudesse se beneficiar. Governadores de Estados no páreo para disputar a fábrica, a exemplo de Bahia e Goiás, fizeram tentativas no campo político de ressuscitar os incentivos. Em função do crescimento acelerado do consumo de veículos, o governo Federal aposta que os investimentos serão viabilizados com ou sem os incentivos. (A.G.)
Vendas de veículos sobem em setembro
As vendas das concessionárias de veículos influenciaram positivamente no índice de vendas do varejo em geral divulgado pela Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE). O crescimento geral, juntando todos os setores, foi de 2,9% na comparação do mês passado com o anterior. Já o incremento no segmento de concessionárias de veículos foi de 12,6% na mesma comparação.
O bom resultado do setor específico se deve à corrida dos consumidores para comprar veículos importados que deveriam ter seus preços reajustados em virtude de um incremento de 30% na alíquota do Imposto sobre Produtos Importados (IPI), que acabou sendo postergado para o mês de dezembro.
No acumulado do ano (janeiro a setembro), o faturamento do setor de concessionárias cresceu 4,53% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o resultado de todos os setores na mesma comparação é de 5,2%.
“Os resultados continuam bons na comparação anual (setembro/setembro). Em relação a setembro do ano passado, as vendas de todos os setores cresceram mais de 4,9% quer se considerem ou não as concessionárias de veículos. Nesta comparação, todos os quatro segmentos que compõem o índice Fecomércio apresentaram índices positivos, o mesmo acontecendo com 11 dos 13 ramos pesquisados”, explica o consultor da Fecomércio, Luiz Kehrle.
Por conta das boas vendas, o setor de concessionárias de veículos registrou um bom índice no nível de emprego. O incremento na comparação entre janeiro e setembro deste ano com o período semelhante de 2010 foi de 10,7%.
QUEDAS - Em setembro de 2011 na comparação com o mês anterior, vários setores amargaram queda nas suas vendas como calçados (-10,78%), livrarias e papelarias (-5,43%) e lojas de utilidades domésticas (-2,8%).
Opinião
Bom para todos – “A fábrica é muito bem-vinda. Vai ter a concorrência e os carros podem ficar mais baratos. Também favorece a economia do Estado e gera emprego. Quanto mais emprego melhor. Isso é bom para todos”, disse o autonômo Urânio Saraiva
Social e ambiental – “Se a instalação da Volkswagen em Pernambuco se confirmar, vai ser muito bom para a economia do Estado. Mas é preciso ter desenvolvimento aliado a um projeto social e ambiental”, afirma a assistente social Daniela Lira
Reação em cadeia – “Se essa notícia da chegada da VW for confirmada, será espetacular para Pernambuco. Toda uma cadeia econômica vai ser beneficiada. Sem contar a geração de emprego”, afirma o comerciante José Helder
Fonte: Jornal do Commercio - Economia
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