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Varejo em busca de temporários
Varejo em busca de temporários
EMPREGO / Para a Fecomércio, mais de 50% das vagas de Natal estão abertas. Previsão da CDL para toda a temporada é de 16 mil vagas
Quem está procurando emprego, separe o currículo e caia em campo. Mais de 50% das vagas temporárias oferecidas pelo comércio da Região Metropolitana do Recife continuam disponíveis, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), divulgada ontem. De acordo com previsão da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), divulgada no mês passado, só os lojistas do Recife devem contratar 16 mil trabalhadores temporários de olho nas vendas do Natal.
A Fecomércio ouviu 331 varejistas e diz que 70% delas vão recrutar funcionários temporários para o período de fim de ano, o que representa um aumento de quatro pontos percentuais no volume de contratações em relação a 2010. O consultor econômico do Centro de Pesquisa (Cepesq) da Fecomércio, Luiz Kehrle, afirma que a contratação se intensifica este mês. A maioria dos empregos disponíveis é para vendedores (83% das vagas), mas ainda há 28% de vagas para caixas, 23% para estoquistas e quase 20% para repositores. Há também boas oportunidades para embaladores e conferencistas. O consultor destacou, contudo, que a pesquisa não mensurou numero de vagas disponíveis, mas assegura que o mercado de trabalho está bastante aquecido.
“Aconselho o interessado a levar currículo. Mais de 60% das empresas diz que leva isso em conta na hora de contratar e 41% contratam por indicação dos próprios funcionários. Então, é bom fazer contatos com pessoas conhecidas”, orienta Kehrle. O presidente da CDL, Eduardo Catão, também aconselha: “O interessado na vaga não deve ter medo do trabalho, não deve ter preguiça. Dezembro é um mês puxado, tem muito movimento, é preciso estar atento ao cliente. Não deixá-lo sair da loja sem ser atendido, tem que ser esperto na loja”.
Apesar dos empregos ofertados não requererem qualificação elevada, a grande maioria dos empresários e gerentes revela ter dificuldades para obter a mão de obra que necessitam. Mais de 56% se queixam da baixa qualificação e outros 31,5% reclamam da falta de experiência. “Mais de 11% referem-se diretamente à escassez da mão de obra, uma dificuldade também presente na área industrial e de serviços em decorrência do rápido crescimento da economia estadual nos últimos anos”, avalia o consultor.
Uma outra vantagem apontada na pesquisa da Fecomércio é que mais de 80% das empresas pretendem efetivar os empregados temporários. Apenas 11,7% afirmaram que ainda não decidiram sobre a efetivação e 7,4% dizem que não vão contratar. “O resultado dessa forte intenção de retenção de parte da mão de obra é, como mostra a pesquisa, que mais de 38,7% dos temporários deverão ser efetivados, um percentual bastante alto, sem diferença significativa entre os shoppings e as áreas de comércio tradicional”, analisa Kehrle.
Fonte: Jornal do Commercio - Economia
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