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Estimativas de vendas no comércio têm queda
Estimativas de vendas no comércio têm queda
Previsão de crescimento este mês cai de 6,8% para 4,7%
A projeção para o faturamento do comércio varejista durante os meses que antecedem o Natal está abaixo das estimativas anunciadas há um mês. É o que aponta o Índice Antecedente de Vendas (IAV), divulgado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), elaborado com base em 35 das principais empresas do segmento no País. A nova previsão para setembro indica alta de 4,8% no faturamento, ante 6,5% estimada há um mês. Para outubro, os dados apontam vendas 4,7% superiores, enquanto no mês passado calculavam aumento de 6,8%. Para novembro, vendas 5,6% maiores, frente aos 6,7% anteriores.
Em Pernambuco, porém, o setor parece estar confiante em vendas expressivas apoiadas na aquecida economia local. Segundo o consultor econômico do Centro de Pesquisa (Cepesq) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), José Fernandes de Menezes, vários fatores estão impulsionando as vendas, por isso o consumo deve se manter dinâmico. “No fim de ano teremos uma injeção maciça de dinheiro com o 13° salário, o número de emprego está crescendo e o rendimento real também cresceu. Então, a massa salarial transborda para o consumo. Não será como em 2010, que foi um ano atípico, mas vai continuar crescendo em ritmo menor com média de 6%”, destacou.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL-Recife), Eduardo Catão, afirma que “o comércio não prevê queda porque a maioria dos produtos vendidos neste período não são importados. Agora, aqueles que são importados devem sofrer com o momento econômico da alta do dólar. A nossa expectativa está na faixa de 8%, se houver queda será para 7%”, avaliou.
Por meio de nota, o IDV ressaltou que a revisão confirma a expectativa de redução da atividade econômica. “Esse é o quadro projetado após uma desaceleração da atividade varejista, em virtude de sinais de instabilidade na economia internacional.” Quanto ao mercado interno, o instituto acrescentou que a inflação ainda se mostra “em patamares acima do desejado”, completou o informe.
Fonte: Folha de Pernambuco - Economia
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