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Mercado teme ingerência no BC
Mercado teme ingerência no BC
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Em 15 anos de existência, Copom deu guinada nos juros apenas 3 vezes BRASÍLIA (AE) - O Comitê de Política Monetária (Copom) existe desde 1996. Nesses 15 anos, o Banco Central (BC) deu guinadas de 180 graus na política monetária só três vezes. Duas dessas ocasiões aconteceram pouco após o nascimento do comitê: em 1997, na crise asiática, e em 1999, em meio à maxidesvalorização do Real. A terceira ocorrência do “cavalo de pau” nos juros - movimentos contrários em reuniões seguidas, como cortar a taxa logo após subir ou vice-versa - foi anunciada na noite da última quarta-feira, quando foi reduzido o juro básico da economia (Selic) de 12,50% para 12% ao ano. |
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CAMILA LIMA A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa Selic - agora fixada em 12% ao ano -, surpreendeu o mercado financeiro e gerou debate sobre a real necessidade da medida e sobre as possíveis consequências. No cenário nacional, há a especulação de que a decisão do BC tenha motivação política, seja resultado da pressão do Governo Federal. Economistas consultados pela Folha não acreditam nessa hipótese. |
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SÃO PAULO (AE) - A presidente Dilma Rousseff justificou o corte da taxa Selic com o argumento de que o Brasil tem de crescer para enfrentar a atual crise. “O Copom fala pelo Copom, eu falo em nome do Governo Federal”, disse, rebatendo as críticas de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central teria reduzido os juros por pressão política do Palácio do Planalto.
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