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Clipping Fecomércio-PE
Chuvas atrapalham mais que impostos
Chuvas atrapalham mais que impostos
As fortes chuvas que têm caído no Recife e Região Metropolitana bateram os impostos como maior problema para o comércio no primeiro semestre deste ano. Foi o que apontou uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), que ouviu 289 empresários e gerentes no final de julho, sendo 170 nas áreas de comércio tradicional e 119 nos shopping centers.
Para 31,8% dos entrevistados, as chuvas constituíram até agora o principal problema enfrentado pelo varejo, superando em dez pontos percentuais os 21,8% registrados para impostos. Esse cenário foi observado no Recife e em Jaboatão dos Guararapes, onde 34,3% do empresariado apontou as chuvas como fator de dificuldade. Quando os dados são analisados separadamente, uma informação relevante é que para os shoppings centers os impostos são um problema maior que as chuvas. Mesmo assim, os números são próximos: 22% das respostas citam chuvas contra 27,7% de citações dos impostos.
Consultor econômico do Centro de Pesquisa (Cepesq) da Fecomércio/PE, Luiz Kehrle disse ter sido uma surpresa o resultado do levantamento. ?A chuva foi mais citada do que a política do governo de retenção do crédito. Essa foi a surpresa maior para o que presumíamos?. Em Jaboatão o crédito é referido como o problema mais grave por 7,5% dos pesquisados, um percentual muito superior aos 2,2% registrados na cidade do Recife. Kehrle estima que o comércio manterá os bons resultados apresentados no primeiro semestre deste ano, quando apontou crescimento de 5% frente a igual período em 2010.
No ranking da Fecomércio, depois das chuvas e dos impostos, vem a concorrência, em terceiro, e inadimplência, em quarto, para os comerciantes (exceto de shoppings). A concorrência foi citada por 12,8% dos entrevistados como a dificuldade maior, um ponto percentual acima dos 11,8% referentes à inadimplência. Nos shoppings é o inverso.
Vendas pela internet, mercado informal, segurança e estacionamento também foram fatores apontados como empecilho para o varejo tradicional.
Fonte: Jornal do Commercio (Economia)
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