Momento especial para o país
Momento especial para o país
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“O momento é este.” A frase forte é do economista e consultor Jack London, considerado um dos pioneiros do e-commerce no Brasil, por ter fundado, em 1995, a livraria virtual Booknet (vendida para o Submarino em 1999) e realizado a primeira operação online da rede Ponto Frio. Ele a pronunciou ontem pela manhã, durante sua palestra na etapa recifense do 1º Seminário Nacional de Comércio Eletrônico, Negócios na Web e Novos Meios de Pagamento (Ecom 2011). No evento, ele e outros especialistas debateram as oportunidades e os desafios no país, com foco no atual cenário econômico (nacional e global) e na Copa do Mundo de 2014.
Para London, o Brasil está vivendo um momento especial, pelo qual já passaram países como Japão, Cingapura e Alemanha. “Este período de desenvolvimento dura de 20 a 25 anos. A riqueza que conseguirmos será o nosso patamar por muito tempo.” Para aproveitarem a fase, afirma, as empresas e os governos devem investir em inovação e no ensino de ciência e tecnologia.
Na visão do especialista, o setor de turismo tende a manter o seu processo de intensa digitalização, no que se refere a compra de passagens, reservas de hotéis etc. Também acredita que o varejo e os projetos ligados à educação vão ganhar uma nova cara, diante da provável disseminação dos tablets. “Um dos efeitos será o menor número de mochilas à venda”, diz.
O diretor geral do Ecom 2011, Marcelo Castro, ressaltou, na sua palestra, que em breve os tablets deverão modificar também a estrutura e os serviços do segmento gastronômico. “O turista chegará ao restaurante e terá um cardápio digital à disposição. Depois de escolher o prato, vendo as imagens, ele poderá usar o aparelho para ver o mapa da cidade e o que há de programas ou atrações.”
Castro, que é consultor e especialista em alta tecnologia, defende a ideia de que o mundo (e o Brasil em especial, por causa da Copa de 2014) está vivendo uma “revolução tecnológica”. Por isso, seria importante que micro e pequenas empresas aderissem ao comércio eletrônico. Como argumento, deu o exemplo de um padeiro paulista que divulga os horários das fornadas no Twitter. “Quando são 18h, ele informa que tem pãozinho saindo. A procura é tão grande que em pouco tempo já não tem mais nada para vender.”
Fonte: Site do Diario de Pernambuco