Crescimento de 6,5% do comércio em 2011 está condicionado a crédito, salário e inflação
Crescimento de 6,5% do comércio em 2011 está condicionado a crédito, salário e inflação
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O volume de vendas do comércio acumula variação de +7,3% no ano de 2011 e de 8,5% nos últimos 12 meses, segundo números divulgados hoje, 13 de setembro, pela Pesquisa Mensal de Emprego (PMC) de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que analisou os números da pesquisa, mantendo-se o volume de vendas no atual patamar até o final do ano, o crescimento das vendas do varejo seria de 6,6% - entretanto, espera-se que uma desaceleração das vendas do varejo nos próximos meses.
“Projetamos para 2011 um crescimento de 6,5% do volume de vendas do varejo, condicionado a uma desaceleração das concessões de crédito, de 17% em julho para 10,3% em dezembro, da massa de rendimentos, de 6,0% para 4,7% e, por último, a inflação medida pelo IPCA, de 6,3% em 2011”, explica Marianne Hanson, economista da CNC.
Os resultados da PMC de julho mostram que o volume de vendas do comércio aumentou 1,4% na comparação com junho, na série com ajuste sazonal. Entre atividades analisadas, "Móveis e Eletrodomésticos” apresentou crescimento de 4,1% no mesmo período de comparação. Entre os resultados negativos, o maior destaque foi a queda de 12,5% do item “Equipamentos e Materiais de Escritório, Informática e Comunicação”, que havia apresentado crescimento expressivo (+11%) no mês anterior. Na comparação com julho de 2010, o volume de vendas em julho foi de 7,1%.
Na análise por categoria de uso, o destaque positivo continua sendo “Bens Duráveis", com variação de +1,7% entre junho e julho deste ano e +13,1% entre julho de 2010 e julho de 2011. “Atribuímos a manutenção das taxas elevadas de crescimento das vendas ao crescimento do emprego e da renda, bem como o desempenho ainda favorável do crédito. No caso dos "Bens Duráveis", destaca-se a deflação de 0,58% no acumulado em 12 meses”, explica Marianne.