Viana Leal vai retomar charme de antigamente
VAREJO Pernambucana Ponto de Promoção, que administra hoje o prédio onde funcionou a antiga loja, promete revigorar o local e ampliar o mix de produtos vendidos
CANTÃO (China) - Quem tem mais de 30 anos provavelmente tomou sorvete na lanchonete da então grande loja Viana Leal, na rua da Palma, centro popular do Recife. No próximo mês, o local, que andava com ar decadente diante da mistura de pequenas lojas no mesmo espaço, vai voltar a ter um certo glamour.
A rede pernambucana Ponto de Promoção, que já havia anunciado a locação total do prédio, prevê inaugurar em novembro um novo conceito de loja dentro do que a rede aplica atualmente.
A meta é entrar em outros setores, como utilidades domésticas, cama, mesa e banho e artigos de decoração. Hoje, a Ponto de Promoção é mais voltada para eletroeletrônico e eletrodomésticos.
Fernando Clemente de Mendonça Filho, proprietário da empresa, contabiliza que a nova unidade terá 600 metros quadrados.
“Será uma loja diferente do que a gente tem atualmente. Queremos colocar uma área para decoração e outros itens que a Ponto de Promoção não tem hoje”, comenta, mostrando claramente uma empolgação com o espaço. “A gente sabe do significado que esse local (o antigo endereço da Viana Leal) tem e quer fazer algo interessante”, diz.
É também na onda do crescimento das vendas de eletrodomésticos, até mesmo pelo boom imobiliário, que a empresa - hoje com um total de 40 unidades - prevê dobrar esse número dentro de um ano e meio. Entre os locais que devem receber investimentos do grupo estão Surubim, Bezerros e Santa Cruz do Capibaribe.
Em média, o investimento em uma unidade é de R$ 500 mil, mas a que vai ocupar o antigo prédio da Viana Leal deverá totalizar um valor superior a média das demais, até mesmo pelo porte.
O investimento total ainda está sendo fechado pela empresa.
E foi de olho no novo mercado para a Ponto de Promoção que o empresário Fernando Filho seguiu para a China para participar da Canton Fair - uma feira de fornecedores que atrai gente do mundo inteiro para Cantão, na China.
Quanto às encomendas na China, a ideia é comprar direto o que hoje a rede importa através de terceiros. “Chega a ser 50% inferior do que no Brasil”, calcula.
CONCORRÊNCIA - Questionado sobre impacto da concorrência com a entrada de grandes redes, como o Magazine Luiza, por exemplo, Fernando Filho destaca que o mercado recifense já é bastante acirrado, mas que a entrada de outros nomes reforça a necessidade de ampliar a presença no Recife, e impõe mais criatividade.
A repórter viajou a convite da Fecomércio
Fonte: Jornal do Commercio - Economia

