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Trade facilitará importação de produto chinês

VIAGEM A Brasmund está sendo contratada pela Fecomércio para dar prosseguimento aos negócios iniciados durante a Missão China

 

CANTÃO - Os empresários pernambucanos vão contar com a ajuda de uma trade para negociar a importação de produtos da China. O anúncio foi feito pelo presidente da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio), Josias Albuquerque, durante missão empresarial à China. A Brasmund, sediada no Recife, está sendo contratada pela entidade para dar prosseguimento aos negócios iniciados entre pernambucanos e chineses durante a viagem.

 

Segundo Albuquerque, a trade manterá um representante brasileiro na China para estreitar as relações comerciais. “Estamos fechando esse contrato e teremos uma reunião ainda esta semana”, comentou Josias, que coordena as missões da federação a várias partes do mundo com objetivo de aumentar a capacidade de compra e venda dos empresários pernambucanos. Esta é a terceira vez que a missão da Fecomércio visita a China. A primeira ocorreu em 2007 e a segunda em 2010.

 

Ontem, o grupo coordenado pela Fecomércio seguiu para Hong kong, terceira parada da missão empresarial. A primeira agenda oficial será hoje, quando a equipe visitará um porto operado pela empresa Hutchinson Holding.

 

Hong kong é considerada uma região administrativa especial da República Popular da China. Já foi colônia inglesa e hoje ainda resiste ao domínio chinês. É tanto que é preciso ter no passaporte o visto de retorno para a China caso a pessoa resolva ir a Hong kong e seguir viagem para outros pontos do país, como Pequim ou Cantão, por exemplo. Carros com placas de Cantão sequer têm acesso a Hong Kong.

 

Entre as atividades está também uma conversa com possíveis financiadores de investimentos na Ásia. “Vamos conversar com empresas de financiamento para implantação de novos negócios. Dessa conversa, podemos fechar algum acordo”, destacou Josias.

 

FEIRA - A primeira etapa da Canton Fair - maior feira do mundo de importação e exportação, realizada em Cantão - encerrou ontem. Nesta fase, foram expostos artigos tecnológicos, de escritório, decoração, construção civil e pesada, como máquinas e equipamentos. “Pelo conceito de negociação da China não dá para bater o martelo logo no primeiro contato. As oportunidades são muitas, mas é preciso ter cuidado e conhecer melhor o produto. Além disso, os chineses são muito desconfiados. Foi minha primeira vinda à China e fiz alguns contatos. Mas não fechei nenhuma compra”, comenta o empresário Luis Antunes Filho, responsável pela L.A. Informática Hospitalar. Entre os itens que mais chamaram a atenção de Antunes está um totem com painel digital para ser usado como controle de entrada de pacientes nos hospitais.

 

Para Luis Leão Souza Filho, da Leão Equipamentos, que já compra por meio de importadores, os contatos firmados durante a Canton Fair devem render um retorno em breve. “Já conhecia as empresas, mas tinha a figura do importador no meio. Agora, quero importar direto”, acrescentou.

 

Fonte: Jornal do Commercio - Economia

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