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Montadora chinesa BYD pode investir no estado

Empresa tem interesse em implantar fábrica no Brasil e Pernambuco inicia negociações, na missão da Fecomércio

 

Cantão (China) – Pernambuco pode receber uma nova montadora de veículos nos próximos meses. A marca chinesa BYD Auto tem interesse em abrir fábrica no Brasil, e o governo de Pernambuco já iniciou um diálogo para atrair a unidade. As negociações estão sendo sendo feitas na China, durante a Missão Empresarial da Fecomércio-PE neste país, e as potencialidades do estado são cartão de visita para a atração de novos investimentos.

 

Para o secretário executivo de Governo, Breno Perez, a captação de empresas do setor automotivo tem sido uma constante. “O Proauto foi criado pelo governo para incentivar a indústria automotiva, não apenas grandes montadoras, como fornecedores do setor”, revelou o secretário, lembrando do anúncio de investimento da Fiat e da implantação da central de distribuição da GM no estado.

 

Segundo Perez, o interesse da montadora chinesa por Pernambuco deve-se justamente aos incentivos fiscais garantidos no Prodepe. “Conversei com Stanley Tang, diretor regional da empresa para a América Latina e ele quer conhecer a nossa legislação e também os detalhes sobre a instalação da Fiat. Ele ainda me garantiu que irá pessoalmente a Pernambuco”, disse.

 

A BYD iniciou a atuação na área automotiva em 2003 e, desde então, mantém expressivo crescimento anual. Controladora de uma das mais importantes marcas de automóveis da China, a empresa produz carros de passeio, utilitários esportivos, minivans e carros e ônibus elétricos.

NEGÓCIOS -
O governo do estado quer intermediar os negócios chineses em Pernambuco. A Secretaria de Governo estará em Pequim, na China, nesta semana, para conhecer a expertise de escritórios paulistas que prestam consultoria aos orientais sobre possíveis investimentos no Brasil. E faz sentido. A China é o país que mais cresce no mundo. E, apesar de a frase parecer clichê, a verdade é que nenhuma nação pode ignorar a potência econômica chinesa.


“Hoje existem muitos escritórios no país chinês fazendo a internalização de empresas do Oriente em solo brasileiro. E isso é necessário porque os chineses desconhecem nossa complexidade tributária e ambiental”, explicou o secretário Breno Perez, que completa: “Através de um convênio com a Câmara Americana (Amcham), faremos essa consultoria”, disse.

 

Xing ling para todo o mundo

Cantão (China) – O mundo em 1,1 milhão de metros quadrados. O espaço parece pequeno para caber todo o planeta, mas em se tratando de uma feira, a área não é nada modesta. A Canton Fair, maior feira internacional de importação e exportação, que teve início ontem, em Cantão (China), deve movimentar no pós-evento cerca de US$ 10 bilhões. O valor explica de que maneira o mercado chinês está invadindo o mundo. E como o Brasil vem perdendo espaço.

Sejam ancorados em uma forte marca ou de qualidade duvidosa, os produtos chamados xing ling começam a deixar de ser piada mundo afora. Os mais de 58 mil estandes da feira de Cantão, que atrai empresários dos quatro cantos do planeta, mostram a força da produção do país asiático. “A China produz o que o comprador quer. Se o que se pede é preço baixo, eles reduzem a qualidade para vender. Enquanto os norte-americanos trocam o alumínio de uma caneta por um material cromado, por exemplo, a China o substitui pelo plástico. Tudo para baratear o produto e, lógico, vender”, conta o empresário Manuel José Lopes, que visita a feira de Cantão há sete anos. Dono da Rebitop, empresa de rebites em São Paulo, Lopes encontra no evento máquinas para confecção do material que chegam a ser 40% mais baratas que no Brasil. “Não temos como competir com eles”, diz.

E não temos mesmo. Para o empresário Luiz Carlos Almeida, que atua no fornecimento de material para construção, o problema está na falta de fiscalização do produto vindo da China.

 

Fonte: Diario de Pernambuco - Economia

 

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