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China, o parceiro comercial mais desejado

Josias Silva de Albuquerque

 

Todo mundo já sabe que é só uma questão de tempo até que a China se torne a maior potência econômica mundial. No início deste ano, o país asiático já conquistou dois novos títulos na sua infinita coleção de “se não o maior, o segundo maior do mundo”: o primeiro, como segunda nação mais industrializada do universo, tirando o Japão dessa posição no ranking de países mais industrializados do planeta, e o segundo, como maior consumidor de energia do planeta, título que era até pouco tempo dos Estados Unidos.

A China impressiona com seus números e mais ainda com a velocidade com que cresce. Só em infraestrutura, o país está investindo este ano mais de R$ 900 bilhões na construção de novas estradas, pontes e aeroportos. A grande fábrica mundial que se tornou o país se reflete na produção de eletrônicos, como DVDs e TVs: atualmente, o país produz 75% de todos os aparelhos do mundo e mais de 50% de todos os celulares e produtos têxteis.

Mas o que está atraindo a atenção para a nação vermelha do Oriente é o respeito e reconhecimento do país como o mais desejado parceiro comercial. Foi-se o tempo em que a China era sinônimo de produtos xing-ling, de baixa qualidade e baratos. O país também cresce tecnologicamente e quer ser referência na área. Também é meta chinesa ser superpotência científica. E o que não é meta na China, se dinheiro tem em abundância...?

Essas transformações pelas quais o dragão asiático passa tem impactos em todo o mundo e é preciso estar preparado para o que vem pela frente. As mudanças começaram há 30 anos e continuam crescendo em ritmo acelerado. As missões empresariais que a Fecomércio-PE realizou, em 2007 e em 2010, para prospectar negócios e atrair investimentos chineses para o Brasil e especialmente para a Região Nordeste sempre teve como objetivo abrir o mercado chinês para os empresários nordestinos, fortalecendo as relações comerciais entre China e Pernambuco. Foram mais de 600 encontros de negócios entre empresários dos dois países, além de parcerias firmadas entre universidades e a criação de um escritório de Pernambuco em Xangai, o coração econômico da China, para intermediar os contatos entre nossos empresários e os empresários chineses.

Nesta terceira missão à China, a Fecomércio-PE dá continuidade ao processo de fortalecimento das relações comerciais entre a China e Pernambuco, realizando um seminário sobre oportunidades de investimentos e de negócios no Brasil, rodada de negócios, visitas técnicas e participação na “China Import and Export Fair” ou “Feira de Cantão”, como ficou conhecida no Brasil.  A missão acontece de 10 a 29 de outubro e está levando para a China 80 pessoas – empresários, políticos, jornalistas e representantes de instituições empresariais e universidades, na expectativa de alcançar novos êxitos, aproximando os chineses desse formidável mercado brasileiro, onde Pernambuco desponta como um centro de atração para grandes investimentos.

Josias Silva de Albuquerque
Presidente da Fecomércio-PE e vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)

 

Fonte: Diario de Pernambuco - Opinião

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